Nova Viagem

Trekking na Patagónia

Com Eduardo Madeira 01 a 17 dez 2019

Situada no extremo sul da América Latina, a Patagónia — referência incontornável no imaginário da montanha — cruza a fronteira entre o Chile e a Argentina. Com enormes e vertiginosas agulhas apontadas aos céus, os maciços do Parque Nacional Torres del Paine e do Parque Nacional Los Glaciares são os expoentes máximos da região.

Num ambiente natural cru e selvagem, descobrimos os trilhos mais emblemáticos e aventuramo-nos por caminhos menos prováveis. No Chile, percorremos o icónico 'W' para desvendar paisagens inesquecíveis como o glaciar Grey ou os grandiosos picos das Torres del Paine. Na Argentina, conquistamos o impiedoso Paso del Viento para revelar o manto glaciar do Campo de Gelo Patagónico e contemplamos cenários de montanha avassaladores, com o Fitz Roy ou o Cerro Torre como pano de fundo. Durante os trekkings, acampamos em lugares idíllicos que nos proporcionam a derradeira experiência de proximidade com o meio.

  • Impacto cultural
    Viagem focada na natureza. Será acolhido por comunidades muito ligadas ao outdoor nas povoações onde pernoitamos. A gastronomia é um marco cultural da região.
  • Esforço físico
    Caminhamos entre 7 a 9 horas por dia, em ambiente de montanha, carregando numa única mochila todo o seu equipamento e almoço. É um trekking, em semi-autonomia, que exige boa condição física.
  • Nível de conforto
    Dormimos 9 noites em acampamento, em tendas de montanha para duas pessoas, sem acesso a banho durante 5 dias consecutivos. As refeições realizam-se numa tenda grande comum, em refúgios ou ao ar livre. O alojamento nas povoações é confortável.

01 a 17 dez 2019

2950 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1100€

Número de viajantes

2950€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Punta Arenas

Bem-vindo à Patagónia. O líder Nomad, Eduardo Madeira, vai recebê-lo ao aeroporto e acompanhá-lo ao nosso hotel, no centro da cidade.

Até 1914, ano da abertura do Canal do Panamá, Punta Arenas era o principal porto de navegação entre os oceanos Pacífico e Atlântico. Ponto de partida para inúmeras e épicas expedições, é hoje uma das mais emblemáticas cidades da região.

Aproveite o resto da tarde para passear junto ao Estreito de Magalhães e descansar da longa jornada que o trouxe até aqui.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Puerto Natales

Deixamos para trás o Estreito de Magalhães e rumamos a norte, pela cénica estrada que segue entre as pampas chilenas e a imponente cordilheira dos Andes. Ainda pela manhã, alcançamos a pacata vila piscatória de Puerto Natales. Erigida por colonos europeus em busca do Novo Mundo, Puerto Natales é hoje mundialmente conhecida pela sua proximidade ao Parque Nacional Torres del Paine.

Aproveitamos a tarde para, descontraidamente, descobrir os encantos desta carismática povoação, antes de prepararmos a mochila para o trekking dos próximos dias.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Trekking Lago Grey

Partimos de Puerto Natales em direção ao Parque Nacional Torres del Paine. Ao longo da viagem, avistamos os curiosos guanacos e os respeitáveis condores que cruzam os céus, enquanto no horizonte, começam a adivinhar-se as majestosas formações graníticas das Torres del Paine. Além do icónico maciço, o Parque Nacional alberga uma diversidade de paisagens não menos impressionantes. Do majestoso glaciar Grey aos deslumbrantes lagos turquesa, das densas florestas aos vales recortados por impetuosos e cristalinos rios. São 1810 quilómetros quadrados de verdadeiro esplendor natural.

Chegados ao parque, um barco leva-nos pelas águas tranquilas do lago Pehoe até chegarmos ao ponto inicial do nosso trekking, o refúgio Paine Grande. Ali começamos um dos mais afamados percursos da região: o ‘W’.

Partimos em direção ao glaciar Grey, contornando o lago que lhe empresta o nome. Observamos, primeiro ao longe e depois de perto, a impressionante massa de gelo, testemunho vivo das alterações climáticas e das suas consequências geológicas. O trilho acaba bem perto da zona frontal do glaciar, onde tranquilamente desfrutamos da paisagem. Seguimos rumo ao nosso acampamento, previamente montado pela nossa equipa local. Espera-nos o primeiro jantar em montanha, preparado no Refúgio Grey. A refeição ajuda-nos a retemperar forças para o próximo dia.


Distância: 11km (4 a 5 horas)
Desnível: 404m positivo + 380m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 4Trekking Paine Grande

Despertamos rodeados de uma paisagem incrível. Logo cedo, preparamo-nos para uma subida ao longo da margem do glaciar Grey. No percurso, são vários os momentos que convidam à contemplação demorada do cenário natural envolvente. Observamos as vistas sobre a colossal massa de gelo, que se estende por 60 quilómetros, desde o Campo de Gelo Patagónico e, nas secções mais altas, avistamos o lado sul do lago, onde os icebergs se encontram. As montanhas acima dos glaciares Grey e Tyndall, espreitam no horizonte.

Regressamos ao acampamento, recolhemos a bagagem e retomamos o trilho, em direção ao Paine Grande, onde pernoitamos. O terreno onde estarão montadas as tendas que nos vão servir de abrigo é amplo e exposto. Rodeados de uma paisagem avassaladora, experienciamos a beleza, mas também as vicissitudes do contacto com o meio natural: o vento, característico destas paragens, não passará despercebido durante esta noite.


Distância: 20km (7 a 8 horas)
Desnível: 530m positivo + 540m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 5Trekking Valle del Frances

As primeiras horas da manhã revelam-nos, mais uma vez, um quadro de rara beleza. Inspirados, partimos para o Valle del Frances.

A primeira paragem, no acampamento Italiano, permite-nos aliviar a carga das mochilas de trekking. Dali, seguimos, ao longo do vale, carregando apenas mochilas pequenas. As subidas exigem empenho e perseverança. O destino é um miradouro com vistas avassaladoras para o Cerro Paine Grande, que se impõe, do alto dos seus mais de 3000 metros. Dali, é frequentemente possível escutar e até observar avalanches. Detemo-nos, por momentos, para usufruir da paisagem.

Continuamos, penetrando a floresta em direção ao miradouro Britânico. Uma caminhada tranquila que nos vai proporcionando vistas desafogadas. Chegados ao miradouro, somos confrontados com a magnitude de alguns dos mais belos cumes da Patagónia: o Cerro Catedral (2168m), o Cerro Fortaleza (2681m) e os Cuernos del Paine (2600m). Um momento inesquecível, que marcará a nossa passagem pelo PN Torres del Paine.

Animados pela experiência, regressamos para recuperar a bagagem e rumar ao acampamento montado junto ao lago Nordenskjöld, onde passamos a noite.


Distância: 22km (8 a 9 horas)
Desnível: 900m positivo + 750m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 6Trekking Lago Nordenskjöld

As tranquilas águas do lago Nordenskjöld — nomeado em homenagem ao geólogo e explorador finlandês Otto Nordenskjöld, que o descobriu no início do século XX — emprestam o cenário a mais uma jornada de trekking, rumo às míticas Torres del Paine. Percorremos a margem norte do lago e, ao longo do trilho, cruzamo-nos com os caricatos guanacos que por ali se passeiam. Os desníveis vão revelando vistas, ora sobre o lago, ora sobre as espetaculares paredes dos Cuernos del Paine e do Cerro Almirante Nieto. Por fim, desembocamos no amplo Valle del Ascencio, onde encontramos o acampamento. Antes do merecido descanso, desfrutamos de um jantar com vistas cénicas sobre as Torres.


Distância: 14km (6 a 7 horas)
Desnível: 210m positivo + 260m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 7Trekking Torres del Paine

O último dia de trekking no PN Torres del Paine leva-nos à base daquele que é o maciço mais icónico da Patagónia Chilena e um dos cenários de montanha mais célebres do mundo. Subimos um estreito vale alpino para descer em direção ao refúgio Chileno. Depois, penetramos os densos bosques e iniciamos a ascensão em direção às Torres. O trilho rochoso e o clima temperamental exigem algum esforço para atingir o miradouro que nos permite a derradeira vista sobre os grandiosos picos, que se erguem em direção aos ceús, atingindo altitudes que se aproximam dos 3000 metros. A moldura completa-se com o brilho turquesa do lago glaciar. Ali chegados, absorvemos o momento apoteótico que marca o culminar da nossa primeira jornada de trekking na Patagónia. Regressamos depois ao acampamento, onde nos aguarda o transporte de volta para Puerto Natales. É tempo de relaxar e celebrar as conquistas dos últimos dias.


Distância: 21km (7 a 8 horas)
Desnível: 1000m positivo + 1000m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 8El Chalten

Saímos cedo de Puerto Natales. Está na altura de cruzar a fronteira e entrar na Argentina. Esperam-nos cerca de 10 horas de caminho, pela mítica Ruta 40: uma das estradas mais longas do mundo, que corre paralela à cordilheira dos Andes. A viagem proporciona-nos vistas inspiradoras sobre a estepe patagónica. Passamos, no caminho, por um dos maiores lagos glaciares da região: o lago Viedma, cujo nome honra a memória do espanhol Antonio de Viedma, o primeiro explorador a atingir as suas margens, no final do século XVIII. O cenário árido e a ausência de civilização nas redondezas do lago, fazem deste o lugar predileto de espécies como flamingos, águias, raposas, lontras de rio e claro, os curiosos guanacos.

À medida que nos aproximamos de El Chalten começamos a identificar algumas das icónicas montanhas que compõem o Parque Nacional Los Glaciares: Cerro Torre (3102m), Pointcenot (3002m) e Fitz Roy (3405m). 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9El Chalten

Localizada no sopé do Fitz Roy — uma das mais emblemáticas montanhas do mundo e a mais alta do PN Los Glaciares — a pequena vila de El Chalten é o epicentro do montanhismo andino e o lugar de onde partiram algumas das mais ambiciosas expedições da história. 

Aproveitamos a manhã para recuperar energias da longa viagem do dia anterior. De tarde, caminhamos, num curto trilho, até um miradouro de onde podemos observar as incríveis montanhas do PN Los Glaciares. De regresso, desfrutamos do ritmo lento deste dia, numa das várias esplanadas desta encantadora vila patagónica, enquanto contemplamos as magníficas vistas para o Fitz Roy.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Trekking Piedra del Fraile

Envolvidos no espírito de aventura, calçamos as botas e partimos rumo à montanha. Deixamos El Chalten após o pequeno-almoço, a bordo de uma carrinha privada que nos leva através de um curto percurso até ao ponto inicial do nosso trekking.

Embrenhamo-nos bosque adentro com destino a Piedra del Fraile, onde encontramos um peculiar refúgio que servirá de apoio ao nosso acampamento. Foi aqui que, na década de 30, o famoso explorador italiano Alberto de Agostini estabeleceu um campo base para explorar o Campo de Gelo Patagónico.

Após uma pausa para almoço, fazemo-nos ao caminho, ao longo de um vale glaciar, em direção ao lago Eléctrico. A paisagem é marcada pela face norte do Fitz Roy e pelo recorte do Cerro Pollone (2600m). Absorvemos a beleza do cenário antes de regressarmos ao acampamento, onde pernoitamos com vistas privilegiadas para as montanhas.


Distância: 18km (6 a 7 horas)
Desnível: 460m positivo + 390m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 11Trekking Fitz Roy

Deixamos para trás o pitoresco refúgio Piedra del Fraile para enfrentar mais uma jornada intensa. O dia começa sereno, com uma subida ligeira por um trilho pouco percorrido que cruza uma bonita floresta. Ali, em pleno bosque patagónico, avistamos várias aves autóctones, entre as quais o pica-pau gigante, a águia mora e o impressionante condor. Saíndo da floresta, damos de caras com as águas revoltas do rio Blanco. Seguimos um estreito trilho junto à margem do rio que nos conduz ao glaciar Piedras Blancas, um dos menos visitados do parque. Detemo-nos para o contemplar em sossego, antes de seguirmos em direção ao acampamento. 

Recuperamos o fôlego e ziguezagueamos montanha acima, enfrentando uma subida exigente, com um desnível de 400 metros, até à Laguna de los Tres. Formada pelo degelo do glaciar na base do Fitz Roy, esta serena lagoa de águas turquesa completa o cenário salpicado pelo branco glaciar e marcado pelo inigualável recorte granítico do Fitz Roy. Estes elementos pintam um quadro de rara beleza e proporcionam uma paisagem inesquecível, fazendo deste um dos momentos mais arrebatadores do nosso trekking. 

Animados, continuamos o percurso pela margem sul da Laguna de los Tres. Trepamos a superfície rochosa para revelar a Laguna Sucia, mais pequena, mas nem por isso menos deslumbrante. A vista sobranceira para a lagoa, emoldurada pelas icónicas montanhas, é o culminar perfeito para um dia marcado por grandes esforços e grandes recompensas.

Distância: 19km (7 a 8 horas)
Desnível: 870m positivo + 690m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 12Trekking Cerro Torre

Se a meterologia for generosa, as primeiras horas do dia reservam-nos um espetáculo natural imperdível. De manhã, bem cedo, os primeiros raios de sol iluminam as paredes graníticas do Fitz Roy e pintam-nas em tons de rosa dourado. Um amanhecer glorioso que nos retempera energias para mais um dia de caminhada.

De pequeno-almoço tomado e mochila às costas, iniciamos o nosso percurso em direção às lagoas Madre e Hija. Dali, descemos em direção ao vale Cerro Torre e percorremos um trilho de floresta até à nascente do rio Fitz Roy. Estamos perante uma das paisagens glaciares mais cruas da região, colorida de gelo e rocha, pontuada por icebergs e marcada pelo contorno afiado do Cerro Torre. Erguendo-se acima dos 3000 metros de altitude, o Cerro Torre caracteriza-se pela sua forma esguia e peculiar e pela impressionante parede granítica de 800 metros que inspira e desafia escaladores e amantes de montanha, um pouco por todo o mundo. De vistas cheias, iniciamos o percurso em direção ao acampamento, mas antes de descalçarmos as botas, fazemos um pequeno desvio para usufruir da paisagem de outro ângulo, no miradouro Maestri.

Distância: 12km (5 a 6 horas)
Desnível: 190m positivo + 446m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 13Trekking Laguna Toro

Inspirados pela beleza das pontiagudas torres de granito, preparamo-nos para mais um grande desafio: conquistar o Paso de las Agachonas (1354m). Começamos o dia com a travessia em tirolesa do rio Fitz Roy. Na outra margem prosseguimos a subida em direção ao colo, sentindo a floresta a rarear, à medida que ganhamos altitude. 

Chegados ao passo, somos recompensados pela impressionante visão sobre os maciços do Cerro Torre e do Fitz Roy que, revelando a sua escala e imponência, nos deixam sem palavras. O impacto desta paisagem é verdadeiramente avassalador. 

Vencido o colo, tomamos um trilho que nos leva montanha abaixo. É uma descida suave, que nos permite observar a mudança da paisagem, agora por ordem inversa. À medida que avançamos, a vegetação rasteira começa a surgir, dando depois lugar à floresta, que se adensa cada vez mais. 

Encaminhamo-nos para um remoto vale onde corre o rio Túnel. Dali podemos avistar o famoso Paso del Viento, porta de entrada para o Campo de Gelo Patagónico e objetivo do próximo dia. Caminhamos agora nas margens do feroz rio Túnel, rumo a Oeste. A paisagem bucólica e serena conduz-nos até às margens da Laguna del Toro, onde vamos acampar nas próximas duas noites.  

Distância: 13km (6 a 7 horas)
Desnível: 830m positivo + 780m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 14Trekking Paso del Viento

É dia de enfrentar a subida ao Paso del Viento (1400m), a mais desafiante desta aventura. Por permitir acesso ao inóspito Campo de Gelo Patagónico, este passo de montanha é um ponto de referência incontornável, entre alpinistas e aventureiros.

Pequeno-almoço tomado, deixamos o acampamento e começamos a contornar a idílica Laguna Toro. Menos de um quilómetro depois, damos de caras com o primeiro grande desafio do dia: atravessar o rio Túnel. Um a um, recorrendo a uma tirolesa previamente montada, cruzamos as turbulentas e temíveis águas do rio. Já na outra margem, continuamos por um trilho de cascalho solto que desemboca no glaciar Túnel. Pé ante pé, caminhamos sobre o majestoso manto de gelo. 

Cerca de meia hora depois, regressamos à moreia e iniciamos uma subida com 900 metros de desnível. O terreno, inclinado e, por vezes, traiçoeiro, convida a abrandar o ritmo e a desfrutar das vistas sobre os imponentes glaciares Túnel Inferior e Superior. À medida que ganhamos altitude — e como prémio pelo esforço — as agulhas do Cerro Rio Túnel e do Cerro Solo revelam-se em toda a sua magnitude. Antes de um último esforço para alcançar o colo, detemo-nos nos bivaques de pedra construídos por alpinistas que dali partem para as suas expedições.

Uma vez conquistado o colo, somos surpreendidos pelos gélidos ventos que sopram de norte. Depressa se torna evidente que este passo não foi batizado ao acaso! Dali, a vista que o nosso olhar alcança é de cortar a respiração. Diante de nós está uma das mais belas visões sobre o Campo de Gelo Patagónico, o imponente Cordon Mariano Moreno (3462m), as nascentes do glaciar Viedma e, ao longe, o Cerro Riso Patrón (2600m), cujos braços glaciares abraçam o oceano Pacífico. É uma atmosfera antártica inesquecível.

É tempo de dar tréguas às pernas e desfrutar de um revigorante almoço, com vistas privilegiadas para o Campo de Gelo Patagónico: a terceira maior extensão de gelo continental do mundo, a seguir aos mantos de gelo da Antártida e da Gronelândia. Com energias renovadas e sem pressa, descemos pelo mesmo trilho rumo ao nosso acampamento na Laguna Toro. É tempo de celebrar as conquistas do dia.


Distância: 17km (8 a 9 horas)
Desnível:  1130m positivo + 1130m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 15Trekking Valle Rio Túnel

Despertamos tranquilamente para o último dia deste trekking. Começamos o percurso a caminhar junto às margens do rio Túnel. Uma hora depois, subimos até um miradouro natural de onde podemos contemplar as águas azul turquesa do Lago Viedma e vislumbrar, pela última vez, o Paso del Viento.

Descemos depois por uma densa floresta de Nothofagus — uma espécie de árvore apenas presente na Patagónia, Nova Zelândia e Tasmânia — até El Chalten, onde nos espera, ao final do dia, um jantar de celebração do trekking que terminamos. Predomina, ao longo do repasto, o sentimento de completar uma jornada de vários dias a caminhar por algumas das paisagens mais belas da Patagónia.


Distância: 17km (6 horas)
Desnível:  480m positivo + 770m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 16El Calafate

Hoje despedimo-nos de El Chalten e dos grandes maciços de granito do PN Los Glaciares. De manhã, partimos de autocarro para El Calafate, uma das principais cidades da Patagónia argentina. Atravessamos a estepe Patagónica e deslumbramo-nos uma vez mais com os guanacos selvagens.

A tarde é livre para que se possa despedir ao seu ritmo: ler um livro nas margens do majestoso Lago Argentino, degustar de um dos famosos alfajores regionais ou aventurar-se no complexo de passadiços do glaciar Perito Moreno.

O dia culmina com o jantar de despedida e com o revisitar das memórias de uma experiência marcada por desafios, conquistas e superação pessoal.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17El Calafate e Voo de Regresso

Chegou a hora de se despedir da Patagónia. O Eduardo leva-o até ao aeroporto de El Calafate, de onde parte para o seu regresso a casa.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

- Alojamento durante todo o programa
- 16 pequenos-almoços, 11 almoços e 9 jantares
- Transportes durante o programa
- Acompanhamento de líder Nomad
- Entrada e autorizações de trekking nos Parque Naturais
- Serviço de carregadores e cozinheiro para o trekking

- Tendas
- Equipamento técnico para travessia de tirolesa
- Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)

Exclui:

- Voos internacionais
- Alimentação fora dos dias de trekking (aprox. 250€ para toda a viagem)
- Entradas em museus ou monumentos não especificados
- Atividades extra: Visita Perito Moreno (aprox. de 70€)
- Extras pessoais como bebidas, telefone, etc
- Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Argentina e Chile não exigem qualquer tipo de visto a cidadãos portugueses. Basta levar consigo o seu Passaporte. 

  • Estou apto fisicamente para esta viagem?

    Esta é uma viagem fisicamente exigente, aconselhável a pessoas em boa forma física e habituadas a caminhar em montanha. Apesar de atravessar zonas expostas onde usamos tirolesas para cruzar rios, trata-se de um trekking tecnicamente acessível a qualquer pessoa que esteja apta fisicamente. 

    Serão 11 dias de trekking em semi-autonomia, alguns deles com desníveis de mais de 1000m de altitude, cujas pendentes fortes obrigam a intenso esforço físico, durante muitas horas. Cada pessoa será responsável pela sua própria bagagem, que transportará às costas, numa mochila (máx. 10kg).

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o seu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projecto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de 1 mês da data de partida para a viagem.

  • Como é calculado o tempo de caminhada?

    As viagens de trekking da Nomad são desenhadas para o viajante que pretende desfrutar do meio natural. O tempo de caminhada referido no programa é calculado tendo em conta um ritmo tranquilo, incluindo paragem para refeições ou simplesmente para desfrutar da paisagem.

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    Nas cidades, bem como nas povoações nos sopés da montanha, pernoitamos em hotéis bem localizados, com quartos de duas camas e casas de banho em todos os quartos. Todos eles têm acesso à internet.

    No PN Torres del Paine pernoitamos em tendas de montanha de duas pessoas, que são transportadas pela nossa equipa de carregadores. Acampamos sempre junto a refúgios e utilizamos as infraestruturas dos mesmos (balneários com duches, casas de banho, cafetaria e espaços comuns). 

    Devido ao isolamento de alguns trilhos, o trekking no PN Los Glaciares requer uma logística mais complexa. Dormimos em tendas de montanha de duas pessoas, que são transportadas pela nossa equipa de carregadores. A maioria dos acampamentos são pré-montados, compostos por tendas de duas pessoas e por uma tenda comum, onde podemos estar juntos durante as refeições ou noutros momentos ao final do dia. As únicas exceções serão as duas noites no acampamento Laguna Toro, onde não é permitido armar uma tenda comum, assim as refeições serão feitas ao ar livre. Durante todo o trekking no PN Los Glaciares, não existem duches ou casas de banho, apenas latrinas pré-montadas em cada acampamento.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Nesta viagem usamos maioritariamente transportes públicos. A ligação entre Punta Arenas e Puerto Natales será feita num autocarro (3h). Mais tarde, atravessamos a fronteira entre o Chile e a Argentina recorrendo também a um autocarro (7h) que nos levará até El Calafate, onde uma carrinha privada estará à nossa espera para nos levar até El Chalten (3h).

    A viagem para o PN Torres del Paine será dividida em dois transportes: fazemos o primeiro percurso de carrinha privada (2h30m) e a parte final do trajeto, na águas do lago Pehoe, de barco. Já no PN Los Glaciares o trajeto para o início do trekking é realizado numa carrinha privada, reservada para o nosso grupo (30m).

    No final da viagem, recorremos novamente a um autocarro local (3h) para chegar à cidade de El Calafate. 

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nas cidades e povoações, há restaurantes de vários tipos de cozinha, incluindo ocidental. Para além destes, iremos dar-lhe a experimentar a cozinha tradicional da Patagónia. Fazêmo-lo em restaurantes, mas também em bancas de rua. A carne de vaca é muito frequente, mas as massas, empanadas, guisados e legumes também. A grande referência gastronómica da região é o cordeiro patagónico. Nas povoações costeiras, o peixe e mariscos fazem parte da dieta local.

    Durante os dias de trekking a alimentação é fornecida pela Nomad (pequeno-almoço, almoço e jantar). Os pequenos-almoços são semelhantes ao habitual em Portugal, com pão, manteiga, compotas, chá, café, etc. Os almoços serão refeições pic-nic que lhe serão entregues na manhã, antes de iniciarmos o trekking. Os jantares são sempre refeições quentes, confecionadas no local onde pernoitamos. Poderá esperar refeições completas com pratos que podem ser de carne, arroz, massas, legumes, saladas, com as restrições compreensíveis pelo facto de estarmos em ambiente de montanha.

    Se for vegetariano ou tiver alguma restrição alimentar deverá avisar-nos com antecedência para que possamos planear as refeições com a nossa equipa local.

    Deverá levar consigo no trekking snacks (frutos secos, barras, etc.) para comer entre refeições. Poderá facilmente fazer estas compras durante a viagem, nas povoações que visitamos.

  • Como é o clima?

    Famosa pelos seus fortíssimos ventos, a Patagónia é uma das regiões mais rigorosas do planeta. A amplitude térmica poderá ser muito grande. Durante o dia, as temperaturas podem aproximar-se dos 28ºC e nas regiões montanhosas mais elevadas podem rondar os 0ºC ou até menos, nas noites mais frias. 

    A meteorologia em montanha é imprevisível, e mesmo no verão a possibilidade de chuva e baixas temperaturas é real, pelo que ter calçado e vestuário de montanha efetivamente impermeável e de boa qualidade é fundamental.

  • Visitamos o Perito Moreno?

    Não. Sendo esta uma viagem de trekking, a visita ao Perito Moreno não está prevista. Se desejar visitar o complexo de passadiços do glaciar Perito Moreno, poderá fazê-lo na tarde livre que passamos em El Calafate (penúltimo dia do programa). Há diversas visitas guiadas diárias a partir de El Calafate e é muito fácil reservar localmente. Durante a viagem, o Eduardo pode dar-lhe a sugestão de um operador local fiável para efetuar a sua reserva.

  • Se pretender chegar a Punta Arenas uns dias mais cedo posso reservar convosco o alojamento? E se pretender ficar mais dias em El Calafate no fim da viagem?

    Se pretender chegar a Punta Arenas um ou mais dias antes da data de início da viagem podemos reservar para si noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faça o pedido assim que saiba as datas da sua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-lhe a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar para si noites extra em El Calafate, no final da viagem. 

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem para que possa ter a flexibilidade de escolher onde quer comprar o voo e de onde quer partir. 

    Se pretender comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorra aos nossos parceiros, Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso, poderá também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consulte motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que lhe apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deve comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidir inscrever-se na viagem, receberá um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já pode proceder à reserva dos voos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tem a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais lhe agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    Quer marque o voo por si ou através de nós, e independentemente do seu ponto de partida, nós ficaremos com os seus detalhes de voo para que possamos passá-los ao Líder Nomad. Desta forma, ele estará à sua espera no aeroporto para o levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Sim, maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho. E não tem que pagar qualquer suplemento por isso. 

  • Com quem irei partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

Resumo de viagem

Destinos

Argentina, Chile

Atividades

Trekking

Dormida

Acampamento - 9 noites, Hotel - 7 noites

Transportes

Autocarro, Carrinha, Barco

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 1100€