Travessia Los Glaciares
No coração da Patagónia, O PARQUE NACIONAL DOS GLACIARES, PROTEGE UM DOS CENÁRIOS MAIS imponentes DA Argentina. ENTRE BOSQUES SUBANTÁRTICOS, VASTOS GLACIARES E LAGOS TURQUESA, ERGUEM-SE MONTANHAS QUE DESAFIAM A GRAVIDADE. COMO O CERRO TORRE, A QUEM O LENDÁRIO ALPINISTA LIONEL TERRAY CHAMOU DE “MONTANHA IMPOSSÍVEL”.
Esta travessia desafia-te a percorrer um parque nacional classificado como Património Mundial pela UNESCO, levando contigo tudo o que precisas para viver vários dias em plena imersão na natureza. O percurso leva-nos por florestas de nothofagus e por territórios onde vivem o huemul e o puma, atravessa vales glaciais e segue por trilhos remotos que sobem até passos alpinos. Após nos deslumbrarmos com o pôr do sol sobre o Fitz Roy, seguimos por caminhos cada vez mais selvagens, até que a paisagem culmine na vastidão do Campo de Gelo Sul e nos imponentes icebergs do lago Viedma. A cada dia que passa, a paisagem transforma-se, e a sensação de isolamento intensifica-se, numa travessia que nos leva à essência mais remota da Patagónia.
Impacto cultural
Viagem focada na natureza. Em El Chaltén, onde pernoitamos no início e no fim do trekking, és acolhido por comunidades muito ligadas ao outdoor. A gastronomia é um marco cultural da região.Esforço físico
Caminhamos cerca de 9 horas por dia, em ambiente de montanha, carregando uma mochila com cerca de 17 kg. É um trekking em autonomia total, que exige boa condição física. Todos os dias terás de montar o acampamento e cozinhar as tuas refeições. Vamos cruzar rios através de tirolesas, subir a passos de montanhas expostos e percorrer florestas cerradas.Nível de conforto
Durante o trekking, passamos seis noites em acampamento, em tendas de montanha para duas pessoas, sem acesso a banho ou infra-estruturas de apoio. Em El Chaltén, o alojamento é confortável.
27 fev a 09 mar 2027
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Percurso
PreparaçãoPreparação para o trekking autonomia
Viajar em autonomia exige preparação. Como vais carregar tudo o que precisas para a travessia, receberás acompanhamento via WhatsApp e participarás numa sessão Zoom com o guia da Nomad. Nessa sessão, poderás esclarecer dúvidas, escolher o equipamento certo, planear a alimentação e aprender estratégias para tornar a autonomia mais leve e confortável.
Se quiseres aprofundar ainda mais a tua preparação, podes realizar a nossa Oficina de Trekking de Travessia, na Serra da Estrela — uma experiência prática e orientada para quem quer ganhar confiança antes de partir para a Patagónia.
Alimentação: -
Dormida: -
Dia 1Chegada a El Chaltén
O guia desta viagem espera-te no alojamento em El Chaltén, onde te irás reunir com o grupo e ultimar os preparativos para a travessia. Todos os anos, alguns dos melhores escaladores e alpinistas do mundo rumam a esta pequena aldeia, tornando-a num ponto de encontro vibrante para quem busca os maiores desafios da Patagónia.
A ligação a El Chaltén faz-se a partir de El Calafate, onde se encontra o aeroporto internacional mais próximo, com transfers diretos de autocarro até El Chaltén. Se chegares com tempo, vale a pena prolongar a estadia em El Calafate e visitar o Glaciar Perito Moreno, umas das maravilhas naturais mais impressionantes da região.
Alimentação: -
Dormida: Bungalow
Dia 2El Chaltén, limiar da Patagónia
Dedicamos este dia à preparação do equipamento individual e coletivo essencial para a nossa travessia. Acordamos com calma, recuperando energias depois da longa viagem até à Patagónia. Durante a manhã, juntamo-nos para aprender a montar as tendas e distribuir o equipamento coletivo, afinando as últimas escolhas de equipamento.
À tarde, exploramos El Chaltén, deixando-nos envolver pelo ambiente vibrante desta aldeia de montanha. Pelo caminho, podemos passar por La Chocolatería da Anabel, um espaço icónico da vila, onde o aroma do chocolate artesanal se mistura com o calor da madeira local. Um ponto de encontro de montanhistas e habitantes de Chaltén, este é o lugar ideal para saborear um chocolate quente ou um alfajor, enquanto contemplamos as montanhas pelas suas janelas.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bungalow
Dia 3Trekking - Nas pegadas de Agostini
Após o pequeno-almoço, partimos de El Chaltén numa carrinha privada até à Ponte do rio Eléctrico, onde começamos a travessia. O trilho inicia numa paisagem aberta, salpicada de rochas, arbustos e pequenos ñires, antes de mergulhar num bosque denso de lengas. À medida que avançamos pelo vale, a floresta vai ganhando altura e silêncio, o ambiente ideal para avistar o carpinteiro-magelânico e outras aves que habitam este recanto da Patagónia.
Seguimos bosque adentro até ao refúgio Piedra del Fraile, um recanto isolado que servirá de apoio ao nosso acampamento. O nome presta homenagem ao missionário, fotógrafo e alpinista italiano Alberto María de Agostini, que nos anos 30 utilizou este promontório rochoso como campo base para as suas explorações da região. Protegido dos fortes ventos que sopram do Campo de Gelo, este local foi, e continua a ser, um ponto estratégico para expedições que se aventuram mais fundo na Patagónia selvagem.
Distância: 7 km (3 horas)
Desnível: 100 m positivo
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Acampamento
Dia 4Trekking - Diante do Fitz Roy
Deixamos para trás o pitoresco refúgio Piedra del Fraile eseguimos por um trilho pouco percorrido que sobe suavemente através do bosque patagónico. À medida que avançamos entre lengas e ñires, é provável avistarmos algumas das aves autóctones da região, como o pica-pau gigante, a águia-mora e o impressionante condor.
Ao sair da floresta, deparamo-nos com as águas revoltas do rio Blanco. Seguimos por um trilho estreito junto à margem, que nos proporciona vistas para o glaciar Piedras Blancas, assim chamado devido à cor das rochas que o envolvem. Detemo-nos por uns momentos para absorver a imponência do cenário antes de prosseguirmos para o acampamento.
Depois de deixarmos as mochilas grandes e recuperarmos o fôlego, iniciamos a subida em direção à Laguna de los Tres. O trilho, que ziguezagueia montanha acima, exige esforço: um desnível de 400 metros separa-nos do destino. Mas a recompensa compensa cada passo. No topo, encontramos a lagoa de águas turquesa, formada pelo degelo do glaciar que repousa na base do Fitz Roy. O cenário, marcado pelo branco do gelo e pelo recorte inconfundível do Fitz Roy, é um dos mais arrebatadores desta travessia.
Seguimos depois pela margem sul da Laguna de los Tres. Trepamos uma superfície rochosa para alcançar um novo miradouro e revelar a Laguna Sucia, mais pequena, mas igualmente impressionante. A vista sobranceira para a lagoa, emoldurada pelas montanhas icónicas, é o culminar perfeito para um dia de grandes esforços e ainda maiores recompensas.
Distância: 18 km (9 horas)
Desnível: 900 m positivo + 700 m negativo
Alimentação: -
Dormida: Acampamento
Dia 5Trekking - Cerro Torre, a montanha impossível
De pequeno-almoço tomado e mochila às costas, seguimos em direcção às lagoas Madre e Hija. À medida que avançamos, o maciço do Fitz Roy revela-nos novas perspectivas, como a imponente face da Aguja Poincenot. Continuamos pela floresta em direcção ao vale do Cerro Torre, até alcançarmos a nascente do rio Fitz Roy. Chegados ao acampamento D’Agostini, encontramo-nos perante uma das paisagens mais impressionantes do mundo: um anfiteatro glacial moldado por rocha e gelo, pontuado por icebergues e dominado pela silhueta afiada do Cerro Torre. É a partir daqui que alpinistas como Cesare Maestri e David Lama partiram — e continuam a partir — em busca de um dos maiores desafios do alpinismo: a montanha impossível. Antes do descanso, seguimos por um curto desvio até ao miradouro Maestri. Deste ponto elevado, contemplamos a lagoa e a parede oeste do Cerro Torre — uma última recompensa num dia pleno de paisagens marcantes.
Distância: 14 km (7 horas)
Desnível: 400 m positivo + 500 m negativo
Alimentação: -
Dormida: Acampamento
Dia 6Trekking - Pelo Paso de las Agachonas
Inspirados pela silhueta das torres de granito, preparamo-nos para mais um grande desafio: superar o Paso de las Agachonas (1.354 m). Começamos o dia com a travessia em tirolesa do rio Fitz Roy. Na outra margem, iniciamos a subida em direcção ao colo, sentindo a floresta rarear à medida que ganhamos altitude. No topo do passo, somos recompensados por uma vista arrebatadora sobre os maciços do Cerro Torre e do Fitz Roy, revelando toda a sua escala e imponência. Depois de ultrapassado o colo, descemos por um trilho, que expõe em sentido inverso as transformações da paisagem. A vegetação rasteira reaparece, seguida por bosque cada vez mais denso, até mergulharmos novamente na floresta. Caminhamos junto ao rio Túnel e, ao longe, avistamos já o Paso del Viento — porta de entrada para o Campo de Gelo Patagónico e objectivo do dia seguinte. Ao fim do dia, alcançamos a Laguna del Toro, onde montamos acampamento.
Distância: 13 km (8 horas)
Desnível: 800 m positivo + 800 m negativo
Alimentação: -
Dormida: Acampamento
Dia 7Trekking - Paso del Viento, a fronteira dos dois mundos
É dia de enfrentar a subida ao Paso del Viento — o ponto mais desafiante desta travessia. Por dar acesso ao inóspito Campo de Gelo Patagónico, este passo de montanha tornou-se um marco para alpinistas e aventureiros de todo o mundo. Deixamos o acampamento e contornamos a Laguna del Toro, até alcançarmos o primeiro grande desafio do dia: a travessia do rio Túnel. Um a um, cruzamos as suas águas rápidas através de uma tirolesa previamente instalada. Na margem oposta, o trilho segue por cascalho solto e leva-nos até ao glaciar Túnel. O terreno é inclinado e irregular, exigindo atenção redobrada e um ritmo mais pausado — convite ideal para contemplar os impressionantes glaciares Túnel Inferior e Superior. No passo, em recompensa pelo esforço, o horizonte abre-se com uma das mais arrebatadoras visões da travessia: o Cordon Mariano Moreno, as nascentes do glaciar Viedma e, ao longe, o Cerro Riso Patrón, cujos braços glaciares se estendem em direcção ao Pacífico. Fazemos uma pausa com vista privilegiada sobre o Campo de Gelo Patagónico — a terceira maior extensão de gelo continental do mundo, depois da Antártida e da Gronelândia. Com energias renovadas, iniciamos a descida rumo ao próximo acampamento, com a vastidão branca a acompanhar-nos no horizonte.
Distância: 12 km (9 horas)
Desnível: 800 m positivo + 500 m negativo
Alimentação: -
Dormida: Acampamento
Dia 8Trekking - A descida até ao Viedma
Desmontamos acampamento e seguimos um caminho que contorna a encosta e nos presenteia com uma vista incríveis para o campo de gelo e o glaciar Viedma. Subimos até Paso Huemul - de onde temos um último vislumbre da calota de gelo, antes de descer para uma paisagem e clima drasticamente diferentes. Descemos abruptamente pela floresta até às margens do Lago Viedma. Esta descida é dramática pela sua beleza e dificuldade. A par da passagem do colo do Paso do Vento, será uma das seções mais difíceis da travessia. Montamos as tendas na margem da Baia dos Hornos, no Lago Viedma.
Distância: 14 km (9 horas)
Desnível: 300 m positivo + 1000 m negativo
Alimentação: -
Dormida: Acampamento
Dia 9Trekking - Da pampa a El Chaltén
Chegou o momento de repetir, pela última vez, a nossa rotina diária: preparar o pequeno-almoço, desmontar o acampamento e arrumar a mochila. Hoje, o descanso será numa cama. A paisagem volta a surpreender, agora com a vastidão aberta da pampa — a planície que se estende até perder de vista, em forte contraste com as montanhas, glaciares e icebergues dos dias anteriores. Ainda temos uma última tirolesa para cruzar. Ao chegarmos à Estância Baía Túnel, pousamos as mochilas e celebramos, em grupo, o fim da travessia. Resta apenas aguardar pelo transporte de regresso a El Chaltén, com o corpo cansado e o espírito cheio.
Distância: 16 km (8 horas)
Desnível: 300 m positivo + 300 m negativo
Alimentação: -
Dormida: Bungalow
Dia 10Dia de Contingência
Reservamos este dia como contingência de mau tempo. A passagem do colo das Agachonas e o colo do Passo do Vento apenas se realiza com condições metrológicas estáveis. Caso não seja necessário usar o dia durante a travessia, iremos passa-lo em El Chaltén, a desfrutar do ambiente peculiar desta localidade.
Alimentação: Pequeno-almoço (El Chaltén)
Dormida: Bungalow (El Chaltén)
Dia 11Chaltén. Viagem de Regresso
Chegou a hora de te despedires da Patagónia. Fim do programa.
Deves organizar o teu transfer de Chaltén mediante o teu voo.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -
Inclui:
Apoio técnico na preparação da viagemAlojamento como descrito no programa
Equipamento coletivo de acampamento
Acompanhamento no terreno por guia Nomad e guia local certificado pelo PN Los Glaciares
Comunicações por satélite para emergência
Exclui:
Voos internacionaisAlimentação não incluída em El Chaltén (cerca de 200€) + alimentação trekking
Transferes de aeroporto
Seguro pessoal
Equipamento pessoal
Gratificações ao guia local (cerca de 50€)
Extras pessoais
Perguntas Frequentes
Qual o aeroporto preferencial para a chegada a El Chaltén?
Deves comprar os teus voos com destino e a partir do Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola de El Calafate (FTE).
Qual a melhor forma para chegar a El Chaltén do Aeroporto de El Calafate?
Recomendamos que reserves com antecedência um transfer numa companhia de autocarros (por exemplo, Chaltén Travel ou Marga Taqsa). Tem em conta que o percurso entre El Chaltén e o Aeroporto de El Calafate demora cerca de três horas, um fator importante a considerar tanto na marcação do voo de chegada como do de partida, para garantires tempo suficiente em ambos os sentidos.
Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?
A Nomad não reserva noites extra no início e/ou no fim da viagem mas podes fazê-lo diretamente nos mesmos alojamentos que temos previstos para a viagem. Depois da tua reserva estar confirmada, disponibilizamos as informações dos alojamentos nas Notas de Viagem (na tua Área Pessoal), para que possas realizar as reservas de noite extra de acordo com as tuas preferências. Estarão sempre sujeitas à disponibilidade dos alojamentos no momento em que efetues a reserva.
Para fazer esta viagem preciso de visto?
Para viajantes com passaporte português e estadias não superiores a 90 dias, não é necessário visto para a Argentina. Basta levares o teu passaporte com validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem.
Como são os alojamentos durante a viagem?
Escolhemos alojamentos bem localizados, no centro das povoações e próximos dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São espaços com identidade local e que refletem a cultura e o carácter da região.
Em El Chaltén, ficamos alojados em bungalows simples e acolhedores, inspirados na arquitetura tradicional dos puestos patagónicos. Os quartos são de duas camas, as casas de banho partilhadas e há acesso à internet.
No Parque Nacional Los Glaciares, pernoitamos em tendas de montanha para duas pessoas, partilhadas com viajantes do mesmo género. Deverás trazer o teu próprio saco-cama, colchão e almofada. Durante todo o trekking, não existem duches nem casas de banho convencionais, à exceção dos dias 3, 4 e 5 em que estão disponíveis latrinas secas nos locais de acampamento.
Como é a alimentação durante a viagem?
A alimentação não está incluída no programa (com exceção dos pequenos-almoços em El Chaltén). Deverás trazer de Portugal toda a alimentação necessária para os dias de trekking. Este é um tema que será abordado em detalhe na sessão de preparação por Zoom. Terás de elaborar o teu plano de alimentação com antecedência que será validado pelo guia.
Para facilitar o transporte da alimentação, recorremos a uma cache a meio do percurso. Antes de partirmos para o trekking, deixamos em El Chaltén a alimentação para os últimos três dias, que no dia 6 será transportada até ao nosso acampamento por uma equipa de carregadores. Para este efeito, terás de ter um saco estanque.
Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?
A moeda usada na Argentina é o Peso Argentino. Poderás fazer pagamentos em cartão em quase todos os locais. O acesso a máquinas ATM é reduzido em El Chaltén e as taxas são elevadas, mas existem muitas casas de câmbio. Recomendamos que tragas dinheiro em euros ou dólares para utilizar nas transações que não forem possíveis com cartão.
Contabiliza cerca de 200 € para refeições não incluídas em El Chaltén.
Durante o trekking, somos acompanhados por um guia local. Na Patagónia, é habitual gratificá-lo no final da viagem, uma prática opcional mas comum na região. Tendo em conta os padrões locais, sugerimos que reserves cerca de 50€ para esse efeito.
Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.
É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode ser útil se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante a viagem. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local numa casa de câmbios.
Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?
Na Argentina, muitos locais utilizam tomadas tipo I. O alojamento em El Chaltén dispõe de tomadas compatíveis com o tipo C, pelo que não precisas de adaptador nesse local específico. Ainda assim, recomendamos que tragas um adaptador universal e uma ficha tripla, útil para carregares vários dispositivos em simultâneo antes do trekking. Em El Chaltén, o alojamento conta com acesso a wi-fi, tal como a maioria dos cafés e restaurantes.
Durante o trekking no Parque Nacional Los Glaciares, não existe acesso a internet, rede móvel ou eletricidade. São sete dias sem comunicações, por isso, é essencial levares uma power bank para manteres os teus dispositivos carregados.
A equipa Nomad transporta um dispositivo de comunicação por satélite, a ser utilizado apenas em caso de emergência.
Como são os transportes durante a viagem?
No início do trekking, uma carrinha privada leva-nos até à ponte do Rio Eléctrico. No final da travessia, o mesmo transporte traz-nos de volta a El Chaltén.
Como é o clima durante a viagem?
Famosa pelos seus fortíssimos ventos, a Patagónia é uma das regiões mais rigorosas do planeta. A amplitude térmica poderá ser muito grande. Durante o dia, as temperaturas podem atingir os 28ºC, e nas regiões montanhosas mais elevadas podem rondar os 0ºC, ou até menos nas noites mais frias.
A meteorologia em montanha é imprevisível e, mesmo no verão, a possibilidade de chuva e baixas temperaturas é real, pelo que ter calçado e vestuário de montanha efetivamente impermeável e de boa qualidade é fundamental.
Terei problemas com a altitude nesta viagem?
Não. Uma das grandes vantagens da Patagónia face a outras regiões é a facilidade de adaptação ao terreno, uma vez que não requer aclimatização. O trekking decorre sempre abaixo dos 1500 metros de altitude.
Esta viagem é fisicamente exigente?
Sim. Este itinerário é fisicamente exigente, aconselhável a quem está em boa forma física e habituado a caminhar em montanha. São sete dias consecutivos de trekking em autonomia total, numa paisagem alpina remota e exposta aos elementos.
Deves sentir-te à vontade para transportar uma mochila de 17 kg durante cerca de nove horas por dia, em terreno acidentado e fora de trilho. Ao longo da travessia, cruzamos rios em tirolesa, subimos passos de montanha expostos e percorremos florestas cerradas. É igualmente importante estares consciente do desgaste acumulado de múltiplas noites em acampamento, bem como de seres autónomo na montagem da tenda e na preparação das tuas refeições, de acordo com um plano alimentar pré-aprovado pelo guia.
Na primeira metade do trekking existem alguns pontos onde é possível abandonar a atividade, com cerca de quatro horas de caminhada de regresso a El Chaltén. A partir do dia 6, o regresso passa a demorar mais de um dia a caminhar. Em caso de emergência, o resgate é feito por terra pela equipa de Guardaparques do Parque Nacional Los Glaciares.
Não tenho experiência de trekking. Esta viagem é para mim?
Este trekking não requer conhecimentos técnicos, mas é fisicamente exigente e pressupõe experiência prévia em caminhadas em montanha em autonomia total. Deverás ter em consideração o desgaste físico provocado por uma travessia de múltiplos dias em terreno acidentado, com uma mochila de 17 kg e dormida em acampamento sem acesso a banho.
Participar nesta viagem implica alguma preparação prévia?
Sim. Implica disponibilidade para planear e preparar a travessia. Isso será feito através de iniciativa autodidata e em momentos formais promovidos pelo guia Nomad via Zoom e WhatsApp.
É preciso levar algum material ou equipamento para o trekking?
Se te inscreveres na viagem, receberás uma lista de equipamento necessário a levar (na Área Pessoal). No entanto, podemos já adiantar que este trekking exige algum equipamento obrigatório que exige preparação prévia. O guia de trekking dará orientações sobre o equipamento alguns meses antes do início da viagem e, antes do inicio do trekking, irá verificar o equipamento de montanha do grupo. O equipamento coletivo de acampamento (tendas e fogões) é fornecido pela Nomad e distribuído em El Chaltén pelo grupo.
Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?
Para esta viagem, não existe qualquer recomendação quanto a vacinas ou medidas de prevenção de doenças.
Caso pretendas realizar uma Consulta de Viajante para uma avaliação médica personalizada, deverás fazê-la um a dois meses antes da viagem.
Podes realizar esta consulta através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), por telemedicina ou em hospitais/clínicas privadas:- O Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibiliza a Consulta de Viajante e vacinação em vários pontos do país. Para saberes mais, consulta a lista completa dos centros de saúde aqui (na secção Portugal | Centros de Vacinação Internacional) e informação geral sobre este serviço aqui. A marcação antecipada (mais de dois meses) é particularmente importante se escolheres fazer pelo SNS.
- A orientação médica em telemedicina é uma alternativa eficaz e cómoda. A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina, que tem na sua equipa médicos que são também viajantes e que entendem a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. Por viajares com a Nomad, tens a possibilidade de usufruir de uma redução de 10% no valor da tua consulta.
- Vários hospitais privados oferecem este serviço aos viajantes. Com uma simples pesquisa online, poderás encontrar o mais próximo da tua área de residência.
Pessoas com doenças crónicas ou antecedentes de doenças cardiovasculares e/ou respiratórias, deverão sempre consultar o seu médico e informar previamente a Nomad (na Área Pessoal poderás adicionar esta informação). Caso tenhas necessidade de viajar com algum medicamento, nomeadamente medicação crónica ou menos comum, leva contigo uma cópia da prescrição médica.
O grupo viaja em conjunto desde Portugal?
Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.
Podem reservar-me os voos internacionais?
A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir.
Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.
Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.
Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?
A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao Líder de Viagem, Guia de Trekking ou à nossa equipa local.
Em viagens onde o ponto de encontro é o aeroporto de chegada e a Nomad assegura os transfers (nas datas do programa), o líder/guia/equipa local vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.
Em viagens onde o ponto de encontro é o nosso alojamento da primeira noite, vamos fornecer antecipadamente informação sobre como podes efetuar a marcação dos transfers de acordo com os horários dos teus voos. O líder/guia/equipa local irá combinar com o grupo a hora de reunião no primeiro dia.
Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?
Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.
Resumo de viagem
Destinos
Argentina
Atividades
Travessia em Autonomia
Dormida
Acampamento: 6 noites, Bungalow: 4 noites
Transportes
Carrinha
Reservas
Min: 7 | Max: 12
Voo não incluído
Valor indicativo: 1250€









