Tibete: Na Rota de Shangri-La

Com Rita Tojal

No Tibete, natureza e espiritualidade convivem na mais perfeita harmonia. Mergulhados nos ensinamentos do budismo tibetano, descobrimos templos milenares, contemplamos montanhas e lagos sagrados, e absorvemos a essência do modo de vida dos nómadas da região.

Começamos a nossa viagem na região do Amdo. Ali descobrimos o Tibete que, desde a Revolução Cultural Chinesa, já não o é. Percorremos belas estradas de montanha e embarcamos na viagem de comboio mais alta do mundo. Embrenhamo-nos no modo de vida dos nómadas que, nos prados verdejantes do planalto tibetano, encontram terreno fértil para pastar as suas manadas de iaques. Saudamos o imponente Evereste, um símbolo divino da cultura local. Ao longo da viagem, envolvemo-nos na mística ancestral do budismo tibetano, descobrimos mosteiros, stupas e palácios, e sentimos a atmosfera sagrada de Lhasa, o “lugar dos deuses”.

  • Impacto cultural
    Encontras povos com rituais e crenças bastante distintos aos que estás habituado, dos monges aos nómadas tibetanos, passando pela cultura chinesa Han. A 'invasão' chinesa no Tibete é também notória.
  • Esforço físico
    Passamos 14 dias acima dos 4000 metros de altitude. A altitude dos Himalaias exige algum esforço extra. No entanto, é uma viagem com pouca atividade física, para além de algumas caminhadas e deslocações a pé nas povoações e templos.
  • Nível de conforto
    Viajamos quase sempre de carrinha privada. Os alojamentos são, no geral, asseados e confortáveis. O acampamento e a noite no mosteiro são as noites em condições mais básicas.

Novas datas brevemente

1950 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1000€

Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada a Xining

À chegada, a Rita vai estar à tua espera no aeroporto de Xining para te dar as boas-vindas. Depois, segues para o hotel, para te instalares, descansares dos voos e reunires com os restantes viajantes.

A nossa viagem começa em Xining, de onde seguimos para a região do Amdo, uma das províncias do antigo Tibete que não integra a constituição da atual Região Autónoma do Tibete (TAR). No Amdo, a cultura tibetana manifesta-se intensamente e mantém-se preservada como em poucos outros lugares. Tenzin Gyatso, o atual Dalai Lama, nasceu ali e os nómadas tibetanos continuam a migrar para esta região. 

Xining é a capital da província de Qinghai. A cidade tem mais de dois milhões de habitantes e a sua riqueza cultural resulta da diversidade étnica que ali conflui. Em Xining, chineses Han misturam-se com tibetanos e a presença muçulmana (Hui, Salar e Uighur) é também evidente. Este mosaico de influências revela-se em vários aspetos, mas é na gastronomia que melhor se espelha esta fascinante mescla de tradições.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Pradaria de Ganjia e Xiàhé

De Xining partimos rumo a  Xiàhé. Ao longo da estrada, as montanhas do Amdo começam a adivinhar-se na paisagem. No percurso, atravessamos um colo de 3400 metros - estas passagens fazem parte de um processo gradual de aclimatização à altitude.

Viajamos em direção a sul para explorar a pradaria de Ganjia. A vida tibetana vivia-se tradicionalmente nas pradarias, e descobrimos indícios de vida nómada na paisagem. Mais tarde, visitamos um templo bon, a religião que existia no Tibete antes do budismo, e visitamos um campo onde se praticam funerais ao céu aberto, uma das mais simbólicas cerimónias tibetanas.     

Inspirados pela beleza das paisagens do Amdo, seguimos a viagem até Xiàhé, uma cidade monástica, situada a 2920 metros de altitude. Acolhemos o cair da noite num dos lugares do mundo onde o quotidiano monástico do budismo tibetano se encontra mais vivo. A atmosfera é feita de mística e solenidade, com a luz etérea das lâmpadas de manteiga de yak e os monges que ali circulam no ritmo tranquilo das suas rotinas diárias. No cenário, figuram as grandiosas portas decoradas com o símbolo tibetano do nó da eternidade, e em nosso redor impõem-se as montanhas - mais um emblema sagrado desta riquíssima cultura.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Mosteiro de Labrang e pradaria de Sangke

No mosteiro de Labrang, a kora, ritual no qual se circula em torno do mosteiro, começa tão cedo como o dia. Desfrutamos da profundidade deste momento solene e juntamo-nos aos monges nas orações matinais. Estamos num dos seis mosteiros mais celebrados do budismo tibetano, onde hoje habitam quase dois milhares de monges. A vida gira em torno dos vários edifícios que o compõem - capelas, residências dos monges, salões de oração, tratsang (faculdades ou institutos budistas) e o prestigiado Instituto de Medicina Tibetana. Visitamo-lo durante a manhã, com a tranquilidade que o local impõe, passando pelos vários salões de oração, os institutos e a aparatosa stupa.

Embrenhados na mística do mosteiro de Labrang, viajamos em direcção a sul pela estrada que atravessa a pradaria Sangke. Vales verdejantes, salpicados por tendas nómadas, compõem o panorama ao longo do percurso. Pelo caminho, cruzamo-nos com acampamentos nómadas e tomamos contacto com o modo de vida destas população.

Após um tradicional iogurte de iaque preparado pelos nossos anfitriões, aproveitamos o resto da manhã para uma curta caminhada nas belas paisagens de Sangke, ideal para aclimatar o corpo para os próximos dias.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 4Wútún Sì

Viajamos para norte em direção às infinitas pradarias tibetanas. Visitamos o mosteiro Wútún Sì, lugar  da famosa escola de Thangkas - uma das mais importantes do mundo. As Thangkas são pinturas sagradas, com origem no século VIII, e constituem uma parte fundamental da expressão artística do budismo tibetano.      

Inspirados pela arte ancestral das Thangkas, começamos a viagem de regresso a Xining. Uma vez chegados, a antecipação de partir para viagem de comboio mais alta do mundo embala-nos até ao dia seguinte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 5Comboio para Lhasa

A manhã em Xining é dedicada ao descanso e aos últimos preparativos para a longa viagem que se avizinha.

É o momento de apanharmos o comboio para Lhasa. Esperam-nos 22 horas sobre os trilhos que percorrem o planalto tibetano. Pela janela, contemplamos as montanhas ao fundo, avistamos acampamentos nómadas que interrompem o verde da pradaria e vislumbramos os iaques que por ali encontram pasto. No total, perfazemos quase 2000 quilómetros. Na segunda parte do percurso, entre Golmud e Lhasa, viajamos quase sempre acima dos 4000 metros de altitude. Tanggula Pass, a 5072 metros, é o ponto mais alto. O caminho permite que o corpo se habitue ao progressivo aumento da altitude e os comboios oferecem boas condições para uma aclimatização mais confortável. Ao cair da noite, admiramos o fabuloso manto estrelado que cobre o céu lá fora.

Alimentação: -
Dormida: Comboio

Dia 6Lhasa

É já pela manhã que começamos a pressentir a chegada a Lhasa, o coração do Tibete. Em 1645, a cidade tornou-se a capital política e religiosa da região. Do alto dos seus 3940 metros, este é o centro sagrado do budismo tibetano: Lhasa significa “lugar dos deuses”, e aqui encontramos alguns dos mais importantes mosteiros e palácios desta cultura. Muitos tibetanos vão a Lhasa em peregrinação, pelo menos uma vez na vida, para fazer a kora do templo Jokhang.

Ao longo do dia, descobrimos os encantos desta cidade sacra e multicultural. O palácio da Potala impõe-se no horizonte, e as misteriosas ruas apertadas do bairro antigo de Barkhor, estão cheias de segredos por desvendar. Entre tibetanos, chineses han, alguns muçulmanos e visitantes de todos os cantos do mundo, o fervilhar cultural de Lhasa apodera-se dos nossos sentidos.

Alimentação: Jantar
Dormida: Hotel

Dia 7Lhasa

A manhã começa com um passeio descontraído pelo bairro antigo de Barkhor. Bem no coração do bairro, o templo Jokhang - o mais importante do Tibete - convida a uma visita. O templo, cuja construção remonta ao ano 652, é considerado o núcleo espiritual de Lhasa e a grande referência do budismo tibetano para os praticantes da religião em todo o mundo.

Após o almoço, visitamos o mosteiro Sera, onde assistimos à cerimónia do debate - um acontecimento fulcral nos estudos do budismo tibetano. Nestas sessões, os monges organizam-se dois a dois e, em cada par, um deles defende e o outro desafia. O que defende está sentado e o que desafia permanece de pé. Este último coloca uma pergunta sobre um determinado ensinamento ao seu par - o aprendiz -, que analisa e reflete sobre a mesma, estudando todos os seus ângulos, como quem verifica se uma jóia é verdadeira antes de a comprar. Há todo um ritual envolvido neste momento simbólico de aprendizagem, que se transforma numa espécie de coreografia carregada de significado. Este mosteiro é um dos três grandes mosteiros e universidades da ordem Gelugpa do budismo tibetano, e foi fundado em 1419. Durante a Revolução Cultural, o mosteiro foi bastante danificado, e muitos dos monges que aqui viviam procuraram o exílio em Bylakuppe, perto de Mysore, na Índia.

Terminamos o dia em beleza no bairro histórico de Barkhor, num dos melhores restaurantes de Lhasa. Com a ajuda de cozinheiros tibetanos, descobrimos e confeccionamos algumas das mais emblemáticas especialidades da gastronomia local. Este restaurante é também um centro dedicado à conservação da cultura Tibetana, e aproveitamos para conhecer uma das fundadoras.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Lhasa

Começamos o dia no convento Tsankhung, bem no coração do Barkhor, em Lhasa. Atualmente, vivem cerca de 150 monjas neste convento. Todos os dias iniciam com a oração da manhã, acompanhada de chá de iaque e da tradicional tigela de tsampa, feita de farinha de cevada e manteiga de iaque. O convento é atravessado pelo odor das velas de manteiga a arder, e os peregrinos vão circulando na parte central do templo fazendo oferendas de manteiga, para que as grandes velas permaneçam acesas.

Seguimos para um dos monumentos mais emblemáticos do Tibete, o imponente palácio de Potala, antiga residência dos Dalai Lamas. Construído em 1645, o palácio tem mais de 1000 salas, mais de 10 mil santuários, mais de 200 mil imagens. Em tempos, foi uma pequena cidade dentro da cidade, com as suas capelas e escolas, prisões e túmulos para os Dalai Lamas. Hoje, o palácio funciona como museu, mas continua servir de referência e inspiração para visitantes e peregrinos.  

O resto do dia é dedicado a deambular por Lhasa ou a repousar para as aventuras dos dias que se avizinham.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9Gyantse

Partimos de Lhasa em direção à cénica Friendship Highway, que liga a China ao Nepal. No decurso da estrada, atravessamos o passo de Kampala, a 4797 metros, e o colo de Karo, a 5050 metros. Dali, avistamos o glaciar Kagsang, que se impõe a uma respeitável altitude de 7206 metros. Um pequeno desvio leva-nos a explorar um dos três lagos sagrados do Tibete, o Yamdrok Tso. O quadro é magnífico: um vasto lago azul celeste sobressai na paisagem e imprime-se na nossa memória.

Voltamos à estrada com as agulhas apontadas para o nosso destino, Gyantse. Esta é uma cidade que há muito faz parte do circuito de compra e venda de bens, de peregrinos e viajantes. Tipicamente tibetana no caráter, Gyantse tem um ritmo mais relaxado do que outras cidades na Região Autónoma do Tibete.

No complexo de mosteiros, Pelkor Chode, exploramos a deslumbrante stupa Kumbum. Esta stupa é única no seu estilo e podemos deleitar-nos a descobrir os recantos escondidos ao longo dos seus seis andares. Kumbum, em tibetano, significa 100 mil imagens de Buda, e é o que podemos encontrar nas várias capelas, grutas e altares.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Gyantse e Shigatse

O dia de hoje será relaxado para poderes aclimatar e preparar o teu corpo para o dia de amanhã, onde subiremos ao Campo Base do Evereste.

A manhã será passada na tranquilidade de Gyantse antes de retomarmos a estrada em direção a Shigatse. Chegamos lá a tempo de descansar da viagem e de conhecer o mercado local, onde podemos encontrar uma grande variedade de produtos tibetanos e absorver uma faceta mais mundana da cultura local. Amanhã aguarda-nos um dos momentos altos da nossa aventura tibetana.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Campo Base do Evereste

Seguimos pela Friendship Highway. Ao cruzar o passo de Gyatso La, o Evereste revela-se finalmente. Diante dos nossos olhos, impõe-se, majestoso, por entre a cadeia montanhosa dos Himalaias. O entusiasmo de observar a natureza no seu máximo esplendor enche-nos de entusiasmo para os eventos que se aproximam.

Saímos da Friendship Highway por um caminho de terra batida, que nos leva até ao Campo Base do Evereste. No percurso, desfrutamos do magnífico cenário: a grande cordilheira dos Himalaias irrompe pelo horizonte, com as grandes montanhas Makalu (8463 m), Chomo Lonzo (7816 m), Lhotse (8516 m), Nuptse (7861 m), Cho Oyu (8201 m), Shishapangma (8013 m) e o incontornável Evereste (8848 m).

Chegamos ao Campo Base (5050 m), renovado e agora localizado em frente do mosteiro de Rongbuk. Foi daqui que partiram as primeiras expedições para tentar chegar ao topo do Evereste, com algumas tentativas registadas já nos anos 20 e 30. Nos anos 50, passou a ser possível fazer a subida pelo lado sul, no Nepal, e em 1953 Tenzing Norgay e Edmund Hillary subiram pela primeira vez a montanha mais alta do mundo. Até hoje, persiste a dúvida se George Mallory e Andrew Irvine terão chegado primeiro ao cume do Evereste na sua tentativa de subir no lado norte em junho de 1924.

Esta noite dormimos no acampamento do campo, com tendas feitas de pêlo de iaque. O Campo Base do Evereste é um dos sítios do mundo onde se vêem mais estrelas no céu, e quem quiser pode aproveitar a noite para se deslumbrar com a Via Láctea.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Acampamento

Dia 12Shigatse

Para começar o dia em beleza, observamos o nascer do sol no Evereste. Admiramos a face norte do Chomolungma - o nome que os tibetanos atribuem ao Evereste, e que, traduzido, significa “deusa mãe do universo”. Para os nativos do Tibete, cada montanha é a casa de um deus. De acordo com a crença local, o Evereste é a morada de Miyo Langsangma - uma das Cinco Irmãs da Longevidade, honrada pelos tibetanos em geral, e sobretudo pelos seguidores da ordem Kagyu do budismo tibetano.  

Ainda de manhã, retomamos a estrada para regressar a Shigatse, onde no dia seguinte visitaremos o mosteiro Tashilhumpo. Desviamo-nos do traçado para descobrir o mosteiro de Sakya. Construído para servir de defesa militar, este mosteiro, de aspeto mais rude e acinzentado, destaca-se dos demais e transporta-nos para o que nos parece outro lugar, com todas as suas peculiaridades.

Chegamos ao conforto de Shigatse a tempo de uma refeição aconchegante, enquanto recordamos as imponentes paisagens montanhosas dos últimos dias.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 13Tashilhunpo e Damchung

Começamos a manhã com a visita ao mosteiro Tashilhunpo. Pela sua dimensão, que compreende vários edifícios e stupas, este mosteiro é um dos mais impressionantes do nosso percurso. Tashilhunpo foi um dos templos menos afetados pela Revolução Cultural, e é aqui que encontramos os túmulos dos anteriores Panchen Lamas, figuras de relevo na escola Gelupga do budismo tibetano. Mais uma vez podemos optar por participar da kora, fazendo o percurso em redor do monte onde se situa o mosteiro e aproveitando as vistas que a altitude nos oferece.

Depois do almoço, voltamos à estrada e seguimos rumo a Damchung. O caminho é feito pela pradaria verdejante, onde podemos ver os cordyceps sinensis, um fungo famoso na medicina tibetana, que cresce entre os 3000 e os 5000 metros de altitude, e que se acredita ter poderes miraculosos. 

Pernoitamos na região de Damchung, conhecida pelas famílias nómadas que por aqui vagueiam. Desfrutamos da calma da pradaria para descansar antes da viagem até ao lago Namtso, que nos espera lá no alto. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Lago Namtso

Partimos de Damchung em direcção ao Namtso - mais um dos lagos sagrados do Tibete. No caminho, atravessamos o vale Yangpachen, onde os nómadas da região acampam no período estival. Transpomos o passo de Largen La que, a 5190 metros de altitude, nos oferece uma belíssima panorâmica sobre a cordilheira Nyenchen Thangla. No planalto Changtang, temos tempo para conhecer os acampamentos nómadas e compreender o modo de vida de quem escolhe o isolamento da montanha para passar as estações quentes.

Desfrutamos da extraordinária beleza do lago Namtso, aproveitando para mergulhar na beleza à nossa frente. Com mais de 30 quilómetros de norte a sul, e mais de 70 de este a oeste, este é o mais alto lago salgado do mundo, a uma altitude de 4718 metros. No seu ponto mais profundo, chega a atingir 33 metros. A maior parte desta água vem da chuva e do degelo na cordilheira Nyenchen Tonglha, que circunda o Namtso. Namtso significa “lago sagrado” em tibetano, e sentimos a sua essência quando caminhamos por ali. Rodeados pela natureza, somos convidados a refletir sobre a experiência dos últimos dias.

Visitamos ainda o mosteiro Tashi Dor, utilizado maioritariamente pelos nómadas da região, e admiramos as várias grutas de meditação que se encontram junto do Namtso, escolhidas por alguns eremitas para fazerem os seus longos períodos de contemplação.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 15Reting

Com o lago bem marcado na memória, começamos o dia a descobrir o mosteiro Reting. Data de 1056 e está associado a Atisha, o mestre indiano responsável pela divulgação do budismo no Tibete. Faz parte da escola Gelugpa, dos Chapéus Amarelos, e foi a residência de alguns dos professores dos Dalai Lamas. 

A nossa aventura aproxima-se do fim. Aproveitamos a tarde para uma caminhada nas prístinas montanhas e florestas tibetanas, onde o silêncio é apenas quebrado pelo mugir dos yaks ou pelas atarefadas famílias nómadas que aqui se estabelecem. Esta é uma das regiões menos visitadas por estrangeiros, um segredo bem guardado onde sentes o verdadeiro pulsar do Tibete.

Ao cair da noite sentimos a paz da pradaria tibetana, cheia de memórias desta cultura milenar que nos tem embalado ao longo de toda a viagem. As estrelas ao alto iluminam as nossas reflexões sobre estes dias passados no Tibete.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 16Lhasa

A nossa aventura pelo Tibete aproxima-se a passos largos do seu fim. Hoje, deixamos Reting para voltar à estrada e regressar à capital tibetana. Já em Lhasa, temos o resto do dia livre para explorar os mercados e bairros da capital. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Lhasa e Voo de Regresso

Depois das despedidas, a Rita acompanha-te até ao Aeroporto de Lhasa. Para terminar em beleza, o voo sobre o Tibete brinda-te com uma vista deslumbrante sobre os Himalaias.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
12 pequenos-almoços e 1 jantar
Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais
Visto
Alimentação não especificada (cerca de 20€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para embarcar nesta aventura, vais precisar apenas de um visto: o da República Popular da China. A Nomad recomenda a Visateam para o apoio ao pedido do visto chinês de que necessitas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

    Além do visto da China, para viajar no Tibete precisas ainda de uma autorização especial: o Tibet Travel Permit  (TTP), um documento que funciona como um bilhete de entrada e saída na região. Todos os estrangeiros são obrigados a obter o TTP. Para fazê-lo, basta que nos envies por email o teu visto da República Popular da China e o teu bilhete de avião - até 45 dias antes do início da viagem. Quando chegares a Xining, a líder Nomad irá entregar-te o teu TTP.

  • Se quiser chegar a Xining uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em Lhasa no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Xining um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Já em Lhasa, no final da viagem, o mesmo não é possível uma vez que o teu Tibet Transit Permit expira no último dia de programa.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Nesta viagem ficamos quase sempre em hotéis, uns maiores e outros de um caráter mais familiar. Em ambos os casos, os quartos têm quase sempre duas camas e casa de banho partilhada, com água quente e sanitários europeus.

    A noite a bordo do comboio é feita em beliche, num compartimento de seis pessoas. As camas são confortáveis e estão equipadas com edredão e almofada. Existe ainda um lavatório partilhado pelas pessoas do mesmo vagão do comboio, bem como casas de banho ocidentais e asiáticas. 

    No Campo Base do Evereste, dormimos num acampamento pré-montado, onde pernoitamos em regime de camarata, num local especialmente bonito para acolher viajantes. A noite pode ser fria, pelo que, apesar de serem fornecidos cobertores e colchões, aconselhamos-te a levar um saco-cama quente (temperatura de conforto de 10ºC). Existe uma casa de banho partilhada, sem duche.

    Em Reting dormimos num mosteiro, que é muito simples e com condições espartanas, mas tem o essencial para dormirmos bem. Nesta noite, não existem duches nem casas de banho ocidentais, que é a contrapartida de dormirmos num sítio tão especial e afastado de grandes infra-estruturas. Também aqui a noite será certamente fria.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Em Xining vamos encontrar uma gastronomia muito diversa, com influências chinesa, muçulmana e tibetana. 

    Na região do Amdo, a alimentação é maioritariamente tibetana. Vamos ter muitas oportunidades de experimentar os momos, a versão tibetana dos dumplings. Os convites para beber chá de manteiga de iaque serão também frequentes.

    Na Região Autónoma do Tibete encontramos comida tibetana, chinesa, nepalesa, indiana e uma mistura de pratos ocidentais. A alimentação tibetana é muito rica em hidratos de carbono e proteína animal, e tem como base pratos de massa caseira como a thugpa e a hipthuk. Os pratos de massa são normalmente acompanhados de carne e alguns vegetais. Os tibetanos comem bastante carne de iaque e algumas das especialidades que se podem encontrar em Lhasa são língua, estômago e pulmão de iaque. Outra tradição tibetana é o queijo de iaque seco.

    A comida chinesa que encontramos no Tibete é quase toda de origem Sichuan, e por isso costuma ser picante. Em Lhasa, teremos mais opções de comida internacional, enquanto no resto da Região Autónoma do Tibete as opções sejam maioritariamente comida tibetana e comida chinesa.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda usada na China e no Tibete é o yuan, também conhecido por renminbi. Durante toda a viagem vamos usar yuan. Não é habitual fazerem-se pagamentos em moeda estrangeira na China nem no Tibete.

    Recomendamos que levantes dinheiro no aeroporto chinês onde faças escala, uma vez que nem sempre é fácil encontrar ATM com dinheiro disponível em Xining. Da mesma forma, podes também trocar dinheiro nas casas de câmbio no aeroporto. Normalmente, todas oferecem a taxa oficial, e não cobram comissão. Aceitam igualmente euros, USD e GBP. Após saíres do aeroporto, só voltarás a encontrar casas de câmbio em Lhasa. Os cartões de crédito são aceites em poucos estabelecimentos, e nos restaurantes e mercados onde passamos na viagem só é possível pagar em dinheiro. Encontramos máquinas ATM em todas as cidades por onde passamos na viagem. Os ATM do Bank of China aceitam Visa, MasterCard e principais cartões do género, exceto Maestro.

    Durante a viagem, a maior parte das refeições não estão incluídas. Não estão incluídos ainda água d outras bebidas, nem snacks. Estimamos para a alimentação não incluída um valor de cerca de 20€ por dia. A maioria das entradas e atividades descritas no programa estão incluídas.

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Em Lhasa, Shigatse, Gyantse e Xining há wi-fi nos hotéis e em alguns restaurantes e cafés. Há uma boa cobertura de rede 3G nas cidades. No entanto, a internet nem sempre é rápida, e nas montanhas normalmente não funciona. Podes comprar um cartão de telemóvel local e escolher ter serviço de internet nesse cartão, no entanto estes cartões locais são bastante caros (cerca de 70€) e terás de o adquirir ainda antes de aterrar em Xining. Na China e no Tibete, não teremos acesso ao Gmail nem ao Google, e possivelmente nem ao Youtube ou redes sociais. A forma de contornar esta situação - o que nem sempre é possível - é instalares um VPN no teu smartphone, computador ou tablet antes de chegares à China. Recomendamos o Express VPN. A rede de telemóvel está disponível em todo o país, embora nem sempre funcione de forma contínua, e muitas vezes nas montanhas não funciona de todo.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Durante quase toda a nossa viagem, o transporte é feito numa carrinha exclusiva para o nosso grupo. Para ir de Xining a Lhasa, apanhamos o comboio mais alto do mundo, onde viajamos quase 24 horas, organizados em compartimentos de seis pessoas. Este comboio é confortável e tem um mecanismo de adaptação da pressão atmosférica, para que a tua adaptação à altitude seja facilitada.

  • Como é o clima durante a viagem?

    Inserido na cadeia montanhosa dos Himalaias e considerado o mais alto platô do mundo, o clima no Tibete é fortemente afetado pela altitude. A nossa viagem desenrola-se fora da estação das chuvas, quando os dias nublados começam a clarear e os sol brilha nos céus do planalto tibetano. No entanto, apesar de viajarmos na estação seca, ocasionalmente, pode chover. Conta ainda com uma grande amplitude térmica, que pode variar entre os 25ºC e os -10ºC nas noites mais frias, no Campo Base do Everest ou no lago Namtso. 

  • A instabilidade política da região poderá impedir a entrada na Região Autónoma do Tibete?

    Sim. A qualquer momento, as autoridades chinesas podem decretar a proibição da entrada de estrangeiros na Região Autónoma do Tibete, mesmo quando já foram emitidas as licenças de entrada. Não é habitual, mas não é inédito. Não temos nenhum indicador de que isso possa vir a acontecer de novo no futuro mas, caso aconteça, a nossa viagem poderá ter o seu itinerário afetado ou pode mesmo vir a ser cancelada, sem que haja qualquer garantia de reembolso de valores pagos.

  • Há regras de conduta especiais nesta viagem?

    Nos últimos anos, o governo de Pequim tem vindo a muscular a sua presença no Tibete. Durante a nossa estadia no Região Autónoma do Tibete, essa presença será bastante visível, nomeadamente, nos vários checkpoints militares que teremos de atravessar. Enquanto visitante, é imperativo que respeites as regras de conduta impostas pelos militares e, no primeiro dia da viagem, a líder Nomad aprofundará este tema. Esta é uma região sensível a conflitos e o não cumprimento das regras poderá resultar na tua expulsão imediata do Tibete. 

  • Terei problemas com a altitude nesta viagem?

    Vamos começar a aclimatar em Xining e na região do Amdo, onde estaremos entre os 2500 e os 3500 metros de altitude. Isto ajuda a uma adaptação natural e progressiva à altitude. No comboio para Lhasa, chegamos aos 5000 metros de altitude. O comboio está equipado com um mecanismo de adaptação de pressão atmosférica, tornando tua adaptação mais fácil. Depois chegamos a Lhasa, que fica a 3656 metros de altitude e já deverá ser mais fácil estarmos a essa altitude. A altitude máxima a que estaremos expostos será 5450 metros. As subidas são progressivas e a aclimatação não costuma causar problemas.

    Caso tenhas alguma doença crónica, como problemas cardíacos ou respiratórios, ou alguma condição particular, é fundamental que consultes o teu médico para aconselhamento. A adaptação do corpo à altitude depende da reação individual de cada organismo. Se não tiveres problemas de saúde, é pouco provável que venhas a ter problemas com a altitude. No entanto, é possível que sintas algum desconforto pontual, como dores de cabeça, cansaço e enjoos. Em viagem, previne-te bebendo muitos líquidos e, caso possas tomar aspirinas, é útil tê-las contigo, para as dores de cabeça que possas vir a ter. 

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

China, Tibete

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Acampamento: 1 noite, Comboio: 1 noite, Guesthouse: 2 noites, Hotel: 12 noites

Transportes

Carrinha, Comboio

Reservas

Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 1000€

Testemunhos

O Tibete parece resistir no meio das montanhas. É os lugares onde estivemos, os sabores que provámos, os dias em que mergulhámos num mundo tão distante e onde nos sentimos inspirados pela espiritualidade e esperança do povo tibetano que ficam na memória.
Carla M.
O contacto com uma cultura em vias de extinção é um privilégio! A dureza da transição com a descoberta do que ainda perdura enriquece horizontes e amplia uma visão do mundo através de uma experiência singular.
Rossana A.
Uma fantástica experiência que foi partilhada intensamente. Um país com uma energia e um sentimento que nos deixa sem palavras.
Daniel C.