Viagem Esgotada

Na Selva do Bornéu

Com Nelson Paiva 16 nov a 02 dez 2018

Selvas primárias, árvores majestosas, animais exóticos. A ilha do Bornéu é o derradeiro destino de aventura para os amantes de latitudes equatoriais. Naquela que é a maior ilha do continente asiático, a natureza intocada é um convite irresistível para exploradores mais audazes.

Remoto, inexplorado, raro: o Bornéu é um desafio à espera de ser enfrentado. A passagem por ambientes urbanos faz-nos imergir na riqueza cultural desta intrigante ilha. Mas o prato forte da viagem é a descoberta da luxuriante selva profunda. Percorremos os exigentes trilhos dos parques naturais do Mulu e do Maliau e deslumbramo-nos com a extraordinária biodiversidade que a densa floresta esconde. Os trekkings levam-nos do misterioso mundo subterrâneo das grutas até às vertiginosas copas das árvores milenares que compõem a paisagem tropical. Pelo caminho observamos a riquíssima e fascinante fauna autóctone e refletimos sobre os violentos impactos da desflorestação.

  • Impacto cultural
    Esta é uma viagem dedicada à exploração da selva. No entanto, estará exposto a costumes muito diferentes daqueles a que está habituado nos contactos com a população nas visitas às cidades e aldeias.
  • Esforço físico
    Os 7 dias de trekking realizam-se em selva primária onde a humidade e a chuva podem dificultar a caminhada. Caminhamos cerca de 6 horas por dia, em terrenos por vezes bastante inclinados, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais. Os carregadores levarão o equipamento mais pesado.
  • Nível de conforto
    Pernoitamos várias noites em camaratas, especialmente durante os trekkings onde dormimos em refúgios bastante remotos e com condições básicas. O alojamento nas cidades é confortável. A sensação de humidade, o calor e os insectos serão constantes ao longo da viagem.

16 nov a 02 dez 2018

1830 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 800€

Outras datas disponíveis:

Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada a Kuching

Bem-vindo a Kuching, a cidade dos gatos (Kuching significa gato em Malaio). O Nelson vai recebê-lo no Aeroporto Internacional de Kuching e acompanhá-lo até ao hotel. Terá tempo para se acomodar, descansar do longo voo e conhecer os restantes elementos do grupo.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Kuching

Kuching - a capital do estado de Sarawak - é uma cidade calma mas cheia de contrastes, resultado da multiculturalidade que marca a sua história. Começamos por explorar aquela que é talvez a rua mais carismática da cidade: a Carpenter Street. Descobrimos o buliço da vida à beira rio e provamos a famosa Laksa, uma sopa de noodles picante, que é o prato assinatura da região.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Semadang

Pela manhã, deixamos Kuching e partimos em direção à nossa primeira experiência na selva do Bornéu. A primeira paragem é a pacata povoação de Semadang. Ali, visitamos o colorido mercado local e deslumbramo-nos com a variedade e o exotismo dos frutos e vegetais da região, alguns dos quais crescem livremente na selva.

Após um reconfortante almoço num restaurante local, partimos num pequeno barco selva adentro, até chegarmos ao alojamento. A via fluvial é a única para chegarmos a este lugar remoto e singular. O resto do dia será relaxado e dedicado a explorar as imediações. Os locais revelam-nos os segredos da selva e ensinam-nos a interpretá-la. Aprendemos sobre os frutos e as ervas comestíveis, sobre os que tem efeitos curativos e sobre os que podem ser prejudiciais. O jantar será preparado pelos nossos anfitriões, que recebem com agrado a ajuda ou a atenção de quem quiser participar deste momento de partilha e interação cultural.

Alimentação: Jantar
Dormida: Guest House

Dia 4Trekking Semadang

É neste dia que nos aventuramos verdadeiramente pela selva do Bornéu. Caminhamos, cerca de 6 horas, num ambiente tropical onde a pujança da floresta é avassaladora. A riqueza natural deste meio surpreende e deslumbra a cada passo: descobrimos rios, cascatas e grutas e desbravamos trilhos inexplorados. De vista cheia, regressamos ao alojamento durante a tarde para relaxar e recarregar baterias para os desafios dos próximos dias.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guest House

Dia 5Parque Nacional Mulu

Despedimo-nos dos nossos anfitriões para rumar ao famoso Parque Nacional Mulu. Conhecido pela sua incrível biodiversidade, este é um dos destinos de natureza mais fascinantes do Sudeste Asiático.

Após um curto voo, chegamos às instalações do parque, onde ficaremos hospedados. Temos ainda tempo de vaguear livremente pelas imediações. Com a ajuda dos frontais, aproveitamos o cair da noite para imergir nos sons da selva e observar as diversas espécies animais que saem dos seus esconderijos apenas quando protegidos pela escuridão.

Alimentação: -
Dormida: Bangaló

Dia 6Parque Nacional Mulu

O Parque Nacional Mulu é uma imensa área protegida, repleta de tesouros naturais prontos a descobrir. É chegada a altura de os desvendarmos. No subsolo, debaixo da frondosa floresta, encontramos um novo e misterioso mundo: um vasto e intricado sistema de grutas. A descida é feita com recurso a cordas fixas, instaladas no percurso. Primeiro, revela-se a beleza das gigantescas câmaras repletas de estalactites e estalagmites. Depois, surpreendemo-nos com a curiosa vida animal que habita na escuridão, como é o caso da Racer Snake - uma cobra, conhecida pela forma como caça animais voadores.

Do mundo subterrâneo, ascendemos aos céus da selva do Bornéu. Através de um sistema de passagens aéreas que ligam as canópias das árvores, observamos a floresta de cima. Suspenso a cerca de 20m do chão, este é o maior sistema do género no mundo inteiro. Dali desfrutamos de uma perspetiva única e impressionante das diversas espécies de árvores que existem neste habitat. Durante cerca de duas horas percorremos estes passadiços e observamos a selva luxuriante.

Alimentação: -
Dormida: Bangaló

Dia 7Trekking Pinnacles

Chegou a altura de enfrentarmos o trekking mais emblemático do Parque Nacional Mulu. Esta é a melhor forma de descobrir os encantos desta magnífica reserva, qualificada como Património Mundial da UNESCO.

O dia arranca com a descoberta da Deer Cave, a gruta com a maior passagem do mundo. Ali coabitam, pelo menos, 12 espécies de morcegos, perfazendo uma população total de cerca de 3 milhões de mamíferos. De gruta em gruta, partimos para a Clearwater Cave. Neste habitat proliferam espécies únicas de plantas. É o caso da planta de uma folha (Monophyllaea Pendula) que só ali pode ser encontrada, e das curiosas algas, sensíveis à luz, que crescem em certas rochas.

Ao emergir das grutas, deparamo-nos com uma paisagem que convida a relaxar: nas piscinas naturais, aproveitamos para dar umas braçadas e depois, mergulhados no isolamento da selva, desfrutamos tranquilamente do nosso picnic. Após o almoço, retomamos o caminho. Seguimos de barco, pelo rio Kuala Litut até Long Litut, onde começa o trilho que nos levará até ao refúgio. Continuamos a pé, numa caminhada de cerca de 4 horas. Encontramos alento na paisagem, que se vai revelando soberba, pontuada pelas majestosas árvores de floresta tropical e entrecortada por zonas ribeirinhas.  

Alimentação: Jantar
Dormida: Refúgio (camaratas)

Dia 8Trekking Pinnacles

Os Pinnacles são formações calcárias afiadas com cerca de 45 metros de altura que parecem trespassar a montanha a partir do seu interior. Este fenómeno natural proporciona uma paisagem singular e faz deste um ponto alto da exploração do Parque Natural Mulu.

Abastecemos energia ao pequeno-almoço, e em seguida começamos a ascenção ao Gunung Api - a montanha de onde podemos contemplar estas surrealistas formações.

A subida é bastante desafiante e exige alguma perseverança. Ao longo do trilho, encontramos várias escadas e cordas fixas que ajudam a transpor algumas passagens mais críticas. No final, somos recompensados com um cenário grandioso: os pináculos irrompem a floresta,aguçados e imponentes, recortando abruptamente o verde da paisagem.

Maravilhados com o espetáculo da natureza, iniciamos a descida em direção ao refúgio, onde vamos passar a noite. Entre ascensão e descida demoramos cerca de 8 horas. À chegada, partilhamos dois dedos de conversa e uma refeição quente, preparada pela nossa equipa local.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio (camaratas)

Dia 9Trekking Headhunter’s Trail

O nome deste trilho faz jus à sua história. Esta era uma zona percorrida pelos caçadores de cabeças Kayan que carregavam os seus barcos ao longo do rio Melinau até alcançarem o rio Terikan. Ali, os caçadores preparavam ataques surpresa contra os seus alvos na zona de Limbang.

Embrenhados nos relatos de outros tempos, percorremos 11km em selva profunda até alcançarmos as margens do rio Terikan onde um barco nos espera para nos levar rio abaixo até Limbang. Navegamos durante 3 horas e uma vez chegados ao destino, seguimos por via terrestre para o reino do Brunei, um dos países mais ricos do mundo.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Brunei

Minúsculo, misterioso e até controverso, o sultanato do Brunei é hoje um dos países mais ricos do sudeste asiático. A sua história recente está também marcada pela integração e aplicação da Xária - a lei islâmica - no código penal do país.

Após vários dias mergulhados na selva, descobrimos os luxuosos palácios e as mesquitas de Bandar Seri Begawan, a capital do país. O bairro flutuante Kampong Ayer é o maior do mundo com mais de um milénio de existência. Perdemo-nos nesta pitoresca “cidade” sobre a água, enquanto admiramos as construções flutuantes e absorvemos o estilo de vida dos locais.

Ao final da tarde, relaxamos junto às margens do rio Brunei para sentir o pulsar de Bandar (como é carinhosamente apelidada pelos os locais). Deixamo-nos inebriar pelos aromas das bancas de comida de rua e observamos as famílias que se reúnem ao anoitecer e os fiés que regressam da oração na grande mesquita Omar Ali Saiffudin.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 11Brunei e Bacia de Maliau

Partimos da agitada capital do Brunei em direção a uma das mais pristinas florestas do planeta - a Reserva Florestal da Bacia de Maliau. Arrancamos ainda cedo para enfrentar uma viagem de cerca de 10 horas, numa carrinha fretada para o nosso grupo.

Ao longo do trajecto apreciamos a magnitude da selva do Bornéu, ao mesmo tempo que somos confrontados com a destruição provocada pela indústria madeireira e de óleo de palma, as grandes responsáveis pela devastadora desflorestação da região malaio-indonésia.

A Bacia de Maliau é um dos lugares mais remotos e inexplorados do planeta. Abraçada por penhascos vertiginosos, manteve-se isolada durante séculos. Uma expedição recente, que data de 1988, revelou este ecossistema autónomo: uma floresta tropical densíssima, pejada de deslumbrantes cascatas e repleta de vida selvagem.

Alimentação: -
Dormida: Cabana (camaratas)

Dia 12Trekking Maliau

Exploração, aventura, desafio. Estas são as palavras que melhor definem as jornadas que se aproximam. Despertamos bem cedo e recorremos a jipes 4x4 que nos transportam até ao Agathis Camp. Ali começa o trilho que vamos enfrentar nos dias vindouros. É o primeiro dia que passamos embrenhados na selva primária do Maliau. Invade-nos a consciência de estarmos num lugar verdadeiramente puro e intocado. O número de visitantes que por ali passa é residual. Presenciar a majestade da natureza imaculada é um privilégio e essa realização dá-nos alento para enfrentar o trekking que se avizinha.

Neste primeiro dia, caminhamos cerca de 6 horas. Esta etapa terá aproximadamente 7,5km, dos quais, cerca de metade têm uma forte inclinação. Ao longo do percurso, observamos diferentes sub-espécies de Nepenthes - uma planta carnívora autóctone da região.

Alcançamos o refúgio Nepenthes Camp ao início da tarde. Temos ainda tempo para subir a uma plataforma instalada a mais de 30 metros de altura, numa majestosa árvore da espécie Araucaria Agathis. A altitude oferece-nos uma perspetiva diferente da selva densa, portentosa e abundante. Antes do cair da noite, regressamos ao refúgio, onde somos recebidos pelo conforto de uma refeição quente.

Alimentação: Jantar
Dormida: Refúgio (camaratas)

Dia 13Trekking Maliau

A alvorada começa com um pequeno-almoço revitalizador, preparado pela equipa que nos acompanha ao longo do trekking. De energia reposta, partimos para um trekking de cerca de 5 horas, que liga o Nepenthes Camp ao Ginseng Camp. Percorremos os trilhos ondulantes que envolvem a floresta. A paisagem tropical, repleta de plantas carnívoras, palmeiras e outras espécies autóctones, vai-se revelando diante dos nossos olhos.

Dali, uma caminhada relativamente curta leva-nos até à cascata de Ginseng. O meio natural revela-se vigoroso e pujante e o cenário convida a relaxar e a ir a banhos. O resto do dia é livre. Passamo-lo no campo ou nas suas imediações.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio (camaratas)

Dia 14Trekking Maliau

Ainda imbuídos do espírito de aventura, continuamos a explorar a imensa selva do Maliau. Como tem sido regra, neste último dia de trekking, despertamos bem cedo. Após o pequeno-almoço, encaramos um trilho alternativo e coberto de vegetação, com uma extensão de cerca de 9km. São aproximadamente 6 horas de caminhada, que nos levam de volta ao Aghatis Camp: o ponto de partida nosso trekking.

À chegada, veículos 4x4 esperam-nos, para nos levar de volta às instalações principais do parque. Tiramos o resto do dia para repousar, fazer um dos pequenos trilhos por conta própria ou participar num jogo de futebol levado a cabo pelo staff todos os dias ao final da tarde.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Cabana (camaratas)

Dia 15Rio Kinabatangan

Espera-nos um dia longo, mas recompensador. A bordo de duas carrinhas fretadas, começamos por percorrer um trajeto de cerca de 7 horas, entre o Maliau e o rio Kinabatangan. O caminho serve para que possamos apreciar a envolvente. Quilómetro após quilómetro, a portentosa selva manifesta-se em nosso redor. Deslumbramo-nos com a beleza exótica e tropical deste lugar. Por contraste, salta-nos à vista a devastação provocada pela mão humana: são evidentes as consequências da exploração da indústria madeireira e da produção de óleo de palma - os grandes agentes da desflorestação da região malaio-indonésia.

Chegamos à pequena aldeia de Batu Puteh ao início da tarde. Dali, partimos para uma jornada pelo Kinabatangan. Com uma extensão de 560km, este é o rio mais longo das redondezas. Enquanto deslizamos pelo caudal ondulante do Kinabatangan, podemos observar diversas espécies de aves, como o Calau-rinoceronte e várias espécies de símios como os macacos narigudos e, se tivermos sorte, orangotangos. Crocodilos e elefantes pigmeu podem também cruzar o nosso caminho.

Para descansarmos das peripécias do dia, espera-nos uma estadia num alojamento ecológico, em completa harmonia com a natureza e criado ao abrigo de uma iniciativa dedicada à conservação ambiental e ao turismo sustentável. O MESCOT é um projeto comunitário empenhado em criar fontes de rendimento alternativas para as populações locais que beneficiem a preservação da biodiversidade da região. Situado nas margens do lago Tungo, este é, em toda a extensão do rio Kinabatangan, o único alojamento inserido numa reserva florestal.

Alimentação: Jantar
Dormida: Cabana (quartos duplos)

Dia 16Sepilok

Despedimo-nos da selva pela manhã. Após o pequeno-almoço, fazemo-nos à estrada em direção a Sepilok: uma reserva que se dedica à conservação de espécies autóctones e em particular, do orangotango. Estes grandes primatas, nativos da região malaio-indonésia, vivem nas árvores das florestas tropicais e estão entre os símios mais inteligentes. Graças ao galopante processo de desflorestação, que põe em risco o habitat desta espécie, o orangotango corre perigo de extinção.

Durante a tarde, visitamos o centro de reabilitação de orangotangos no Sepilok. Fundada em 1964, esta foi repetidamente considerada uma das melhores organizações mundiais no que toca à conservação de espécies. A nossa visita coincide com a hora em que os animais são alimentados, o que - se tivermos sorte - nos permite contemplar estes incríveis e raros primatas. Ali ao lado, descobrimos o centro de conservação do urso-malaio, que nos dá a conhecer mais uma espécie rara da vida animal do Bornéu. O urso-malaio é o mais pequeno dos ursos. Alimenta-se essencialmente de frutos e tem um apetite voraz por mel. Habita nas árvores, não hiberna e é muito activo durante o dia. Nesta visita, podemos observar estes peculiares animais nas suas atividades diárias.

Depois deste enternecedor contacto com a vida animal, temos o resto do dia livre. As instalações do alojamento convidam ao dolce far niente, que é como quem diz, uma boa conversa de grupo, acompanhada de uma bebida bem gelada.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bangaló

Dia 17Sandakan e Voo de Regresso

Este é o dia das despedidas. O Nelson leva-o até ao aeroporto de Sandakan, de onde parte para o seu regresso a casa. Para trás fica uma inesquecível aventura na selva e na bagagem leva as histórias e as memórias de uma experiência singular.

Alimentação: -
Dormida: -

Inclui:

Alojamento durante todo o programa
Transportes locais
Voo interno
Acompanhamento de líder Nomad
Serviço de carregadores e cozinheiro para os trekking
s
Entrada e visita aos Parque Naturais
Visita às cidades
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)
6 pequenos-almoços, 4 almoços e 7 jantares

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação não referida (cerca de 170€ para toda a viagem)
Extras pessoais
Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Na Malásia e no Brunei não é necessário visto para cidadãos com passaporte português, no entanto, o passaporte terá que ter validade mínima de 6 meses após a data de fim da viagem.

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    Nesta viagem, as características do alojamento vão variar bastante na qualidade dos serviços que oferecem, resultado da diversidade de lugares por onde a viagem passa. Desde hotéis localizados no centro das cidades, a rudimentares refúgios perdidos na selva, passando por alojamentos de carácter familiar, onde se sentirá em casa.

    Nas cidades - Kuching e Brunei -  ficamos alojados em hotéis bem localizados, em quartos de duas camas e casa de banho privada. Todos os quartos de hotel estão equipados com ar condicionado e rede wifi.

    Nas duas primeiras noites passadas no Parque Nacional Mulu, bem como na última noite da nossa aventura, em Sepilok, ficaremos alojados em confortáveis bangalós equipados com quartos duplos, casa de banho privativa e ar condicionado. Ambos proporcionam vistas avassaladoras sobre a selva do Bornéu, local ideal para relaxar e desfrutar da natureza.

    Em Semadang ficamos alojados numa guesthouse de uma família local que nos fará sentir em casa. Nesta idílica casa “perdida” na selva do Bornéu dividimo-nos entre quartos duplos e triplos. Existe apenas uma casa de banho disponível que será partilhada entre todos. A inexistência de duches de água quente não será um problema, devido ao calor e à humidade constante.

    Já na Reserva Florestal Bacia de Maliau ficaremos hospedados duas noites (a primeira e a última) na cabana principal do Centro de Investigação do parque. Além da extraordinária localização, esta é também uma oportunidade única para conviver com biólogos e cientistas de todo o mundo que estudam as espécies autóctones desta região tão singular no planeta. O alojamento em si é bastante simples e consiste numa camarata comum, com duas casas de banho (feminina e masculina), os duches são de água fria.

    Durante os trekkings ficamos em refúgios especialmente desenhados para abrigar exploradores, que como nós se atrevem a penetrar na imensa selva do Bornéu. Uma vez que estes refúgios são bastante isolados é comum que tenhamos de os partilhar com outros viajantes fora do nosso grupo. Durante o trekking dos Pinnacles, provavelmente o mais emblemático de toda a ilha, ficaremos alojados em camaratas de dez pessoas e duas casas de banho (masculina e feminina) partilhadas. Já nos dias de trekking no Mulu, pernoitamos em refúgios rudimentares, também usados como pólos de investigação por cientistas e biólogos. Dormimos em camaratas e temos uma casa de banho ao nosso dispor. Durante os trekkings não há água quente.

    No rio Kinabatangan ficamos hospedados em cabanas básicas no coração da floresta. Com uma localização privilegiada, cada uma destas cabanas em forma de A acolhe duas pessoas no piso superior, onde irá encontrar um colchão e uma rede mosquiteira para si. No piso inferior, encontra-se a casa-de-banho. Mais uma vez, não há água quente.

  • Não tenho experiência de trekking de selva, esta viagem é para mim?

    Este trekking está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para percorrer uma paisagem intocada de floresta primária, dormindo em refúgios remotos e com condições básicas. Terá de, em alguns momentos, empenhar alguma perseverança mas os dias são descontraídos e tranquilos. Leve em consideração o cansaço e desconforto de caminhar numa área tropical onde o calor, a humidade, a chuva e a presença de insectos farão parte da experiência.

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Na selva, as distâncias não são medidas em quilómetros mas sim em horas. Pois, devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros. Nos sete dias dedicados ao trekking caminhamos entre 6 a 8 horas por dia, em terrenos por vezes inclinados e lamacentos, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais (saco-cama, cantil, snacks, muda de roupa, câmara fotográfica, etc.). A nossa equipa local, composta por carregadores e um cozinheiro, levará o equipamento mais pesado (comida, equipamento de cozinha, etc.).

  • Se pretender chegar a Kuching uns dias mais cedo posso reservar convosco o alojamento? E se pretender ficar mais dias em Sepilok no fim da viagem?

    Se pretender chegar a Kuching um ou mais dias antes da data de início da viagem podemos reservar para si noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faça o pedido assim que saiba as datas da sua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-lhe a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar para si noites extra no mesmo alojamento que usamos em Sepilok, no final da viagem.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem para que possa ter a flexibilidade de escolher onde quer comprar o voo e de onde quer partir. 

    Se pretender comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorra aos nossos parceiros, Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso, poderá também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consulte motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que lhe apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deve comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidir inscrever-se na viagem, receberá um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já pode proceder à reserva dos voos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tem a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais lhe agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    Quer marque o voo por si ou através de nós, e independentemente do seu ponto de partida, nós ficaremos com os seus detalhes de voo para que possamos passá-los ao Líder Nomad. Desta forma, ele estará à sua espera no aeroporto para o levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Sim, maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho. E não tem que pagar qualquer suplemento por isso. 

  • Com quem irei partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina (https://www.consultadoviajante.com) como meio preferencial para o seu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projecto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de 1 mês da data de partida para a viagem.

Resumo de viagem

Destinos

Malásia, Brunei

Atividades

Trekking na selva, Percurso em grutas, Navegação

Dormida

Hotel - 4 noites, Guesthouse - 2 noites, Refúgio - 4 noites, Cabanas - 3 noites, Bangalós - 3 noites

Transportes

Carrinha, Barco, Avião, Táxi, Jipe

Reservas

Min: 4 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 800€