Últimos Lugares

Travessia das Tien Shan

Com Pedro Gonçalves 03 a 17 jul 2021

Em plena Ásia Central, na fronteira entre o Quirguistão e a China, situam-se as montanhas Tien Shan. Uma paisagem intocada, de vales alpinos habitados há muitas gerações por famílias nómadas, onde encontramos florestas de coníferas, lagos de altitude e imponentes picos nevados.

Percorremos os trilhos das Tien Shan ao longo de uma jornada de trekking que nos leva desde os rios na base dos vales às passagens de colos de altitude, próximas dos 4000 metros, desvendando glaciares e montanhas a perder de vista. Prepara-te para te encontrares com pastores e descobrires o seu modo de vida, numa região onde o meio de transporte ainda é o cavalo. Com o apoio de uma equipa de carregadores e um cozinheiro, deixamos as comodidades do mundo moderno para abraçar a exploração do ambiente natural. Adormecemos com o crepitar da fogueira e despertamos nas margens do lago Ala Kul.

  • Impacto cultural
    Encontras costumes muito diferentes aos que estás habituado, no contacto com os nómadas que habitam a região e em alguns momentos de visita às cidades.
  • Esforço físico
    Caminhamos cerca de sete horas por dia, em ambiente de montanha, carregando apenas uma pequena mochila com o necessário para o dia. O carregadores levam o equipamento mais pesado por ti. O trekking realiza-se entre os 2000 e os 4000 metros de altitude.
  • Nível de conforto
    Durante o trekking, passamos oito noites em acampamento, em tendas de montanha para duas pessoas, sem acesso a banho. As refeições realizam-se numa tenda grande comum. O alojamento em Bishkek e Karakol é confortável.

03 a 17 jul 2021

1460 €15 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 700€

Número de viajantes

1460€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Bishkek

Bem-vindo ao Quirguistão, o país das montanhas. Ao chegares ao aeroporto Manas, és recebido pelo Pedro, que te acompanha até ao nosso hotel na cidade. Pelo caminho, logo te apercebes que estás no local certo para um trekking: mais de 80% do território do Quirguistão é composto por montanhas e Bishkek está rodeado delas.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Bishkek

Começamos o dia pela visita às principais ruas e praças da capital quirguiz. O passado como república soviética é evidente na estrutura da cidade. Toda a escala é imensa, com grandes quarteirões e praças colossais. 

Depois de deambularmos por um dos muitos jardins de Bishkek e de pararmos para um almoço descontraído, apanhamos uma marshutka - transporte público, também ele reflexo do legado soviético - até ao bazar. Aqui, deparamo-nos com um ambiente mais expectável para um país que se encontrava em plena Rota da Seda. Podemos encontrar tudo à venda, desde os banais utensílios para casa até às carnes e especiarias, bem como frutos secos e outros snacks que podemos comprar para os dias de trekking que nos esperam.  

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Karakol

De manhã cedo, partimos numa carrinha privada em direção a Karakol. Grande parte do percurso é pela cénica estrada que segue entre o lago Issyk Kul e as imponentes montanhas Tien Shan. O lago tem proporções gigantescas, com 160 quilómetros de comprimento, e é uma estância turística para os habitantes da capital, bem como para os dos países vizinhos. 

Em Karakol, habita uma grande comunidade russa e as suas influências são evidentes. No centro, encontramos uma bela catedral ortodoxa construída em madeira, para além das várias mesquitas, que se encontram por entre os blocos soviéticos de habitação e edifícios governamentais. Ficamos alojados numa acolhedora guesthouse de uma família russa, numa tranquila rua da cidade, com vista para as montanhas onde vamos caminhar. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 4Trekking Vale Kyzul Suu

Deixamos Karakol após o pequeno-almoço, num curto percurso a bordo de um antigo camião militar, que nos leva até ao início do trekking. Enquanto os carregadores fazem os ajustes finais da carga nas suas mochilas, nós colocamos as nossas às costas e arrancamos pelo vale Kyzul Suu acima. 

No início do dia, o trilho é largo e coberto por uma bem preservada floresta de coníferas, atravessando pontualmente alguns ribeiros. Passamos uma antiga estação meteorológica ainda em uso, e pouco depois chegamos ao nosso acampamento, previamente montado pelos carregadores. É o nosso primeiro jantar em montanha, confecionado pelo cozinheiro que nos acompanha e que nos ajuda a retemperar forças para os próximos dias.

Distância: 5 km (3 horas)
Desnível: 300 m positivo + 40 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 5Trekking Colo Archa Tor

Começamos o dia com a travessia do rio numa tirolesa de carrinho. Na outra margem, prosseguimos a subida do vale, sentindo a floresta começar a rarear à medida que ganhamos altitude. O trilho oferece-nos vistas sobre o vale que subimos, e sobre as cascatas que se precipitam pelas escarpas da montanha e nos transmitem uma agradável sensação de frescura. 

O acampamento de hoje fica na base do colo de Archa Tor, a 3800 metros de altitude. A paisagem é agora alpina, e é provável que os cumes que nos rodeiam se encontrem nevados.

Distância: 8 km (6 horas)
Desnível: 1090 m positivo + 47 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 6Trekking Vale Jetty Oguz

Nas primeiras horas, vencemos a primeira grande dificuldade deste trekking - atingir o colo de Archa Tor. E sem pressas, mas com alguma perseverança, chegamos ao topo. Lá em cima, a vista que o nosso olhar alcança está repleta de montanhas nevadas, de 5000 e 6000 metros de altitude. Uma paisagem de branco verdadeiramente inesquecível. 

Descemos depois um longo vale. É uma descida suave, em que sentimos agora a mudança da paisagem por ordem inversa. À medida que avançamos, a vegetação rasteira começa a surgir, dando depois lugar à floresta que se adensa cada vez mais. Surgem também os animais que pastam pelos vales - vacas, cavalos, cabras e ovelhas. E as yurts das famílias de pastores que aqui passam o verão com os seus animais. A hospitalidade do povo quirguiz é famosa, pelo que não te admires se nos convidarem para um chá ou para provar o seu kumiz, uma bebida tradicional da Ásia Central feita a partir de leite de égua fermentado. Acampamos na base do vale Jetty Oguz, com uma imponente vista para os picos mais acima.

Distância: 9 km (8 horas)
Desnível: 322 m positivo + 1316 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 7Trekking Subida Vale Jetty Oguz

O dia de hoje é diferente. Subimos o vale para nos aproximarmos das grandes montanhas, voltando depois ao mesmo acampamento para dormir. Começamos por atravessar mais um rio, num local onde habitam frequentemente vários pastores e famílias nómadas. Paramos a meio para um piquenique descontraído, com a comida que trouxemos nas mochilas desde o acampamento. 

A paisagem continua a mostrar-se diferente a cada dia, e a proximidade das montanhas faz-nos sentir a sua imponência. À nossa volta, estão alguns cumes perseguidos pontualmente por alpinistas, quase sempre russos, que desde a segunda metade do século XX rumam a estas montanhas no verão. Muitos outros cumes não têm nome - são tantas as montanhas que só as que mais se destacam é que ganham a honra de ser batizadas. Em muitas delas, nunca pisou um pé humano.

Distância: 6 km (5 horas)
Desnível: 850 m positivo + 850 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 8Trekking Colo de Telety

Após mais um pequeno-almoço no acampamento, colocamos as mochilas às costas e descemos um pouco do vale Jetty Oguz, para logo depois voltar a seguir para leste, a direção dominante do nosso trekking. Estamos a cerca de 2500 metros, uma das menores altitudes desta aventura. Cruzamo-nos com várias famílias, que sobem os vales no início do verão com os seus animais, para aqui montarem as suas yurts e tirarem partido do viçoso pasto que estes jailoos (pastos de altitude) lhes proporcionam. Quando chegar o outono, voltarão a descer o vale e a habitar as casas das aldeias, enfrentando os rigores do inverno. 

Hoje, subimos até à base do colo de Telety, passando por diversas yurts e tendas de pastores, que se posicionam a diferentes altitudes, de acordo com os pastos que encontram. O acampamento de hoje é um dos mais belos da viagem, envolto em paisagem de alta montanha.

Distância: 13 km (8 horas)
Desnível: 900 m positivo + 217 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 9Trekking Vale de Karakol

Do acampamento, começamos a subir até transpormos o colo de Telety, a 3800 metros de altitude. Do topo, deparamo-nos uma vez mais com montanhas a perder de vista. Para oeste, destaca-se um incógnito mas imponente pico de forma triangular, que convida à contemplação. 

Na descida, passamos junto a pequenos lagos e glaciares, até que entramos na floresta e chegamos ao local do nosso acampamento, na margem do rio Karakol. A paisagem é bucólica e serena e merece que lhe dediquemos as duas noites que aqui passamos. 

Distância: 9 km (8 horas)
Desnível: 490 m positivo + 1200 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 10Trekking Vale de Karakol e Glaciar Ujuntor

Pela segunda vez nesta viagem, partimos para o trekking do dia, voltando depois ao mesmo local de acampamento. Hoje subimos o vale de Karakol, um dos mais encantadores da região. 

Seguindo sempre pela margem esquerda do rio, atravessamos uma floresta de pinheiro siberiano, até que termine e nos desvende todo o esplendor da paisagem. Ao fundo, encontra-se o Pico Karakol, uma montanha de beleza singular e alvo de muitas expedições de alpinismo. Na sua base, podemos contemplar o não menos belo glaciar Ujuntor. Este conjunto compõe uma paisagem inesquecível - uma das memórias que certamente irás guardar deste trekking.

Distância: 9 km (5 horas)
Desnível: 475 m positivo + 575 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 11Trekking Lago Ala Kul

Após deixarmos o vale de Karakol, o trilho leva-nos a subir pelo vale de Kurgak, cujo nome significa vale seco, na língua local. Na realidade, o vale tem um curso de água, mas subterrâneo na maioria da sua extensão. A subida intercala troços mais inclinados com outros mais suaves, com floresta de permeio que nos presenteia com boas sombras, ideal para descansarmos e desfrutarmos de uma leve refeição. 

Seguimos depois até chegarmos a um dos lugares mais icónicos da região - o lago Ala Kul. A 3500 metros de altitude, o lago é uma pérola de águas de um azul-turquesa que parece irreal. Tens todo o tempo para apreciar a paisagem, já que hoje montamos o acampamento nas margens. À medida que o sol se aproxima do horizonte, as paredes que envolvem o lago pintam-se de tons de laranja. E se a noite estiver descoberta, o céu irá ficar repleto de estrelas umas horas mais tarde.

Distância: 9 km (7 horas)
Desnível: 1175 m positivo + 230 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 12Trekking Vale Altyn Arashan

Despertamos na margem do lago. De manhã, com a luz a incidir noutra perspetiva, podemos ver as montanhas refletidas nas suas águas. A cada hora, vemos a paisagem deste local mudar consoante a luz, permitindo-nos presenciar todas as nuances deste lugar tão especial. 

Começamos o percurso do dia subindo até ao último colo de altitude deste trekking, próximo dos 4000 metros. Lá em cima, é difícil escolher para onde olhar. De um lado, temos uma nova perspetiva sobranceira sobre o lago Ala Kul e sobre o massivo glaciar que o alimenta. Do outro, na direção da China, ao longe, estão as montanhas de 7000 metros. Descemos depois até ao vale de Altyn Arashan, onde nos espera, ao final do dia, um jantar de celebração do trekking que terminamos. O sentimento de completar uma jornada de vários dias a caminhar por uma região remota da Ásia Central é tremendamente recompensador. E, para um merecido descanso, nada melhor do que passar a noite em yurts, à boa maneira quirguiz, como fazem as gentes que habitam este lugar.

Distância: 13 km (8 horas)
Desnível: 500 m positivo + 1535 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Yurt

Dia 13Karakol

Pela manhã, após o pequeno-almoço, o camião militar que nos trouxe para a montanha vai agora levar-nos de volta a Karakol, pelas estradas de terra que descem o vale. Regressamos à guesthouse que nos serve de base na cidade, onde a Tatiana e a sua família nos aguardam. 

Depois de um merecido e aguardado banho, saímos para almoçar. Da parte da tarde visitamos a igreja ortodoxa da cidade, construída em madeira e ornamentada por cúpulas douradas. Percorremos as ruas do centro da cidade, espreitamos o mercado e descontraímos ao final da tarde, numa esplanada da cidade.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 14Lago Issyk Kul e Bishkek

Hoje deixamos Karakol para regressar a Bishkek. Pelo caminho, paramos na margem do lago Issyk Kul para almoçar. Já tivemos oportunidade de o admirar nos primeiros dias no Quirguistão, e hoje, porque não dar um mergulho nas suas águas, enquanto contemplamos as montanhas Tien Shan? Afinal, não é todos os dias que estamos num dos maiores lagos do mundo e aliás o maior lago salgado, imediatamente a seguir ao Mar Cáspico. 

Revigorados, seguimos viagem e chegamos a Bishkek ao final da tarde, a tempo de um último jantar de grupo, em celebração das nossas conquistas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 15Bishkek e Voo de Regresso

Chegou a hora de te despedires do Quirguistão. O Pedro vai levar-te ao aeroporto Manas de acordo com o horário do teu voo de regresso. Contigo, levas uma sensação de superação incrível, depois destes dias de trekking e isolamento num cenário montanhoso singular.  

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
14 pequenos-almoços, 9 almoços e 9 jantares
Serviço de carregadores e cozinheiro para o trekking

Tendas

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação não especificada (cerca de 65€)
Gratificações à equipa local (cerca de 40€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para os portugueses não é necessário visto para o Quirguistão. Basta levares o passaporte com validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.  

    Em Bishkek, ficamos num hotel no centro da cidade, com quartos de duas camas e casas de banho 
    em todos os quartos. Em Karakol, dormimos numa guesthouse de uma acolhedora família russa. Provavelmente, o nosso grupo ocupará todos os quartos, sendo que alguns são de duas camas, outros de três ou quatro, todos com casas de banho privativas. O espaço é muito acolhedor. Ambos os alojamentos dispõem de wi-fi.

    Durante o trekking, dormimos em tendas de montanha de duas pessoas, transportadas pela nossa equipa de carregadores. Nos acampamentos, há ainda uma tenda grande, onde podemos estar juntos durante as refeições ou noutros momentos ao final do dia. Temos uma latrina rudimentar em cada acampamento. A última noite do trekking é passada em yurts quirguizes. Durante o trekking, não há acesso a duche.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nas cidades, há restaurantes de vários tipos de cozinha, incluindo ocidental. Para além destes, queremos dar-te a experimentar a cozinha quirguiz e a da Ásia Central, difundida pelos vários países da região. Fazêmo-lo em restaurantes, mas também em bancas de rua e mercados. A carne de vaca e carneiro são muito frequentes, mas as massas, o arroz e os legumes também. Já o peixe não é muito habitual.

    Durante os dias de trekking, a alimentação é fornecida pela Nomad e inclui pequeno-almoço, almoço e jantar. Os pequenos-almoços são semelhantes ao habitual em Portugal, com pão, manteiga, compotas, chá, café, etc. Os almoços são ligeiros e poderão variar dependendo dos dias de trekking, dividindo-se em refeições quentes confecionadas pelo cozinheiro no momento, ou refeições piquenique que te são entregues na manhã, antes de iniciarmos o trekking. Os jantares são sempre refeições quentes confecionadas pelo cozinheiro, refletindo, quando possível, a cozinha quirguiz e desfrutadas no conforto (relativo) do acampamento. Podes esperar refeições completas com pratos que podem ser de carne, arroz, massas, legumes ou saladas, com as restrições compreensíveis pelo facto de os mantimentos serem transportados por carregadores. Se fores vegetariano ou tiveres alguma restrição alimentar, deves avisar-nos com antecedência para que possamos planear as refeições com a nossa equipa local.

    Durante os trekkings, deves levar snacks, como frutos secos, barras energéticas ou fruta, para comer entre refeições. Podes comprá-los já no Quirguistão.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda do Quirguistão é o som quirguiz e é a que utilizas para os pagamentos que precises de fazer durante a viagem. Podes trocar dinheiro em casas de câmbio em Bishkek ou levantar em máquinas ATM, mas neste caso as taxas são elevadas. Caso queiras trocar dinheiro, podes trazê-lo em euros ou dólares (é indiferente) e, no dia da chegada, o líder Nomad mostrar-te onde o trocar para as despesas da viagem.

    A maior parte da alimentação está incluída no valor da viagem. Só vais precisar de dinheiro para as refeições e pequenas despesas em Bishkek e Karakol, bem como para a compra de snacks para levar para o trekking. Estimamos cerca de 65€ para alimentação não incluída. Durante o trekking, somos acompanhados por uma equipa de carregadores. Na montanha, é tradição gratificar a equipa local no final da viagem. Tendo em conta os padrões locais, sugerimos que reserves cerca de 40€ (opcional).

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. Entre as principais vantagens em termos financeiros contam-se as taxas inexistentes ou reduzidas e o facto de, alegadamente, usar taxas de câmbio mais favoráveis do que os bancos tradicionais. É uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares contigo um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Durante todos os dias do trekking, não há qualquer acesso a internet, eletricidade nem rede de telemóvel. Na eventualidade de uma emergência, é possível abandonar o trekking em vários pontos ao longo do percurso.

    Os alojamentos de Bishkek e Karakol têm wi-fi, bem como a maioria dos cafés e restaurantes. Nas cidades, há uma boa cobertura de rede 3G. Fora das montanhas, há rede de telemóvel praticamente sempre, mesmo fora das cidades.

    As tomadas elétricas são iguais às de Portugal, pelo que não precisas de levar nenhum adaptador. Sugerimos que leves uma ficha tripla, se quiseres carregar vários aparelhos ou baterias na noite antes do início do trekking.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Deslocamo-nos de Bishkek para Karakol ao longo do lago Issyk Kul, numa carrinha privada reservada para o nosso grupo, e o mesmo acontece no regresso a Bishkek. O percurso dura aproximadamente seis horas, em cada sentido. O acesso aos trilhos de montanha faz-se em camiões militares da época soviética. 

    Dentro das cidades de Bishkek e Karakol, andamos maioritariamente a pé, mas poderemos recorrer a táxis ou transportes públicos para conveniência em algumas deslocações.

  • Como é o clima durante a viagem?

    O trekking decorre num ecossistema alpino, na região mais verdejante e por isso mais húmida da cordilheira das Tien Shan. Durante o verão, quando se realiza a viagem, podemos contar com uma meteorologia irregular. Maioritariamente, esperam-se dias de sol, mas é muito habitual chover em alguns dias. Esperam-se temperaturas de cerca de 26ºC durante o dia. Nas noites mais frias, em que dormimos acima de 3000 metros de altitude, as temperaturas podem facilmente descer a 0ºC.

    Fora da montanha, nas cidades, domina um clima continental e as temperaturas são significativamente mais elevadas. As máximas podem ser de 35ºC e as mínimas de 15ºC.  

  • Terei problemas com a altitude nesta viagem?

    Nesta viagem estarás sujeito a um aumento da altitude de forma muito progressiva e pensada para garantir uma boa aclimatação, com doseamento de esforço ao início e menores ganhos de altitude. A ideia é subir durante o dia e dormir mais abaixo, na maioria dos dias.

    A aclimatação começa logo em Bishkek, a cerca de 1000 metros de altitude. Após duas noites na cidade, a próxima paragem é Karakol, a cerca de 2000 metros de altitude. Só no dia seguinte iniciamos o trekking, e que é o dia mais curto, em que caminhamos poucas horas e com um ganho de altitude pequeno, exatamente para continuarmos uma boa aclimatação. De seguida, o trekking é ondulante, passando por vários vales e atravessando vários colos de montanha, que rondam os 4000 metros. As noites nos vales estão a cerca de 2500 metros de altitude e as noites de maior altitude a cerca de 3700 metros.   

    A adaptação do corpo à altitude depende da reação individual de cada organismo. Se não tiveres problemas de saúde, é pouco provável que venhas a ter problemas com a altitude. No entanto, é possível que sintas algum desconforto pontual, como dores de cabeça, cansaço e enjoos. Em viagem, precavem-te bebendo muitos líquidos e, caso as possas tomar, leva aspirinas para as dores de cabeça que possas vir a ter. 

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de caminhar em ambiente de montanha durante vários dias. Nos dias de trekking, conta com seis a oito horas de caminhada por dia, a um ritmo lento e passo tranquilo. Os trilhos não requerem conhecimento técnico mas, para quem não tenha um estilo de vida ativo, esta poderá ser uma viagem fisicamente exigente.

  • Não tenho experiência de trekking. Esta viagem é para mim?

    Este trekking está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para passar nove dias a percorrer uma paisagem natural a pé, dormindo em tendas todas as noites. Em alguns momentos, terás de empenhar alguma perseverança, mas os dias são descontraídos e tranquilos. Leva em consideração o cansaço e desconforto acumulados de caminhar em montanha durante o dia e dormir em tendas à noite, sem acesso a banho, ao longo de nove dias.

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Em montanha, as distâncias não são medidas em quilómetros, mas sim em horas. Isto porque, devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros. Neste trekking, caminhamos cerca de sete a oito horas por dia, na maioria dos dias. No entanto, há dias em que caminhamos menos horas, como é o caso do primeiro dia.

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. O ritmo é ajustado às necessidades do grupo, com muitas paragens ao longo do dia. A distância dos itinerários escolhidos para cada dia dão-nos a possibilidade de os realizarmos com calma, para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • Como calculamos o tempo de caminhada?

    As viagens de trekking da Nomad são desenhadas para o viajante que procura desfrutar do meio natural. O tempo de caminhada referido no programa é calculado tendo em conta um ritmo tranquilo, incluindo paragem para refeições ou simplesmente para desfrutar da paisagem.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Quirguistão

Atividades

Descoberta cultural, Trekking

Dormida

Acampamento: 8 noites, Guesthouse: 2 noites, Hotel: 3 noites, Yurt: 1 noite

Transportes

Camião, Carrinha

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 700€

Testemunhos

Foi a viagem da minha vida. Uma experiência crua de contacto com a natureza e paisagens deslumbrantes. Quando nos vemos perante a imensidão da montanha e despojados de tudo, nada podemos fazer senão render-nos à força extraordinária da natureza.
Joana S.
Cada cume ultrapassado traduz-se numa imensa sensação de prazer, felicidade e até liberdade. Não há como ficar indiferente às Tien Shan. O cansaço e o desconforto tornam-se irrelevantes. Recomendaria esta viagem a quem gosta de se pôr à prova.
Teresa M.
As Tien Shan são um tesouro bem guardado das multidões - um dos trekkings mais bonitos que já tive oportunidade de fazer. A paisagem é deslumbrante. Nas cidades, sente-se uma atmosfera tranquilas e a simpatia das pessoas. Um país a voltar.
Inês D.