Viagem Confirmada

Madagáscar, o Oitavo Continente

Com Bernardo Conde 19 jul a 05 ago 2021

Inicialmente povoada por indonésios e malaios, madagáscar é uma fusão de culturas. Habitada por dezoito tribos e etnias, a ilha molda-se numa diversidade de ecossistemas, desde a savana e floresta tropical, a montanhas e ambientes ribeirinhos.

Esta viagem aproxima-te dos povos da quarta maior ilha do mundo, mais conhecida pelas suas paisagens e biodiversidade singular. Tradições árabes misturam-se com influências continentais africanas, a herança colonial francesa e as raízes endémicas das suas tribos. Dispersas por paisagens costeiras, florestas tropicais e savanas, desertos, terras altas de montanha e comunidades ribeirinhas, encontramos uma população esculpida por este território isolado - quase um continente. Percorremos o país de jipe, comboio, carrinha e barco, e passamos as noites entre alojamentos locais e acampamentos, contagiados pelo lento ritmo de vida local.

  • Impacto cultural
    Partilhamos alguns dias com comunidades tribais, com costumes bastante diferentes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Viagem com atividades acessíveis a todos, mas com algumas caminhadas, como a do Parque de Tsingy e o percurso até à aldeia de Sakaivo.
  • Nível de conforto
    Alojamentos simples, mas com as condições de higiene mínimas asseguradas. Acampamos duas noites em tendas. Há deslocações longas em transportes públicos.

19 jul a 05 ago 2021

1450 €18 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1200€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

1450€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Antananarivo

À chegada à capital de Madagáscar, estará à tua espera o líder Nomad Bernardo Conde. Na sua companhia, vais atravessar o trânsito frenético de Antananarivo - ou Tana, como lhe chamam os locais -, rumo ao hotel onde nos alojamos, no centro da cidade.



Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2De Tana a Antsirabe

Logo após o pequeno-almoço abandonamos a capital, cuja visita vamos deixar para mais tarde na viagem. Rumamos a Antsirabe, a terceira maior cidade do país e que é caracterizada por ser a terra dos coloridos riquexós conhecidos como pousse pousse. É um dia dedicado às primeiras impressões malgaxes, da paisagem à arquitetura, aos pequenos hábitos da vida quotidiana. Das exuberantes montanhas de terra vermelha aos extensos e inúmeros campos de arroz e rios serpenteantes, assistimos também a muitos campos de produção artesanal de tijolo. Ao longo do trajeto, passamos por várias pequenas povoações com bancas de venda especializadas, ora em artesanato de ráfia, estátuas de barro e instrumentos musicais
, ora em venda de legumes.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Rio Tsiribihina

Arrancamos cedo em direção a Masiakapy, a bordo de uma pequena embarcação onde passamos os próximos três dias a navegar pelas calmas águas do rio Tsiribihina, que partilhamos com outros barcos locais nas suas deslocações. O rio é usado como via de comunicação para transportar pessoas e mercadorias servindo as várias aldeias que se encontram nas suas margens. O staff do barco conta com um ‘comandante’ e os seus simpáticos ajudantes. A bordo segue também um cozinheiro que prepara as refeições para todos e que será o responsável por nos dar a provar vários pratos da rústica, mas muito saborosa, cozinha malgaxe. As dormidas serão na margem do rio, em tendas que levamos para ti. 

A paisagem deste primeiro dia é muito variada e vês passar pelas margens montanhas, vulcões e campos de arroz. Vamos parando em alguns locais de interesse natural e algumas aldeias, para vermos de perto o modo de vida das margens do rio. Numa das paragens vamos até uma paradisíaca queda de água, que também tem piscinas naturais onde podemos mergulhar e, com alguma sorte, encontrar lémures ou camaleões. Atracamos nas proximidades de uma aldeia, onde vamos montar as nossas tendas para passar a noite. Espera-nos um pôr do sol sobre as águas do rio e o convívio em torno de uma fogueira, enquadrada por um céu repleto de estrelas.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 4Rio Tsiribihina

O amanhecer no rio traz uma das sensações mais fascinantes de toda a viagem. As cores do céu mudam dramaticamente enquanto assistimos às rotinas madrugadoras dos habitantes. À medida que navegamos pelo rio, vamos parando para contemplar os contrastes entre a calma de alguns lugares e o burburinho das aldeias, na sua relação com o ambiente envolvente. No acampamento de hoje, ficamos bem próximos de uma floresta de embondeiros que, ao cair do sol, marcam a paisagem com os recortes das suas curiosas silhuetas.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 5Tsiribihina e Chegada a Bekopana

Se o início do dia da primeira noite no Tsiribihina é inspirador, aqui pode ser de tirar o fôlego! Este é daqueles locais onde vais querer madrugar para contemplar o alvorecer do novo dia. Embarcamos para o último troço de rio até Belo Sur Tsiribihina. Aqui, deixamos o barco e partimos em veículos 4x4 percorrendo as pistas de terra batida que nos levam a Bekopaka. Esta travessia leva-nos por uma zona de savana quase desértica onde vão surgindo pequenas aldeias de palhotas. Ainda a bordo dos 4x4, voltamos à água para atravessarmos o rio sobre uma barcaça de madeira que nos leva até Bekopaka, à entrada do Parque Nacional de Tsingy de Bemaraha.



Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Bungalow

Dia 6Parque Nacional de Tsingy

Este dia é dedicado à visita ao Parque Nacional de Tsingy, mais concretamente à região conhecida pelo Grande Tsingy. A atração do parque são as estruturas geológicas pontiagudas resultantes da erosão marinha de há milhares de anos. É nesta paisagem ímpar que vamos fazer uma caminhada por trilhos que nos levam por gargantas, pequenas grutas e uma ponte suspensa. Não sendo fisicamente exigente, o trilho tem uma ou outra passagem mais desafiante, mas acessível a todos. Este meio rochoso tornou-se num habitat com uma biodiversidade extremamente singular, onde surge também o lémur - o mamífero endémico de Madagáscar e que é a sua mascote simbólica. Ao final do dia regressamos a Bekopana, ainda a tempo de conhecer um pouco da povoação, antes do jantar.



Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bungalow

Dia 7Avenida dos Baobabs e Morondava

Hoje é o dia da aventura em 4x4. Fazemos a ligação por estradas de terra e voltamos a passar rios em barcaças de madeira, até que chegamos próximo de Morondava, na costa oeste do país. É aqui que se encontra a icónica Avenida dos Baobabs, uma longa estrada em terra batida ladeada por baobas, árvores das regiões tropicais áridas e semi-áridas. Atualmente de aspeto desértico, a verdade é que esta rua fez, em tempos, parte de uma floresta rica. Infelizmente, a modernização do território resultou numa desflorestação alargada deste território. Ainda assim, e felizmente, sobram belíssimos exemplares de baobas, alguns com mais de 800 anos e de troncos com mais de 45 metros de altura.

É por aqui que ficamos até assistirmos a um pôr do sol marcado pela presença destas imponentes árvores. Pelo caminho paramos ainda para visitar alguns túmulos da etnia Sakalava.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8De Morondava a Manandona

A nossa viagem prossegue pelo território de Madagáscar, agora rumo a leste, para atravessarmos toda a ilha, do canal de Moçambique até ao oceano Índico. Pelo caminho passamos por Miandrivazo e Antsirabe para, por fim, chegarmos a Manandona. Esta é uma aldeia das terras altas malgaxes, que será um dos locais chave para melhor conhecermos o modo de vida de grande parte da população do país, os camponeses e a sua vida no campo. Aqui, fazemos nossa a casa do Gustavo, que converteu a casa de família, construída em 1797, num pequeno albergue familiar. É com ele e com a sua acolhedora família que vamos partilhar o resto do dia.



Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Albergue

Dia 9Aldeias das Terras Altas - Manandona

Depois de um bom pequeno-almoço caseiro à maneira malgaxe, saímos para um passeio a pé ao longo do vale que passa por diversas aldeias nas imediações de Manandona. Tomamos contacto com as populações rurais locais, vemos como trabalham nos campos de arroz e criam animais. Ficamos a conhecer alguns factos culturais que nos mostram porque é que Madagáscar é um mundo ainda muito afastado das realidades ocidentais. Desde as mulheres escolherem um homem ao sentirem os calos dele num aperto de mão, a rituais de circuncisão, a vida do dia a dia ainda é muito ligada às tradições ancestrais.Ao longo do percurso somos acompanhados pela visão de uma das montanhas mais altas de Madagáscar.

Da parte da tarde, voltamos à estrada para um curto percurso até Ambositra, uma cidade conhecida pelo seu artesanato, que poderemos conhecer amanhã. 

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Albergue

Dia 10Ambositra e Sakaivo - Aldeia da Tribo Zafimaniry

Hoje, vamos deambular pelas oficinas de Ambositra e conhecer trabalhos de manufatura de grande detalhe, só possíveis por quem lhes dedica uma grande dose de atenção. Depois seguimos rumo a Antoetra, capital da região dos Zafimaniry, um dos grupos étnicos da ilha. São eles os autores do artesanato em madeira mais icónico da região, classificado como Património Cultural Imaterial pela UNESCO. 

Deixamos a carrinha, colocamos nas mochilas o suficiente para passarmos uma noite e damos início a uma caminhada de algumas horas que nos leva à aldeia de Sakaivo, onde só é possível chegar a pé. Na aldeia, vamos ser acolhidos por habitantes locais nas suas modestas casas e vamos conhecer o seu dia-a-dia ligado à agricultura e pastorícia. 



Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 11Sakaivo e Fianarantsoa

Após o pequeno-almoço, despedimo-nos dos nossos anfitriões e deixamos Sakaivo em direção a Antoetra. Seguimos a pé por um caminho diferente, que nos vai dar a conhecer a região de Zafimaniry e a sua paisagem, reflexo da cultura do seu povo. A dependência da cultura do arroz compõe uma paisagem de socalcos. Antigamente, os locais eram sobretudo madeireiros e artesãos de madeira, mas atualmente a área montanhosa está fortemente desflorestadas. 

Em Antoetra espera-nos a carrinha que nos vai levar a Fianarantsoa. Esta é a quarta cidade de Madagáscar, onde vamos conhecer a cidade velha, também ela património da UNESCO.



Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 12Comboio para Manakara

Voltamos a mudar de meio de transporte nesta viagem. Desta feita, entramos a bordo de um comboio que pode muito bem ser a viagem mais curta que alguma vez fizeste para o tempo que demora. Pedimos-te paciência para lidar com uma demorada viagem de comboio, mas garantimos-te uma experiência épica. Vai haver tempo para tudo, ao longo de 17 paragens para carregar e descarregar mercadoria. Provamos chamuças e deliciosos bolinhos fritos, compramos especiarias e contemplamos a azáfama em torno da chegada do comboio às aldeias e a vida diária das populações locais. Ao olhar para o lado de fora da janela, percebemos que estamos a atravessar a selva, frequentemente cortada por paisagens abertas sobre a encosta onde a linha de comboio segue. Já de noite, chegamos por fim a Manakara - esperamos que ainda a tempo de jantar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bungalow

Dia 13Manakara

Após um longo dia a bordo de um comboio, nada melhor que um dia sem estrada nem caminhos-de-ferro. Vamos acordar um pouco mais tarde para um dia tranquilo e para conhecermos Manakara, a cidade dominada pela etnia Antemoro. 

Partimos à descoberta das casas de arquitetura colonial e das praias de coqueiros banhadas pelo Índico. Aqui, inicia-se o canal de Pangalanes, um canal artificial criado pelos franceses ao longo de cerca de 600 quilómetros, seguindo para norte paralelamente à costa. Saltamos para dentro de pequenas pirogas para descobrir as aldeias piscatórias que se encontram nesta zona do canal. E aproveitamos a região na sua plenitude, com um almoço de peixe e marisco locais. À tarde, regressamos a Manakara.



Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Bungalow

Dia 14Ambalavao

De carrinha, deixamos Manakara de manhã cedo, pela cénica estrada que ruma ao sul da ilha e que nos presenteia com paisagens abertas de constantes panorâmicas. Ao longo do trajeto, é comum passarmos por pequenas povoações e a algazarra dos seus mercados de rua. 

Experimentamos uma piscina termal com água a mais de 30ºC antes de pararmos em Ranomafana para almoçar. Aos saudosos da gastronomia portuguesa, podemos experimentar a versão malgaxe de feijoada. Depois de almoço seguimos em direção a Ambalavao, cidade inserida num vale com imponentes formações geológicas, onde está instalada uma região vinícola de Madagáscar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 15Ambalavao e Anja

Acordamos em Ambalavao para vivenciar as suas ruas e contemplar a sua arquitetura. A famosa catedral da cidade lembra Notre Dame, reforçando o passado francês do país. Perdemo-nos ainda pelo seu frenético mercado, por onde almoçamos. 

À tarde, fazemos nova incursão no ambiente natural do país com a visita à Reserva Natural de Anja. É nesta paisagem rochosa que podemos encontrar os míticos lémures de cauda anelada e diversos camaleões. Esta reserva é gerida pela comunidade local de Anja através de um projeto de turismo sustentável cujas receitas revertem diretamente a favor da comunidade.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Antsirabe

Viramos a norte e rumamos a Antsirabe. Começa assim a jornada que em dois dias nos levará de volta à capital. Almoçamos em Ambositra, e após o almoço, temos tempo livre para visitar as lojas dos artesãos locais. Daí seguimos até Antsirabe, a 180 km da capital, onde pernoitamos. Amanhã, seguimos viagem até Antananarivo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Antananarivo

Antes de nos fazermos à estrada, visitamos dois ícones da arquitetura colonial de Antsirabe. Unidos por uma avenida cosmopolita, o grande Hotel das Termas e a estação de caminho de ferro, transportam-nos para uma realidade de outrora, onde imperava a organização e planeamento francês. 

De volta à capital, vamos finalmente fazer-lhe as honras de visita e ficar a conhecer as suas ruas, praças e o famoso lago central, o Anosy. Paramos nos miradouros, que te vão deixar belas memórias de Tana, e exploramos os cafés e restaurantes que mais nos apaixonam, num ambiente que contrasta com o resto do país.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 18Antananarivo e Voo de Regresso

Vai ser o último despertar em Madagáscar. Não temos atividades previstas para hoje, mas propomos-te que, dependendo do horário do teu voo, faças um último passeio pelas ruas da cidade. O Bernardo vai levar-te ao aeroporto para o voo de regresso. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: None

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
16 Pequenos-almoços, 5 almoços e 4 jantares

Exclui:

Voos internacionais

Visto
Alimentação não especificada (cerca de 15€ por dia)

Entradas em monumentos (cerca de 5€)
Gratificações à equipa local (cerca de 20€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Sim. O visto para Madagáscar pode ser obtido à chegada, no aeroporto. Para tal, basta teres o teu passaporte, com validade de pelo menos seis meses após a data de fim da viagem, e o teu bilhete de avião de ida e volta. O visto de turismo de entrada simples tem um custo de 40€ e validade de 30 dias.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Fora da capital, Madagáscar é um país que oferece condições muito rudimentares, o que se reflete no alojamento que usamos na viagem. Passamos duas noites em acampamento, durante os dias no rio Tsiribihina. As tendas são fornecidas pela Nomad, assim como os colchões. Só precisas de levar um saco-cama ligeiro ou um lençol-saco. Em cada tenda dormem duas pessoas. Nestes dias, não há casas de banho nem acesso a banho.

    Na aldeia de Sakaivo, dormimos em casas de habitantes locais, em condições muito básicas, mas há latrinas. O grupo vai ser dividido por várias casas. Em Bekopaka e Manakara, dormimos em bungalows de duas ou três pessoas, com casa de banho privativa. Em Manandona, ficamos num acolhedor albergue, gerido pela própria família. Neste alojamento, os sanitários e banhos são na parte exterior da casa, como é tradicional na arquitetura malgaxe. Nos restantes lugares, recorremos a hotéis mais convencionais mas, na sua maioria, de pequena dimensão. Nestes usamos quartos de duas pessoas, podendo ser de três em alguns casos, com casa de banho privativa.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    A alimentação em Madagáscar é diversa. Do zebu (carne de vaca local), frango e pato, ao peixe e marisco na costa, podemos encontrar um pouco de tudo. Na capital temos restaurantes com cozinha deliciosa, influenciados pela gastronomia francesa, que ficou desde os tempos da colonização. O arroz, por ser o alimento principal da dieta malgaxe, é o acompanhamento mais frequente nas nossas refeições. Para pessoas vegetarianas, as alternativas não são muitas: há arroz, batatas, cenouras, ervilhas e, pontualmente, a hipótese de omeletes.

    Durante os dias de descida de rio, as simples mas deliciosas refeições são preparadas pela tripulação do barco, em fogareiro a carvão.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda de Madagáscar é o ariary. No entanto, o euro também é aceite para pagamentos de médio e elevado valor, especialmente nos locais e serviços mais destinados a estrangeiros.Recomendamos que efetues os teus pagamentos na moeda local, de forma a facilitar a compreensão dos preços e trocos.

    Os cartões de crédito poderão não ter uma aceitação muito generalizada.
 As máquinas ATM não abundam, mas em Antananarivo, Antsirabe, Morondava e Fianarantsoa encontra-las com relativa facilidade. 

    Conta com cerca de 15€ por dia para refeições, mas nota que este valor é muito variável, dependendo dos hábitos e opções de cada pessoa. Geralmente o grupo faz as refeições em conjunto e o líder Nomad tem algumas sugestões pensadas, mas tens liberdade para optar pelo local que preferires. Também não estão incluídas as entradas em alguns dos monumentos ou museus que visitamos, nem na piscina em Ranomafana. Deves reservar 5€ para tal. 

    Durante a viagem, somos acompanhados por alguns guias e condutores locais. Apesar de não ser obrigatório, é comum e um gesto simpático gratificar estes locais. Sugerimos que reserves 20€ para as gratificações aos guias locais que nos acompanham em alguns momentos da viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Há eletricidade disponível praticamente todos os dias, à exceção dos dias de descida do rio. Nos meios mais pequenos, a eletricidade pode ser racionada e, por isso, pode haver cortes em algumas partes do dia. Em alguns alojamentos tens internet disponível, mas não em todos. 

    É provável que não tenhas rede de telemóvel durante os dias de descida do rio, assim como na ida a Sakaivo. No resto dos locais, com mais ou menos intensidade, terás sinal de telemóvel. Nas cidades, há uma boa cobertura de rede 3G.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Recorremos a vários tipos de transportes. Em grande parte da viagem, percorremos o país numa carrinha de 15 lugares mas, no caso da visita ao Parque Nacional do Tsingy ou nas picadas desde o Rio Tsiribihina e Bekopaka a Morondava, recorreremos a jipes 4x4.

    Durante dois dias e meio, a viagem faz-se num barco de médio porte com uma sala de refeições e lazer, com uma cobertura superior onde podes apanhar sol ou relaxar a ler um livro. 

    Entre Fianarantsoa e Manakara, serão 170 quilómetros feitos num comboio antigo sem muito conforto. A viagem pode demorar entre 12 a 20 horas, passando por 16 povoações que dependem das mercadorias transportadas no comboio. Prepara-te para uma experiência intensa, já que em cada paragem poderás conhecer praticamente a aldeia inteira.

    No Canal de Pangalanes, surgem as pirogas, simples embarcações de madeira típicas na região, que usamos para visitar o canal, os pescadores, uma aldeia e a praia sobranceira ao Oceano Índico.

  • Como é o clima durante a viagem?

    O clima nesta viagem é diverso. Na zona de planalto, à noite, podem estar 10ºC, contrastando com os mais de 20ºC durante o dia. É por isso essencial um agasalho para as noites.

    Na zona do rio e do Tsingy, as temperaturas sobem para entre os 30 e 40ºC, onde as noites zona são agradáveis. Normalmente fazemos a viagem na época seca, pelo que é raro chover, ainda que às vezes possa acontecer.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Madagáscar

Atividades

Descoberta cultural, Navegação

Dormida

Acampamento: 2 noites, Albergue: 1 noite, Bungalow: 4 noites, Casa familiar: 2 noites, Hotel: 8 noites

Transportes

Barco, Carrinha, Comboio, Jipe, Táxi

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 1200€

Testemunhos

Foi uma viagem memorável. Além de uma viagem no espaço, foi também uma viagem no tempo. Os lugares e a paisagem humana surpreenderam-me para lá das expectativas. A liderança do Bernardo foi segura, leve e geradora de bom clima afetivo, e o grupo foi sempre harmonioso.
Maria A.
Madagáscar fazia parte da minha lista de locais a visitar e esta viagem não só correspondeu, como ultrapassou completamente as minhas expectativas. O Bernardo leva-nos para um Madagáscar em que vivemos de tudo um pouco: desde a Natureza fantástica, à cultura e vivência do dia a dia malgaxe. Não houve um único dia em que não tivéssemos experiências únicas.
Teresa F.
Mais uma viagem com o Bernardo Conde por um país que nos deixa com os pés bem assentes na terra. Aqueles sorrisos, a caminhada para Sakaivo, a tranquilidade do rio Tsiribihina, e o bem receber, sempre.
Vítor G.