Nova Viagem

Os Povos das Filipinas

Com Eduardo Leal 23 fev a 10 mar 2020

Pontuada por ilhas remotas e um sem fim de terraços de arroz que encaram os céus como anfiteatros, exploramos as Filipinas e deixamo-nos contagiar pela diversidade dos seus povos. Dos Applai das montanhas às Mambabatok em extinção ou aos pescadores Ivatan surpreendemo-nos a cada instante pela riqueza das tribos e rituais ancestrais das Filipinas.

Deixamo-nos envolver por uma cultura rica em tradições e singular em paisagens de cultivo, das místicas grutas de Sagada à remota aldeia de Luplupa, passando pelos vilarejos piscatórias do isolado arquipélago de Batanes. Sempre num ambiente de proximidade com os povos locais, descobrimos o vale de Echo, onde na verticalidade da montanha nos deparamos com caixões pendurados na face das rochas. Caminhamos pelos desafiantes trilhos de Ifugao, com vista privilegiada para os arrozais e com a companhia dos locais que constroem o seu quotidiano entre as aldeias de Kalinga. Na pitoresca aldeia de Buscalan, mergulhamos na história local e conhecemos Fang-Od, uma lenda viva que tem como título a última Mambabatok, uma tatuadora tradicional da região que, no seu tempo, tatuava os cortadores de cabeças e mulheres tribais. Esta é uma viagem que transcende lugares comuns e nos convida a reflectir sobre outras formas de encarar a memória, a história e a tradição.

  • Impacto cultural
    Irá partilhar alguns dias com comunidades tribais da Cordillera Filipina, onde será confrontado com rituais pouco convencionais que poderão ser marcantes.
  • Esforço físico
    O foco da viagem está no contacto com as comunidades locais. No entanto, esta viagem é exigente fisicamente, uma vez que obriga a longas caminhadas (a caminhada mais longa dura cerca de 6 horas, sendo que cinco dias da viagem são dedicados a percorrer trilhos montanhosos que nos levam a remotas povoações).
  • Nível de conforto
    Pernoitamos várias noites em aldeias isoladas nas montanhas, especialmente durante as caminhadas onde dormimos em guesthouses com condições básicas. O alojamento nas cidades é confortável. A sensação de humidade, o calor e os insetos serão constantes ao longo da viagem.

23 fev a 10 mar 2020

1650 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 800€

Número de viajantes

1650€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Manila

À chegada, o Eduardo vai estar à sua espera no Aeroporto Internacional Ninoy Aquino, em Manila, para lhe dar as boas vindas. Segue depois para o hotel, para descansar dos voos e para se reunir com os restantes viajantes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Manila

O ditado "Manila passou 400 anos num convento e 50 em Hollywood" revela o mundo de contrastes que é a capital do único país católico do Oriente. A cada esquina, os tons pastel colonial dos edifícios hispânicos rivalizam com as cores vibrantes dos arranha-céus desta megacidade asiática. 

Começamos a nossa aventura filipina a explorar o berço de Manila - o bairro de Intramuros. Invadido por piratas chineses e corsários holandeses, cercado por galeões ingleses e tomado por americanos e japoneses durante diferentes épocas da sua história, Intramuros espelha a multiculturalidade do país. Deambulamos por entre edifícios monumentais, deliciamo-nos com a gastronomia local nas várias bancas de comida de rua e perdemo-nos no gigantesco Parque Rizal. Ao final da tarde, juntamo-nos aos habitantes da cidade para celebrar o pôr-do-sol na marginal da Baía de Manila.  

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Viagem para Sagada

Ainda de manhã, partimos rumo à Cordillera - o coração tribal do norte. A viagem, de carrinha, revela a paisagem rural das Filipinas, das aldeias paradas no tempo aos campos agrícolas de beira de estrada. Chegados a Sagada, a nossa primeira paragem na Cordillera Filipina, deixamo-nos contagiar pelo misticismo das montanhas que escondem comunidades indígenas que adoram deuses primitivos e mantêm rituais seculares. 

Aproveitamos o final da tarde para descontrair nesta boémia vila onde ainda prevalece a atmosfera dos anos 70, vestígios do tempo em que foi ocupada por artistas e intelectuais filipinos - exilados da ditadura de Marcos.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 4Sagada

É neste dia que nos aventuramos verdadeiramente pelas montanhas filipinas. Conhecida pelo seu intrincado sistema de grutas e canais subterrâneos, esta região é habitada pelo povo Applai. 

Começamos a manhã no místico Echo Valley, onde na verticalidade da montanha nos deparamos com caixões pendurados na face das rochas. Dita a crença local que a proximidade à montanha, tal como a elevação em direção aos céus, facilita a libertação dos espíritos. As cordas, aparentemente frágeis que envolvem os caixões, representam a ligação entre o mundo físico e espiritual. Uma crença milenar que continua a moldar a existência em Sagada. Sentimos o peso do passado e, com atenção, conseguimos reconhecer os simbolismos que os Applai atribuem à morte e à memória. 

No subsolo, debaixo da verdejante floresta, encontramos um novo e misterioso mundo: um vasto e intricado sistema de grutas. Percorremos os seus canais num percurso repleto de adrenalina que nos leva à gruta de Sumaging. Pelo caminho, deixamo-nos surpreender por incríveis formações rochosas e aproveitamos para nadar numa piscina natural desenhada pela água e pelo tempo.

Do mundo subterrâneo, regressamos à luz de Sagada para uma caminhada tranquila até à aldeia de Bangaa, onde vive a comunidade Applai. Aqui, somos recebidos e introduzidos aos costumes locais pelos nossos anfitriões. Aproveitamos o final da tarde para descontrair e repor energias, depois de um dia cheio de adrenalina, numa piscina natural com vista para majestosa cascata de Bomod-ok.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 5Buscalan

Hoje é dia de madrugar. Acordamos com os primeiros raios de sol, ao som do chilrear que ecoa no vale e rompe a madrugada. Deixamos a tranquilidade de Sagada para explorar a vizinha província de Kalinga, conhecida pelas suas tribos guerreiras. 

A bordo de um curioso jeepney - um colorido autocarro colectivo 4x4 - atacamos a vertiginosa “Mountain Trail”, uma das estradas mais cénicas do país. À medida que subimos, a densa floresta tropical dá lugar a belos terraços de arroz arquitetados ao longo de séculos pelos agricultores locais. Terminada a viagem de jeepney, apanhamos “boleia” de moto-táxis, que nos deixam no início de um trilho, de onde partimos para uma curta caminhada até à aldeia de Buscalan onde somos acolhidos por uma família local.  

É nesta pitoresca aldeia, com vista privilegiada para os arrozais, que conhecemos a história de Fang-Od, a última Mambabatok, uma tatuadora tradicional da região de Kalinga que, no seu tempo, tatuava os cortadores de cabeças e mulheres tribais. Esta conversa serve de mote para explorar a aldeia e partilhar o quotidiano da população local. 

À noite reunimo-nos com toda a comunidade de Buscalan para um jantar tradicional.

Alimentação: Almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 6Caminhada pelos Trilhos de Kalinga

Pela manhã, pé ante pé, começamos a caminhar em direção à aldeia de Luplupa. A caminhada dura cerca de cinco horas, mas permite-nos conhecer trilhos invulgares e descobrir recantos inexplorados da província de Kalinga. 

Pelo caminho, cruzamos vales imensos e vertiginosos campos de arroz, testemunhamos o árduo trabalho dos agricultores e deliciamo-nos com as vistas para os picos das montanhas mais altas da Cordillera Filipina. Antes de chegarmos ao nosso destino, passamos por várias aldeias tribais conhecidas pelos seus guerreiros e onde as lanças de guerra ainda são exibidas com orgulho.

Durante a tarde, chegamos a Luplupa onde iremos pernoitar. São poucos os viajantes que chegam a esta remota aldeia no coração das Filipinas. Acolhidos pelo chefe de Luplupa, descobrimos os rituais desta aldeia e deixamo-nos envolver pelas histórias que este lugar tem para contar, muitas delas sobre o passado da província e das inúmeras guerras tribais que marcaram a região.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 7Viagem para Banaue

Inspirados pelas tradições ancestrais de Luplupa despedimo-nos da província de Kalinga. Novamente a bordo dos animados jeepney, percorremos as estradas montanhosas da Cordillera Filipina até alcançarmos a cidade de Banaue, na província de Ifugao. 

Aproveitamos a tarde para relaxar e recuperar energias nesta bucólica povoação. Amanhã, aventuramo-nos nas desafiantes caminhadas pelos trilhos de Ifugao.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Caminhada pelos Trilhos de Ifugao

Hoje madrugamos. Colocamos em pequenas mochilas uma muda de roupa e o indispensável para passar duas noites, e partimos para uma caminhada de três dias pelos trilhos que ligam as aldeias de Ifugao. 

Neste primeiro dia, espera-nos uma longa caminhada (cerca de 7 horas). Começamos a caminhar ao longo de uma densa floresta tropical que desemboca nos majestosos terraços de arroz desta região, um dos grandes ícones das Filipinas. Escavados na montanha há 2000 anos, as "Escadaria para o Céu" - como são conhecidas entre os Ifugaos -  proporcionam uma visão inesquecível que nos acompanhará ao longo dos próximos dias. Chegados à pequena comunidade de Cambulo somos recebidos pela população local e aproveitamos a sua envolvência e serenidade para repor as energias e ganhar forças para um novo dia pelos trilhos de Ifugao.

Alimentação: Jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 9Caminhada pelos Trilhos de Ifugao

Despertamos numa casa tradicional como os locais, ao som dos animais e das crianças a brincar. A simplicidade da vida das tribos de Ifugao, juntamente com as suas crenças fascinam qualquer visitante de terras distantes, como nós. 

Ainda pela manhã, partimos rumo a Batad. Numa caminhada curta (cerca de 3 horas), mas desafiante devido às íngremes subidas, deixamo-nos impressionar mais uma vez pelos socalcos que compõem os campos de arroz. Já nas proximidades da vila montanhosa de Batad, fazemos um desvio por entre a paisagem alcatifada dos arrozais em direção à cascata Tappiya. Numa sequência de passos decididos e labirintos de cultivo, a visão da água em queda na paisagem dita o caminho. 

Após um reconfortante mergulho nesta remota e isolada cascata, subimos até ao centro da aldeia que nos irá acolher durante esse dia. A tarde é dedicada ao descanso. Da janela dos nossos quartos apreciamos os campos de arroz de Batad e admiramos o reflexo dourado do sol no verde a perder de vista. Um cenário que nos remete para o imaginário de um anfiteatro onde a natureza é artista e audiência. Terminamos assim o dia com vista para aquele que é considerado património mundial da Unesco.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 10Caminhada pelos Trilhos de Ifugao

De mochila às costas, partimos para o nosso último dia de caminhada. Começamos bem cedo, com o sol a despertar na paisagem e a desvendar os majestosos terraços de arroz. Após um percurso de três horas, chegamos a Bagan, uma aldeia aninhada nos arrozais, também ela considerada património da Unesco. Daqui, regressamos de jeepney à cidade de Banaue, mas não sem antes pararmos nas piscinas naturais para descontrair e abrir o apetite para o almoço.

Depois de dias intensos a percorrer os trilhos de Ifugao, aproveitamos a tarde em Banaue para descansar e recuperar energias.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Hotel

Dia 11Vigan

Recuperados da caminhada em Ifugao, e após o pequeno-almoço, embarcamos numa carrinha que nos levará até à cidade colonial de Vigan, onde carruagens puxadas por cavalos percorrem as estreitas ruas de pedra. 

Fundada em 1572, Vigan é uma das cidades mais antigas das Filipinas. Desenhada na margem ocidental do rio Mestizo, Vigan era nos tempos espanhóis um importante centro político, militar, cultural e religioso. Hoje, o centro histórico de Vigan é um dos poucos lugares nas Filipinas que mantém a traça colonial original, uma vez que não foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial. 

Exploramos a cidade a partir da Plaza Salcedo e sentimos o peso da história na arquitetura colonial, no orgulho que os artesãos locais demonstram ao manterem as tradições antigas ou no cheiro das empanadas, que continuam a fazer as delícias de crianças e graúdos.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 12Clark

Regressamos à estrada, desta vez para rumar a sul, em direcção a Clark. Entre 1903 e 1991, Clark foi uma importante base da Força Aérea Americana. A influência norte-americana na cidade é, ainda hoje, bastante evidente. Aproveitamos o tempo em Clark para descansar e recordar os momentos passados nas montanhas antes de partirmos para os últimos dias da nossa aventura.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 13Ilhas Batanes

Hoje voltamos a madrugar. Sobrevoamos, pela primeira vez, a ilha de Luzon para aterrar no isolado arquipélago de Batanes, casa do resiliente e acolhedor povo Ivatan, com as suas pitorescas casas de pedra. Baseamo-nos em Batad, uma ilha de paisagens arrebatadoras onde o contraste do verde das colinas se mescla com o profundo azul do oceano Pacífico. 

Deixamo-nos embalar pelos ritmos insulares e tranquilamente caminhamos até ao farol de Batad e aos montes de Vayang. Lá em cima, a vista que o nosso olhar alcança é arrebatadora - a densa floresta tropical precipita-se no mar provocando uma imagem épica. Ainda desconcertados por tamanha beleza, descemos até à praia de Chadpidan para um merecido mergulho. Após o almoço, continuamos o nosso périplo e descobrimos os icónicos túneis de Dipnaysupuan, usados pelo exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Pelo caminho cruzamo-nos com as crianças que vão para a escola e os adultos que regressam aos campos de cultivo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Ilhas Batanes

Pela manhã, deixamos a cidade e lançamo-nos a explorar o sul de Batad. Para descobrirmos o quotidiano de uma ilha rural, montamos em bicicletas e fazemos um passeio pelas aldeias, que nos ocupará o dia inteiro. Vamos pedalar por entre povoações do povo Ivatan, praias de areia branca, abrigos piscatórios e colinas verdes e acastanhadas repletas de búfalos de água que vivem livremente. A nossa aventura filipina aproxima-se do fim e é com o sol a mergulhar no horizonte que regressamos a Basco - a principal cidade do arquipélago - para celebrar mais um dia de descobertas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 15Ilhas Batanes

Levantamo-nos novamente com os primeiros raios de sol. Desta vez partimos até Ivana, numa viagem de carrinha por entre cenários verdejantes e caminhos que parecem fazer fronteira com o mar, que aparece como um vislumbre a cada curva. Daí, apanhamos um barco que nos leva à ilha de Sabtang, um lugar onde a cultura e arquitetura Ivatan continuam intactas. Percorremos as aldeias histórias da ilha à boleia de um triciclo motorizado. Como numa viagem no tempo, deixamo-nos deslumbrar pelas casas de pedra com telhados de palha que habitam entre as verdes montanhas. É dito que a robustez das pedras que formam as paredes servem de escudo contra as tempestades de chuva que varrem a região. 

Depois de passarmos a muralha de árvores que encaram o mar de frente, encontramos a praia de Moron. O areal claro e as águas límpidas convidam-nos a experimentar o mar tranquilo daquela que é considerada uma das mais belas praias das Filipinas.

A manhã culmina num almoço em Basco, onde vamos poder provar algumas das especialidades da região. A tarde é livre para relaxar ou para ser passada a explorar outros pontos da ilha ao seu ritmo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Manila

Deixamos Basco e voamos em direção a Manila. Ficamos hospedados num hotel em Ermita, onde é possível sentir o pulsar daquele que é considerado o centro urbano da cidade. O resto do dia é livre para que se possa despedir desta viagem ao seu ritmo: seja a descobrir as ruas densamente povoadas da cidade, a observar o contraste entre a arquitetura colonial espanhola e os arranha-céus forrados a vidro ou simplesmente a desfrutar da Buko Pie, uma iguaria tradicional de Manila onde vai poder sentir notas de coco envoltas na doçura do leite condensado.

O jantar será de despedida, mas também de celebração. Vamos revisitar memórias e relembrar os momentos passados a descobrir as ilhas das Filipinas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Manila e Voo de Regresso

Chegou a hora de se despedir das Filipinas. O Eduardo vai levá-lo ao aeroporto de acordo com o horário do seu voo de regresso.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento de líder Nomad
Alojamento durante todo o programa
Transportes locais
Voos internos
Entradas nas Reservas Naturais
Guias locais
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)
13 pequenos-almoços, 4 almoços e 4 jantares

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação não referida (cerca de 15€ por dia)
Extras pessoais
Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Os cidadãos com passaporte português não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Precisa apenas de passaporte com validade mínima de 6 meses após a data de fim da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Nesta viagem, as características do alojamento variam bastante na qualidade dos serviços que oferecem, resultado da diversidade de lugares por onde passamos. Desde hotéis localizados no centro das cidades, a rudimentares guest houses perdidas nas montanhas, passando por alojamentos de carácter mais familiar, onde se sentirá em casa.

    Nas cidades e vilas - Manila, Banaue, Vigan, Basco e Clark - ficamos alojados em hotéis bem localizados, em quartos de duas ou três camas. Nestes alojamentos as casas de banho têm água quente e sanitários europeus. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região.

    Em Sagada pernoitamos num hotel inserido numa tradicional quinta de café da região. Envolvido na bela paisagem montanhosa da Cordillera Filipina, neste alojamento dormimos em camaratas de duas, três ou cinco pessoas. As casas de banho são partilhadas.

    Devido ao  isolamento, nas aldeias da região de Kalinga ficamos alojados em guest houses de famílias locais que nos farão sentir em casa. Nestas idílicas casas “perdidas” na Cordillera Filipina, as condições são básicas. Em ambos os casos, dormimos em colchões instalados no chão, em quartos que albergam quatro ou seis pessoas. Existe apenas uma casa de banho disponível que será partilhada entre todos. 

    Já na região de Ifugao ficaremos hospedados em guesthouses especialmente desenhadas para albergar viajantes que, como nós, se atrevem a penetrar nesta região montanhosa. Apesar do isolamento, estes alojamentos são mais confortáveis que os de Kalinga. Aqui, ficamos alojados em quartos de duas camas. As casas de banho são partilhadas.

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Em montanha e nos ambientes de outdoor, as distâncias não são medidas em quilómetros, mas em horas. Devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros. Nos cinco dias em que nos deslocamos a pé pelos trilhos caminhamos cerca de 5 a 6 horas por dia, em terrenos por vezes inclinados, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais (saco-cama, cantil, comida, muda de roupa, câmara fotográfica, etc.).

  • Não tenho experiência de longas caminhadas, esta viagem é para mim?

    Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para percorrer uma paisagem pouco explorada pelo turismo, dormindo em aldeias remotas e com condições básicas. Terá de, em alguns momentos, empenhar alguma perseverança mas os dias são descontraídos e tranquilos. Leve em consideração o cansaço e desconforto de caminhar numa área tropical onde o calor, a humidade, a chuva e a presença de insetos fará parte da experiência.

    Nos cinco dias pelos trilhos da Cordillera Filipina caminhamos em média cerca de 5 a 6 horas por dia, em terrenos por vezes inclinados e lamacentos, carregando apenas uma mochila (idealmente de 30L) com os pertences individuais e comida (mudas de roupa, toalha, chinelos, impermeável, 2 a 3L de água e outros itens como a câmera fotográfica).

  • Como são os transportes na viagem?

    Recorremos a um leque muito alargado de meios de transporte. Realizamos dois percursos de avião (cada trajeto demora cerca de 1h), deslocações de barco, triciclo motorizado e de bicicleta nas ilhas Batanes. Devido ao terreno acidentado e às poucas estradas disponíveis na ilha, a maioria das deslocações terrestres serão feitas em carrinhas fretadas para o nosso grupo. Em deslocações mais curtas, recorremos aos característicos jeepneys - autocarros públicos 4x4 - e a moto-táxis para o nosso grupo. 

    Nas cidades delocamo-nos principalmente a pé ou recorrendo a táxis e autocarros locais.

  • Que clima devo esperar nesta viagem?

    As Filipinas apresentam um clima tropical - quente e húmido - com duas temporadas muito distintas: a estação das monções e a estação seca. A nossa viagem desenrola-se na estação seca. 

    Espere temperaturas durante o dia na casa dos 20ºC ou 30ºC, dependendo das regiões, e níveis de humidade elevados. À noite, especialmente na região da Cordillera Filipina, as temperaturas descem consideravelmente (cerca de 15°C), tornando-se amenas e agradáveis. Apesar de viajarmos na estação seca, ocasionalmente poderá chover. 

  • Se pretender chegar a Manila uns dias mais cedo posso reservar convosco o alojamento? E se pretender ficar mais dias no fim da viagem?

    Se pretender chegar a Manila um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar para si noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faça o pedido assim que saiba as datas da sua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-lhe informações relativas ao preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-lhe noites extra, neste mesmo alojamento em Manila, no final da viagem.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem para que possa ter a flexibilidade de escolher onde quer comprar o voo e de onde quer partir. 

    Se pretender comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorra aos nossos parceiros, Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso, poderá também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consulte motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que lhe apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deve comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidir inscrever-se na viagem, receberá um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já pode proceder à reserva dos voos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tem a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais lhe agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos solicitar-lhe os detalhes da sua reserva e horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à sua espera no aeroporto para o levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Sim, maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho. E não tem que pagar qualquer suplemento por isso. 

  • Com quem irei partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o seu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projecto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de 1 mês da data de partida para a viagem.

Resumo de viagem

Destinos

Filipinas

Atividades

Descoberta Cultural, Caminhada, Bicicleta

Dormida

Hotel - 12 noites, Guesthouse - 4 noites

Transportes

Avião, Barco, Bicicleta, Carrinha, Jeepney, Autocarro, Moto-táxi

Reservas

Min: 4 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 800€