Nova Viagem

Rotas Altas da Cantábria

Com Tiago Costa 21 a 28 ago 2021

Espinha dorsal do Parque Nacional Picos de Europa, a cordilheira cantábrica esconde um território habitado por lobos, abutres ou ursos. Dos majestosos cumes, que se erguem acima das nuvens, aos vales rasgados por rios selvagens, exploramos os nossos limites, numa jornada por algumas das rotas mais exigentes da região.

Inspirados pela verticalidade da montanha, exploramos as  desafiantes vias ferratas da Cantábria, que nos levam das vistas aéreas de Cordinañes aos bosques da Hermida, culminando com o trajeto alpino de Valdeón. Num trekking em semi-autonomia, percorremos ao longo de três dias o topo dos Picos de Europa. Conquistamos imponentes cumes rochosos e transpomos colos, caminhando por alguns dos trilhos mais emblemáticos do maciço central.

  • Impacto cultural
    Região com costumes muito semelhantes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Os dias de via ferrata são intensos e realizam-se em ambientes de desconforto que potenciam o desgaste físico. Dedicamos três dias ao trekking, onde caminhamos cerca de oito a dez horas por dia em ambiente de montanha com a mochila às costas (7 kg no máximo).
  • Nível de conforto
    Dormimos em refúgios de montanha, albergues e hotéis, variando de camaratas mistas com casa de banho partilhada a quartos duplos com casa de banho privativa.

21 a 28 ago 2021

900 €8 Dias

Número de viajantes

900€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada aos Picos da Europa

O primeiro dia está reservado para a tua viagem entre Portugal e o Parque Nacional dos Picos de Europa, onde te esperará o Tiago, o líder deste percurso. Esta deslocação é da responsabilidade de cada viajante, mas podes contactar-nos caso tenhas interesse em partilhar transporte - vê mais detalhes sobre isto nas Perguntas Frequentes. Aproveita a tarde para te instalares e descontrair no acolhedor albergue de Baró, a cerca de 6 km de Potes.

Alimentação: Jantar
Dormida: Albergue

Dia 2Via Ferrata Socastillo e Carmaleño

Dedicamos os primeiros dias a explorar a região de Liebana, o coração da Cantábria. Partilhados por pastores e ursos há vários séculos, os vales, encostas e densas florestas de faias e carvalhos de Liebana são um paraíso para os amantes do outdoor. 

Pela manhã, aventuramo-nos na via ferrata do Camaleño, que nos irá desafiar com algumas passagens bastante expostas. Trata-se de uma via ferrata de iniciação para nos iniciarmos na aventura vertical que nos espera nos próximos dias. Com vistas para o maciço oriental e para os prados de Mogrovejo, eleita como uma das aldeias mais bonitas de Espanha, o percurso leva-nos a subir uma parede vertical até ao cume de La Cotera.
A primeira parte desta via ferrata, com muros verticais fáceis, é o momento ideal para aprendermos técnicas de progressão. Mais acima, alcançamos literalmente o momento alto deste percurso: uma ponte em cabo de aço que atravessa um vazio de 60 metros, seguido de uma passagem para um muro intimidante pela sua exposição vertical  que termina no cume de La Cotera. No topo, detemo-nos a contemplar as vistas soberbas para os bosques de Liebana. Avançamos depois por um curto trilho que nos conduz de regresso ao ponto de partida.

Após um merecido almoço, seguimos para a segunda ferrata do dia junto à povoação de Socastillo. Desta vez, o percurso é menos vertical e mais em travessia, levando-nos por um esporão até ao topo da icónica Peña de Socastillo. No entanto, a verticalidade continuará presente e nada como começar com uma ponte tibetana de 50 metros, um excelente teste à tua capacidade de foco e equilíbrio. Terminamos o dia numa das tradicionais tabernas de Potes, onde celebramos as nossas conquistas ao sabor de um copo de sidra, queijos e enchidos da região.

Ferrata Socastillo: K3 com 900m via equipada + 250m desnível positivo (cerca de 3 horas)
Ferrata Carmaleño: K3 com 190 m via equipada + 160 m desnível positivo (cerca de 3 horas)

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Albergue

Dia 3Via Ferrata Hermida

Começamos o dia com uma curta viagem de carro até ao desfiladeiro da Hermida, na fronteira com as Astúrias. Serpenteada pelo rio Deva, a paisagem encaixada do desfiladeiro contrasta com as vistas amplas do dia anterior. Caminhamos bosque adentro em direção ao início da ferrata. Longa e de dificuldade moderada, a via ferrata da Hermida ocupará grande parte do nosso dia e é mais um passo na preparação para o dia de amanhã. Subimos degraus cravados nas falésias e atravessamos duas imponentes pontes, uma com 100 metros de extensão, seguindo um itinerário inspirado nas antigas rotas dos pastores, nas encostas da Peña Agero. A secção seguinte leva-nos a superar várias paredes verticais até à Gruta do Javali. A parte final reserva-nos a secção mais emocionante. Primeiro, percorremos pé ante pé uma ponte em cabo de aço, com cerca de 40 metros de distância. E, por fim, uma ponte tibetana, em madeira, com 100 metros de comprimento, que nos leva a atravessar o profundo canal de Canelaria. Regressamos ao nosso alojamento, em Baró, ainda com tempo para uns mergulhos na piscina, enquanto celebramos as aventuras do dia ao sabor de uma caña. 

Ferrata Hermida: K3 com 900m via equipada + 300m desnível positivo (cerca de 5 horas)

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Albergue

Dia 4Via Ferrata Valdeón

Após três percursos de exigência moderada, hoje enfrentamos um dos grandes desafios da nossa jornada: a via ferrata Valdeón. Pela manhã, deixamos o vale de Liebana por um estradão de terra batida que nos leva até o vale de Valdeón. Depois de nos instalarmos no novo alojamento, partimos para uma das experiências mais memoráveis da semana.
Apesar de não ser difícil tecnicamente, a via ferrata de Vadeón é longa e com vários passos aéreos, o que exige resistência física e alguma perseverança. O itinerário começa com uma ponte tibetana seguida de uma parede vertical de 100 metros de altura. Continuamos a subir o esporão de rocha ultrapassando dois muros, de 60 e 40 metros, até alcançarmos a aresta final, que nos conduz ao cume. Do topo, a paisagem é simplesmente deslumbrante, os cumes do maciço central e ocidental dos Picos de Europa erguem-se acima dos bosques, criando um quadro que tem tanto de idílico como de imponente.
Extasiados, regressamos ao nosso alojamento através de um estreito caminho talhado na rocha, terminando assim da melhor forma a nossa aventura pelas vias ferratas da Cantábria.

Ferrata Valdeón: K4 com 1200 m via equipada + 350 m desnível positivo (cerca de 6 horas)

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Albergue

Dia 5Trekking Collado Jermoso

Hoje, trocamos o arnês pelos bastões. Despedimo-nos das vales verdejantes e partimos em direção aos cumes do maciço central dos Picos de Europa. Mochila às costas, damos início a uma travessia de três dias em semi-autonomia por alguns dos trilhos mais desafiantes desta icónica cordilheira espanhola. Começamos com a exigente, mas igualmente recompensadora subida ao Collado Jermoso, que como, o nome indica, é um dos mais belos locais do Parque Nacional. Será um dia sempre a subir por trilhos íngremes e estreitos. Abandonamos gradualmente o vale caminhando por um bosque de faias, até alcançarmos a Vega de Asotin — um prado de altitude, que marca a entrada no terreno da alta montanha. Daqui para a frente, o caminho é cada vez mais estreito e íngreme. À medida que subimos somos cercados pelos imponentes gigantes de pedra que guardam o Collado Jermoso: Torre del Friero, Torre Jermoso, Torre Diego Mella todos acima dos 2000 metros, são algumas dos nomes que ficarão gravados na tua memória.
A meio da tarde, alcançamos o idílico refúgio do Collado Jermoso, onde somos recebidos pelo Pablo e pela Cris, que com a sua pequena filha Elba gerem este isolado refúgio de montanha. A localização privilegiada e o carisma e hospitalidade das suas gentes fazem do Collado Jermoso um lugar mítico nos Picos de Europa.

Distância: 5 km (cerca de 8 horas)
Desnível: 1536 m positivo + 385 m negativo

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 6Trekking Urriellu

Pela manhã, despedimo-nos do Collado Jermoso para um longo dia de montanha. Hoje, transpomos as enormes muralhas de calcário do coração dos Picos de Europa, caminhamos por antigos circos glaciares e pelas paisagens lunares, tão características desta região. O primeiro objetivo da manhã será superar um desafiante trilho de cascalheira até à Collada Ancha. Pouco depois, o caminho desaparece e seguimos uma rota pouco frequentada — apenas marcada no mapa — rumo à Cabana Verónica, um peculiar refúgio de emergência construído a partir de uma cúpula de radar de um porta-aviões.
Após uma paragem para recuperar energia, seguimos em direcção à base da Torre dos Horcados Rojos. Aqui, com o auxílio de um cabo de aço, que serve de corrimão, descemos uma íngreme encosta de 500 metros. O final da descida dos Horcados assinala o último grande desafio do dia. Daqui para a frente, seguimos por um trilho bem marcado até ao refúgio localizado junto ao colossal Naranjo de Bulnes, também conhecido como Pico Urriellu (2519 metros). Com mais de 600 metros verticais, a famosa face oeste do Urriellu é maior que o Empire State Building e é procurada pelos melhores escaladores de todo o mundo.  


Distância: 9 km (cerca de 10 horas)
Desnível: 888 m positivo + 979 m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 7Trekking Peña Vieja

Hoje, despertamos sob o olhar atento do gigante Urriellu e após o pequeno-almoço, continuamos a nossa travessia contornando o Urriellu rumo à exigente subida da Collada Bonita. Agora, com o maciço oriental dos Picos de Europa ao nosso lado, avançamos por caminhos de pedra em direção à Peña Vieja (2619 metros) para uma das vistas mais deslumbrantes da semana. Encerramos a nossa travessia no teleférico de Fuente Dé, onde desfrutamos de uma vista aérea sob o magnífico vale de Liebana. Aproveitamos o resto da tarde para relaxar e celebrar as conquistas dos últimos dias. 

Distância: 9 km (cerca de 8 horas)
Desnível: 990 m positivos + 1139 m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Albergue

Dia 8Baró

Acordamos novamente no vale de Liebana, a nossa aventura chega ao fim depois do último pequeno-almoço em grupo.
Tal como no primeiro dia, cada viajante é responsável pelo regresso a Portugal, agora com o sentimento de superação bem presente na memória.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Alojamento durante todo o programa
Transporte de carrinha entre Fuente Dé e Valdeón
8 pequenos-almoços e 7 jantares
Atividades descritas no programa
Equipamento de Via-Ferrata
Guia complementar durante a Via-Ferrata

Exclui:

Viagem até ao ponto de partida
Transportes durante o programa
Alimentação não especificada (cerca de 15€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Qual a melhor forma de chegar até Baró, nos Picos de Europa?

    A viagem até ao ponto de encontro é da responsabilidade de cada participante, mas a Nomad incentiva a partilha de transporte. Por isso, se estiveres interessado nesta opção, fala connosco para te pormos em contacto com outros viajantes. Os transportes públicos para Potes são muito limitados e as ligações com Portugal são reduzidas.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Para este trekking, recorremos a uma rede de albergues e refúgios de montanha. A maioria das noites serão passadas em camaratas mistas, com casas de banho partilhadas. A única exceção é a pousada de Cordinanes, onde pernoitamos em quartos duplos, com casas de banho privada. Nos refúgios de montanha, onde passarás duas noites, não há acesso a duche.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Durante os dias de trekking e via-ferrata fazemos piqueniques ao almoço. É fundamental que leves toda a alimentação desde Portugal, já que não há sítios onde comprar comida, antes ou durante as atividades. Se te inscreveres na viagem, receberás mais detalhes sobre os alimentos mais adequados para levar. Os jantares e pequenos-almoços serão nos alojamentos e estão incluídos no programa.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda utilizada é o euro e, após o início do trekking, só poderás fazer pagamentos em dinheiro. Aconselhamos-te a levar de Portugal o dinheiro necessário para a viagem: entre 50€ e 70€ para eventuais despesas, como alimentação extra nos refúgios.

  • Como é o acesso à eletricidade na viagem?

    Existe sempre acesso a eletricidade. Sendo que nos refúgios de montanha, especialmente no Urriellu, o acesso pode ser mais condicionado. As tomadas elétricas são compatíveis com as portuguesas, pelo que não precisarás de levar nenhum adaptador. Sugerimos que leves uma ficha tripla, se quiseres carregar vários aparelhos ou baterias. A rede de telemóvel é inconstante - em alguns lugares a cobertura é boa, noutros não há rede. Devido ao isolamento dos alojamentos, apenas nas noites em albergue terás acesso a Wifi.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Nos dias em que estamos baseados em Baró, e realizamos deslocações para as vias ferrata, cada participante terá de usar o seu veículo. São deslocações curtas, de aproximadamente meia hora.
    No dia em que percorremos a estrada de terra batida entre Fuente Dé e Cordinanes recorremos a uma carrinha todo o terreno ficando os carros estacionados no parque de estacionamento de Fuente Dé.

  • Como é o clima durante a viagem?

    A cadeia montanhosa dos Picos de Europa separa a costa húmida do norte das Astúrias dos planaltos secos do interior espanhol, por isso a região é afetada tanto por um clima marítimo como continental. A amplitude térmica poderá ser muito grande. Durante o dia, as temperaturas podem aproximar-se dos 30ºC e nas regiões montanhosas mais elevadas podem rondar os 0ºC, nas noites mais frias. A meteorologia em montanha é imprevisível, e mesmo no verão a possibilidade de chuva e baixas temperaturas é real, pelo que ter calçado e vestuário de montanha efetivamente impermeável e de boa qualidade é fundamental.

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    Para quem não tenha um estilo de vida ativo, esta poderá ser uma viagem fisicamente exigente.
    Praticamos atividades de montanha durante vários dias, num ambiente austero. Nos dias de trekking, conta com 8 a 10 horas de caminhada por dia, a um ritmo tranquilo. Os primeiros dias dedicados à via ferrata serão intensos, especialmente a via ferrata Valdeón será um dos momentos mais exigentes fisicamente da viagem, devido à sua duração, cerca de cinco horas, e dificuldade acrescida em secções específicas.

  • Não tenho experiência de trekking. Esta viagem é para mim?

    Os dias de trekking não têm exigência técnica. Pode dizer-se que está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para passar três dias de mochila às costas, em ambiente de montanha. Em alguns momentos, devido ao terreno acidentado e aos acentuados desníveis terás que ter alguma perseverança.

  • Não tenho experiência em via-ferrata. Esta viagem é para mim?

    Sim. No entanto, se sofres de vertigem esta atividade não é para ti. As atividades de via ferrata não requerem experiência prévia e não têm exigência técnica alta (níveis K3 e K4). Pode dizer-se que estão ao alcance de todos os que gostem de atividades de montanha e estejam bem fisicamente e motivados para progredir em terreno vertical com o apoio de escadas e cabos de aço fixos na rocha. Para maior comodidade, terás ainda o apoio do líder Nomad e de um guia local durante todo o percurso. Em alguns momentos, vai ser mais exigente e terás que ter alguma perseverança.

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. Caminhamos a um ritmo moderado para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • Como calculamos o tempo das atividades?

    As viagens de multiatividades da Nomad são desenhadas para o viajante que procura desfrutar do meio natural. O tempo em via-ferrata é calculado para pessoas activas, que terão à vontade em meios aéreos, mas sem experiência na modalidade. Ou seja, esperamos uma progressão a um ritmo tranquilo, mas sem grandes entraves. Os dias de trekking desta viagem são longos, onde caminhamos 7 a 10 horas por dia, e foram calculados tendo em vista um grupo com facilidade em mover-se em terreno montanhoso.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de chegada que mais te agradar.

  • Como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    Independentemente do dia ou hora de chegada, os viajantes devem estar no ponto de encontro à hora marcada. Vamos dar-te essa informação atempadamente e o líder Nomad estará lá para reunir o grupo.

Resumo de viagem

Destinos

Espanha

Atividades

Trekking, Via-ferrata

Dormida

Albergue: 5 noites, Refúgio: 2 noites

Transportes

Carrinha, Teleférico

Reservas

Min: 4 | Max: 10