Pelas Ilhas da Atlântida

Com António Luís Campos 29 ago a 05 set 2020

As ilhas do Triângulo do Grupo Central dos Açores são um terreno de aventura e paisagens naturais de cortar a respiração.

Das fajãs de São Jorge, passando pela caldeira do Faial, exploramos a pé trilhos que nos desvendam paisagens inesquecíveis. Deixamo-nos deslizar de bicicleta encosta abaixo até a cidade da Horta, sempre com vista sobre o oceano. Desafiamos o gigante e subimos até ao topo do Pico, e ainda descemos um rio em canyoning, percorremos túneis subterrâneos, fazemos snorkeling e navegamos no Atlântico em busca das grandes baleias.

  • Impacto cultural
    Viagem por regiões com culturas e costumes muito semelhantes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Viagem com várias atividades físicas – trekking, canyoning, bicicleta, snorkling. Um dia particularmente exigente - o trekking de subida ao Pico (1151 metros desnível a subir e igual na descida).
  • Nível de conforto
    Os alojamentos e os transportes serão confortáveis, mas sem desvirtuar o nosso espírito de viagem. A travessia entre ilhas de barco pode ser dura com mau tempo..

29 ago a 05 set 2020

880 €8 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 250€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

880€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada à Ilha do Faial

À chegada à ilha do Faial, vais ter à tua espera o líder Nomad António Luís Campos para te dar as boas-vindas ao arquipélago dos Açores. Não temos atividades programadas para este dia mas, em função da hora de chegada, podes ainda ter tempo para um primeiro passeio pelas ruas da cidade da Horta.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Ilha do Faial: Vulcão dos Capelinhos e Trilho da Caldeira

Tomado o pequeno-almoço, partimos de carrinha para o vulcão dos Capelinhos. Após a subida a pé até ao topo do vulcão, observamos uma paisagem lunar, transcendente, quase que retirada de outro mundo! Sob o farol, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos proporciona também uma viagem pela génese do mais jovem recanto da ilha, com pouco mais de meio século de idade. A seguir ao almoço, fazemos o primeiro trekking da viagem, o trilho em redor da Caldeira do Faial – vestígio do principal vulcão da ilha, com 8km de diâmetro. Deste trilho avistamos paisagens completamente diferentes das da manhã, levando-nos ao ponto mais alto da ilha - o Cabeço Gordo, a 1043 metros de altitude. No final da caminhada teremos à nossa espera bicicletas para regressarmos à Horta. São quase 20km de estrada serpenteante, sempre a descer, com fantásticas vistas para o Pico e a Horta. São 1000 metros de desnível que ligam o ponto mais alto da ilha à cidade, junto ao mar. E, à noite, como não poderia deixar de ser, celebramos o dia com um gin no lendário Peter's Café Sport!

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Ilha do Pico: Baleias e o Planalto

Deixamos o Faial logo na primeira lancha da manhã em direção à ilha do Pico. Pouco depois, mergulhamos nas entranhas do vulcão, para uma visita ao maior túnel lávico conhecido em Portugal. Mais tarde, saímos novamente para o mar em busca dos grandes cetáceos: baleias e golfinhos que fazem das costas do Pico a sua casa! Em pequenos barcos, na companhia de experientes guias, vamos procurar ver de perto estes gigantes aquáticos.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 4Ilha do Pico: Subida ao Pico

O ponto mais alto de Portugal, a 2351 metros de altitude, aguarda-nos! Despertamos muito cedo, ainda durante a noite, para o trekking de subida noturna ao Pico, para o qual se vai juntar ao António um experiente guia de montanha local. São 3 a 4 horas de trilho contínuo sempre a subir e outras tantas de descida em terreno tão belo quanto agreste. A subida começa aos 1200 metros de altitude e exige alguma forma física para a completar. O percurso não é técnico mas o desnível é elevado. Depois de subir os 1151 metros de desnível, lembra-te que ainda vais ter de descer outro tanto. Mas a paisagem deslumbrante tudo compensa! Do topo, se a meteorologia ajudar, avistam-se as cinco ilhas do grupo central e um Atlântico infinito. Da parte da tarde vamos relaxar e celebrar a conquista, enquanto desfrutamos do ambiente tranquilo da ilha mais jovem do arquipélago.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 5Ilha do Pico: a Ponta da Ilha e Travessia para São Jorge

O último dia pela ilha do Pico vai ser descontraído. A bordo de uma carrinha fazemos um percurso circular, contornando a ilha até à ponta sul, com o seu pequeno farol, à medida que cruzamos e visitamos pequenas aldeias piscatórias, entrecortadas por miradouros constantes. Pequenas lagoas vão surgindo, na zona mais remota da ilha. Ao final da tarde, chegamos à Madalena, uma das três sedes de concelho, onde aproveitamos para retemperar energias antes da travessia de barco para São Jorge, bem ali à frente. Chegados às Velas, um passeio ao anoitecer vai permitir-nos conhecer a nossa nova base e a maior localidade da “ilha-dragão”, muito provavelmente ao som dos cagarros, cujo chamamento rasga as noites do verão açoriano.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 6Ilha de São Jorge: Pico da Esperança e Fajã de Santo Cristo

Os trilhos de hoje começam por nos levar ao Pico da Esperança. Estamos no ponto mais alto da ilha, a 1053 metros de altitude, com uma fenomenal vista para a ilha do Pico de onde viemos na véspera. De lá, vemos também múltiplos cones vulcânicos, coluna dorsal desta ilha que conta com uma população que não chega às 9000 pessoas. Depois desta caminhada estivemos no ponto mais alto de cada uma das ilhas que visitámos. Rumando em direção a norte, abandonamos a civilização até ao dia seguinte. O trekking leva-nos uma boa parte da tarde, em que os bastões de caminhada serão úteis, por um vale imenso em direção à Fajã da Caldeira de Santo Cristo. Local icónico, sem estrada nem eletricidade pública, foi abandonado nos anos 80 após um sismo que praticamente secou as fontes de água doce e provocou grandes derrocadas. Mas a meio caminho espera-nos mais emoção: entramos no leito da Ribeira dos Vimes para uma experiência única - canyoning! Com a ajuda de fatos de neopreno descemos várias cascatas que só assim podem ser apreciadas. Horas mais tarde regressamos ao trilho, para terminar o dia na base da montanha, onde encontramos apenas um pequeno aglomerado de casas, frequentadas sobretudo por surfistas e amantes de grandes espaços. Neste troço, levamos uma pequena mochila às costas com o essencial para a dormida, uma vez que as bagagens principais não estarão acessíveis até ao dia seguinte. A acolher-nos vai estar o David, que recuperou um edifício tradicional e o converteu numa guesthouse simples, com um gerador elétrico particular. Temos camas confortáveis para dormir, numa camarata única para todo o grupo, com casa de banho partilhada. Em contrapartida vamos ter um jantar distante de tudo, onde o silêncio só é quebrado pelo som do mar e o céu tem uma profundidade intensa!

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Casa tradicional (camarata única para todo o grupo)

Dia 7Ilha de São Jorge: Fajãs e Ponta dos Rosais

Hoje é dia de fajãs! Deixamos lentamente o isolamento da Fajã da Caldeira de Santo Cristo para uma caminhada de cerca de uma hora junto à costa, até à Fajã dos Cubres. E daí até à Fajã do Ouvidor, mais a norte, onde uma nova experiência nos aguarda: num mar tranquilo, sem qualquer intervenção humana, mergulhamos no Atlântico para descobrir o meio subaquático em snorkling. Depois de largarmos as barbatanas, já ao fim da tarde, a noroeste, chegamos à Ponta dos Rosais, onde um farol em ruínas desafia os elementos, desativado mas orgulhoso, compondo um cenário fantástico entre caos e harmonia! Daqui avistam-se o Pico e o Faial, a curta distância, e a Graciosa, mais ao longe. Regressamos por fim às Velas, para uma última noite sob o céu límpido dos Açores.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Ilha de São Jorge e Voo de Regresso

É agora tempo de deixar os picos da Atlântida. Levamos-te ao aeroporto de São Jorge, de acordo com o horário do teu voo. Chegamos ao final desta aventura pelas ilhas do Triângulo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Alojamento durante todo o programa
7 pequenos-almoços
Transportes locais
Equipamento de snorkeling
Equipamento de canyoning
Saída de mar para observação de baleias e golfinhos

Entradas na gruta das Torres, na ilha do Pico
Acompanhamento de líder Nomad durante toda a viagem

Guia de montanha complementar durante o trekking de subida ao Pico
Guias complementares certificados durante o canyoning
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)

Exclui:

Voos
Alimentação não especificada (cerca de 35€/ dia)
Entradas (aprox. 20€)

Visitas não especificadas

Atividades extra

Extras pessoais como bebidas, telefone, etc

Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    A localização dos alojamentos foi particularmente tida em conta, seja em locais centrais nas povoações, ou noutros particularmente cénicos e interessantes, mas privilegiando sempre hotéis e albergues de pequena dimensão, se possível de arquitetura tradicional e gestão familiar. O alojamento é eclético, variando de ilha para ilha e oscilando entre hotéis e unidades de turismo rural. Na Fajã de Santo Cristo, em São Jorge, o local mais remoto onde pernoitamos, ficamos alojados numa casa de hóspedes com dormida em open space e condições mais simples que no resto da viagem. À exceção desta, os quartos terão casas de banho privativas, numa tipologia base de quartos twin, com duas camas. Alguns locais têm acesso à internet, mas sobretudo nos mais remotos essa opção poderá não estar disponível.

  • Se quiser chegar à Horta uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias nas Velas no fim da viagem?

    Se quiseres chegar à Horta um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos nas Velas, no final da viagem.

  • Como é o trekking de subida ao Pico?

    O trekking de subida ao Pico vai realizar-se durante a noite, sempre que as condições meteorológicas o permitam. Para além do líder Nomad, vai juntar-se ao grupo mais um guia de montanha, que é um residente local.

    Começamos a meio da noite para chegar ao topo ao nascer do sol. São cerca de três a quatro horas de subida e outras tantas de descida. Começamos a 1200 metros de altitude para atingir os 2351 metros do topo.

    A subida não tem exigência técnica. É um trilho sem obstáculos a transpor, mas o piso é particularmente exigente, por ter um misto de rocha vulcânica, pedra solta e terra - que pode ser lama, quando chove. É continuamente a subir, com 1151 metros de desnível para vencer, e depois o mesmo desnível para descer, com o cansaço acumulado da subida. A juntar a isto, no topo, mesmo no final do Verão, conta em encontrar temperaturas próximas de 0ºC.

    Vai exigir alguma forma física. Se fores uma pessoa ativa, que pratique desporto com alguma regularidade, não vais sentir dificuldades de maior, para além do cansaço natural neste tipo de trekking em montanha. Caso contrário, pode exigir muita perseverança para atingir o cume e regressar. A longa descida, com o cansaço acumulado da subida, provoca muito impacto nos joelhos. Os bastões de trekking são essenciais para facilitar a progressão no terreno. 

    Os Açores têm uma meteorologia muito instável e, por vezes, a montanha do Pico fica envolta em nevoeiros densos. Caso as condições meteorológicas não garantam a segurança, podemos ter de cancelar a subida ao Pico. Nesse caso, realizaremos outra atividade nesta manhã. 

  • É preciso levar equipamento para o snorkeling?

    Não. A Nomad fornece o equipamento para o snorkeling que fazemos na ilha de São Jorge, nomeadamente máscara, tubo e barbatanas.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

Resumo de viagem

Destinos

Açores, Portugal

Atividades

Trekking, Bicicleta, Navegação, Canyoning, Observação de baleias, Snorkeling

Dormida

Hotel - 6 noites, Casa tradicional - 1 noite

Transportes

Carrinha, Barco, Bicicleta

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído.

Valor indicativo: 250€

Testemunhos

Experiência inesquecível nas ilhas centrais da Atlantida com altos (Pico) e baixos (Fajãs), céus estrelados, águas quentes, gastronomia ímpar e fotografias intensas. Acima de tudo um grupo de viajantes e um guia que proporcionaram uma experiência humana única. Well done!
Rui L.