Os Povos das Filipinas

Com Eduardo Leal 14 fev a 02 mar 2021

Território pontuado por ilhas remotas e um sem-fim de terraços de arroz que encaram os céus como anfiteatros, as Filipinas conquistam-nos pela diversidade dos povos. Dos Applai das montanhas, às Mambabatok em extinção, aos pescadores Ivatan, esta é uma aventura à descoberta de tribos e rituais ancestrais.

Numa cultura rica em tradições e singular em paisagens de cultivo, exploramos as místicas grutas de Sagada e a remota aldeia de Luplupa, passando pelos vilarejos piscatórias do isolado arquipélago de Batanes. Sempre em proximidade com os locais, descobrimos o vale de Echo e os míticos rituais fúnebres. Caminhamos pelos desafiantes trilhos de Ifugao, com vista privilegiada para os arrozais, observando o quotidiano das aldeias de Kalinga. Na pitoresca aldeia de Buscalan, mergulhamos na história local e conhecemos Fang-Od, uma lenda viva que tem como título a última Mambabatok, uma tatuadora tradicional da região que outrora tatuava cortadores de cabeças e mulheres tribais. Esta é uma viagem que transcende lugares-comuns e nos convida a refletir sobre outras formas de encarar a memória, a história e a tradição.

  • Impacto cultural
    Partilhas alguns dias com comunidades tribais da Cordillera Filipina, onde és confrontado com rituais pouco convencionais que podem ser marcantes.
  • Esforço físico
    O foco da viagem é o contacto com as comunidades locais. No entanto, esta viagem é exigente fisicamente, uma vez que obriga a longas caminhadas - a mais longa com cerca de seis horas. Cinco dos dias da viagem são dedicados a percorrer trilhos montanhosos que nos levam a remotas povoações.
  • Nível de conforto
    Pernoitamos várias noites em aldeias isoladas nas montanhas, especialmente durante as caminhadas, onde dormimos em guesthouses com condições básicas. O alojamento nas cidades é confortável. A sensação de humidade, o calor e os insetos são constantes ao longo da viagem.

14 fev a 02 mar 2021

1770 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 800€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

1770€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Manila

À chegada, o Eduardo vai estar à tua espera no Aeroporto Internacional Ninoy Aquino, em Manila, para te dar as boas-vindas. Segues depois para o hotel, para descansares dos voos e para te reunires com os restantes viajantes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Manila

O ditado "Manila passou 400 anos num convento e 50 em Hollywood" revela o mundo de contrastes que é a capital do único país católico do Oriente. A cada esquina, os tons pastel colonial dos edifícios hispânicos rivalizam com as cores vibrantes dos arranha-céus desta megacidade asiática. 
Começamos a nossa aventura a explorar o berço de Manila - o bairro de Intramuros. Invadido por piratas chineses e corsários holandeses, cercado por galeões ingleses, e tomado por americanos e japoneses durante diferentes épocas da sua história, Intramuros espelha a multiculturalidade do país. Deambulamos por entre edifícios monumentais, deliciamo-nos com a gastronomia local nas várias bancas de comida de rua e perdemo-nos no gigantesco Parque Rizal. Ao final da tarde, juntamo-nos aos habitantes da cidade para celebrar o pôr do sol, na marginal da Baía de Manila.  

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Viagem para Sagada

Ainda de manhã, partimos rumo à Cordillera, o coração tribal do norte. A viagem, de carrinha, revela a paisagem rural das Filipinas, das aldeias paradas no tempo aos campos agrícolas de beira de estrada. Chegados a Sagada, a nossa primeira paragem na Cordillera Filipina, encara-nos o misticismo das montanhas, onde se escondem comunidades indígenas que adoram deuses primitivos e mantêm rituais seculares. 

Aproveitamos o final da tarde para descontrair nesta boémia vila, onde ainda prevalece a atmosfera dos anos 70, vestígios do tempo em que foi ocupada por artistas e intelectuais filipinos, exilados da ditadura de Marcos.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 4Sagada

Hoje, aventuramo-nos verdadeiramente pelas montanhas filipinas. Conhecida pelo seu intrincado sistema de grutas e canais subterrâneos, esta região é habitada pelo povo Applai. 
Começamos a manhã no místico Echo Valley, onde na verticalidade da montanha nos deparamos com caixões pendurados na face das rochas. Dita a crença local que a proximidade à montanha, tal como a elevação em direção aos céus, facilita a libertação dos espíritos. As cordas aparentemente frágeis, que envolvem os caixões, representam a ligação entre os mundos físico e espiritual. Uma crença milenar que continua a moldar a existência em Sagada e nos demonstra os simbolismos que os Applai atribuem à morte e à memória. 
No subsolo, debaixo da verdejante floresta, encontramos um novo e misterioso mundo: um vasto e intricado sistema de grutas. Percorremos os seus canais num percurso repleto de adrenalina que nos leva à gruta de Sumaging. Pelo caminho, surpreendem-nos as incríveis formações rochosa. Aproveitamos para nadar numa piscina natural desenhada pela água e pelo tempo.
Do mundo subterrâneo, regressamos à luz de Sagada para uma caminhada tranquila até à aldeia de Bangaa, onde vive a comunidade Applai. Aqui, somos recebidos e introduzidos aos costumes locais pelos nossos anfitriões. Aproveitamos o final da tarde para descontrair e repor energias, depois de um dia cheio de adrenalina, numa piscina natural com vista para a majestosa cascata de Bomod-ok.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 5Luplupa

Hoje é dia de madrugar, ao som do chilrear que ecoa no vale e rompe a madrugada. Deixamos a tranquilidade de Sagada para explorar Kalinga, a província vizinha conhecida pelas suas tribos guerreiras. 

A bordo de um colorido jeepney, atacamos a vertiginosa Mountain Trail, uma das estradas mais cénicas do país. À medida que subimos, a densa floresta tropical dá lugar a belos terraços de arroz arquitetados ao longo de séculos pelos agricultores locais. Saímos do jeepney para um autocarro que nos deixa no início de um trilho. O percurso até Luplupa é muito curto, mas dá-nos oportunidade de pisar caminhos invulgares e descobrir recantos inexplorados. São poucos os viajantes que chegam a esta remota aldeia no coração das Filipinas. Acolhidos pelo chefe de Luplupa, descobrimos os rituais locais e as histórias que tem para contar - muitas sobre o passado da província e das inúmeras guerras tribais que a marcaram.

Ainda hoje, aventuramo-nos por trilhos à descoberta de algumas aldeias vizinhas, com vista privilegiada para os arrozais. Aqui, conhecemos a história das últimas Mambabatok, tatuadoras tradicionais da região de Kalinga que, noutros tempos, tatuavam cortadores de cabeças e mulheres tribais. Uma conversa que revela a autenticidade deste povo e dos seus costumes. Regressamos à comunidade de Luplupa, onde pernoitamos.

Alimentação: Almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 6Caminhada Trilhos de Kalinga

Bem cedo, deixamos Luplupa para explorar os trilhos e as aldeias da província de Kalinga. Pelo caminho, cruzamos vales imensos e vertiginosos campos de arroz, testemunhamos o árduo trabalho dos agricultores e deliciamo-nos com as vistas para os picos das montanhas mais altas da Cordillera Filipina. Ainda durante a manhã, passamos por várias aldeias tribais conhecidas pelos seus guerreiros, e onde as lanças de guerra ainda são exibidas com orgulho.

Ao sabor de uma refeição típica preparada para nós, aproveitamos a tarde para relaxar nas margens do rio Chico na companhia dos nossos anfitriões. Ao fim da tarde, regressamos à comunidade de Luplupa.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 7Viagem para Banaue

Inspirados pelas tradições ancestrais de Luplupa, despedimo-nos da província de Kalinga. Novamente a bordo dos animados jeepney, percorremos as estradas montanhosas da Cordillera Filipina até à cidade de Banaue, na província de Ifugao. 

Aproveitamos a tarde para relaxar e recuperar energias nesta povoação bucólica, que amanhã é dia de nos aventurarmos nas desafiantes caminhadas pelos trilhos de Ifugao.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 8Caminhada Trilhos de Ifugao

Hoje madrugamos. Colocamos em pequenas mochilas o indispensável para passar duas noites e partimos para uma caminhada de três dias pelos trilhos que ligam as aldeias de Ifugao. 

Neste primeiro dia, espera-nos uma longa caminhada, de cerca de sete horas. Começamos a caminhar ao longo de uma densa floresta tropical que desemboca nos majestosos terraços de arroz desta região, um dos grandes ícones das Filipinas. Escavados na montanha há 2000 anos -  Escadaria para o Céu, como são conhecidos entre os Ifugaos -, oferecem-nos uma visão inesquecível que nos acompanha ao longo dos próximos dias. Chegados à pequena comunidade de Cambulo, somos recebidos pela população local e aproveitamos a sua envolvência serena para repor as energias, recuperando forças para um novo dia pelos trilhos de Ifugao.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 9Caminhada Trilhos de Ifugao

Despertamos numa casa tradicional como os locais, ao som dos animais e das crianças a brincar. A simplicidade da vida das tribos de Ifugao, juntamente com as suas crenças, fascinam qualquer visitante de terras distantes, como nós. 

Ainda pela manhã, partimos rumo a Batad. Numa caminhada curta, com cerca de três horas, mas desafiante devido às íngremes subidas, impressionamo-nos uma vez mais com os socalcos que compõem os campos de arroz. Já nas proximidades da vila montanhosa de Batad, fazemos um desvio por entre a paisagem alcatifada dos arrozais em direção à cascata Tappiya. Numa sequência de passos decididos e labirintos de cultivo, a visão da água em queda na paisagem dita o caminho. 

Após um revitalizante mergulho nesta cascata remota, subimos até ao centro da aldeia que nos acolhe durante o dia. A tarde é dedicada ao descanso. Da janela dos nossos quartos, apreciamos os campos de arroz de Batad, considerados Património Mundial pela UNESCO, e admiramos o reflexo dourado do sol no verde a perder de vista. Terminamos assim o dia, com vista para este anfiteatro, onde a natureza é artista e audiência.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 10Caminhada Trilhos de Ifugao

De mochila às costas, partimos para o nosso último dia de caminhada. Começamos bem cedo, com o sol a despertar na paisagem e a desvendar os majestosos terraços de arroz. Após um percurso de uma hora, chegamos a Bagan, uma aldeia aninhada nos arrozais, também ela considerada Património Mundial pela UNESCO. Daqui, regressamos de jeepney à cidade de Banaue, mas não sem antes pararmos nas piscinas naturais para descontrair e abrir o apetite para o almoço.

Depois de dias intensos a percorrer os trilhos de Ifugao, aproveitamos a tarde em Banaue para descansar e recuperar energias.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Vigan

Recuperados da caminhada em Ifugao, e após o pequeno-almoço, embarcamos numa carrinha que nos leva até à cidade colonial de Vigan, onde carruagens puxadas por cavalos percorrem as estreitas ruas de pedra. 

Fundada em 1572, Vigan é uma das cidades mais antigas das Filipinas. Desenhada na margem ocidental do rio Mestizo, era um importante centro político, militar, cultural e religioso nos tempos espanhóis. Hoje, o centro histórico de Vigan é um dos poucos lugares nas Filipinas que mantém a traça colonial original, uma vez que não foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial. 

Exploramos a cidade a partir da Plaza Salcedo, entre a história da arquitetura colonial, o orgulho dos artesãos locais nas tradições que mantêm vivas e um delicioso cheiro a empanadas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 12Clark

Regressamos à estrada, desta vez para rumar a sul, em direcção a Clark. Entre 1903 e 1991, Clark foi uma importante base da Força Aérea Americana. A influência norte-americana na cidade é, ainda hoje, bastante evidente. Aproveitamos o tempo em Clark para descansar e recordar os momentos passados nas montanhas, antes de partirmos para os últimos dias da nossa aventura.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 13Ilhas Batanes

Voltamos a madrugar, para sobrevoar pela primeira vez a ilha de Luzon, e aterrar no isolado arquipélago de Batanes, casa do resiliente e acolhedor povo Ivatan, com as suas pitorescas casas de pedra. Ficamos em Batad, uma ilha de paisagens arrebatadoras, onde o contraste do verde das colinas se mescla com o profundo azul do oceano Pacífico. 

Rendidos aos ritmos insulares, caminhamos tranquilamente até ao farol de Batad. O olhar alcança uma imagem épica, com a densa floresta tropical a precipitar-se no mar. Daí descemos até à praia de Chadpidan, para um merecido mergulho e, após o almoço, continuamos o nosso périplo. Exploramos os icónicos túneis de Dipnaysupuan, usados pelo exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Pelo caminho, assistimos ao quotidiano local, cruzando-nos com crianças a caminho da escola e adultos que regressam aos campos de cultivo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Ilhas Batanes

Pela manhã, deixamos a cidade e lançamo-nos a explorar o sul de Batad. Para descobrirmos o quotidiano de uma ilha rural, montamos em bicicletas e fazemos um longo, mas belíssimo circuito pelas aldeias, que nos ocupa o dia inteiro. Pedalamos por entre povoações do povo Ivatan, praias de areia branca, abrigos piscatórios e colinas verdes e acastanhadas repletas de búfalos de água que vivem livremente. A nossa aventura filipina aproxima-se do fim e é com o sol a mergulhar no horizonte que regressamos a Basco, a principal cidade do arquipélago, para celebrar mais um dia de descobertas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 15Ilhas Batanes

Levantamo-nos novamente com os primeiros raios de sol. Desta vez partimos até Ivana, numa viagem de carrinha por entre cenários verdejantes e caminhos que parecem fazer fronteira com o mar, que surge como um vislumbre a cada curva. Daí, apanhamos um barco que nos leva à ilha de Sabtang, um lugar onde a cultura e arquitetura Ivatan continuam intactas. Percorremos as aldeias históricas da ilha à boleia de um triciclo motorizado. Como numa viagem no tempo, somos seduzidos pelas casas de pedra com telhados de palha que pontuam as verdes montanhas. É dito que a robustez das pedras que formam as paredes serve de escudo contra as tempestades de chuva que varrem a região. 

Depois de passarmos a muralha de árvores que encaram o mar de frente, encontramos a praia de Moron. O areal claro e as águas límpidas convidam-nos a experimentar o mar tranquilo daquela que é considerada uma das mais belas praias das Filipinas. A manhã culmina num almoço em Basco, onde podemos provar algumas das especialidades da região. A tarde é livre para relaxares ou explorares outros pontos da ilha ao teu ritmo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Manila

Deixamos Basco e voamos em direção a Manila. Ficamos hospedados num hotel em Ermita, onde é possível sentir o pulsar daquele que é considerado o centro urbano da cidade. O resto do dia é livre, para que te possas despedir desta viagem ao teu ritmo: seja a descobrir as ruas densamente povoadas da cidade, a observar o contraste entre a arquitetura colonial espanhola e os arranha-céus forrados a vidro, ou simplesmente a desfrutar da buko pie, uma iguaria tradicional de Manila, com notas de coco envoltas na doçura do leite condensado.

O jantar é de despedida, mas também de celebração. Vamos revisitar memórias e relembrar os momentos passados a descobrir as ilhas das Filipinas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Manila e Voo de Regresso

Chegou a hora das despedidas. O Eduardo leva-te ao aeroporto, de acordo com o horário do teu voo de regresso a casa. Na memória vão os dias passados a conhecer os povos e a cultura das Filipinas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa, incluindo voos internos
12 pequenos-almoços, 4 almoços e 4 jantares
Entradas nas Reservas Naturais
Guias locais

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação não especificada (cerca de 15€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Os cidadãos com passaporte português não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Precisas apenas do teu passaporte com validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem.

  • Se quiser chegar a Manila uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Manila um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te informações relativas ao preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra, neste mesmo alojamento em Manila, no final da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Nas cidades e vilas - Manila, Banaue, Vigan, Basco e Clark -, ficamos alojados em hotéis bem localizados, em quartos de duas ou três camas. As casas de banho têm água quente e sanitários europeus. 

    Em Sagada, pernoitamos num hotel inserido numa tradicional quinta de café da região. Envolvido na bela paisagem montanhosa da Cordillera Filipina, aqui dormimos em camaratas de duas, três ou cinco pessoas. As casas de banho são partilhadas.

    Devido ao isolamento, nas aldeias da região de Kalinga ficamos alojados em guesthouses de famílias locais, que nos farão sentir em casa. Nestas idílicas casas 'perdidas' na Cordillera Filipina, as condições são básicas. Em ambos os casos, dormimos em colchões no chão, em quartos de quatro ou seis pessoas. Existe apenas uma casa de banho disponível, que será partilhada entre todos. 

    Já na região de Ifugao, ficamos hospedados em guesthouses especialmente desenhadas para albergar viajantes que, como nós, se atrevem a penetrar nesta região montanhosa. Apesar do isolamento, estes alojamentos são mais confortáveis que os de Kalinga. Aqui, ficamos alojados em quartos de duas camas e as casas de banho são partilhadas.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nas cidades e povoações mais pequenas, há restaurantes de vários tipos de cozinha, incluindo ocidental. Para além destes, iremos dar-te a experimentar a gastronomia local através dos restaurantes, mas também das famosas bancas de comida de rua asiáticas. Muitos dos pratos da região são baseados em diferentes tipos de massa e arroz.

    Durante os dias de caminhada na Cordillera, a alimentação é fornecida pela Nomad e inclui pequeno-almoço, almoço e jantar. Os pequenos-almoços variam, mas refletem a cozinha local: massas ou arroz, ovos, bolachas, chá, café. Os almoços serão refeições para piquenique, que te serão entregues de manhã, antes de iniciarmos a caminhada. Os jantares são sempre refeições quentes confecionadas no local onde pernoitamos, refletindo a cozinha local. Poderás esperar refeições completas com pratos que podem ser de carne, arroz, massas e legumes, mas com as restrições compreensíveis pelo facto de nos encontrarmos em povoações bastante isoladas.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda usada nas Filipinas é o peso filipino (PHP). Os pagamentos que faças durante a viagem serão nesta moeda.

    Podes trocar dinheiro em casas de câmbio em Manila ou levantar em máquinas ATM (as taxas são elevadas neste caso). Caso queiras trocar dinheiro, podes trazê-lo em euros ou dólares (é indiferente) e, no dia da chegada, o líder Nomad mostra-te onde o podes trocar, para as despesas da viagem.

    Durante o programa, não está incluída alguma da alimentação. Não estão também incluídas água e outras bebidas, nem algum snack que queiras fazer num local de paragem. Estimamos que as despesas de alimentação rondem, em média, os 15€ por dia. Todas as entradas e atividades descritas no programa estão incluídas.

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Nas cidades principais, há wi-fi nos hotéis, restaurantes e cafés, mas o acesso à internet nem sempre é muito rápido. Há também uma boa cobertura de 4G nas cidades. Podes comprar facilmente um cartão de telemóvel local, se quiseres. A cobertura de rede móvel é abrangente, no entanto, nos percursos entre cidades e durante os dias de caminhada nas montanhas da Cordillera Filipina, é comum não haver acesso à rede móvel, wi-fi e a eletricidade. 

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Recorremos a um leque muito alargado de meios de transporte. Realizamos dois percursos de avião (cada trajeto demora cerca de uma hora), fazemos deslocações de barco, de triciclo motorizado e de bicicleta, nas ilhas Batanes. Devido ao terreno acidentado e às poucas estradas disponíveis na ilha, a maioria das deslocações terrestres são feitas em carrinhas reservadas para o nosso grupo. Em deslocações mais curtas, recorremos aos característicos jeepneys e a autocarros públicos 4x4. Nas cidades, deslocamo-nos principalmente a pé ou recorrendo a táxis e autocarros locais.

  • Como é o clima durante a viagem?

    As Filipinas apresentam um clima tropical - quente e húmido -, com duas temporadas muito distintas: a estação das monções e a estação seca. A nossa viagem desenrola-se na estação seca. 

    Durante o dia, espera temperaturas na casa dos 20ºC ou 30ºC, dependendo das regiões, e níveis de humidade elevados. As noites, especialmente na região da Cordillera Filipina, tornam-se amenas e agradáveis, já que as temperaturas descem consideravelmente, rondando os 15°C. Apesar de viajarmos na estação seca, ocasionalmente poderá chover.

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Em montanha e nos ambientes de outdoor, as distâncias não são medidas em quilómetros, mas em horas. Devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros. Nos cinco dias em que nos deslocamos a pé pelos trilhos, caminhamos cerca de cinco a seis horas por dia, em terrenos por vezes inclinados, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais (saco-cama, cantil, comida, muda de roupa, máquina fotográfica, etc.)

  • Não tenho experiência de longas caminhadas. Esta viagem é para mim?

    Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para percorrer uma paisagem pouco explorada pelo turismo, dormindo em aldeias remotas e com condições básicas. Em alguns momentos, terás de empenhar alguma perseverança, mas os dias são descontraídos e tranquilos. Tem em consideração o cansaço e o desconforto de caminhar numa área tropical onde o calor, a humidade, a chuva e a presença de insetos fará parte da experiência.

    Nos cinco dias pelos trilhos da Cordillera Filipina, caminhamos em média cinco a seis horas por dia, em terrenos por vezes inclinados e lamacentos, carregando apenas uma mochila (idealmente de 30L) com os pertences individuais e comida (mudas de roupa, toalha, chinelos, impermeável, 2 a #3L de água e outros itens, como a máquina fotográfica).

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Filipinas

Atividades

Bicicleta, Caminhada, Descoberta cultural

Dormida

Guesthouse: 4 noites, Hotel: 12 noites

Transportes

Autocarro, Avião, Barco, Bicicleta, Carrinha, Jeepney

Reservas

Min: 4 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 800€

Testemunhos

Foi uma viagem de descoberta, ao universo paralelo das Filipinas. O Eduardo Leal é uma pessoa fantástica, que cria uma ligação única com o grupo. Uma experiência que nunca esquecerei.
Carlos M.