Exploração da Mongólia

Com Bernardo Conde 01 a 18 maio 2021

Parte para o coração da Ásia Central à descoberta do país de Gengis Khan. Outrora subjugada ao domínio soviético, a Mongólia mantem vivas as tradições ancestrais dos povos nómadas e a quietude do culto budista.

Território de cidades austeras e paisagens intocadas, na Mongólia é a Natureza crua que dita a lei, do árido deserto de Gobi, a luxuriantes florestas de coníferas e à infinita estepe. Vive de perto o quotidiano isolado de comunidades nómadas, que te recebem no idílico vale de Orkhon ou nas margens do lago Khovsgol. Conhece as marcas do legado estalinista, a resistência do budismo e as lendas de espíritos sagrados que habitam as montanhas. Uma aventura intensa e de profunda imersão na tradição mongol.

  • Impacto cultural
    Partilhamos várias noites com famílias nómadas, com costumes bastante diferentes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física para além de pequenas caminhadas e deslocações a pé nas cidades.
  • Nível de conforto
    Pernoitamos 11 noites em gers de famílias nómadas. São alojamentos muito simples, sem acesso a duche, mas as condições de higiene estão garantidas. Nas cidades, os hotéis são confortáveis. Várias deslocações longas (oito horas a mais duradoura), em carrinhas privadas, por estradas rudimentares.

01 a 18 maio 2021

1650 €18 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1000€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

1650€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Ulan Bator

Bem-vindo a Ulan Bator! O líder Nomad Bernardo Conde irá receber-te à chegada. Em Ulan Bator, as tradições ancestrais e o culto budista contrastam com a arquitetura estalinista, herdada do período de influência soviética, e com os traços de modernidade que hoje invadem esta cidade isolada no coração da Ásia Central. Não estranhes se vires um habitante local no seu dia-a-dia envergando orgulhosamente o seu del, um traje tradicional, enquanto passa em frente do Parlamento ou da Bolsa de Valores da cidade. De acordo com o horário da tua chegada, aproveita o tempo para passear, aproveitando os últimos momentos na cidade, antes de partires para o deserto.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Gobi: Baga Gazrin Chuluu

Pela manhã, despedimo-nos dos últimos confortos do mundo moderno e deixamos Ulan Bator. Munidos de provisões para vários dias, lançamo-nos rumo ao deserto de Gobi, onde os seus habitantes continuam a viver segundo as tradições nómadas. Passamos pela montanha sagrada de Zorgol Khairkhan, que se acredita ser o lugar de um espírito sagrado bom e onde estão sepultados soldados mongóis perdidos em lutas de outros tempos. A tradição xamânica diz ser proibido pronunciar o nome das montanhas sagradas enquanto as visitamos. Seguimos para região remota de Baga Gazrin Chuluu, uma formação granítica que emerge na extensa planície e onde podemos encontrar as ruínas de um antigo mosteiro budista. Pouco depois, seremos recebidos pelos nossos anfitriões para esta noite, uma acolhedora família do Gobi superior. Dormimos nas tradicionais tendas mongóis, os gers.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 3Gobi: Tsagaan Suvarga

Continuamos para o interior do deserto de Gobi, cuja paisagem crua e sem-fim não pára de surpreender. Os grandes camelos asiáticos fazem hoje as suas primeiras aparições. É o seu terreno natural. Para além destes, numerosos rebanhos de cabras e ovelhas pastam por todo o lado. É destas cabras que é retirada a fina lã para as roupas de caxemira. Mais tarde, chegamos a Tsagaan Suvarga, onde encontramos um cenário geológico impressionante, cujas colunas verticais de rocha são conhecidas como ‘chaminés de fada’. Nos vales que o circundam, já existiu em tempos um mar interior, do qual restam apenas alguns fósseis. Descobrimos a pé a zona e, de seguida, juntamo-nos a uma família nómada que vive da pastorícia em pleno deserto.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 4Gobi: Dalanzadgad e Bayanzag

Despedimo-nos dos nossos anfitriões após o pequeno-almoço e seguimos viagem. A paisagem é polvilhada de camelos e conjuntos de gers, onde estão alojadas famílias fiéis ao modo de vida nómada, tão característico dos mongóis. Parecem incrivelmente isolados de tudo e de todos, no meio de uma região desértica, no interior de um país que se encontra, ele próprio, muito isolado do mundo. Atingimos o ponto mais a sul da viagem, Dalanzadgad - a capital desta província do Gobi e simbolicamente a capital do deserto. É uma pequena cidade, ventosa e isolada, mas com um carisma muito próprio. Depois do almoço, despedimo-nos da capital do deserto e realizamos um curto percurso até Bayanzag, onde ficamos a dormir. Foi aqui que, durante o século XX, foram encontrados muitos ovos e esqueletos de dinossauros, que hoje podem ser encontrados no Museu de História Natural de Ulan Bator ou noutros museus espalhados pelo mundo. O cenário é surrealista, de areia e rocha vermelha, que nos demonstra a diversidade das paisagens do Gobi.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 5Gobi: Dunas gigantes de Khongoryn

Deixamos a terra dos dinossauros e chegamos às gigantescas dunas de areia de Khongoryn. As dunas estendem-se para além do que a nossa vista alcança, ao longo de cerca de 180 quilómetros de comprimento e várias centenas de metros de altura. E nós temos um desafio para ti: que tal subir ao topo de uma destas dunas? Atreve-te a subir na companhia do Bernardo e garantimos-te uma visão avassaladora! Se a aventura não te parecer tentadora, podes ficar junto ao ger a ler um livro ou simplesmente a descontrair enquanto contemplas a paisagem.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 6Arvaikheer

Hoje abandonamos o deserto de Gobi, rumo ao norte. É um dia longo de viagem, em que a paisagem se vai tornando menos austera, revelando-nos pastos mais viçosos. Atravessamos as montanhas Arts Bogdyn e entramos na paisagem da estepe mongol. Rios e ribeiros começam também a surgir neste cenário até que chegamos por fim à cidade de Arvaikheer, onde passamos a noite, desta vez num alojamento local que nos permite alguns confortos inacessíveis nos últimos dias.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dias 7 e 8Vale de Orkhon

Entramos no majestoso vale de Orkhon, classificado pela UNESCO como paisagem cultural. O vale é muito fértil e desde sempre atraiu vários povos que aqui se foram fixando. Ficamos a dormir em gers nas duas noites que aqui passamos, mesmo junto à emblemática queda de água de Orkhon, um lugar idílico e perfeito para descontrair. O Bernardo vai certamente desafiar-te para um passeio a cavalo ao longo do vale, num puro sangue descendente das montadas de Gengis Khan. Aproveita ainda o tempo livre para dares um passeio junto ao rio ou, quem sabe, para dar um mergulho nas suas águas que vão desaguar, muitos quilómetros depois, no lago Baical, na Rússia.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 9Templo de Tovkhon e Tsenkher

O dia de hoje leva-nos a descer calmamente o vale. Pouco depois de nos despedirmos dos nossos anfitriões, paramos para visitar o templo de Tovkhon, lugar que serviu de retiro para o aclamado artista e líder espiritual Zanabazar. Para chegarmos ao templo fazemos uma pequena caminhada que nos leva ao topo da montanha e nos proporciona vistas memoráveis sobre a floresta que nos rodeia. Após a descida, continuamos o percurso até uma zona de águas geotermais, onde podemos retemperar energias durante o resto da tarde. A paisagem dominante continua a ser de floresta de coníferas, lugar perfeito para passarmos a noite na tranquilidade do ambiente natural mongol.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 10Karakorum e Bayan Gobi

A primeira paragem de hoje é Karakorum, a antiga capital da Mongólia. No séc. XIII, Gengis Khan decidiu mudar a capital do seu império para este local, embora as construções só se tenham iniciado após a sua morte. Karakorum foi a capital do Império Mongol apenas por 40 anos, pois foi pouco depois mudada para onde é atualmente Pequim. Visitamos o mosteiro Erdene Zuu, o mais antigo mosteiro budista da Mongólia e o museu da antiga capital Karakorum.

Depois de almoço seguimos até ao Bayan Gobi, também conhecido por Mini Gobi, um pequeno deserto com dunas de areia (gobi significa deserto em mongol). Regressamos também à ruralidade do país. Esta noite vai ser passada em gers com uma acolhedora família local, criadora de gado, que ao final da tarde se dedica às lides da ordenha das ovelhas e cabras.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Ger

Dia 11Ulan Bator

Pela manhã, regressamos a Ulan Bator. Depois de nos instalarmos de novo no nosso hotel, exploramos tranquilamente  as ruas da cidade e alguns dos seus monumentos, como o Templo de Lama Chijin. À tarde, abrandamos o ritmo para carregar baterias. Aproveita para contemplar o buliço da capital a partir de uma esplanada. Passamos a noite na capital, antes de partirmos para o norte do país.  

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 12Voo para Moron e Lago Khovsgol

Deixamos mais uma vez a capital mongol, desta vez de avião. Neste voo de baixa altitude, vais poder observar a imensidão da estepe mongol até aterrarmos em Moron, no norte do país. Daqui seguimos para o lago Khovsgol, uma gigante massa de água que contém cerca de 70% das reservas de água doce da Mongólia. Estamos já muito perto da fronteira com a Rússia e as proximidades culturais são tão notórias quanto as suas divergências. É um local de contrastes. Encontramos muitas casas de madeira e menos gers do que no sul da Mongólia. Há menos nómadas e mais xamãs, mas os cavalos, a pastorícia e o herói Gengis Khan são omnipresentes. Com chuvas mais abundantes nestes vales, há mais floresta e pastos regulares durante todo o ano, permitindo que as populações se estabeleçam com mais facilidade. Estamos em plena paisagem de taiga e as encostas encontram-se forradas a floresta de coníferas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Ger

Dia 13Lago Khovsgol

Acordamos num ger na margem do lago. Os mais corajosos vão sentir-se tentados a mergulhar nas suas águas cristalinas... e frias! Hoje não temos atividades programadas para que possas levar o dia ao teu ritmo, envolto nesta paisagem imponente. É um bom dia para descansar, passear pela margem do lago, andar a cavalo e fazer como os mongóis - deixar o tempo passar. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Ger

Dia 14Khutag Ondor

Temos pela frente um longo dia. Acordamos cedo e atiramo-nos à estrada para chegar a uma povoação próxima das montanhas de Khutag Ondor. Apesar de extenso, o dia vai presentear-nos com belas paisagens que vão ajudar a suavizar a jornada. Esta noite, somos acolhidos em gers bem próximos por uma família que vive aqui durante todo o verão.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Ger

Dia 15Mosteiro Amarbayasgalant

O mosteiro Amarbayasgalant data do século XVIII e situa-se num belo vale, próximo do rio Selenge, o maior da Mongólia. Não há estradas nem povoações à sua volta. É paradisíaco e foi escolhido para ser um refúgio de tranquilidade, num local idílico que apela à meditação. Vamos conhecer o seu interior e ver o dia-a-dia dos monges que aqui habitam todo o ano. Na era soviética, viviam em Amarbayasgalant cerca de 800 monges. Atualmente, o número é muito mais reduzido, não chegando a uma centena, e são sobretudo jovens que mantém viva esta herança imaterial budista, muito afastada do quotidiano mais comum de pessoas da mesma idade. Podem visitar o mundo exterior apenas duas vezes por ano e o acesso à internet e telemóveis no mosteiro é restrito. Os mosteiros são Património Mundial da UNESCO e também faz parte dos votos dos monges trabalhar para preservar este património. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 16Erdenet e Linha do Comboio Transiberiano

Pela manhã descobrimos Erdenet. A segunda maior cidade da Mongólia cresceu com a primeira era industrial do país, dependente da exploração de minério de ferro, cobre e carvão. Uma grande parte da sua população é russa, o que é bem notório nas ruas. Por aqui, é tão comum ouvir falar mongol como russo.

À noite, apanhamos o comboio que nos leva numa viagem noturna até Ulan Bator. Entramos na linha do transiberiano transmongol, a vertente do transiberiano que atravessa a Mongólia rumo a Pequim. O comboio que apanhamos é local, não vem da Rússia, uma vez que só os passageiros que partem do interior da Rússia podem apanhar o comboio internacional. Isso significa que vamos viajar na companhia dos locais, os mongóis que se deslocam entre cidades. O comboio é antigo, mas confortável, e dispõe de camas e casas de banho na classe onde viajamos.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 17Ulan Bator

Chegamos a Ulan Bator bem cedo pela manhã. Este dia é dedicado à visita à capital mongol. Agora que conhecemos o país rural e a realidade da vida nómada, a cidade aparenta ser uma metrópole cosmopolita onde já nada parece faltar. Visitamos o mosteiro Gandam, o maior mosteiro budista do país e um dos poucos resistentes ao domínio soviético, que destruiu centenas de mosteiros e matou milhares de lamas budistas.Gandam é um local de resistência e importância simbólica  para o culto budista e para o legado da Mongólia, retomado e difundido em 1990. Depois de conheceres o dia-a-dia no interior do mosteiro, aproveita o último dia de viagem para deambular pelas largas avenidas e pela praça central, antes do último jantar em grupo.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 18Ulan Bator e Voo de Regresso

Chegou a altura de deixares a Mongólia, depois de mais de duas semanas envolvido nas suas tradições e histórias. De acordo com o horário do teu voo de regresso, o Bernardo leva-te ao aeroporto para o teu regresso a casa. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa

16 pequenos-almoços, 11 almoços e 6 jantares

Exclui:

Voos internacionais

Visto
Alimentação não especificada (cerca de 100€)

Entradas em monumentos
 (cerca de 10€)
Seguro pessoal

Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Desde 1 de Janeiro de 2016, o visto voltou a ser obrigatório para viajantes portadores de passaporte português. Como a Mongólia não tem representação diplomática em Portugal, o teu visto terá que ser pedido na Embaixada da Mongólia, em Paris. A Nomad recomenda a Visateam para o tratamento do visto de que precisas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

  • Se quiser chegar a Ulan Bator uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em Ulan Bator no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Ulan Bator um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra neste mesmo alojamento em Ulan Bator, no final da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Em algumas cidades onde esta viagem passa, usamos hotéis. Nas restantes noites, dormimos em gers, as yurts mongóis, também usadas noutros países da Ásia Central. São grandes tendas tradicionais que o povo mongol ainda hoje usa, altas e confortáveis, aquecidas por um característico fogão de sala e bem isoladas, para fazer face ao frio do rigoroso inverno que atinge a Mongólia. Na nossa viagem, em cada ger dormem normalmente cinco pessoas. Na maior parte não há banho disponível e as casas de banho são rústicas latrinas de fossa nas imediações. As instalações são básicas, mas os mongóis são muito cuidadosos com a limpeza, pelo que podes esperar boas condições de higiene. E são pessoas muito hospitaleiras, pelo que, dentro das suas possibilidades, vão certificar-se de que nada te faltará. Normalmente, não ficarás sem acesso a duche mais de três dias seguidos. Na noite passada em comboio, cada cabine tem quatro camas e em cada carruagem terás duas casas de banho ao teu dispor, mas sem duche. Há sempre água quente para fazer chá ou café e refeições instantâneas, que podem ser compradas na estação antes de embarcares ou no próprio comboio. Em Ulan Bator, usamos um hotel de três estrelas bem localizado com boas condições, de acordo com os padrões europeus, com casas de banho privativas e internet wireless. Os restantes hotéis da viagem são mais básicos, pois a oferta é muito limitada nas outras cidades do país. Nos hotéis, ficam duas pessoas por quarto ou, pontualmente, três pessoas. Nesses locais, terás acesso a internet através de cibercafés.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Fora das cidades, a alimentação baseia-se essencialmente em carne de carneiro, cabra, camelo, iaque, vaca e por vezes cavalo, acompanhada de arroz ou massa. Há poucos alimentos frescos, com a exceção de tomate e pepino. Embora não seja abundante, conseguimos ter fruta diariamente. Nas cidades, a comida é mais diversificada, mas as opções de peixe são quase nulas. É possível fazer uma alimentação sem carne ao longo de toda a viagem, mas para isso terás que recorrer a enlatados.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda usada na Mongólia é o tugrik. É em tugriks que vais fazer os pagamentos que precisares. Os cartões de crédito não têm aceitação generalizada, mas podes usá-los em alguns hotéis e restaurantes em Ulan Bator e também em algumas lojas. Podes levar o dinheiro que vais precisar em dólares ou euros, ou então levantar dinheiro em máquinas ATM em Ulan Bator com cartão de crédito, bem como nas principais cidades onde a viagem passa.

    Durante a viagem, alguma da alimentação não está incluída. Estimamos um valor de 100€ para o total de refeições que terás de fazer. Não estão também incluídas bebidas ou snacks que queiras fazer em algum local de paragem. O valor das entradas nos monumentos que visitamos também não estão incluídos. Conta com 10€ para este efeito.   

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares contigo um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios. As notas devem estar em boas condições - não leves notas com rasgões nem muito gastas. 

  • Como é o acesso à eletricidade na viagem?

    Em Ulan Bator e nas principais cidades, há wi-fi nos hotéis, cafés e restaurantes, mas o acesso à internet nem sempre é muito rápido. Há também uma boa cobertura de 3G nas cidades. Podes comprar facilmente um cartão de telemóvel local, se quiseres. Já não é muito habitual encontrar cibercafés. A rede de telemóvel está disponível em quase todo o país, embora não de forma contínua. Será raro o dia sem rede de telemóvel, mas é provável que não haja ao longo de todo o dia. Fora das cidades, não estaremos mais de três dias sem eletricidade. No entanto, pode haver poucas tomadas disponíveis, uma rede fraca ou mesmo falhas de fornecimento de eletricidade. Como tal, leva contigo um power bank ou baterias adicionais, se não quiseres ficar sem bateria no telemóvel ou máquina fotográfica.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Numa grande parte da viagem, usamos robustas carrinhas 4x4 de construção soviética. Foram concebidas com a durabilidade em mente, não tanto com o conforto, mas são o veículo ideal para percorrer as estradas de terra da Mongólia. Têm capacidade para transpor obstáculos ainda mais duros do que os que vamos enfrentar e uma capacidade de carga para transportar tudo o que precisamos para sermos auto-suficientes em viagem. Embora robustas, uma avaria é sempre possível em qualquer lugar, ainda mais quando as características do terreno são tão duras como na Mongólia. Os condutores têm amplos conhecimentos de mecânica, mas há problemas que os ultrapassam e podem ter que aguardar pelo apoio de outro veículo para prosseguir. Temos ainda a um curto voo interno e uma viagem de comboio na linha de caminho-de-ferro transiberiana, em que os compartimentos são espaçosos e confortáveis. Em Ulan Bator deslocamo-nos maioritariamente a pé, mas podemos pontualmente recorrer a táxis ou autocarros locais.

  • Como é o clima durante a viagem?

    Localizada no coração da Ásia Central, a Mongólia caracteriza-se por um clima marcadamente continental. Longos e gélidos invernos (-30ºC em janeiro) contrastam com os curtos, mas bastante quentes verões (30ºC em Agosto). A Mongólia é, portanto, um dos países com maior amplitude térmica do planeta. Mesmo nas épocas menos frias, prepara-te para temperaturas que podem variar dos -5ºC aos 30ºC.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Mongólia

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Comboio: 1 noite, Ger: 11 noites, Hotel: 5 noites

Transportes

Avião, Carrinha e Comboio

Reservas

Min: 5 | Max: 11

Voo não incluído

Valor indicativo: 1000€

Testemunhos

A Mongólia era a minha viagem de eleição há mais de 15 anos. A Nomad proporcionou-me a sua concretização de forma esplendorosa, em virtude do país e das pessoas com quem tive o privilégio de viajar.
Alcino C.
Esta viagem foi muito mais do que eu poderia esperar! Vimos a Mongólia da forma pura que é. Será para sempre uma das viagens da minha vida, por mais voltas que dê ao mundo! Aconselho vivamente a todos os que adoram a simplicidade e o genuíno.
Leonor F.
A Mongólia é exatamente como eu esperava - um país colossal onde os dias parecem imensos e a vida corre como há séculos corria. Onde a enormidade da natureza se sobrepõe ao resto, tornando o país arrebatador. Uma viagem extraordinária.
Susana C.