Transiberiano

Com Mateus Brandão 08 a 27 jul 2021

O Transiberiano é a mais longa linha ferroviária do mundo e uma obra de engenharia que desafia os limites da construção humana. Ligando povos de algumas das regiões mais isoladas do planeta, atravessando o coração da Sibéria e as inesquecíveis estepes da Mongólia, é um verdadeiro símbolo de aproximação entre culturas.

Do Kremlin à Grande Muralha da China, atravessamos vários fusos horários e três países apaixonantes, cheios de história, tradições e contradições, recorrendo sempre aos comboios do caminho-de-ferro transiberiano. Vivemos a excentricidade da capital russa e a impressionante paisagem do lago Baical, antes de seguir viagem para a Mongólia, onde absorvemos o modo de vida nómada, percorrendo a estepe a cavalo e dormindo num ger tradicional. Finalmente chegados a Pequim, rendemo-nos aos encantos da Cidade Proibida, aos sabores e às cores desta vibrante e sedutora cidade.

  • Impacto cultural
    Os dias no comboio e outros momentos da viagem são partilhados com comunidades e famílias da região, com costumes diferentes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física para além de pequenas caminhadas e deslocações a pé nas cidades.
  • Nível de conforto
    Longas viagens num comboio confortável, sem desvirtuar o nosso estilo de viagem. Dormimos duas noites num ger de uma família mongol e seis noites em cabines de comboio, sem acesso a duche. Temperaturas significativamente baixas, rondando os -15ºC nas edições de inverno.

08 a 27 jul 2021

2300 €20 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 950€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

2300€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Moscovo

Vais encontrar o Mateus à tua espera no aeroporto de Domodedovo, Moscovo, para te dar as boas-vindas à capital russa. Mediante a hora de chegada do teu voo, podes ainda ter tempo para uma primeira volta pelas ruas da cidade ou pelo parque VDNKh, o Centro de Exposições Panrusso, inaugurado em 1939 para a exposição agrícola da União Soviética.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dias 2 e 3Moscovo

A capital de Dostoyevsky, Pushkin, Gorky ou Tolstoy - e que lhes presta variadas homenagens - revela-se surpreendente na sua amálgama de igrejas ortodoxas, relíquias soviéticas e toda a expressão do capitalismo em estado selvagem. Juntando o clássico e o moderno, Moscovo é tudo menos tímida: aqui, como já reparaste pelo nosso hotel, tudo é grande, com avenidas largas e edifícios enormes. Nestes dois dias, iremos em busca não só dos símbolos mais famosos da cidade - como o Kremlin, a Praça Vermelha, o mausoléu de Lenin, o teatro Bolshoi ou a Catedral de São Basílio -, como também dos pormenores menos evidentes, como os restaurantes, os cafés e as lojas históricas escondidos por detrás das imponentes fachadas. 

Nos intervalos, descontraímos num dos inúmeros parques da cidade, capazes de se estender por quilómetros ao longo do rio ou debruçar-se sobre ele, como no novo parque Zaryadye. E como não poderia deixar de ser, exploramos também o inacreditável sistema de metro — um verdadeiro museu subterrâneo —, fértil em relíquias, arquitetura, história e superstições, e que se diz possuir uma linha secreta construída para evacuar políticos e algumas elites em caso de ataque durante o período soviético.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dias 4 a 7Comboio para a Sibéria

Partimos pela hora do almoço, não sem antes aproveitarmos a manhã para abastecer para a viagem: as próximas 80 horas vão ser passadas sobre carris, atravessando a Rússia até ao coração da Sibéria. Serão mais de 5000 quilómetros de uma só vez, cruzando cinco fusos horários na Linha Transiberiana. Nesta etapa da viagem, deixamos para trás a Europa, os Montes Urais e a Sibéria ocidental, para terminar em Irkutsk, já muito perto do maior lago de água doce do mundo. Enquanto a paisagem vai passando pela janela, conversamos com os locais, aprendemos mais sobre as culturas que atravessamos e sobre a própria linha transiberiana, tão rica em histórias e mitos. Há muitas paragens ao longo deste trajeto onde podemos sair do comboio, esticar as pernas e comprar comida — ou até a indispensável vodka — aos vendedores ambulantes.

Alimentação: -
Dormida: Comboio

Dia 8Lago Baical

Chegamos de manhã a Irkutsk, deixamos os carris e seguimos para o lago Baical. Este é o lago mais antigo da Terra, com 25 mihões de anos, e o mais profundo - 1700 metros. Faz parte do Património Mundial da UNESCO, considerado um exemplo único de um ecossistema aquático. 

Dizem que quem molha um pé nas suas águas ganha um ano de vida. Nas edições de verão, podemos arriscar um mergulho para comprovar o mito. Já no inverno, encontramos o lago completamente congelado. Contudo, nesta altura do ano somos presenteados com as linhas e os efeitos que o gelo e a neve desenham na vastidão do lago, e temos a oportunidade de pisar a superfície deste lago tão icónico. Seja qual for a estação, as temperaturas frias convidam a relaxar na banya, a tradicional sauna russa. Desfrutamos de um momento tranquilo e mergulhamos neste ritual da cultura local.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 9Lago Baical e Irkutsk

Quando partirmos de regresso a Irkutsk, o único lamento é o de não podermos explorar o Baical por uma longa temporada. Ainda assim, e dependendo da época do ano, há oportunidade para um último mergulho, para comprar a deliciosa geleia de pinhas bebés com pinhões ou provar omul, o tradicional peixe fumado do Baical, num último almoço com vista sobre o lago. 

Já na cidade a que muitos chamam Paris da Sibéria, deambulamos pelo centro descobrindo igrejas, praças e ruas de isbas, as tradicionais casas de madeira da Sibéria, que o grande incêndio de 1879 quase fez desaparecer por completo, destruindo praticamente todo o centro histórico de Irkutsk e marcando brutalmente a história da cidade.

Jantamos e abastecemo-nos para a viagem de comboio do dia seguinte. Seguimos em direção a sul, rumo ao país de Gengis Khan.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 10Comboio para a Mongólia

O lago Baical proporciona algumas das vistas mais incríveis de toda a viagem. Pela janela do comboio, aproveitamos esta fantástica paisagem que se desenrola quase até Ulan Ude, não deixando de espreitar as montanhas que aparecem do lado oposto. 

Chegados à fronteira, espera-nos um teste à paciência, já que ficamos parados sensivelmente duas horas em cada lado para os inevitáveis procedimentos fronteiriços. Findo o dia, retomamos a viagem, novamente sobre carris, a caminho da capital Mongol.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 11Ulan Bator

Ulan Bator é uma surpresa. Uma cidade de contrastes, onde edifícios modernos ombreiam com gers tradicionais; onde podes perder a cabeça num centro comercial e depois redimir-te num templo budista; conhecer a história de Gengis Khan ou de Zanabazar, ou testar a gastronomia num dos muitos espaços de fast-food local. E como se não bastasse tanta atividade, ao fim da tarde assistimos a um espetáculo de música e dança tradicionais da Mongólia, que incluem o indescritível canto gutural. 

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dias 12 e 13Estepe Mongol

É pela estepe que a maioria das pessoas vem à Mongólia, mas é pelo céu que toda a gente se apaixona. Neste país o horizonte é imenso, convidando à reflexão e ao deslumbre. Esperam-nos dois dias passados em plena estepe, num ambiente rural e no seio de uma família local. Se as condições meteorológicas o permitirem, montamos um dos gers onde vamos dormir e participamos em todas as tarefas diárias desta família, que vive da pastorícia, como a esmagadora maioria dos mongóis. Rachar lenha, ordenhar cabras e éguas, ou apanhar estrume para servir de combustível para nos aquecermos são algumas dessas atividades. 

Ainda assim, sobra-nos muito tempo para recuperar energias, arrumar ideias, fazer planos, ser criativo. À noite, bem agasalhados, deixamo-nos maravilhar pelo infinito céu estrelado.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Ger

Dia 14Ulan Bator

Regressamos de manhã à capital da Mongólia, onde temos a tarde livre para passear e fazer compras. É a altura perfeita para visitar o fantástico Museu Nacional da Mongólia, um dos mais importantes do país. Dá-nos a conhecer a história do Império Mongol e os tempos sob o domínio Qing, bem como as tradições dos vários grupos étnicos do país, através de inúmeros objetos que nos contam histórias sobre os seus modos de vida e crenças religiosas, do xamanismo ao budismo. 

Hoje, passamos a noite num hotel, que nos oferece alguns confortos indisponíveis nos últimos dias, preparando-nos para mais uma longa jornada de comboio.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 15Comboio para a China

Pela manhã, e depois de uma noite de descanso revigorante, subimos a bordo do comboio para a última etapa desta aventura transiberiana. Rumo a Pequim, cruzamos a estepe que se funde com o Deserto do Gobi às portas da China, encontrando gers onde julgaríamos impossível e contando rebanhos e camelos numa paisagem indescritível. 

À chegada à fronteira chinesa, aproveitamos as longas horas de espera para perceber como se processa a troca dos rodados no comboio, antes de uma última noite de sono embalada pelo comboio.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 16Chegada a Pequim

Finalmente: Pequim! A sensação de cumprir esta longa travessia de mais de 7500 quilómetros é difícil de exprimir em palavras. O momento convida a revisitar memórias e a celebrar os últimos dias desta incrível experiência. 

Chegados à estação, seguimos de metro para o nosso alojamento, onde nos instalamos, recuperamos energias e partimos à descoberta da cidade, começando pelas históricas Torres do Sino e do Tambor, na margem do lago Houhai, que em tempos de outras dinastias marcavam o ritmo e o compasso da cidade, e do cimo das quais é possível avistar o labirinto de ruas e telhados cinza que compõem os hutongs, os bairros tradicionais por onde também nos lançamos à descoberta.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 17Pequim

A capital da China é um permanente desafio aos sentidos. Comida deliciosa, cores novas, cheiros intensos - é impossível ficar indiferente! Por muito tempo que ali se passe, parece sempre insuficiente. Por isso, aproveitamos a cidade como se não houvesse amanhã. Visitamos os ícones arquitetónicos, desde a Praça de Tiananmen e a Cidade Proibida, ao Templo de Lama e ao Parque do Templo do Céu, sem esquecer a arrojada arquitetura do Ninho de Pássaro e a zona olímpica.

Depois de comermos como reis a preço de saldo, exploramos um dos mercados de artesanato e imitações, e descobrimos os incríveis e históricos hutong, heranças vivas de uma Pequim medieval. Aqui sabe bem demorar, aproveitando para dois dedos de conversa (ainda que recorrendo apenas a gestos e interjeições) com quem os habita.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 18Pequim e Grande Muralha da China

Depois de uma manhã passada no parque do Templo do Céu e de um momento de compras regateadas no mercado de pérolas, partimos para uma experiência incrível na Grande Muralha. O nosso objetivo é dar os primeiros passos e contemplar o pôr do sol numa das torres desta construção milenar. Por mais que o tenhamos imaginado, por mais imagens ou documentários que tenhamos visto, caminhar na Grande Muralha da China é algo absolutamente indescritível.

Alimentação: Jantar
Dormida: Hotel

Dia 19Grande Muralha da China

E porque queremos que a experiência seja ainda mais marcante, propomos-te acordar bem cedo e subir novamente à muralha para, desta vez, assistir ao nascer do sol. A Grande Muralha é um lugar mítico, apaixonante e imperdível. Dizem os chineses que toda a gente devia ir à Grande Muralha pelo menos uma vez na vida, e nós não só cumprimos à risca o conselho, como caminhamos, serpenteando entre montanhas e florestas, com o privilégio de a ter quase só para nós. 

No regresso a Pequim, sobram algumas horas livres para descansar, para umas compras de última hora ou para visitar uma última vez os lugares que mais te marcaram nesta incrível cidade. Ao jantar, o Mateus propõe brindar à viagem saboreando um delicioso pato à Pequim.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 20Pequim e Voo de regresso

É o dia das despedidas. O Mateus vai levar-te ao aeroporto de Pequim, de onde partes para o teu regresso a casa. Para trás, fica uma inesquecível aventura na mais mítica travessia de comboio do planeta. 

Alimentação: -
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
7 pequenos-almoços, 1 almoço e 1 jantar

Exclui:

Voos internacionais
Vistos
Alimentação não especificada (cerca de 20€ por dia)
Entrada em monumentos (cerca de 100€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Qual o aeroporto preferencial para a chegada a Moscovo?

    Deves comprar os teus voos com destino e a partir do Aeroporto Internacional de Domodedovo. A cidade de Moscovo é servida por vários aeroportos internacionais. Nesta viagem, por motivos logísticos, optamos pelo aeroporto de Domodedovo. Ou seja, a Nomad só consegue assegurar transfers a partir deste aeroporto. Caso o teu voo esteja centralizado noutro aeroporto, terás de assegurar o teu transporte para o alojamento da primeira noite, bem como do alojamento da última noite até ao aeroporto.

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    A Rússia, a Mongólia e a China exigem visto tratado antecipadamente. A Nomad recomenda a Visateam para o tratamento dos vistos de que precisas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    O alojamento desta viagem divide-se principalmente entre hotéis e noites passadas a bordo do comboio. Nos hotéis, os quartos são duplos. São simples e na maioria dos casos têm casa de banho privativa. Tal só não acontece na noite que passamos no Lago Baical, onde podes ter de partilhar o quarto com mais do que duas pessoas, sendo as instalações sanitárias partilhadas também. De momento, este é o único alojamento da aldeia.

    Nos comboios, cada cabine tem quatro camas e em cada carruagem há duas casas de banho ao teu dispor, mas sem duche. Há sempre água quente para fazer chá ou café e refeições instantâneas, que podem ser compradas nas estações.

    Nos dias passados na Mongólia, fora da capital, há duas noites em gers, tendas tradicionais que o povo mongol ainda hoje usa. São altas e confortáveis, aquecidas por um característico fogão de sala e bem isoladas, para fazer face ao frio do rigoroso inverno que atinge a Mongólia. Em cada ger, dormem normalmente cinco pessoas. Não há duche e as casas de banho são rústicas latrinas de fossa nas imediações. As instalações são básicas, mas os mongóis são muito cuidadosos com a limpeza, pelo que podes esperar boas condições de higiene.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nas cidades, fazemos as refeições em restaurantes, em função das características da cozinha de cada lugar. Em Pequim, por exemplo, exploramos os mercados de comida, mas também vais ter oportunidade de degustar o afamado pato à Pequim. Na Mongólia também tens muitas iguarias locais para provar e, especialmente fora de Ulan Bator, a comida é dominada pelas carnes, principalmente a carne de carneiro. 

    Durante os dias no comboio, recorremos a refeições instantâneas e a alimentos que vamos comprando antes de embarcar ou nas plataformas aos vendedores ambulantes. Normalmente os comboios têm um vagão restaurante, mas as refeições podem ser caras para a qualidade que oferecem. Em alguns comboios pode não haver vagão restaurante.

    É possível encontrar opções de alimentação vegetariana durante toda a viagem, à exceção na noite passada em ger, na Mongólia. A gastronomia mongol não é muito amigável para vegetarianos, por isso, se fores vegetariano, informa-nos o quanto antes e tentaremos encontrar contigo a melhor solução. 

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda da Rússia é o rublo (RUB), a da Mongólia é o tugrik (MNT) e da China o yuan (CNY). Os conselhos relativos ao dinheiro são, regra geral, comuns aos três países. 

    Para as tuas despesas locais na Rússia e na Mongólia, podes trocar euros pela moeda local num banco ou numa casa de câmbios à chegada aos países. No entanto, caso prefiras, podes optar por levantar a moeda local em terminais ATM com o teu cartão de crédito ou débito (nem todos os cartões de débito permitem esta opção – confirma com o teu banco), não te obrigando assim a andar com muito dinheiro desde o início da viagem. No caso da China, o levantamento é mesmo a solução mais prática. Vai perguntando ao líder Nomad, que te dará as indicações necessárias de como proceder em cada situação.Os cartões de crédito, especialmente Visa e Mastercard, têm aceitação generalizada nos hotéis, restaurantes e lojas de gama média/alta e alta. Outros cartões de crédito poderão não ter uma aceitação tão fácil.

    Contamos que gastes, no máximo, aproximadamente 20€ por dia em alimentação. Conta sempre com 15€ como valor médio para cada refeição em restaurante, mas também fazemos muitas refeições fora de restaurantes. Moscovo é uma cidade particularmente cara, mas há sempre algumas opções menos dispendiosas, e na Mongólia os preços são significativamente mais baixos. Conta ainda com cerca de 100€ para entradas em monumentos. 

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    À exceção da noite no Lago Baical, há wi-fi em todos os alojamentos, assim como na maioria dos cafés e restaurantes que frequentamos. No entanto, o acesso à internet nem sempre é muito rápido. Não há wi-fi nos comboios.

    Se quiseres, podes facilmente comprar um cartão de telemóvel local. Em Moscovo, podes inclusive fazê-lo no hotel. A rede de telemóvel estará sempre disponível, embora nas deslocações de comboio ela possa não ser contínua. Nas cidades, há uma boa cobertura de rede 3G. 

    Apenas nos dias passados na Mongólia fora de Ulan Bator não teremos eletricidade. Mesmo nos comboios, há sempre forma de carregares os teus equipamentos. No entanto, se for relevante para ti e preferires prevenir-te, opta por levar contigo uma power bank ou baterias adicionais, se não quiseres ficar sem bateria no telemóvel ou na máquina fotográfica em qualquer circunstância.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Durante esta viagem, passamos muitas horas em comboios. Apesar de serem de construção antiga, são confortáveis comparados com a maioria dos lugares do mundo. Não diferem muito entre Rússia, Mongólia e China, mas conta com menos condições de higiene nos comboios chineses. As carruagens estão equipadas com duas casas de banho, sem duche, e os compartimentos são espaçosos e relativamente confortáveis. Há sempre água quente para fazer chá ou café e refeições instantâneas, que podem ser compradas na estação antes de embarcares ou no próprio comboio.

    Recorremos também a carrinhas em vários locais. Dentro das cidades, andamos maioritariamente a pé ou utilizamos as redes de transportes públicos, como autocarros e metro.

  • Como é o clima durante a viagem?

    Moscovo tem uma grande amplitude térmica, com temperaturas a poder baixar aos -15ºC em janeiro e subir a mais de 20ºC em julho. Maio e junho são caracterizados por longos dias de luz e a segunda metade do ano congrega os meses de maior precipitação. Em Ulan Bator, a amplitude é ainda maior, baixando até aos -25ºC em janeiro, e passando dos 20ºC em julho. A Mongólia tem a reputação de ser dos países com mais dias de sol em todo o mundo, mas é no verão que se regista maior queda de chuva, ainda assim pouco significativa. No entanto, as noites são, regra geral, bastante frias. Quanto a Pequim, se nos invernos secos (dezembro a fevereiro) a temperatura pode ocasionalmente descer abaixo dos 0ºC, no verão as temperaturas atingem facilmente os 30ºC, com grandes níveis de humidade e alguma chuva, especialmente em junho. Maio é bastante ventoso (assim como abril na Mongólia), mas seco. Outubro e novembro são os meses mais agradáveis e frescos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Rússia, Mongólia, China

Atividades

Caminhada, Descoberta cultural

Dormida

Comboio: 6 noites, Ger: 2 noites, Hotel: 11 noites

Transportes

Carrinha, Comboio, Ferry

Reservas

Min: 6 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 950€

Testemunhos

O Transiberiano não é uma experiência - são várias experiências inesquecíveis, irrepetíveis, únicas.
Teresa J.
O Transiberiano são 7682 km de linhas, que se estendem e cruzam, formando laços para a vida.
Ana O.
Uma viagem fantástica e marcante que mudou a minha perspetiva de ver e sentir o mundo!
Sandra M.