Tribos de Nagaland

Com Dânia Rodrigues 14 fev a 02 mar 2021

No remoto nordeste da Índia, montanhas místicas protegem as comunidades tribais que lá habitam. Aldeias escondidas servem de lar a rituais seculares, tradições pintadas nos rostos de lendas vivas.

Entre bosques de vertiginosos pinheiros, florestas sagradas e campos de arrozais, descobrimos o quotidiano de tribos com costumes tão antigos como impactantes. No íntimo das suas casas, deciframos o simbolismo das tatuagens que exibem com orgulho, ouvimos histórias surreais contadas por antigos caçadores de cabeças e aprendemos a língua dos assobios numa aldeia onde a semântica de um nome é um som. Esta é uma viagem pelas crenças, mitos e lendas de algumas das mais peculiares tribos da Ásia.

  • Impacto cultural
    Partilhas vários dias de viagem com comunidades tribais, onde és confrontado com rituais pouco convencionais que certamente marcam a viagem.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física. Além de curtas caminhadas nas aldeias tribais que exploramos, destaca-se uma mais longa (cerca de cinco horas) até à aldeia de Shora. São atividades acessíveis a todos.
  • Nível de conforto
    Deslocações longas e duras (algumas com cerca de 10 horas) em transportes públicos e carrinha privada. Pernoitamos várias noites em aldeias isoladas, onde dormimos em guesthouses com condições básicas. Pernoitamos uma noite em comboio.

14 fev a 02 mar 2021

1650 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1000€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

1650€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Guwahati

À chegada, a Dânia vai estar à tua espera no aeroporto de Guwahati para te dar as boas-vindas. Segues depois para o hotel, para descansares dos voos e para te reunires com os restantes viajantes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Shillong

No nordeste indiano, entre as planícies do Bangladesh e os vales de Assam, erguem-se as dramáticas paisagens montanhosas de Meghalaya - florestas verdejantes, penhascos vertiginosos e algumas das cascatas mais belas do subcontinente indiano. Conhecida como “a morada das nuvens”, a selva de Meghalaya esconde algumas das comunidades tribais mais peculiares da Ásia. 

Começamos a nossa aventura na capital, Shillong, onde descobrimos o impressionante museu Don Bosco Center for Indigenous Cultures, o ponto de partida ideal para compreender a riquíssima tradição tribal desta região. À tarde, após um almoço dedicado à gastronomia local, seguimos para a floresta sagrada de Mawphlang. Neste surpreendente mundo de plantas exóticas e árvores gigantescas - algumas delas com mais de 1000 anos -, teremos a companhia de um guia tribal, hábil em ilustrar as propriedades medicinais das plantas da floresta, e a relação da população com o recinto sagrado. Segundo a crença tribal, habita a floresta uma divindade que assume a forma de tigre, protegendo as comunidades locais de perigos externos. Encontramos, por isso, vários altares e pequenos templos onde se sacrificam animais, como cabras e galos, em honra do deus de Mawphlang.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 3Kongthong

Ao acordar, deixamos a cidade e lançamo-nos a explorar o sul de Meghalaya. Durante a viagem de carrinha, sentimos o misticismo das montanhas que protegem as comunidades tribais e os seus rituais seculares.

Ainda durante a manhã, chegamos a Kongthong, uma povoação isolada no mapa onde a estrada só chegou em 2013. Território da tribo Khasi, também conhecida como a “aldeia dos assobios”, Kongthong mantém uma tradição única e peculiar que remonta há séculos. Cada vez que um bebé nasce, a sua mãe compõe uma melodia, conhecida como Jingrwai Lawbei, para o nome da criança. Testemunhamos esta engenhosa forma de comunicação, enquanto percorremos a aldeia e os campos agrícolas que a rodeiam. 

Pelo fim da tarde, somos acolhidos por famílias Khasi que nos explicam a construção e significado das diferentes melodias, uma experiência intensa que certamente ficará gravada na tua memória. Terminamos o dia em beleza com um jantar à volta da fogueira, na companhia dos nossos anfitriões.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço, jantar
Dormida: Cabana

Dia 4Sohra

Hoje é dia de madrugar. Acordamos com os primeiros raios de sol, ao som dos Jingrwai Lawbei que ecoam por toda a aldeia. Deixamos a tranquilidade de Kongthong para imergir, pé ante pé, na luxuriante floresta de Meghalaya. A caminhada dura cerca de cinco horas, mas permite-nos explorar trilhos invulgares e algumas das paisagens mais exuberantes do planeta. 

Conhecidos pelas suas obras de engenharia, os Khasi desenvolveram um intricado sistema de raízes entrelaçadas para construir pontes sobre os perigosos rios do nordeste indiano. O processo demora no mínimo 25 anos, por isso as pontes mais elaboradas têm centenas de anos e o trabalho de várias gerações. Pelo caminho, paramos em remotas aldeias Khasi e atravessamos várias destas pontes num ambiente digno de um épico de Tolkien. O trilho culmina no ex-líbris deste complexo sistema - uma imponente ponte de dois andares. Como na tradição local, aproveitamos o cair da noite para descontrair e partilhar histórias à volta da fogueira, depois de um dia cheio de atividade. 

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 5Sohra

Segundo o mito de criação Khasi, originalmente todos os seres humanos viviam no Paraíso. Um dia, ao olhar para Meghalaya, sete tribos ficaram tão extasiadas que abandonaram o Paraíso e estabelecerem-se nesta região. 

Hoje, dedicamos o dia a explorar algumas das maravilhas naturais de Sohra. Para os Khasi, todos os elementos naturais têm um mito relacionado, e é através desta lente que exploramos a paisagem envolvente. Descobrimos selvas luxuriantes e as impressionantes cascatas de Daitlhein e de Wei Sawdong; histórias curiosas sobre espíritos de tigres e serpentes e os sacrifícios necessários para os apaziguar. Exploramos ainda as grutas de Arwah. As cavernas têm um significado muito especial para os Khasi, que acreditam ser descendentes de uma criatura mística saída de uma gruta. 

Ao final da tarde, regressamos a Guwahati para embarcar na nossa primeira viagem de comboio, que dura cerca de oito horas. Vemos a paisagem mudar pela janela, enquanto os vendedores de chai e tudo o que possamos imaginar percorrem as carruagens com os seu pregões.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 6Vale de Ziro

Acordamos num estado diferente: Arunachal Pradesh, uma região de fronteira disputada historicamente entre a Índia e a China. Ao desembarcarmos, espera-nos uma carrinha que nos leva até ao vale de Ziro, morada da enigmática tribo Apatani. 

Aninhado entre as formidáveis montanhas de Arunachal, o fértil vale de Ziro esconde algumas das paisagens mais curiosas do nordeste indiano. Moldados ao longo de vários séculos pelos Apatani, gigantescos socalcos de campos de arroz, florestas de bambu e bosques de vertiginosos pinheiros estendem-se para lá do horizonte. O uso inteligente da terra por parte deste povo levou-os a desenvolver uma técnica singular: a criação de peixes na água dos arrozais. 

Mas as peculiaridades da tribo Apatani não se esgotam aqui. Isolados da civilização até aos anos 40, época em que os missionários apostaram na evangelização da região, a cultura indígena continua particularmente bem preservada. Um dos aspetos mais visíveis desta tribo são as tatuagens faciais e alargadores no nariz das mulheres. Segundo os ditames sociais e estéticos Apatani, até meados dos anos 70, todas as jovens tatuavam e furavam as narinas como ritual de iniciação na vida adulta.  

Após uma longa e dura viagem, aproveitamos a tarde para nos instalarmos na casa dos nossos anfitriões, uma típica família Apatani, e para um descontraído passeio pela pitoresca povoação de Old Ziro. 

Alimentação: Almoço
Dormida: Casa familiar

Dia 7Vale de Ziro

Começamos o dia a desvendar os majestosos terraços de arroz de Ziro. Pelo caminho, passamos por diversas aldeias Apatani, cruzamo-nos com aldeãos a trabalhar nos campos e deparamo-nos com misteriosas estruturas de bambu Donyi Polo, a religião animista predominante no vale de Ziro, que venera o Sol e a Lua. Esta manhã reserva-nos ainda um almoço especial. Seguindo pelos complexos trilhos de Ziro, chegamos à modesta aldeia de Mudang Tage. Rino, uma mulher muito respeitada na comunidade Apatani, abre-nos as portas da sua casa para nos ensinar os segredos da gastronomia local. Sentados à volta da fogueira, partilhamos o almoço com a nossa anfitriã e deliciamo-nos, não só com as iguarias caseiras, mas também com as estórias que partilhamos à mesa.      

Inspirados pelas lendas e mitos da tribo Apatani, continuamos o nosso percurso. Desta vez o destino é a aldeia de Biiro, onde somos recebidos pelo xamã local. Segundo a religião Donyi Polo, os xamãs são homens com poderes divinos capazes de adivinhar o futuro. Prepara-te para uma experiência verdadeiramente surreal!

Antes de anoitecer, regressamos a Old Zero para partilhar mais uma deliciosa refeição com os nossos anfitriões. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 8Viagem para Majuli

Inspirados pelas tradições ancestrais dos Apatani despedimo-nos do estado de Arunachal Pradesh. Novamente a bordo de carrinhas privadas, percorremos estradas ladeadas de bucólicas plantações de chá até vislumbrarmos a ilha de Majuli, no estado de Assam. 

Encalhada no rio Brahmaputra, Majuli, com cerca de 350 km², é a maior ilha fluvial do mundo, e casa da singular tribo Mishing. Semi-nómadas, os Mishing movem-se ao sabor das cheias. Na época das monções migram para o interior da ilha, e durante o resto do ano vivem em casas de palafita nas margens do rio, aproveitando as terras férteis para cultivar arroz.

A tarde é dedicada ao descanso nesta idílica ilha de florestas verdejantes. Amanhã, aventuramo-nos num passeio de bicicleta pelas aldeias de Majuli.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9Majuli

Hoje, desvendamos os curiosos satras, mosteiros de uma vertente hindu, bastante particulares desta região. Esta corrente, estabelecida no século XVI, é uma adaptação monoteísta do hinduísmo que venera Vishnu. 

Chegamos a Garamur a bordo de um animado autocarro local. Nesta pacata vila tribal, acompanhados por habilidosos artesãos, aprendemos a colorir as famosas máscaras animistas de Majuli, um outro aspeto muito peculiar da cultura desta ilha. Esculpidas para decorar templos e outros espaços sagrados, estas máscaras são também usadas nos grandes festivais religiosos das tribos locais.    

Após um reconfortante almoço, exploramos o lado rural de Majuli. Seguindo o exemplo dos locais, montamos em bicicletas e fazemos um passeio pelas aldeias, que nos ocupa toda a tarde. Vamos pedalar por entre povoações tribais, campos de arroz, florestas de bambu e parar em alguns dos mais emblemáticos templos e mosteiros da ilha. Regressamos ao ponto de partida a tempo de um mergulho com o sol posto no horizonte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Majuli

Despertamos, tranquilamente, para mais um dia marcado pela comunhão com os povos de Majuli. Além de erráticos, os Mishing destacam-se pelo seu culto. Animistas como tantas outras tribos, diferem-se por conservar bastantes aspetos primitivos. Pela manhã, aventuramo-nos numa pitoresca e isolada povoação no interior da ilha. Acompanhados por um guia tribal, deambulamos pela aldeia, entramos e saímos de várias casas de famílias, e aprendemos mais sobre a cultura local. Começamos por descobrir a peculiar arquitetura das casas de palafita e deciframos os segredos do famoso apong, a cerveja de arroz artesanal. Ainda durante a manhã, temos a oportunidade de testemunhar o elaborado processo de tecelagem, um dos pilares da cultura Mishing. 

Embalados pelos ritmos insulares, deixamos Majuli de ferry em direção à cidade de Jorhat, onde pernoitamos. Amanhã espera-nos uma longa viagem de cerca de 10 horas, até à região mais insólita da nossa aventura: Nagaland.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Viagem para Longwa

Regressamos à estrada, desta vez para rumar a oriente, em direcção a Nagaland. A viagem de carrinha é longa e sinuosa, mas a recompensa é grande. Um dos mais isolados estados de toda a Índia, Nagaland, também conhecido como “o Leste selvagem”, alberga algumas das culturas tribais mais bem preservadas do planeta. Com o passar dos quilómetros, a paisagem bucólica de plantações de chá e arrozais dá lugar a uma luxuriante e densa selva. Os camponeses e o gado são substituídos por grupos de destemidos caçadores, e as casas de cimento com telhados de zinco dão lugar a cabanas de madeira com telhados de colmo.

Chegados a Longwa, a nossa primeira paragem em Nagaland, contagia-nos o misticismo da tribo Konyak, uma das raras tribos indianas com o estatuto de primitiva - um privilégio apenas atribuído às comunidades capazes de manter as suas tradições praticamente intactas ao longo do tempo.  

Acolhidos por uma família Konyak, aproveitamos o final da tarde para repor energias e confraternizar com os nossos anfitriões à volta da mesa.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 12Longwa

Guerreiros ferozes, os Konyak foram uma das últimas tribos a praticar o headhunting, a recolha de cabeças de povos rivais. Na tradição local, quantas mais cabeças inimigas um soldado Konyak conseguisse decepar, maior seria o seu prestígio. Hoje, a maioria destes homens de cara tatuada converteu-se ao cristianismo, renegando a prática do corte de cabeças. 

De manhã, somos recebidos por alguns destes ex-caçadores de cabeças. À volta da fogueira, enquanto bebericamos o famoso chá preto da região, escutamos os relatos destes enigmáticos personagens e aprendemos mais sobre esta prática ancestral e outros rituais Konyak. Uma experiência única e certamente marcante.

À tarde, espera-nos mais um momento que ficará facilmente guardado na memória. Afinal, não é todos os dias que somos apresentados à realeza. O território de Konyak, constituído por seis aldeias na Índia e 32 em Myanmar, é governado a partir de Longwa por Angh, o rei dos Konyak. Recebidos no seu singular palácio, que marca a fronteira entre os dois países, temos a oportunidade de compreender os desafios atuais de uma comunidade tribal. 

Após um dia de emoções fortes, regressamos ao conforto de casa para um jantar tipicamente Konyak preparado pelos nossos anfitriões. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 13Viagem para Jorhat

Logo pela manhã, despedimo-nos de Longwa e dos nossos anfitriões e regressamos à cidade de Jorhat. No caminho, detemo-nos em Mon, uma das maiores cidades de Nagaland, para nos aventuramos num tradicional mercado Konyak repleto de jóias, tecidos e adereços típicos.   

Chegamos a Jorhat ao cair da noite, após um dia na estrada com várias paragens pelo caminho.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Khonoma

Hoje é dia de madrugar. Acordamos antes do sol raiar e embarcamos num comboio rumo a Dimapur. Ainda durante a manhã, voltamos à estrada, desta vez a bordo de jipes, em direção à aldeia de Khonoma. 

Território da tribo Angami, Khonoma é uma encantadora aldeia rodeada por uma exuberante floresta. Um lugar paradisíaco que esteve em risco de ruir quando, no final dos anos 80, os recursos naturais começavam a escassear: havia cada vez menos água, menos peixe nos rios e menos animais para caçar. Ao perceber que as suas práticas estavam a conduzir ao colapso ecológico, a população uniu-se e decidiu abolir a atividade madeireira e a caça. Uma medida dramática, mas eficaz, que valeu a Khonoma o estatuto de primeira Green Village do continente asiático. Esta pequena povoação é também conhecida por albergar o Festival Hornbill, o mais importante evento tribal de Nagaland.

Após mais um longo dia na estrada, aproveitamos o entardecer para caminhar descontraidamente na aldeia e recuperar energias. Amanhã participamos no Festival Hornbill, um dia que promete ser de emoções fortes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 15Festival Hornbill

Uma das maiores celebrações tribais de toda a Índia, o inquietante Festival Hornbill acontece todos os anos nas luxuriantes colinas de Kisama, a poucos quilómetros de Khonoma. 

O “festival dos festivais” é um momento de celebração e extravagância, onde as 16 principais tribos de Nagaland se reúnem. Uma oportunidade única para descobrirmos os rituais dos Nagas e conhecermos as histórias que estas pessoas têm para contar.

Num recinto desenhado de raiz para o evento, e num genuíno espírito de comunhão, descobrimos exuberantes exibições de arte e artesanato étnico, participamos em casamentos e cerimónias tribais, vibramos com competições de arco e flecha e outros jogos tradicionais, assistimos a elaboradas coreografias e canções folclóricas. 

A nossa aventura pelo nordeste indiano aproxima-se a passos largos do seu fim. Ao final da tarde, ainda extasiados pela exuberância do Hornbill, regressamos à pacatez de Khonama para uma última noite em território tribal. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Khonoma e Dimapur

Acordamos cedo para tomar o pequeno-almoço na casa que nos albergou na noite anterior. Com as energias repostas, exploramos a vila de Khonama, as suas curiosas estruturas fúnebres e as famosas Morung, edifícios tradicionais Angami que antigamente eram o centro da vida da aldeia, onde os jovens escutavam os anciãos e aprendiam as diversas práticas sociais, como o corte de cabeças. 

Percorremos os trilhos rurais de Khonama, enquanto assimilamos a experiência da manhã e revisitamos as memórias de toda a viagem. Está na altura de voltar à estrada e regressar a Dimapur. O jantar será de despedida, mas também de celebração. Brindamos às tradições ancestrais de Nagaland e às memórias de uma viagem repleta de aprendizagens.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 17Dimapur e Voo de regresso

Chegou a hora de te despedires do nordeste indiano. A Dânia vai levar-te ao aeroporto de acordo com o horário do teu voo de regresso, depois desta aventura marcante por uma Índia remota e mágica.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
14 pequenos-almoços, 5 almoços e 4 jantares
Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais
Visto
Alimentação não especificada (cerca de 20€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Sim. A Índia passou a disponibilizar, desde Agosto de 2015, o e-Tourist Visa para viajantes com passaporte português. O processo ficou simplificado, deixando de ser necessário fazer o pedido de visto da Embaixada. A Nomad recomenda a Visateam para o apoio ao pedido do visto de que precisas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações em Lisboa e no Porto.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Nas cidades e povoações maiores, ficamos alojados em hotéis ou guesthouses bem localizados, em quartos de duas ou três camas. As casas de banho têm água quente e sanitários europeus. 

    Na aldeia de Kongthong, pernoitamos em cabanas com a traça tradicional da região. Envolvidas na bela paisagem de Meghalaya, nestas cabanas espartanas dormimos em colchões no chão. As casas de banho são partilhadas e não existe duche.

    Devido ao  isolamento, nas aldeias do Vale de Ziro e Longwan ficamos alojados em lares de famílias locais, que nos farão sentir em casa. Nestas idílicas casas 'perdidas' na selva, as condições são básicas. Em ambos os casos, dormimos em camas, em quartos que albergam duas a quatro pessoas. Existe apenas uma casa de banho disponível que será partilhada entre todos. Não existe chuveiro, mas é possível tomar banho de água quente de balde. 

    A noite a bordo do comboio será feita em classe 2A, com beliches onde dormimos completamente deitados. Há casa de banho em todas as carruagens, mas sem duche. Em todo o caso, temos de nos lembrar que estamos na Índia e as condições dos comboios não são exatamente iguais aos padrões europeus ou de outros países asiáticos. Mesmo assim, tendo em conta a nossa experiência, é possível descansar e dormir durante a viagem de comboio.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    A gastronomia do Nordeste da Índia é muito diferente da que se encontra no resto do subcontinente. Os estados que visitamos são predominantemente cristãos ou animistas, e o vegetarianismo é mais raro do que no resto da Índia. Ainda assim, é possível encontrar comida vegetariana de ótima qualidade. O porco é o animal mais apreciado na região e cada tribo tem várias maneiras diferentes de o preparar. Em Majuli, a ilha no meio do rio Brahmaputra, o peixe é, naturalmente, uma especialidade local. A comida é, no geral, menos picante do que no resto da Índia, mas em Nagaland é possível encontrar uma das variedades de piri-piri mais picantes do mundo. O apong, uma espécie de cerveja de arroz local, estará omnipresente durante a viagem.

    Na maioria das aldeias onde pernoitamos, a comida é preparada pela família que nos hospeda. Do princípio ao fim da viagem, a líder Nomad estará sempre presente para contextualizar a cultura gastronómica e ajudar-te a escolher os melhores petiscos. 

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda usada na Índia é a rupia indiana. Os pagamentos em moeda estrangeira não são habituais na Índia, por isso a rupia é a moeda a usar durante a viagem. 

    Os cartões de crédito Visa têm aceitação em muitos estabelecimentos, mas em alguns dos restaurantes e mercados onde passamos na viagem só é possível pagar em dinheiro. Outros cartões de crédito podem não ter uma aceitação muito generalizada. As máquinas ATM estão disponíveis nas cidades por onde passamos (Guwahati, Shillong, Jorhat, Dimapur), mas em muitas das aldeias e localidades mais pequenas não existem máquinas disponíveis, por isso assegura-te de que tens dinheiro suficiente contigo.

    Durante o programa, não está incluída alguma da alimentação da viagem. Não estão ainda incluídas água e outras bebidas, nem algum snack que queiras fazer num local de paragem. Estimamos para a alimentação não incluída um valor de cerca de 20€ por dia. A maioria das entradas e atividades descritas no programa estão incluídas. 

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    Geralmente, a parte final da resposta é comum a qualquer viagem: É conveniente levares um fundo de emergência de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    O acesso à internet é muito limitado durante esta viagem. Em Guwahati, Jorhat e Dimapur há wi-fi nos hotéis, mas o acesso à internet nem sempre é muito rápido. É complicado comprar um cartão de telemóvel local para um estrangeiro, por isso a viagem dá-te a oportunidade de te 'desconectares' das tecnologias e de te imergires totalmente na viagem. Nas cidades, há uma boa cobertura de rede 3G. 

    Existe eletricidade em todos os alojamentos, no entanto algumas das aldeias são bastante remotas e os cortes de energia são comuns. Aconselhamos-te a levar uma power bank para carregares a câmara fotográfica, o telefone ou outros equipamentos. 

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Recorremos a um leque muito alargado de meios de transporte. Devido ao terreno acidentado e às poucas estradas disponíveis no Nordeste da Índia, a maioria das deslocações terrestres são feitas em carrinhas reservadas para o nosso grupo. Em alguns casos, o grupo viaja todo na mesma carrinha; noutros, terá de se dividir entre duas carrinhas ou jipes. Em deslocações mais curtas, recorremos a autocarros locais, tuk-tuks e até bicicletas. A entrada e saída na ilha de Majuli são realizados através de um barco local. Em duas ocasiões, recorremos ainda a comboios locais, um dos meios de transporte mais popular na Índia. Nas povoações, deslocamo-nos principalmente a pé ou recorrendo a transportes locais, como autocarros.

  • Como é o clima durante a viagem?

    Os estados indianos onde decorre esta viagem Nomad são conhecidos como algumas das regiões mais húmidas e chuvosas do planeta. Este clima é a origem das luxuriantes florestas do nordeste da Índia. Assim, apesar da nossa viagem decorrer na época quente, existe a possibilidade de alguma chuva. Conta também com temperaturas amenas, entre os 23ºC e os 32ºC, e altos níveis de humidade (cerca de 80%).

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Índia

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Cabana: 1 noite, Casa familiar: 4 noites, Comboio: 1 noite, Guesthouse: 3 noites, Hotel: 7 noites

Transportes

Autocarro, Barco, Bicicleta, Carrinha, Comboio, Jipe, Tuk-tuk

Reservas

Min: 5 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 1000€