Rota da Seda

Com Pedro Elias 15 ago a 01 set 2021

Durante milénios, o fabrico da seda foi dominado pela China. Quando os rumores sobre esse tecido suave e brilhante chegaram à Europa, teve início uma rota mítica, que atravessava a Ásia para satisfazer o Ocidente do seu novo ‘desejo’.

É em Xian, na alma da Rota da Seda, que trocamos as caravanas de camelos pelo comboio e partimos nesta jornada por trilhos lendários, atravessando três países. Rumamos a Dunhuang, para pisar um dos maiores e mais frios desertos do mundo e visitar as imperdíveis grutas Mogao. Vivemos o encontro de etnias nos bazares de Kashgar e os costumes de comunidades rurais e nómadas. Entramos no Quirguistão na companhia das Pamir, a imponente cordilheira montanhosa, e terminamos entre maravilhas arquitetónicas no Uzbequistão.

  • Impacto cultural
    Região de mercadores e nómadas, marcada pela hospitalidade da Ásia Central. Encontras povos distintos entre si e com costumes bastante diferentes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade fisica para além de pequenas caminhadas e deslocações a pé nas cidades. As passagens de fronteira são feitas a pé, pelo que exigem um esforço extra.
  • Nível de conforto
    Alojamentos simples, mas asseados. Dormimos três noites em comboio e uma em yurt. Deslocamo-nos sobretudo de transportes públicos. Dois dos percursos de comboio têm mais de 18 horas.

15 ago a 01 set 2021

1870 €18 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1100€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

1870€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Xian

Huānyíng (bem-vindo, em chinês) à China! O Pedro vai estar à tua espera no aeroporto Xianyang, em Xian, para te receber. Mediante a hora de chegada do teu voo, poderás ainda ter tempo para dar uma primeira volta pelas ruas da cidade ou um passeio junto às muralhas.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Xian

A mais antiga capital provincial da China e uma das “Quatro Grandes Cidades Ancestrais”, Xian assinala o extremo oriental da Rota da Seda. Rica em tradições, esta metrópole, com mais de 6 milhões de habitantes, esconde alguns dos maiores tesouros do antigo império chinês. Começamos por descobrir o famoso Exército de Terracota, Património Mundial da UNESCO. Mandado erigir pelo supersticioso imperador Qin Shi Huang Di, junto ao seu túmulo, o gigantesco exército é composto por milhares de estátuas de soldados, carruagens e arqueiros. Mais impressionante é testemunhar que cada estátua possui feições próprias e únicas. Ainda fascinados, regressamos ao centro da cidade para descobrir a rua Shuyuanmen, onde a herança cultural da antiga Xian continua viva. Tempo ainda para descobrir a grande mesquita, um oásis de tranquilidade no buliço da cidade.  

Ao final da tarde, perdemo-nos no bazar muçulmano, a alma da Rota da Seda. Daqui partiram milhares de caravanas de camelos carregadas de exóticos produtos orientais rumo à Europa. É também neste bazar que simbolicamente damos início à nossa epopeia pela Ásia Central.  

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Comboio para Dunhuang

Durante a manhã, apanhamos o comboio que nos leva até Dunhuang. Esperam-nos 24 horas de viagem, um percurso de 1700 quilómetros pelo interior da China, rumo a ocidente. Aproveita o dia  para relaxar, ler um livro e partilhar histórias com o grupo. Esta é também a oportunidade ideal para aprender uma palavras de mandarim com a ajuda dos vários chineses a bordo. Desfruta das vistas e prepara-te para os intensos dias que se avizinham.

Alimentação: -
Dormida: Comboio

Dia 4Dunhuang

O comboio deixa-nos em Dunhuang a meio da manhã. Um bom café vai revigorar-nos após tanto tempo sobre carris. Dunhuang é uma pequena cidade na orla do deserto de Taklamakan. Durante séculos, foi um dos primeiros pontos de troca encontrados por mercadores que chegavam à China do oeste. Foi também um importante centro de atividade religiosa budista e popular destino de peregrinos, para além de atuar como cidade de guarnição, protegendo toda a região. Passamos o dia a conhecer as suas ruas e a explorar as dunas do deserto de Taklamakan, outrora cenário de muitas travessias inglórias na Rota da Seda. O Taklamakan é um deserto frio, um dos maiores do mundo, onde, nos invernos mais rigorosos, a neve cobre as enormes dunas de areia. À noite, exploramos o mercado noturno, cheio de vida e delícias gastronómicas.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 5Dunhuang e Comboio para Turpan

Iniciamos o dia com uma visita às grutas Mogao, o maior conjunto de arte budista do mundo. O lugar é inesquecível! Em Mogao encontram-se 492 santuários em cavernas, exibindo belas pinturas murais e impressionantes representações de Buda com mais de 30 metros de altura. 

Aproveitamos o resto do dia para passear a pé por Dunhuang, uma cidade pequena e calma, com ares europeus. Há muito por onde nos perdermos, entre lojas de design e de chá, e há quem não queira perder os tradicionais hambúrgueres que, segundo a lenda, nasceram ainda antes dos americanos. 

Ao final da tarde, embarcamos no comboio que nos levará noite fora até Turpan, na província de Xining, a região muçulmana da China.

Alimentação: -
Dormida: Comboio

Dia 6Turpan

Chegamos de madrugada a uma localidade a cerca de uma hora de Turpan, onde apanhamos um transporte local para o nosso destino. Turpan é uma cidade oásis lendária na parte norte da Rota da Seda, localizada na bacia de Turpan, a terceira maior depressão do planeta, a 154 metros abaixo do nível do mar. 

Durante o dia - e sim, com muito calor -, percorremos algumas das zonas mais antigas e bem conservadas da Rota da Seda. Começamos pelas ruínas de Jiaohe, uma das cidades antigas e ainda preservadas do deserto de Taklamakan e Património Mundial da UNESCO. Depois visitamos o sistema de Karez, um engenhoso sistema de irrigação milenar que permitiu a criação de campos verdejantes na orla do deserto. Da parte da tarde, vamos percorrer as vinhas de Turpan, visitar o minarete de Emin e a mesquita. À noite, espreitamos o animado bazar noturno e jantamos por lá.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 7Turpan e Comboio para Kashgar

Pela manhã, antes de voltarmos a seguir viagem de comboio, visitamos o museu da cidade, que nos ajuda a compreender toda a história da região e a sua importância na Rota da Seda. Passamos  pelo bazar para comprar as famosas passas de Turpan e um bom snack para a viagem de comboio.

Seguimos então para oeste, com destino a Kashgar. Grande parte do dia será passada no comboio, numa viagem de 18 horas, que atravessa a província de Xinjiang até chegar ao nosso destino, no dia seguinte. Lembra-te que em 1940 os viajantes demoravam 40 dias nesta travessia. Hoje as distâncias parecem mais curtas, mas atravessamos neste dia um troço de 1400 quilómetros em torno do deserto de Taklamakan.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 8Kashgar

O comboio chega cedo a Kashgar. A cidade assume-se como o berço da Rota da Seda. Aqui encontravam-se cazaques, urdus, tajiques, quirguizes e indianos que percorriam as diferentes rotas comerciais. Os produtos eram transacionados nos bazares e nas ruas, que depressa se tornaram autênticos ‘centros comerciais’. A cidade de Kashgar floresceu nos últimos anos, com uma maior presença dos chineses han, sendo hoje a ‘capital moderna’ da Rota da Seda. 

Escapamos à modernidade incaracterística da nova Kashgar para mergulhar num intrincado universo de mercados e bazares. Começamos por explorar o maior mercado de gado do mundo, na zona oeste da cidade. Aqui poderás regatear cavalos, camelos e iaques e, quem sabe, preparar a tua caravana para uma próxima viagem. Seguimos para o bairro muçulmano pelas ruelas da cidade velha uigur. Composto por diversos edifícios de adobe, mesquitas, pagodes e pequenos bazares de especiarias e chapéus, este bairro transporta-nos para o imaginário da Rota da Seda de Marco Polo. O dia culmina no avassalador grande bazar de Kashgar, o maior da Ásia.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 9Estrada de Karakorum e Tashkurgan

Hoje aventuramo-nos na mítica estrada de Karakorum, uma das mais belas do mundo. É aqui que duas das maiores cordilheiras da Ásia -  Pamir e Hindukush - se tocam. A paisagem é avassaladora. Gigantescas montanhas nevadas, muitas acima dos 6000 metros de altitude, preenchem o horizonte. No caminho, descansamos junto ao lago Karakul, onde somos recebidos para almoço por uma família local na sua yurt.

Ainda de barriga cheia, desfrutamos a tranquilidade do ambiente rural e testemunhamos o quotidiano, por vezes árduo, dos povos da montanha. Seguimos pela estrada de Karakorum até Tashkurgan. Estamos, agora, bastante perto da fronteira com o Afeganistão e Paquistão. Antes do cair da noite, descobrimos o forte da cidade, que durante séculos serviu de ponto de controlo das caravanas de comerciantes e por onde passou também Marco Polo nas suas aventuras.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Tashkurgan e Kashgar

Começamos a manhã a descobrir os segredos das últimas famílias nómadas da região. Salpicados por yurts, os verdejantes vales de altitude de Tashkurgan servem de pasto às manadas de iaques no verão e de abrigo aos poucos nómadas que resistem às tentações do mundo moderno, mantendo vivo o ancestral estilo de vida dos seus antepassados. Testemunhar a tenacidade destas famílias é uma experiência singular e, certamente, marcante. 

Deixamos Tashkurgan para regressar a Kashgar a tempo de explorar o mausoléu Aba Khoja, o lugar mais sagrado para os muçulmanos da província de Xinjiang. À noite, a cidade velha enche-se de tendas de comidas e é para lá que nos dirigimos ao jantar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Sarytash

Acordamos novamente cedo para um dos trajetos mais fascinantes da nossa jornada pela Ásia Central. Hoje, vencemos um dos colos mais míticos e difíceis da Rota da Seda - o passo de Irkeshtam. O dia é de viagem, atravessando paisagens deslumbrantes e, apesar da travessia ser exigente devido à altitude, continuamos acompanhados por uma das cordilheiras montanhosas mais bonitas do mundo: as Pamir. Após vários dias na China, alcançamos a primeira fronteira da nossa jornada. Tal como a paisagem, também a nossa passagem fronteiriça é dura e requer algum esforço, uma vez que só é possível fazê-la caminhando. 

Vencida a burocracia, entramos no Quirguistão, o país das montanhas. Muito distinto culturalmente da vizinha China, o Quirguistão parece um território parado no tempo. Alcançamos a pequena aldeia de Sarytash ao entardecer. Da gastronomia aos costumes, aqui tudo é diferente e, para assinalar a nossa chegada, hoje pernoitamos numa das yurts da aldeia, que coexistem entre as casas, e adaptamo-nos ao calmo modo de vida rural quirguiz.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Yurt

Dia 12Estrada Pamir e Osh

Após um reconfortante pequeno-almoço, partimos para a cidade de Osh, ao longo da Estrada Pamir. No percurso, desfrutamos de uma das paisagens de montanha mais icónicas da Rota da Seda e testemunhamos a simplicidade da vida nómada do Quirguistão. 

Segunda maior cidade do país, Osh desenvolveu-se devido à sua localização estratégica no coração da Rota da Seda. Aventuramo-nos no grande bazar, que tem fama de ser mais antigo que Roma. Será? Descobrimos ainda os parques e a imponente estátua de Lenine, uma das últimas que ainda sobrevive, memória da antiga União Soviética da qual o Quirguistão fez parte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 13Andijan e Tashkent

De manhã, arrancamos em táxis até à fronteira com o Uzbequistão, a poucos minutos de distância. A passagem fronteiriça costuma ser tranquila e relativamente rápida. Da fronteira, continuamos noutros táxis até Andijan, uma cidade fora dos mapas turísticos e onde encontraremos, sem dúvida, das pessoas mais simpáticas e acolhedoras da nossa epopeia. 

À tarde, seguimos de comboio para a capital, Tashkent. Pelo caminho, atravessamos o fértil vale de Fergana, uma área conturbada em termos políticos, mas que nos proporciona belas paisagens que contemplarmos da janela do comboio. Chegamos a Tashkent já à noite e deixamos a sua visita para o dia seguinte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Tashkent e Samarcanda

A capital do Uzbequistão vive entre a modernidade e a herança ancestral que ainda conserva em alguns edifícios da zona histórica, que resistiram a um forte terramoto em 1966. Vamos conhecer o grande bazar e deslocamo-nos de metro pela cidade, o mais antigo da Ásia Central e uma lembrança viva da antiga URSS, com as estações entre as mais ornamentadas no mundo. 

Não teremos muito tempo para explorar o resto da cidade, pois queremos chegar a Samarcanda, lugar ainda mais cativante. Ao início da tarde, seguimos até essa mítica e ancestral cidade da Ásia Central - paragem obrigatória na Rota da Seda. Um jantar revigorante faz-nos recuperar da viagem e resta-nos tempo para um primeiro encontro com as madraças e os mausoléus de Registan, possivelmente um dos mais maravilhosos de toda a Ásia, ainda mais inesquecível à noite, iluminado.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 15Samarcanda

O dia começa na imponente mesquita de Bibi Khanym, a mulher favorita de Tamerlão, o conquistador, pai da nação. Foi a maior mesquita do mundo até ao final do século XIX e é, ainda hoje, o mais alto edifício da cidade. Seguimos para o cemitério e maravilhamo-nos com a rua de túmulos de Shahi Zinda, onde nos cruzamos com os muitos peregrinos que calmamente se dirigem para o mausoléu de um primo de Maomé. Não perdemos oportunidade de deambular pelo bazar de Samarcanda, um dos melhores lugares da Ásia Central para comprar especiarias e testemunhar o espírito da Rota da Seda.

Durante a tarde, é tempo de visitarmos a cidade nova, construída pelos russos durante a sua ocupação do país, com as agradáveis avenidas e ruas largas e arborizadas. Quando o sol começa a baixar, e a luz fica mais bonita, é a altura ideal para visitar o mausoléu de Tamerlão. Jantamos num dos mais famosos restaurantes da cidade, onde, se ainda houver energia, podemos acabar a noite a dançar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Samarcanda e Bucara

Terminamos a nossa a visita a Samarcanda como começámos, com o Registan. Finalmente, entramos na praça principal, passeamos pelas madraças e imaginamo-nos no século XIV, na capital do império de Tamerlão, a “Pérola do Islão” e centro da Rota da Seda.

À hora de almoço, apanhamos o último comboio da viagem, com destino a Bucara, cidade santa, carregada de história e rica em fascinantes monumentos de arquitetura islâmica. Prepara-te para ficar novamente deslumbrado com madraças, mausoléus e mesquitas do século XV.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Bucara

A nossa Rota da Seda aproxima-se a passos largos do fim. Continuamos a explorar a cidade sagrada mais importante da Ásia Central, que nos reserva várias surpresas, como a magnífica praça Lyabi-Hauz, o minarete de Kalon e a Arca. Em jeito de despedida, perdemo-nos novamente no grande bazar. O dia culmina com o jantar de celebração e com o revisitar das memórias de uma jornada de 5000 quilómetros, em que cruzamos desertos, montanhas, ruínas lendárias e cidades imperiais.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 18Bucara e Voo de Regresso

De acordo com o horário do teu voo, o Pedro vai levar-te ao aeroporto. Chegou ao fim a tua incrível descoberta pela Rota da Seda, e é altura de te despedires e regressares a casa.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
11 pequenos-almoços

Exclui:

Voos internacionais
Vistos
Alimentação não especificada (cerca de 20€ por dia)
Entrada em monumentos no Uzbequistão (cerca de 35€)
Entrada em monumentos na China (cerca de 60€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para fazeres esta viagem precisas de visto apenas para entrar na China. Desde 2012 e 2019, respetivamente, que os cidadãos portadores de passaporte português não necessitam de visto para entrar no Quirguistão e no Uzbequistão. A Nomad recomenda a Visateam para o apoio ao pedido do visto chinês que precisas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

  • Se quiser chegar a Xian uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em Bucara no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Xian um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos em Bucara, no final da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem. 

    Na Ásia Central, especialmente no Quirguistão e na China, estes alojamentos pecam em condições de higiene, mas ganham em autenticidade, cultura e espírito da viagem. O alojamento nesta viagem é baseado em quartos duplos ou triplos. As casas de banho na Ásia Central não são do mesmo padrão das que encontramos nos países ocidentais. Algumas podem não ter sanita, sendo estilo turco, com um buraco no chão. As condições de duches também podem ser algo precárias. Não esperes mais do que um simples chuveiro. Deves levar uma bolsa pessoal com todo o material que necessitas para o banho (champô, sabonete, toalha, etc.)

    Três das noites na China são passadas em comboio, com camas individuais em compartimentos abertos de quatro ou seis pessoas. As restantes são passadas em hotéis, que podem ter poucas condições de higiene e alguma deficiência em termos de limpeza. As casas de banho são partilhadas em vários deles.

    No Quirguistão, passamos uma noite em hotel e outra numa yurt, onde todos os viajantes dormem juntos no chão, em colchões. Aqui não há lugar para tomar banho - apenas um garrafão de água para fazer a higiene pessoal mínima. A casa de banho é coletiva e consiste num buraco no chão. No hotel em Osh, os quartos são duplos com casa de banho privada.

    No Uzbequistão, nas cidades de Samarcanda e Bucara, as condições de higiene são boas e os alojamentos confortáveis. Em Tashkent, o alojamento é mais simples e as condições de higiene menos boas e podem não estar assegurados quartos duplos com casa de banho privativa. Sempre que tal ocorrer, será necessário partilhar casas de banho coletivas.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Na Ásia Central não é fácil encontrar refeições locais sem carne. A carne de carneiro, de cabra e cavalo são as mais comuns, normalmente acompanhadas com massa, arroz ou batata. Nas cidades chinesas a variedade aumenta e, além de restaurantes de cozinha local, uigur e chinesa, há cozinha italiana, internacional e até fast-food. Mas é nos bazares, na comida de rua, na sua variedade e riqueza, que encontramos a essência da Rota da Seda, e é para lá que nos vamos dirigir. 

    Esta viagem não é a mais amigável para vegetarianos, mas há soluções. Se fores vegetariano, informa-nos o quanto antes para que possamos proporcionar-te refeições alternativas.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda do Uzbequistão é o som uzbeque. Apesar disso, os euros e os dólares são amplamente aceites em restaurantes e lojas de souvenirs. No entanto, convém teres algum dinheiro em moeda local, já que é muito mais fácil para negociar nas ruas. Ao longo da estadia, encontramos ATMs, bem como bancos e lojas de câmbio. O som uzbeque é a moeda menos valiosa do mundo. Não estranhes quando em troca de uma nota de 100 dólares te entregarem um grande maço de notas.

    No Quirguistão, a nossa passagem é relativamente rápida. Em Osh, a cidade por onde entramos no país, existem máquinas ATM. A moeda oficial é o som quirguiz. 

    A moeda chinesa é o yuan e é a única moeda utilizada no país. Exceto em Hong Kong, é impossível que os comerciantes aceitem outras moedas. Todas as cidades têm máquinas ATM e é possível levantar dinheiro com os principais cartões de débito ou crédito portugueses. Os ATM aceitam cartões Visa e Mastercard e, ocasionalmente, Cirrus e Maestro. Desde o ano passado que há um maior controlo no processo de troca de dinheiro, só podendo ser feito no Bank of China. 

    Durante o programa, não está incluída muita da alimentação da viagem. Não estão ainda incluídas água e outras bebidas, nem algum snack que queiras fazer num local de paragem. Estimamos para a alimentação não incluída um valor médio de cerca de 20€ por dia. Também não estão incluídas algumas entradas e atividades. Conta com um valor de cerca de 100€ para o efeito.

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares contigo um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Todos os hotéis onde ficamos têm wi-fi, bem como cafés e restaurantes nas cidades, embora o acesso à internet seja geralmente lento. Nos três países desta viagem há uma boa cobertura de rede telemóvel e 3G, com algumas falhas em regiões mais isoladas de montanha e deserto.  


    Não teremos mais do que dois dias seguidos sem eletricidade. Nas viagens de comboio de maior duração, na China, o número de tomadas elétricas por carruagem é muito limitado, e inexistente nos yurts, pelo que sugerimos que tenhas baterias adicionais ou uma power bank, para não ficares sem carga no telemóvel ou máquina fotográfica. Em alguns dias, uma pequena lanterna será bastante útil.

    No Uzbequistão e Quirguistão, as tomadas eléctricas são de dois pólos cilíndricos, semelhantes às usadas em Portugal (o o). Já na China, as mais comuns, são as tipo A de dois pólos achatados ( I I ), e por vezes também tipo I, pelo que é melhor levares um adaptador.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Esta viagem realiza-se, principalmente, em comboios e carrinhas de passageiros. Pontualmente, utilizamos táxis e autocarros locais.

    Na China, onde temos os percursos de comboio mais longos, viajamos numa classe com camas. Os compartimentos são abertos com seis camas, com lençóis e almofadas. Há uma casa de banho muito básica por carruagem e lavatórios. Antes de cada partida vamos abastecer-nos de mantimentos, mas no comboio vendem-se algumas coisas, como bolachas e bebidas. Há sempre água quente para fazer chá ou café e refeições instantâneas, como os habituais noodles, por exemplo. Nas cidades, deslocamo-nos maioritariamente a pé, muitas vezes com temperaturas muito elevadas, pelo que é essencial garantires uma boa proteção solar, com creme protetor e vestuário adequado, e constante hidratação.

    A passagem da fronteira da China para o Quirguistão, a 3800 metros de altitude, também será feita a pé. Cada viajante deve garantir que a sua mochila é leve, fácil de transportar e ter calçado confortável para fazer esse caminho sem problemas.

  • Como é o clima durante a viagem?

    Será pouco provável que apanhes chuva, mas pode haver muito calor no Uzbequistão e no deserto de Taklamakan. Em Bucara ou Samarcanda, as temperaturas rondam, normalmente, os 35ºC durante o dia, no verão. As noites são mais frescas, normalmente com temperaturas que rondam os 14ºC. Amplitudes térmicas diurnas de 16ºC são razão suficiente para levares um casaco. Na travessia do Quirguistão apanhamos algum frio, já que estamos a maior altitude. Leva um casaco quente. As noites podem ser realmente frias, com temperaturas próximas dos 0ºC nos dias mais frios. Em Kashgar e Xian, as temperaturas são mais amenas, com menores amplitudes térmicas.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

China, Quirguistão, Uzbequistão

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Comboio: 3 noites, Hotel:13 noites, Yurt: 1 noite

Transportes

Carrinha, Comboio, Táxi

Reservas

Min: 5 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 1100€

Testemunhos

Viajamos no tempo, num encontro de culturas e costumes que nos colocam interrogações, inquietações e em simultâneo nos deslumbram. A tudo isto associam-se paisagens de cortar a respiração.
Natália C.
As minhas expectativas eram altas e foram superadas. Mais uma vez, a Nomad proporcionou-me momentos únicos e levou-me a locais de sonho.
Helena A.
Decididamente, no conjunto, para mim restrito, do que considero "viagens de vida".
Rosário F.