Nova Viagem

Trekking Invernal no Atlas

Com Eduardo Madeira 13 a 19 fev 2021

Dividindo o Atlântico e o Mediterrâneo do deserto do Sara, a cordilheira do Atlas atravessa a região do Magrebe. Na aridez da paisagem, é o monte Toubkal que se impõe, a mais de 4000 metros de altitude. É o nosso objetivo durante esta curta, mas inspiradora, travessia de inverno.

Um trekking em semi-autonomia, que desafia os amantes da montanha a alcançar o ponto mais alto do Norte de África, em pleno inverno. Equipados e preparados para trilhos sobre terreno nevado, partimos de Marraquexe para uma semana desafiante pela natureza do Atlas marroquino. Pelo caminho, somos acolhidos  em povoações, onde vivemos de perto a riquíssima cultura berbere e pernoitamos no mais icónico refúgio de montanha do Atlas.

  • Impacto cultural
    Viagem focada na natureza. No entanto, Marrocos é um país muçulmano, com tradições e costumes diferentes dos teus. Nas povoações berberes onde pernoitamos, és acolhido por comunidades hospitaleiras. A gastronomia é também um grande marco cultural.
  • Esforço físico
    Caminhadas entre cinco a sete horas por dia, em ambiente de montanha, carregando numa única mochila todo o teu equipamento. Trekking em semi-autonomia, que atinge os 4167 metros de altitude.
  • Nível de conforto
    Durante o trekking, recorremos a alojamentos de montanha básicos. Pernoitamos duas noites em regime de camarata. Na noite no gite, o grupo partilha um quarto, com colchões no chão. Em Marraquexe e Imlil, os quartos são duplos, com casa de banho privada.

13 a 19 fev 2021

800 €7 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 200€

Número de viajantes

800€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Marraquexe

Salam Aleikum! Bem-vindo a Marrocos, o país do Sara, dos souks e da mais alta montanha do norte de África: o Toubkal. À chegada ao aeroporto de Marraquexe, o líder Nomad Eduardo Madeira vai receber-te. 

Alimentação: -
Dormida: Riad

Dia 2Aguersioul e Trekking Tizi Oussem

Partimos de Marraquexe em direção ao Parque Nacional do Toubkal. Com mais de 2500 quilómetros de comprimento, a cordilheira do Atlas rasga a região do Magrebe ao meio, criando uma fronteira natural entre as costas do Atlântico e Mediterrâneo e o imenso deserto do Sara. Dos áridos vales salpicados por carvalhos e cedros, às aldeias berberes paradas no tempo, rochedos avermelhados e cumes nevados, nada se compara aos impressionantes 4167 metros do monte Toubkal. Escalado oficialmente pela primeira vez em junho de 1923, alcançar o seu cume é o grande objetivo desta nossa jornada pelo Atlas marroquino.   


É na vila berbere de Aguersioul que damos início ao nosso trekking, num primeiro dia tranquilo e de adaptação ao terreno. De mochila às costas, avançamos encosta acima pelos trilhos de mula que ligam as várias povoações berberes do Atlas. Ao longo da manhã, cruzamo-nos com pastores e rebanhos de cabras que se deliciam com as folhas verdes de vários arbustos e nogueiras autóctones. Continuamos a subir até ao ponto mais elevado do vale, o passo de Tizi Ouditie (2219 m). Do alto, contemplamos as vistas para o imenso vale de Azzadene. Lá em baixo, avistamos pequenas povoações berberes e diversos terrenos agrícolas moldados pelo Homem ao longo dos séculos. Continuamos, agora a descer, até à aldeia de Tizi Oussem, onde somos calorosamente acolhidos pelos nossos anfitriões. Antes de jantar, entre bules do clássico chá de menta marroquino, iguarias locais e lendas berberes, celebramos o cair da nossa primeira noite no coração da cordilheira do Atlas. 

Distância: 11,9 km (5 a 6 horas)
Desnível: 929 m positivo + 764 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Gite

Dia 3Trekking Passo Tizi n Mzik

Despertamos serenamente ao som das orações da manhã, que ecoam por todo o vale de Azzadenne. Mochila às costas e bastões em punho, despedimo-nos de Tizi Oussem e dos nossos anfitriões, não sem antes bebermos mais um chá de menta como rezam os costumes locais. 

Acompanhados por bosque de zimbro e pinheiros, seguimos pelo belíssimo vale de Azzadenne acima, testemunhando a mudança drástica da paisagem, cada vez menos arborizada e cada vez mais árida e rochosa. É nesta paisagem quase marciana - que dependendo do rigor do inverno poderá estar nevada - que damos início ao primeiro grande desafio deste trekking: alcançar o passo de Tizi n Mzik. A subida é exigente, mas a recompensa é proporcional. A 2489 metros de altitude, este colo de montanha proporciona vistas deslumbrantes sobre o vale de Azzadenne, o incontornável planalto de Tazaghârt, o impressionante maciço de Jbel Oukaïmeden ou o luxuriante vale de Mizane. Extasiados e sem pressa, contemplamos a beleza do Atlas marroquino. 

O resto do dia é sempre a descer até à encantadora vila berbere de Imlil, onde mais uma vez somos calorosamente acolhidos. Celebramos os desafios superados partilhando algumas das iguarias locais especialmente preparadas para nós.  

Distância: 7,7 km (6 horas)
Desnível: 705 m positivo + 754 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 4Trekking Refúgio Toubkal

Após o pequeno-almoço, deixamos Imlil nas nossas costas e começamos a nossa caminhada, seguindo o vale de Mizane em direção à povoação de Aremd. Construída num esporão com vista para o fundo do vale, Aremd é a maior aldeia da região. Habitada durante gerações, os aldeões berberes trabalharam nestas terras produzindo milho, batata e nozes na paisagem agreste. Atualmente, cruzar Aremd continua a ser uma oportunidade única para testemunhar o quotidiano rural marroquino. Dos tradicionais socalcos agrícolas às típicas casas de argila, deambulamos por intrincadas ruas que parecem estar permanentemente bloqueadas por cabras e gado. 

Deixamos por fim a civilização e apontamos agulhas a leste, em direção aos altos penhascos no topo do vale. Sempre a subir, seguimos por centenários trilhos de mulas, antigamente usados por pastores e comerciantes que atravessavam estes vales. Mais acima, a cerca de 2500 metros de altitude, o trilho acompanha o rio lsougouane. A partir daqui, a exigência aumenta. Sem pressa, serpenteamos a montanha, dando tempo ao corpo para se adaptar à altitude. Pelo caminho cruzamo-nos com vários vendedores ambulantes, pastores de cabras e outros aventureiros intrépidos como nós. É já a escassos quilómetros do refúgio que vislumbramos os grandes cumes do Parque Nacional do Toubkal. Diante de nós, um anfiteatro de rocha, gelo e neve com várias montanhas acima dos 4000 metros. Uma visão arrebatadora! Alcançamos o icónico refúgio do Toubkal a tempo de contemplar os picos do Atlas, acompanhados por um reconfortante chá de menta. 

Distância: 10,6 km (6 a 7 horas)
Desnível: 1596 m positivo + 189 m negativo


Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 5Trekking Ascensão Toubkal

Espera-nos um dia de esforço - mas valerá muito a pena. Hoje, alcançamos o cume do Toubkal, o pico mais alto do norte de África. Com a mochila aligeirada e de crampons calçados, partimos dos 3200 metros de altitude seguindo um caminho marcado na neve, em direção ao circo sul. Poucos metros acima do refúgio, cruzamos um riacho. Nesta época do ano, vêem-se aqui várias cascatas de gelo e muitas fazem as delícias de escaladores experientes. Depois sim, damos início à longa ascensão, com cerca de 1000 metros de desnível, que nos separa do nosso objetivo. Apesar de nevado, o terreno é de progressão fácil. No entanto, avançamos a um ritmo lento para apreciar a paisagem e ajustarmos o corpo à altitude. À medida que avançamos, o horizonte alarga-se e a vista completa sobre o circo do campo base do Toubkal desvenda-se em todo o seu esplendor. Mais à frente, alcançamos um pequeno planalto a centenas de metros do cume. Daqui para a frente, as vistas panorâmicas são de cortar a respiração: a norte, as planícies de Marraquexe; a sul, a cordilheira do Anti-Atlas e o Sara. Pé ante pé, prosseguimos deslumbrados até ao cume do Toubkal.

No topo, a 4167 metros de altitude, somos brindados com uma paisagem incrível e distinguimos à distância algumas das montanhas mais belas do Parque Nacional, entre elas os picos do Afella Norte (4040 m) e Afella Sul (4043 m) ou as faces norte do Ras (4083 m) e do Timezguida (4089 m). Aproveitamos as fabulosas vistas e celebramos a conquista de uma das mais célebres montanhas do mundo. Regressamos ao refúgio Toubkal, agora sempre a descer, para aproveitarmos o resto da tarde na serenidade da paisagem.  

Distância: 7,24 km (7 horas)
Desnível: 1075 m positivo + 1070 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 6Trekking Vale Mizane e Marraquexe

Hoje é um dia de contrastes. Despertamos a 3200 metros, na serena paisagem montanhosa do Parque Nacional Toubkal. E terminamos na vibrante cidade de Marraquexe. 

O derradeiro dia do nosso trekking começa no refúgio Toubkal. Aproveita as primeiras horas de luz para te despedires deste cenário idílico ao teu ritmo. Apesar do frio, as manhãs no Atlas são normalmente de gloriosos céus azuis. É o momento ideal para contemplares pela última vez os cumes mais emblemáticos desta cordilheira. Após o pequeno-almoço, fazemo-nos ao trilho que percorremos anteriormente para chegar ao refúgio. Numa descida longa mas fácil, percorremos novamente o vale do Mizane, recordando o árduo dia em que o subimos. Alcançamos a aldeia de Imlil ao início da tarde, de onde partimos de carrinha para o nosso riad em Marraquexe. 

O resto da tarde é livre. Recupera energias numa das várias esplanadas da elegante Praça das Especiarias ou aventura-te na companhia do Eduardo pela medina e souks da cidade. À noite, celebramos o fim da nossa jornada num dos terraços de Marraquexe, partilhando iguarias locais e recordando a nossa aventura no coração do Atlas marroquino.

Distância: 10,6 km (5 horas)
Desnível: 189 m positivo + 1596 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Riad

Dia 7Marraquexe e Voo de Regresso

Chegou a hora de te despedires de Marrocos. O Eduardo leva-te até ao aeroporto de Marraquexe, de onde partes para o teu regresso a casa, levando de volta um grande desafio superado.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
6 pequenos-almoços, 5 almoços e 4 jantares
Entrada e autorizações de trekking no Parque Toubkal
Serviço de carregadores e cozinheiro para o trekking

Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação não especificada (cerca de 100€)
Gratificações à equipa local (cerca de 30€)
Equipamento técnico específico: crampons (podes alugar no local)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para os portugueses, o visto para Marrocos é obtido no aeroporto, à chegada ao país. Não tem custos - apenas tens que apresentar o teu passaporte, com uma validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos um riad bem localizado no centro da cidade de Marraquexe e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. No geral, todos os alojamentos respiram a atmosfera dos lugares, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    No riad em Marraquexe e na guesthouse em Imlil, conta com quartos de duas camas e casas de banho privativas com duche de água quente.

    No Campo Base do Toubkal, pernoitamos duas noites em refúgio de montanha. As condições são básicas, mas asseadas: camaratas mistas, instalações sanitárias primárias e sem duche, sem internet ou rede de telefone, e com eletricidade limitada. Na área comum, espera-te o calor de uma lareira para confortar as noites mais frias.

    Na aldeia de Tizi Oussem, pernoitamos num gite. Construídos a partir de barro vermelho e tijolo, estes alojamentos berberes são básicos, mas o seu charme vem da sua simplicidade. Tetos baixos, divisões pequenas e muitas vezes construídos pela família que nos acolhe. Ficamos alojados em quartos com colchões no chão, instalações sanitárias primárias e sem duche, sem acesso a internet ou rede de telefone, e com eletricidade limitada.   

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    De influência árabe, mediterrânica e berbere, a gastronomia marroquina é um dos atrativos de qualquer visita ao país. Rica em fruta, legumes e especiarias, a alimentação não será um problema para vegetarianos. A famosa tajine - guisado de legumes e carnes confeccionado em potes de barro -, o clássico couscous ou a surpreendente pastille são alguns dos pratos que poderás provar ao longo da viagem.   

    Durante o trekking, as refeições são servidas pela nossa equipa local. Os pequenos-almoços são compostos por ovos, pão com manteiga e compota, papas de aveia e fruta. Os almoços são frios, de forma a facilitar o seu transporte e tornar a refeição mais ágil. Podes contar com sandes, vegetais, fruta e sumo. Por sua vez, os jantares são refeições quentes, confecionadas no momento pela nossa equipa. 

    Se fores vegetariano ou tiveres alguma restrição alimentar, deves avisar-nos com antecedência para que possamos planear as refeições com a nossa equipa local. Aconselhamos-te ainda a levar de casa ou a comprar em Marraquexe alguns snacks, como frutos secos, chocolates e barras energéticas, para os dias de trekking em que podes precisar de energia suplementar.  

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda de Marrocos é o dirham. No entanto, o euro também é aceite para pagamentos de médio e elevado valor, especialmente nos locais e serviços mais destinados a estrangeiros. Recomendamos que efetues os pagamentos na moeda local, de forma a facilitar a compreensão dos preços e trocos. 

    Podes levantar ou trocar euros por dirhams em Marraquexe. Todavia, aconselhamos-te a fazê-lo numa caixa ATM ou numa casa de câmbio no aeroporto, logo na saída. Não encontramos várias máquinas ATM ao longo da nossa viagem. Os cartões de crédito Visa não são aceites na maioria dos locais onde vamos e outros cartões de crédito poderão ter uma aceitação ainda menor.

    Durante o trekking, a maioria da alimentação está incluída. Não estão incluídas água e outras bebidas, nem snacks que queiras comprar antes do trekking ou fazer num local de paragem. Para a alimentação não incluída, estimamos um valor de cerca de 100€ no total. 

    Durante o trekking, somos acompanhados por uma equipa de carregadores. Na montanha, é tradição gratificar a equipa local no final da viagem. Tendo em conta os padrões locais, sugerimos que reserves cerca de 50€ (opcional).

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. 

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Temos acesso a internet e eletricidade no riad onde pernoitamos, em Marraquexe. Aqui tens também uma boa cobertura de rede 3G. Durante o trekking, não tens acesso a internet ou rede de telemóvel, e a eletricidade também será limitada, pelo que sugerimos que leves uma power bank para carregar dispositivos eletrónicos.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Esta é uma viagem com poucas deslocações. Ambas as viagens, de cerca de duas horas cada, entre Marraquexe e o Parque Nacional do Toubkal, são realizadas numa carrinha fretada exclusivamente para o nosso grupo. 

  • Como é o clima durante a viagem?

    Esta viagem decorre no final do inverno, numa época de menores nevões e com temperaturas mais estáveis. Todavia, conta com graus negativos à noite, sobretudo no refúgio do Toubkal, onde as temperaturas lá fora podem atingir os -10ºC em noites mais rigorosas. Durante o dia, as temperaturas costumam ser agradáveis e chegam frequentemente aos 20ºC. 

    A meteorologia em montanha é imprevisível. A possibilidade de chuva nos vales, ou de nevões nos pontos mais altos, e de temperaturas bastante baixas é real, pelo que ter calçado e vestuário de montanha efetivamente quente, impermeável e de boa qualidade é fundamental.

  • Terei problemas com a altitude nesta viagem?

    Este trekking foi desenhado de forma conservadora, tendo em conta uma aclimatação gradual. Vamos começar a aclimatar a partir do quarto dia de programa, em que estaremos entre os 1750 metros e os cerca de 3200 metros de altitude, onde pernoitamos no refúgio do Toubkal. Isto vai ajudar à adaptação natural e progressiva à altitude. No dia em que alcançamos o cume do Toubkal, chegamos aos 4167 metros, o ponto mais alto deste trekking. As subidas são progressivas e a aclimatação não costuma causar problemas. Caso tenhas alguma doença crónica, como problemas cardíacos ou respiratórios, ou algumas condição particular, é fundamental consultares o teu médico para aconselhamento.

    A adaptação do corpo à altitude depende da reação individual de cada organismo. Se não tiveres problemas de saúde, é pouco provável que venhas a ter problemas com a altitude. No entanto, é possível que sintas algum desconforto pontual, como dores de cabeça, cansaço e enjoos. Em viagem, precavem-te bebendo muitos líquidos e, caso as possas tomar, leva aspirinas para as dores de cabeça que possas vir a ter.

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    Esta viagem é aconselhável a pessoas em boa forma física e habituadas a caminhar em montanha. Tecnicamente, apesar de atravessar algumas zonas expostas e outras nevadas, é um trekking acessível a qualquer pessoa que esteja apta fisicamente. 

    São cinco dias de trekking em semi-autonomia, alguns deles com desníveis de mais de 1000 metros de altitude, cujas pendentes fortes obrigam a algum esforço físico, durante várias horas. Cada pessoa é responsável por transportar a sua própria bagagem às costas, numa mochila com um máximo de 10 kg.

  • Não tenho experiência de trekking. Esta viagem é para mim?

    Este trekking está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para passar cinco dias a percorrer trilhos durante o inverno. Exige alguma perseverança, pois há várias horas seguida de intenso esforço físico, para além de teres de transportar o teu equipamento numa mochila. Leva em consideração o cansaço e desconforto acumulados de caminhar em montanha durante o dia, no inverno, e dormir em alojamentos de condições simples, sem acesso a duche.

  • Não tenho experiência em trekking invernal. Esta viagem é para mim?

    Sim. O programa foi desenhado com o intuito de te proporcionar uma experiência de trekking invernal. Conta, portanto, com dias a caminhar sobre terreno nevado e, por vezes, gelado. Muito provavelmente, terás de calçar crampons na ascensão ao Toubkal. Se nunca usaste este tipo de material, não te preocupes. O Eduardo irá explicar-te as técnicas de progressão em crampons e estará sempre ao teu lado para te apoiar. 

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Em montanha, as distâncias não são medidas em quilómetros, mas sim em horas. Isto porque devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros.

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. O ritmo é ajustado às necessidades do grupo, com muitas paragens ao longo do dia. A distância dos itinerários escolhidos para cada dia dão-nos a possibilidade de os realizarmos com calma, para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • Como calculamos o tempo de caminhada?

    As viagens de trekking da Nomad são desenhadas para o viajante que procura desfrutar do meio natural. O tempo de caminhada referido no programa é calculado tendo em conta um ritmo tranquilo, incluindo paragem para refeições ou simplesmente para desfrutar da paisagem.

  • É preciso levar algum material ou equipamento para o trekking?

    Se te inscreveres na viagem, receberás uma lista de equipamento necessário a levar. No entanto, podemos já adiantar que este trekking exige algum equipamento técnico mais específico: bastões de caminhada, crampons e polainas. Todos eles são obrigatórios, sendo que existe a possibilidade de alugares os crampons no local. 

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Marrocos

Atividades

Descoberta cultural, Trekking

Dormida

Gite: 1 noite, Guesthouse: 1 noite, Refúgio: 2 noites, Riad: 2 noites

Transportes

Carrinha

Reservas

Min: 4 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 200€