Últimos Lugares

Tribos de Nagaland

Com Dânia Rodrigues 26 nov a 12 dez 2020

No remoto nordeste da Índia, montanhas místicas protegem as comunidades tribais que lá habitam. Aldeias escondidas servem de lar a rituais seculares, tradições pintadas nos rostos de lendas vivas.

Entre bosques de vertiginosos pinheiros, florestas sagradas e campos de arrozais,  descobrimos o quotidiano de tribos com costumes tão antigos como impactantes. No íntimo das suas casas, deciframos o simbolismo das tatuagens que exibem com orgulho, ouvimos histórias surreais contadas por antigos caçadores de cabeças e aprendemos a língua dos assobios numa aldeia onde a semântica de um nome é um som. Esta é uma viagem pelas crenças, mitos e lendas de algumas das mais peculiares tribos da Ásia.

  • Impacto cultural
    Irá partilhar vários dias de viagem com comunidades tribais, onde será confrontado com rituais pouco convencionais que certamente irão marcar a viagem.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física. Além de curtas caminhadas nas aldeias tribais que exploramos, destaca-se uma caminhada mais longa (cerca de 5 horas) até à aldeia de Shora. As atividades são acessíveis a todos.
  • Nível de conforto
    Deslocações longas e duras (algumas com cerca de 10 horas) em transportes públicos e carrinha privada. Pernoitamos várias noites em aldeias isoladas, onde dormimos em guesthouses com condições básicas. Pernoitamos 1 noite em comboio.

26 nov a 12 dez 2020

1650 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1000€

Número de viajantes

1650€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Guwahati

À chegada, a Dânia vai estar à sua espera no aeroporto de Guwahati para lhe dar as boas vindas. Segue depois para o hotel, para descansar dos voos e para se reunir com os restantes viajantes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Shillong

No nordeste indiano, entre as planícies do Bangladesh e os vales de Assam erguem-se as dramáticas paisagens montanhosas de Meghalaya - florestas verdejantes, penhascos vertiginosos e algumas das cascatas mais belas do subcontinente indiano. Conhecida como “a morada das nuvens”, a selva de Meghalaya esconde algumas das comunidades tribais mais peculiares da Ásia. 

Começamos a nossa aventura na capital, Shillong, onde descobrimos o impressionante museu Don Bosco Center for Indigenous Cultures, o ponto de partida ideal para compreender a riquíssima tradição tribal desta região. À tarde - após um almoço dedicado à gastronomia local - seguimos para a floresta sagrada de Mawphlang. Neste surpreendente mundo de plantas exóticas e árvores gigantescas - algumas delas com mais de 1000 anos - teremos a companhia de um guia tribal, hábil em ilustrar as propriedades medicinais das plantas da floresta, e a relação da população com o recinto sagrado. Segundo a crença tribal, uma divindade que assume a forma de tigre habita a floresta e protege as comunidades locais de perigos externos. Seremos por isso confrontados com vários altares e pequenos templos onde sacrifícios de animais - como cabras e galos - são realizados para honrar o deus de Mawphlang.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 3Kongthong

Ao acordar, deixamos a cidade e lançamo-nos a explorar o sul de Meghalaya. Durante a viagem, de carrinha, sentimos o misticismo das montanhas que protegem as comunidades tribais e os seus rituais seculares.

Ainda durante a manhã, chegamos a Kongthong, uma povoação isolada no mapa onde a estrada só chegou em 2013. Território da tribo Khasi, também conhecida como a “aldeia dos assobios”, Kongthong mantém uma tradição única e peculiar que remonta há séculos. Cada vez que um bebé nasce, a sua mãe compõe uma melodia - conhecida como Jingrwai Lawbei - para o nome da criança. Testemunhamos esta engenhosa forma de comunicação, enquanto percorremos a aldeia e os campos agrícolas que a rodeiam. 

Pelo fim da tarde, somos acolhidos por famílias Khasi que nos explicam a construção e significado das diferentes melodias, uma experiência intensa que certamente ficará gravada na sua memória. Terminamos o dia em beleza com um jantar à volta da fogueira na companhia dos nossos anfitriões.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço, jantar
Dormida: Cabana

Dia 4Sohra

Hoje é dia de madrugar. Acordamos com os primeiros raios de sol, ao som dos Jingrwai Lawbei que ecoam por toda a aldeia. Deixamos a tranquilidade de Kongthong para imergir, pé ante pé, na luxuriante floresta de Meghalaya. A caminhada dura cerca de cinco horas, mas permite-nos explorar trilhos invulgares e algumas das paisagens mais exuberantes do planeta. 

Conhecidos pelas suas obras de engenharia, os Khasi desenvolveram um intricado sistema de raízes entrelaçadas para construir pontes sobre os perigosos rios do nordeste indiano. O processo demora no mínimo 25 anos, por isso as pontes mais elaboradas têm centenas de anos e o trabalho de várias gerações. Pelo caminho, paramos em remotas aldeias Khasi e atravessamos várias destas pontes num ambiente digno de um épico de Tolkien. O trilho culmina no ex libris deste intricado sistema, uma imponente ponte de dois andares. Como na tradição local, aproveitamos o cair da noite para descontrair e partilhar histórias à volta da fogueira depois de um dia cheio de atividade. 

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 5Sohra

Segundo o mito de criação Khasi, originalmente todos os seres humanos viviam no Paraíso. Um dia, ao olhar para Meghalaya, sete tribos ficaram tão extasiadas que abandonaram o Paraíso e estabelecerem-se nesta região. 

Hoje, o dia será dedicado a explorar algumas das maravilhas naturais de Sohra. Para os Khasi, todos os elementos naturais têm um mito relacionado, e será através desta lente que iremos explorar a paisagem envolvente. Descobrimos selvas luxuriantes, as impressionantes cascatas de Daitlhein e de Wei Sawdong, e histórias curiosas que envolvem espíritos de tigres e serpentes, e os sacrifícios necessários para os apaziguar. Exploramos ainda as grutas de Arwah. As cavernas têm um significado muito especial para os Khasi, que acreditam ser descendentes de uma criatura mística que saiu de uma gruta. 

Ao final da tarde, regressamos a Guwahati para embarcar na nossa primeira viagem de comboio. A viagem dura cerca de 8 horas. Vemos a paisagem mudar pela janela, enquanto os vendedores de chai e tudo o que possamos imaginar percorrem as carruagens com os seu pregões.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 6Vale de Ziro

Acordamos num estado diferente: Arunachal Pradesh, uma região de fronteira disputada historicamente entre a Índia e a China. Ao desembarcarmos, estará à nossa espera uma carrinha que nos levará até ao vale de Ziro, morada da enigmática tribo Apatani. 

Aninhado entre as formidáveis montanhas de Arunachal, o fértil vale de Ziro esconde algumas das paisagens mais curiosas do nordeste indiano. Moldados ao longo de vários séculos pelos Apatani, gigantescos socalcos de campos de arroz, florestas de bambu e bosques de vertiginosos pinheiros estendem-se para lá do horizonte. O uso inteligente da terra por parte deste povo levou-os a desenvolver uma técnica singular: a criação de peixes na água dos arrozais. 

Mas as peculiaridades da tribo Apatani não se esgotam aqui. Isolados da civilização até aos anos 40, época em que os missionários apostaram na evangelização da região, a cultura indígena continua particularmente bem preservada. Um dos aspectos mais visíveis desta tribo são as tatuagens faciais e alargadores no nariz das mulheres. Segundo os ditames sociais e estéticos Apatani, até meados dos anos 70, todas as jovens tatuavam e furavam as narinas como ritual de iniciação na vida adulta.  

Após uma longa e dura viagem, aproveitamos a tarde para nos instalarmos na casa dos nossos anfitriões, uma típica família Apatani, e para um descontraído passeio pela pitoresca povoação de Old Ziro. 

Alimentação: Almoço
Dormida: Casa familiar

Dia 7Vale de Ziro

Começamos o dia a desvendar os majestosos terraços de arroz de Ziro. Pelo caminho, passamos por diversas aldeias Apatani, cruzamo-nos com aldeãos a trabalhar nos campos e deparamo-nos com misteriosas estruturas de bambu Donyi Polo, a religião animista predominante no vale de Ziro, que venera o Sol e a Lua. Esta manhã reserva-nos ainda um almoço especial. Seguindo pelos complexos trilhos de Ziro, chegamos à modesta aldeia de Mudang Tage. Rino — uma mulher muito respeitada na comunidade Apatani — abre-nos as portas da sua casa para nos ensinar os segredos da gastronomia local. Sentados à volta da fogueira, partilhamos o almoço com a nossa anfitriã e deliciamo-nos, não só com as iguarias caseiras, mas também com as estórias que partilhamos à mesa.      

Inspirados pelas lendas e mitos da tribo Apatani, continuamos o nosso percurso. Desta vez o destino é a aldeia de Biiro, onde somos recebidos pelo xamã local. Segundo a religião Donyi Polo, os xamãs são homens com poderes divinos capazes de adivinhar o futuro. Prepare-se para uma experiência verdadeiramente surreal!

Antes de anoitecer, regressamos a Old Zero para partilhar mais uma deliciosa refeição com os nossos anfitriões. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço, jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 8Viagem para Majuli

Inspirados pelas tradições ancestrais dos Apatani despedimo-nos do estado de Arunachal Pradesh. Novamente a bordo de carrinhas privadas, percorremos estradas ladeadas de bucólicas plantações de chá até vislumbrarmos a ilha de Majuli, no estado de Assam. 

Encalhada no rio Brahmaputra, Majuli, com cerca de 350 km2, é a maior ilha fluvial do mundo, e casa da singular tribo Mishing. Semi-nómadas, os Mishing movem-se ao sabor das cheias. Na época das monções migram para o interior da ilha, durante o resto do ano vivem em casas de palafita nas margens do rio, aproveitando as terras férteis para cultivar arroz.

A tarde é dedicada ao descanso nesta idílica ilha de florestas verdejantes. Amanhã, aventuramo-nos num passeio de bicicleta pelas aldeias de Majuli.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9Majuli

Hoje, desvendamos os curiosos satras - mosteiros  de uma vertente hindu bastante particulares desta região. Esta corrente, estabelecida no século XVI, é uma adaptação monoteísta do hinduísmo que venera Vishnu. 

Chegamos a Garamur a bordo de um animado autocarro local. Nesta pacata vila tribal, acompanhados por habilidosos artesãos, aprendemos a colorir as famosas máscaras animistas de Majuli, um outro aspecto muito peculiar da cultura desta ilha. Esculpidas para decorar templos e outros espaços sagrados, estas máscaras são também usadas nos grandes festivais religiosos das tribos locais.    

Após um reconfortante almoço, exploramos o lado rural de Majuli. Seguindo o exemplo dos locais, montamos em bicicletas e fazemos um passeio pelas aldeias, que nos ocupará toda a tarde. Vamos pedalar por entre povoações tribais, campos de arroz, florestas de bambu e parar em alguns dos mais emblemáticos templos e mosteiros da ilha. Regressamos ao ponto de partida a tempo de assistir ao mergulhar do sol no horizonte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Majuli

Hoje, desvendamos o curioso estilo de vida das tribos de Majuli. Além de erráticos, os Mishing destacam-se pelo seu culto. Animistas, como tantas outras tribos, diferem-se por praticar uma forma de hinduísmo completamente única, que conserva fortes aspectos tribais.

Despertamos, tranquilamente, para mais um dia marcado pela comunhão com os povos de Majuli. Além de erráticos, os Mishing destacam-se pelo seu culto. Animistas, como tantas outras tribos, diferem-se por conservar bastantes aspectos primitivos. Pela manhã, aventuramo-nos numa pitoresca e isolada povoação no interior da ilha. Acompanhados por um guia tribal, deambulamos pela aldeia, entramos e saímos de várias casas de famílias, e aprendemos mais sobre a cultura local. Começamos por descobrir a peculiar arquitetura das casas de palafita e deciframos os segredos do famoso apong - a cerveja de arroz artesanal. Ainda durante a manhã, temos a oportunidade de testemunhar o elaborado processo de tecelagem - um dos pilares da cultura Mishing. 

Embalados pelos ritmos insulares, deixamos Majuli de ferry em direção à cidade de Jorhat onde pernoitamos. Amanhã espera-nos uma longa viagem, cerca de 10 horas, até à região mais insólita da nossa aventura: Nagaland.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Viagem para Longwa

Regressamos à estrada, desta vez para rumar a oriente, em direcção a Nagaland. A viagem de carrinha é longa e sinuosa, mas a recompensa é grande. Um dos mais isolados de toda a Índia, o estado de Nagaland, também conhecido como “o Leste selvagem”, alberga algumas das culturas tribais mais bem preservadas do planeta. Com o passar dos quilómetros, a paisagem bucólica de plantações de chá e arrozais dá lugar a uma luxuriante e densa selva. Os camponeses e o gado são substituídos por grupos de destemidos caçadores e as casas de cimento com telhados de zinco dão lugar a cabanas de madeira com telhados de colmo.

Chegados a Longwa, a nossa primeira paragem em Nagaland, deixamo-nos contagiar pelo misticismo da tribo Konyak - uma das raras tribos indianas com o estatuto de primitiva, um privilégio apenas atribuído às comunidades tribais capazes de manter as suas tradições praticamente intactas ao longo do tempo.  

Acolhidos por uma família Konyak, aproveitamos o final da tarde para repor energias e confraternizar com os nossos anfitriões à volta da mesa.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 12Longwa

Guerreiros ferozes, os Konyak foram uma das últimas tribos a praticar o headhunting - a recolha de cabeças de povos rivais. Na tradição local, quantas mais cabeças inimigas um soldado Konyak conseguisse decepar, maior seria o seu prestígio. Hoje, a maioria destes homens de cara tatuada converteu-se ao cristianismo, renegando a prática do corte de cabeças. 

De manhã, somos recebidos por alguns destes ex-caçadores de cabeças. À volta da fogueira, enquanto bebericamos o famoso chá preto da região, escutamos as estórias destes enigmáticos personagens e aprendemos mais sobre esta prática ancestral e outros rituais Konyak. Uma experiência intensa e certamente marcante.

À tarde, espera-nos mais um momento que ficará facilmente guardado na memória. Afinal, não é todos os dias que somos apresentados à realeza. O território de Konyak, constituído por seis aldeias na Índia e trinta e dois em Myanmar, é governado a partir de Longwa por Angh, o rei dos Konyak. Recebidos no seu singular palácio, que marca a fronteira entre os dois países, temos a oportunidade de compreender os desafios atuais de uma comunidade tribal. 

Após um dia de emoções fortes, regressamos ao conforto de casa para um jantar tipicamente Konyak preparado pelos nossos anfitriões. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço, jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 13Viagem para Jorhat

Logo pela manhã, despedimo-nos de Longwa e dos nossos anfitriões e regressamos à cidade de Jorhat. No caminho, detemo-nos em Mon, uma das maiores cidades de Nagaland, para nos aventuramos num tradicional mercado Konyak repleto de jóias, tecidos e adereços típicos.   

Chegamos a Jorhat ao cair da noite, após um dia na estrada com várias paragens pelo caminho.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Khonoma

Hoje é dia de madrugar. Acordamos antes do sol raiar e embarcamos num comboio rumo a Dimapur. Ainda durante a manhã, voltamos à estrada, desta vez a bordo de jipes, em direcção à aldeia de Khonoma. 

Território da tribo Angami, Khonoma é uma encantadora aldeia rodeada por uma exuberante floresta. Um lugar paradisíaco que esteve em risco de ruir quando, no final dos anos 80, os recursos naturais começavam a escassear: havia cada vez menos água, menos peixe nos rios e menos animais para caçar. Ao perceber que as suas práticas estavam a conduzir ao colapso ecológico, a população uniu-se e decidiu abolir a atividade madeireira e a caça. Uma medida dramática, mas eficaz, que valeu a Khonoma o estatuto de primeira 'Green Village' do continente asiático. 

Esta pequena povoação é também conhecida por albergar o Festival Hornbill - o mais importante evento tribal de Nagaland.

Após mais um longo dia na estrada, aproveitamos o entardecer para caminhar descontraidamente na aldeia e recuperar energias. Amanhã participamos no Festival Hornbill, um dia que promete ser de emoções fortes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 15Festival Hornbill

Uma das maiores celebrações tribais de toda a Índia, o inquietante Festival Hornbill acontece todos os anos nas luxuriantes colinas de Kisama, a poucos quilómetros de Khonoma. 

O “festival dos festivais” é um momento de celebração e extravagância, onde as 16 principais tribos de Nagaland se reúnem. Uma oportunidade única para descobrirmos os rituais dos Nagas e deixarmo-nos envolver pelas histórias que estas pessoas têm para contar.

Num recinto desenhado de raiz para o evento, e num genuíno espírito de comunhão, descobrimos exuberantes exibições de arte e artesanato étnico, participamos em casamentos e cerimónias tribais, vibramos com competições de arco e flecha e outros jogos tradicionais, assistimos a elaboradas coreografias  e canções folclóricas. 

A nossa aventura pelo nordeste indiano aproxima-se a passos largos do seu fim. Ao final da tarde, ainda extasiados pela exuberância do Horbill,  regressamos à pacatez de Khonama para uma última noite em território tribal. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Khonoma e Dimapur

Acordamos cedo para tomar o pequeno almoço na casa que nos albergou na noite anterior. Com as energias repostas, exploramos a vila de Khonama, as suas curiosas estruturas fúnebres e as famosas Morung - edifícios tradicionais Angami que antigamente eram o centro da vida da aldeia, onde os jovens escutavam os anciãos e aprendiam as diversas práticas sociais, como o corte de cabeças. 

Percorremos os trilhos rurais de Khonama enquanto assimilamos a experiência da manhã e revisitamos as memórias de toda a viagem. Está na altura de voltar à estrada e regressar a Dimapur.

O jantar será de despedida, mas também de celebração. Brindamos às tradições ancestrais de Nagaland e às memórias de uma viagem repleta de aprendizagens.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 17Dimapur e Voo de regresso

Chegou a hora de se despedir do nordeste indiano. A Dânia vai levá-lo ao aeroporto de acordo com o horário do seu voo de regresso.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Alojamento durante todo o programa
Entrada nos templos e outros monumentos descritos no programa
14 pequenos-almoços, 5 almoços e 4 jantares
Transportes locais
Acompanhamento de líder Nomad
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação (cerca de 20€ por dia)
Extras pessoais como bebidas, telefone, etc.
Visto
Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Sim. A Índia passou a disponibilizar, desde Agosto de 2015, o e-Tourist Visa para viajantes com passaporte português. O processo ficou simplificado, deixando de ser necessário fazer o pedido de visto da Embaixada. A Nomad recomenda a Visateam para o apoio ao pedido do visto de que precisas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    Nesta viagem, as características do alojamento variam bastante na qualidade dos serviços que oferecem, resultado da diversidade de lugares por onde passamos: desde hotéis localizados no centro das cidades, a rudimentares guesthouses perdidas nas florestas, passando por alojamentos de caráter mais familiar, onde te sentirás em casa.

    Nas cidades e povoações maiores ficamos alojados em hotéis ou guesthouses bem localizados, em quartos de duas ou três camas. Nestes alojamentos, as casas de banho têm água quente e sanitários europeus. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região.

    Na aldeia de Kongthong, pernoitamos em cabanas com a traça tradicional da região. Envolvidas na bela paisagem de Meghalaya, nestas cabanas espartanas dormimos em colchões instalados no chão. As casas de banho são partilhadas e não existe duche.

    Devido ao  isolamento, nas aldeias do Vale de Ziro e Longwan ficamos alojados em lares de famílias locais, que nos farão sentir em casa. Nestas idílicas casas 'perdidas' na selva, as condições são básicas. Em ambos os casos, dormimos em camas, em quartos que albergam duas a quatro pessoas. Existe apenas uma casa de banho disponível que será partilhada entre todos. Não existe chuveiro, mas é possível tomar banho de água quente de balde. 

    A noite a bordo do comboio será feita em classe 2A, que dispõe de beliches e onde dormimos completamente deitados. Há casa de banho em todas as carruagens, mas sem duche. Em todo o caso, temos de nos lembrar que estamos na Índia e as condições dos comboios não são exatamente iguais aos standards europeus ou de outros países asiáticos. Mesmo assim, tendo em conta a nossa experiência, é possível descansar e dormir durante a viagem de comboio. 

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Recorremos a um leque muito alargado de meios de transporte. Devido ao terreno acidentado e às poucas estradas disponíveis no nordeste da Índia, a maioria das deslocações terrestres serão feitas em carrinhas reservadas para o nosso grupo. Em alguns casos, o grupo viajará todo na mesma carrinha, noutros terá de dividir-se entre duas carrinhas ou jipes. Em deslocações mais curtas, recorremos a autocarros locais, tuk-tuks e até bicicletas. A entrada e saída na ilha de Majuli serão realizadas através de um barco local. Em duas ocasiões, recorremos ainda a comboios locais, um dos meios de transporte mais popular na Índia. Nas povoações, deslocamo-nos principalmente a pé ou recorrendo a transportes locais, como autocarros.

  • Se quiser chegar a Guwahati uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em Dimapur no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Guwahati um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra no hotel em Dimapur, no final da viagem.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

Resumo de viagem

Destinos

Índia

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Cabana: 1 noite, Casa familiar: 4 noites, Comboio: 1 noite, Guesthouse: 3 noites, Hotel: 7 noites

Transportes

Autocarro, Barco, Bicicleta, Carrinha, Comboio, Jipe, Tuk-tuk

Reservas

Min: 5 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 1000€