Tibete: Na Rota de Shangri-La

Com Rita Tojal 15 a 31 maio 2020

No Tibete, natureza e espiritualidade convivem na mais perfeita harmonia. Mergulhados nos ensinamentos do budismo tibetano, descobrimos templos milenares, contemplamos montanhas e lagos sagrados e absorvemos a essência do modo de vida dos nómadas da região.

Começamos a nossa viagem na região do Amdo. Ali descobrimos o Tibete que, desde a Revolução Cultural chinesa, já não o é. Percorremos belas estradas de montanha e embarcamos na viagem de comboio mais alta do mundo. Embrenhamo-nos no modo de vida dos nómadas que, nos prados verdejantes do planalto tibetano, encontram terreno fértil para pastar as suas manadas de yaks. Saudamos o imponente Evereste, um símbolo divino da cultura local. Ao longo da viagem deixamo-nos envolver na mística ancestral do budismo tibetano. Descobrimos mosteiros, stupas e palácios e sentimos a atmosfera sagrada de Lhasa, o “lugar dos deuses”.

  • Impacto cultural
    Encontrará povos com rituais e crenças bastante distintos do que está habituado. Dos monges aos nómadas tibetanos, passando pela cultura chinesa Han. A “invasão” chinesa no Tibete será também notória.
  • Esforço físico
    Passamos 14 dias acima dos 4.000m de altitude, a altitude dos Himalaias irá exigir algum esforço extra. No entanto, é uma viagem com pouca atividade física, para além de algumas caminhadas e deslocações a pé nas povoações e templos.
  • Nível de conforto
    Viajamos quase sempre de carrinha privada. Os alojamentos no geral são asseados e confortáveis. O acampamento e a noite no mosteiro serão as noites em condições mais básicas.

15 a 31 maio 2020

2150 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1000€

Número de viajantes

2150€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Xining

À chegada, a Rita vai estar à sua espera no aeroporto de Xining para lhe dar as boas vindas. Depois, segue para o hotel, para se instalar, descansar dos voos e reunir com os restantes viajantes.

A nossa viagem começa em Xining, de onde seguimos para a região do Amdo, uma das províncias do antigo Tibete que não integra a constituição da atual Região Autónoma do Tibete (TAR). No Amdo, a cultura tibetana manifesta-se intensamente e mantém-se preservada como em poucos outros lugares. Tenzin Gyatso, o atual Dalai Lama, nasceu ali e os nómadas tibetanos continuam a migrar para esta região. 

Xining é a capital da província de Qinghai. A cidade tem mais de dois milhões de habitantes e a sua riqueza cultural resulta da diversidade étnica que ali conflui. Em Xining, chineses Han misturam-se com tibetanos e a presença muçulmana (Hui, Salar e Uighur) é também evidente. Este mosaico de influências revela-se em vários aspetos, mas é na gastronomia que melhor se espelha esta fascinante mescla de tradições.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Pradaria de Ganjia e Xiàhé

De Xining partimos rumo a  Xiàhé. Ao longo da estrada, as montanhas do Amdo começam a adivinhar-se na paisagem. No percurso, atravessamos um colo de 3400m - estas passagens fazem parte de um processo gradual de aclimatização à altitude.

Viajamos em direcção a sul para explorar a pradaria de Ganjia. A vida tibetana vivia-se tradicionalmente nas pradarias, e descobrimos indícios de vida nómada na paisagem. Mais tarde, visitamos um templo bon - a religião que existia no Tibete antes do budismo - e visitamos um campo onde se praticam funerais ao céu aberto, uma das mais simbólicas cerimónias tibetanas.     

Inspirados pela beleza das paisagens do Amdo, seguimos a viagem até Xiàhé. No dia seguinte espera-nos uma visita ao mosteiro de Labrang: um dos seis mosteiros mais celebrados do budismo tibetano, onde hoje habitam quase dois milhares de monges. Xiàhé é uma cidade monástica, situada a 2920m de altitude. Ali, a vida gira em torno dos vários edifícios que compõem o mosteiro de Labrang - capelas, residências dos monges, salões de oração, tratsang (faculdades ou institutos budistas), e o prestigiado Instituto de Medicina Tibetana.                                
Acolhemos o cair da noite num dos lugares do mundo onde o quotidiano monástico do budismo tibetano se encontra mais vivo. A atmosfera é envolta de mística e solenidade, com a luz etérea das lâmpadas de manteiga de yak a criar o ambiente, e os monges que ali circulam no ritmo tranquilo das suas rotinas diárias. No cenário figuram as grandiosas portas decoradas com o símbolo tibetano do nó da eternidade, e em nosso redor, impõem-se as montanhas - mais um emblema sagrado desta riquíssima cultura.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Mosteiro de Labrang e pradaria de Sangke

A kora (ritual no qual se circula em torno do mosteiro) começa tão cedo como o dia. Desfrutamos da profundidade deste momento solene e juntamo-nos aos monges nas suas orações matinais. Durante a manhã, visitamos o mosteiro com a tranquilidade que o local impõe. Descobrimos os vários salões de oração, percorremos os institutos, deslumbramo-nos com a aparatosa stupa.


Embrenhados na mística do mosteiro de Labrang, viajamos em direcção a sul pela estrada que atravessa a pradaria Sangke. Vales verdejantes, salpicados por tendas nómadas, compõem o panorama ao longo do percurso. Pelo caminho, cruzamo-nos com acampamentos nómadas e tomamos contacto com o modo de vida destas população.

Após um tradicional iogurte de yak preparado pelos nossos anfitriões, aproveitamos o resto da manhã para uma curta caminhada nas belas paisagens de Sangke, ideal para aclimatar o corpo para os próximos dias.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 4Wútún Sì

Viajamos para norte em direcção às infinitas pradarias tibetanas. Visitamos o mosteiro Wútún Sì, com a sua famosa escola de Thangkas - uma das mais importantes do mundo. As Thangkas são pinturas sagradas, com origem no século VIII, e constituem uma parte fundamental da expressão artística do budismo tibetano.      

Inspirados pela arte ancestral das Thangkas, começamos a viagem de regresso a Xining. Uma vez chegados, a antecipação de partir para viagem de comboio mais alta do mundo embala-nos até ao dia seguinte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 5Comboio para Lhasa

A manhã em Xining é dedicada ao descanso e aos últimos preparativos para a longa viagem que se avizinha.

É o momento de apanharmos o comboio para Lhasa. Esperam-nos 22 horas sobre os trilhos que percorrem o planalto tibetano. Pela janela, contemplamos as montanhas ao fundo, avistamos acampamentos nómadas que interrompem o verde da pradaria e vislumbramos os yaks que por ali encontram pasto. No total, perfazemos quase 2000km. Na segunda parte do percurso, entre Golmud e Lhasa, viajamos quase sempre acima dos 4000m de altitude. Tanggula Pass, a 5072m, é o ponto mais alto. O caminho permite que o corpo se habitue ao progressivo aumento da altitude e os comboios oferecem boas condições para uma aclimatização mais confortável.

Ao cair da noite, admiramos o fabuloso manto estrelado que cobre o céu lá fora.

Alimentação: -
Dormida: Cabine de Comboio

Dia 6Lhasa

É já pela manhã que começamos a pressentir a chegada a Lhasa, o coração do Tibete.

Em 1645, a cidade tornou-se a capital política e religiosa da região. Do alto dos seus 3940m, este é o centro sagrado do budismo tibetano: Lhasa significa “lugar dos deuses”, e aqui encontramos alguns dos mais importantes mosteiros e palácios desta cultura. Muitos tibetanos vão a Lhasa em peregrinação, pelo menos uma vez na vida, para fazer a kora do templo Jokhang.

Ao longo do dia, descobrimos os encantos desta cidade sacra e multicultural. O palácio da Potala impõe-se no horizonte, e as misteriosas ruas apertadas do bairro antigo de Barkhor, estão cheias de segredos por desvendar. Entre, tibetanos, chineses Han, alguns muçulmanos e visitantes de todos os cantos do mundo, o fervilhar cultural de Lhasa apodera-se dos nossos sentidos.

Alimentação: Jantar
Dormida: Hotel

Dia 7Lhasa

A manhã começa com um passeio descontraído pelo bairro antigo de Barkhor. Bem no coração do bairro, o templo Jokhang - o mais importante do Tibete - convida a uma visita. O templo, cuja construção remonta ao ano 652, é considerado o núcleo espiritual de Lhasa e a grande referência do budismo tibetano para os praticantes da religião em todo o mundo.

Após o almoço segue-se uma visita ao mosteiro Sera, onde assistimos à cerimónia do debate - um acontecimento fulcral nos estudos do budismo tibetano. Nas sessões de debate, podemos ver um grupo de monges organizados dois a dois. Em cada par, um dos monges defende e o outro desafia. O que defende está sentado e o que desafia, permanece de pé. Este último coloca uma pergunta sobre um determinado ensinamento ao seu par - o aprendiz - que analisa e reflete sobre a mesma, estudando todos os seus ângulos, como quem verifica se uma jóia é verdadeira antes de a comprar. Há todo um ritual envolvido neste momento simbólico de aprendizagem que se transforma numa espécie de coreografia carregada de significado. Este mosteiro é um dos três grandes mosteiros e universidades da ordem Gelugpa do budismo tibetano, e foi fundado em 1419. Durante a Revolução Cultural, o mosteiro foi bastante danificado, e muitos dos monges que aqui viviam procuraram o exílio em Bylakuppe, perto de Mysore, na Índia.

Terminamos o dia em beleza no bairro histórico de Barkhor, num dos melhores restaurantes de Lhasa. Com a ajuda de cozinheiros tibetanos, descobrimos e confeccionamos algumas das mais emblemáticas especialidades da gastronomia local. Este restaurante é também um centro dedicado à conservação da cultura Tibetana, e aproveitamos para conhecer uma das fundadoras.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Lhasa

Começamos o dia no convento Tsankhung, bem no coração do Barkhor, em Lhasa. Actualmente vivem cerca de 150 monjas neste convento. Começam todos os dias com a oração da manhã, acompanhada de chá de yak e da tradicional tigela de tsampa, composta por farinha de cevada e manteiga de yak. O convento é atravessado pelo odor das velas de manteiga de yak a arder, e os peregrinos vão circulando na parte central do templo fazendo oferendas de manteiga para que as grandes velas permaneçam acessas.

Seguimos para um dos monumentos mais emblemáticos do Tibete, o imponente palácio de Potala, antiga residência dos Dalai Lamas. Construído em 1645, o palácio tem mais de mil salas, mais de 10 mil santuários, mais de 200 mil imagens... Em tempos, foi uma pequena cidade dentro da cidade, com as suas capelas e escolas, prisões e túmulos para os Dalai Lamas. Hoje, o palácio funciona como museu, mas continua servir de referência e inspiração para visitantes e peregrinos.  

O resto do dia é dedicado a deambular por Lhasa ou a repousar para as aventuras dos dias que se avizinham.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9Mosteiros do vale Yarlung

Partimos de Lhasa em direção ao vale Yarlung, o berço da civilização tibetana. Segundo a  mitologia, os primeiros tibetanos serão originários de Gangpo Ri, uma das montanhas sagradas do Tibete, a 180km de Lhasa, perto de Tsedang.

Espera-nos uma visita ao palácio Yumbulagang, que se pensa ser o edifício mais antigo do Tibete. A data de construção é incerta, mas estima-se que terá mais de 2000 anos. Do palácio, desfrutamos de uma soberba vista sobre a planície de Yarlung.

Seguimos para Dorje Drak, um dos mais importantes mosteiro da ordem Nyingma. O mosteiro foi construído no século XVI, sendo depois destruído na revolução cultural, mas o salão principal e algumas das capelas foram recuperados. Esta zona é conhecida pelos rosários feitos de uma pedra amarela que só se encontra naquela região em particular. Depois da visita procuramos os rosários no pequeno mercado local.

Fechamos o dia com chave de ouro, com a chegada ao mosteiro Samye, o primeiro do Tibete. Situado a 3630m de altitude, Samye impõe-se no horizonte, abraçado pela idílica paisagem do altiplano tibetano, com as áridas dunas acastanhadas e as protuberantes montanhas a recortar o céu. A construção do mosteiro, que data do século VIII, marca a vitória do budismo sobre a antiga religião Bon e os primeiros sete monges tibetanos foram ali ordenados. Deambulamos por Samye e deixamo-nos contagiar pela carga espiritual do lugar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guest House

Dia 10Samye e Gyantse

Começamos o dia com a visita ao mosteiro de Samye, um dos maiores da nossa viagem. Exploramos o salão principal, que representa o monte Meru, considerado pelos Tibetanos como o centro do Universo. Os templos ao redor representam os oceanos, continentes, e outros aspectos da cosmologia tibetana.

Retomamos a nossa rota, na cénica Friendship Highway, que liga a China ao Nepal. No decurso da estrada, atravessamos o passo de Kampala, a 4797m, e o colo de Karo, a 5050m. Dali, avistamos o glaciar Kagsang que se impõe a uma respeitável altitude de 7206m. Um pequeno desvio leva-nos a um dos três lagos sagrados do Tibete. Paramos para explorar o Yamdrok Tso. O quadro é magnífico: um vasto lago azul celeste sobressai na paisagem e imprime-se na nossa memória.

Voltamos à estrada com as agulhas apontadas para o nosso destino, Gyantse. Esta é uma cidade que há muito faz parte do circuito de compra e venda de bens, de peregrinos e viajantes. Tipicamente tibetana no carácter, Gyantse tem um ritmo mais relaxado do que outras cidades na Região Autónoma do Tibete.

No complexo de mosteiros, Pelkor Chode, exploramos a deslumbrante Kumbum Stupa. Esta stupa é única no seu estilo e podemos deleitar-nos a descobrir os recantos escondidos ao longo dos seus seis andares. Kumbum, em Tibetano, significa cem mil imagens de Buda, e é o que podemos encontras nas várias capelas, grutas e altares.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Campo Base do Evereste

Seguimos pela Friendship Highway. Ao cruzar o passo de Gyatso La, o Evereste revela-se finalmente. Diante dos nossos olhos, impõe-se, majestoso, por entre a cadeia montanhosa dos Himalaias. O entusiasmo de observar a natureza no seu máximo esplendor, enche-nos de entusiasmo para os eventos que se aproximam.

Saímos da Friendship Highway por um caminho de terra batida que nos leva até ao Campo Base do Evereste. No percurso, desfrutamos do magnífico cenário: a grande cordilheira dos Himalaias irrompe pelo horizonte, com as grandes montanhas Makalu (8463m), Chomo Lonzo (7816m), Lhotse (8516m), Nuptse (7861m), Cho Oyu (8201m), Shishapangma (8013m) e o incontornável Evereste (8848m).

Chegamos ao renovado Campo Base (5050m), agora localizado em frente do mosteiro de Rongbuk. Foi daqui que partiram as primeiras expedições para tentar chegar ao topo do Evereste, com algumas tentativas registadas já nos anos 20 e 30. Nos anos 50 passou a ser possível fazer a subida pelo lado Sul, no Nepal, e em 1953 Tenzing Norgay e Edmund Hillary subiram pela primeira vez a montanha mais alta do mundo. Até hoje em dia persiste a dúvida se George Mallory e Andrew Irvine terão chegado primeiro ao cume do Evereste na sua tentativa de subir no lado Norte em Junho de 1924.

Esta noite dormimos no acampamento do renovado Campo Base do Evereste, com tendas feitas de pêlo de yak. O Campo Base do Evereste é um dos sítios do mundo onde se vêem mais estrelas no céu, e quem quiser pode aproveitar a noite para se deslumbrar com a Via Láctea.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Acampamento

Dia 12Shigatse

Para começar o dia em beleza, observamos o nascer do sol no Evereste. Admiramos a face norte do Chomolungma - o nome que os tibetanos atribuem ao Evereste, e que, traduzido, significa “deusa mãe do universo”. Para os nativos do Tibete, cada montanha é a casa de um deus. De acordo com a crença local, o Evereste é a morada de Miyo Langsangma - uma das Cinco Irmãs da Longevidade, honrada pelos tibetanos em geral e sobretudo pelos seguidores da ordem Kagyu do budismo tibetano.                                    
Ainda de manhã, retomamos a estrada em direcção a Shigatse, onde no dia seguinte visitaremos o mosteiro Tashilhumpo. Desviamo-nos do traçado para descobrir o mosteiro de Sakya. Construído para servir de defesa militar, este mosteiro, de aspeto mais rude e acinzentado, destaca-se dos demais e transporta-nos para o que nos parece outro lugar. Exploramo-lo enquanto absorvemos as suas peculiaridades.
Chegamos a Shigatse a tempo de descansar da viagem ao Campo Base do Evereste, e de conhecer o mercado local, onde podemos encontrar uma grande variedade de produtos tibetanos e absorver uma faceta mais mundana da cultura local.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 13Tashilhunpo e Damchung

Começamos a manhã com a visita ao mosteiro Tashilhunpo. Pela sua dimensão, que compreende vários edifícios e stupas, este mosteiro é um dos mais impressionantes do nosso percurso. Tashilhunpo foi um dos templos menos afetados pela Revolução Cultural, e é aqui que encontramos os túmulos dos anteriores Panchen Lamas, figuras de relevo na escola Gelupga do budismo tibetano. Mais uma vez podemos optar por participar da kora, fazendo o percurso em redor do monte onde se situa o mosteiro e aproveitando as vistas que a altitude nos proporciona.
Depois do almoço voltamos à estrada e seguimos rumo a Damchung. O caminho é feito pela pradaria verdejante, onde podemos ver os cordyceps sinensis, um fungo famoso na medicina tibetana, que cresce entre os 3000 e os 5000 metros de altitude, e que se acredita ter poderes miraculosos. 

Pernoitamos na região de Damchung, conhecida pela famílias nómadas que por aqui vagueiam. Desfrutamos da calma da pradaria para descansar antes da viagem até ao lago Namtso, que nos espera lá no alto. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Lago Namtso

Partimos de Damchung em direcção ao Namtso - mais um dos lagos sagrados do Tibete. No caminho, atravessamos o vale Yangpachen, onde os nómadas da região acampam no período estival. Transpomos o passo de Largen La que, a 5190m de altitude, nos oferece uma belíssima panorâmica sobre a cordilheira Nyenchen Thangla. No planalto Changtang temos tempo para conhecer os acampamentos nómadas e compreender o modo de vida de quem escolhe o isolamento da montanha para passar as estações quentes.

Desfrutamos da extraordinária beleza do lago Namtso, aproveitando para mergulhar na beleza à nossa frente. Com mais de 30km de norte a sul, e mais de 70km de este a oeste, este é o mais alto lago salgado do mundo, a uma altitude de 4,718 meters. No seu ponto mais profundo chega a atingir 33 metros. A maior parte desta água vem da chuva e do degelo na cordilheira Nyenchen Tonglha que circunda o Namtso. Namtso significa “lago sagrado” em tibetano, e sentimos a sua essência quando caminhamos por ali. Rodeados pela natureza, somos convidados a refletir sobre a experiência dos últimos dias.

Visitamos ainda o mosteiro Tashi Dor, utilizado maioritariamente pelos nómadas da região, e admiramos as várias grutas de meditação que se encontram junto do Namtso, escolhidas por alguns eremitas para fazerem os seus longos períodos de contemplação.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 15Reting

Com o lago bem marcado na memória, começamos o dia a descobrir o mosteiro Reting. Reting data de 1056, e está associado a Atisha, o mestre Indiano responsável pela divulgação do Budismo no Tibete. Faz parte da escola Gelugpa, dos Chapéus Amarelos, e foi a residência de alguns dos professores dos Dalai Lamas. 


A nossa aventura aproxima-se do fim. Aproveitamos a tarde para uma caminhada nas pristinas montanhas e florestas tibetanas, onde o silêncio é apenas quebrado pelo mugir dos yaks ou pelas atarefadas famílias nómadas que aqui se estabelecem. Esta é uma das regiões menos visitadas por estrangeiros, um segredo bem guardado onde sentirá o verdadeiro pulsar do Tibete.


Ao cair da noite sentimos a paz da pradaria tibetana, cheia de memórias desta cultura milenar que nos tem embalado ao longo de toda a viagem. As estrelas ao alto iluminam as nossas reflexões sobre estes dias passados no Tibete.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Mosteiro

Dia 16Lhasa

A nossa aventura pelo Tibete aproxima-se a passos largos do seu fim. Hoje, deixamos Reting para voltar à estrada e regressar à capital tibetana. Já em Lhasa, temos o resto do dia livre para explorar os mercados e bairros da capital. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Lhasa e Voo de Regresso

Depois das despedidas, a Rita acompanha-o até ao Aeroporto de Lhasa. Para terminar em beleza, o voo sobre o Tibete brinda-o com uma vista deslumbrante sobre os Himalaias.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Alojamento durante todo o programa
Entrada nos templos e outros monumentos descritos no programa
12 pequenos-almoços
1 jantar
Transportes locais
Viagem de comboio
Acompanhamento de líder Nomad
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação (cerca de 20€ por dia)
Extras pessoais como bebidas, telefone, etc.
Visto
Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • A instabilidade política da região poderá impedir a entrada na Região Autónoma do Tibete?

    Sim. A qualquer momento as autoridades chinesas podem decretar a proibição da entrada de estrangeiros na Região Autónoma do Tibete, mesmo quando já foram emitidas as licenças de entrada. Não é habitual, mas não é inédito. Não temos nenhum indicador de que isso possa vir a acontecer de novo no futuro, mas caso aconteça a nossa viagem poderá ter o seu itinerário afetado ou pode mesmo vir a ser cancelada, sem que haja qualquer garantia de reembolso de valores pagos.

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para embarcar nesta aventura necessitará apenas de um visto: o da República Popular da China. A Nomad recomenda a Visateam (http://www.visateam.pt) para o apoio ao pedido do visto chinês de que necessita para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para ajudá-lo em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone/email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

    Além do visto da China, para viajar no Tibete necessita ainda de uma autorização especial: o Tibet Travel Permit  (TTP). Este documento funciona como um bilhete de entrada e saída na região e todos os estrangeiros são obrigados a obter o TTP. Para fazê-lo basta enviar-nos via email o seu visto da República Popular da China e o seu bilhete de avião (até 45 dias antes do início da viagem). Quando chegar a Xining a líder Nomad irá entregar-lhe o seu TTP.

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    Nesta viagem ficamos quase sempre em hotéis, uns maiores e outros com um carácter mais familiar. Em ambos os casos, os quartos têm quase sempre duas camas e casa de banho partilhada. Nestes alojamentos as casas de banho têm água quente e sanitários europeus.

    A noite a bordo do comboio é feita em beliche, num compartimento de 6 pessoas. As camas são confortáveis e estão equipadas com edredon e almofada. Existe ainda um lavatório partilhado pelas pessoas do mesmo vagão do comboio, bem como casas de banho ocidentais e asiáticas. 

    No Campo Base do Evereste, dormimos num acampamento pré-montado, onde pernoitamos em regime de camarata num local especialmente bonito para acolher viajantes. A noite pode ser fria, pelo que, apesar de serem fornecidos cobertores e colchões, acoselhamos a levar um saco cama quente (conforto 10ºC). Existe uma casa-de-banho partilhada, sem duche.

    Em Reting dormimos num mosteiro, que é muito simples e com condições espartana, mas tem o essencial para dormirmos bem. Nesta noite não existem duches nem casas de banho ocidentais, que é a contrapartida de dormirmos num sítios tão especial e afastados de grandes infra-estruturas. Também aqui a noite será certamente fria.

  • Se pretender chegar a Xining uns dias mais cedo posso reservar convosco o alojamento? E se pretender ficar mais dias em Lhasa no fim da viagem?

    Se pretender chegar a Xining um ou mais dias antes da data de início da viagem podemos reservar para si noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faça o pedido assim que saiba as datas da sua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-lhe a informação de preço e disponibilidade. Já em Lhasa, no final da viagem, o mesmo não é possível uma vez que o seu Tibet Transit Permit expira no último dia de programa.

  • Terei problemas com a altitude nesta viagem?

    Vamos começar a aclimatar em Xining e na região do Amdo, onde estaremos entre os 2.500 e os 3.500m de altitude. Isto vai ajudar à adaptação natural e progressiva à altitude. No comboio para Lhasa chegamos aos 5.000m de altitude. O comboio está equipado com um mecanismo de adaptação de pressão atmosférica para que a sua adaptação à altitude seja facilitada. Depois chegamos a Lhasa, que fica a 3.656m de altitude, e já deverá ser mais fácil estarmos a essa altitude. A altitude máxima a que estaremos expostos será 5250m. As subidas são progressivas e a aclimatação não costuma causar problemas. Caso tenha alguma doença crónica (problemas cardíacos, respiratórios) ou condição particular, consulte o seu médico para aconselhamento.

    A adaptação do corpo à altitude depende da reação individual de cada organismo. Se não tiver problemas de saúde, é pouco provável que venha a ter problemas com a altitude. No entanto, é possível que sinta algum desconforto pontual, como dores de cabeça, cansaço e enjoos. Em viagem, precavenha-se bebendo muitos líquidos e, caso as possa tomar, aspirinas para as dores de cabeça que possa vir a ter.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem para que possa ter a flexibilidade de escolher onde quer comprar o voo e de onde quer partir. 

    Se pretender comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorra aos nossos parceiros, Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso, poderá também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consulte motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que lhe apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deve comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidir inscrever-se na viagem, receberá um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já pode proceder à reserva dos voos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tem a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais lhe agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos solicitar-lhe os detalhes da sua reserva e horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à sua espera no aeroporto para o levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Sim, maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho. E não tem que pagar qualquer suplemento por isso. 

  • Com quem irei partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o seu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projecto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de 1 mês da data de partida para a viagem.

Resumo de viagem

Destinos

China, Tibete

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Hotel - 11 noites, Comboio - 1 noite, Guesthouse - 2 noite, Acampamento - 1 noite, Mosteiro - 1 noite

Transportes

Carrinha, Comboio

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 1000€

Testemunhos

O Tibete parece resistir no meio das montanhas. São os lugares onde estivemos, os sabores que provámos, os dias em que mergulhámos num mundo tão distante e onde nos sentimos inspirados pela espiritualidade e esperança do povo tibetano que ficam na memória.
Carla M.
O contacto com uma cultura em vias de extinção é um privilégio! A dureza da transição com a descoberta do que ainda perdura enriquece horizontes e amplia uma visão do mundo através de uma experiência singular.
Rossana A.
Uma fantástica experiência que foi partilhada intensamente. Um país com uma energia e um sentimento que não tem palavras.
Daniel C.