Na Selva do Bornéu

Selvas primárias, árvores majestosas, animais exóticos. A ilha do Bornéu é o derradeiro destino de aventura para os amantes de latitudes equatoriais. Naquela que é a maior ilha do continente asiático, a natureza intocada é um convite irresistível aos exploradores mais audazes.

Remoto, inexplorado, raro: o Bornéu é um desafio à espera de ser enfrentado. A passagem por ambientes urbanos faz-nos imergir na riqueza cultural desta intrigante ilha. Mas o prato forte da viagem é a descoberta da luxuriante selva profunda. Percorremos os exigentes trilhos dos parques naturais do Mulu e do Maliau, e deslumbramo-nos com a extraordinária biodiversidade que a densa floresta esconde. Os trekkings levam-nos do misterioso mundo subterrâneo das grutas até às vertiginosas copas das árvores milenares, que compõem a paisagem tropical. Pelo caminho, observamos a riquíssima e fascinante fauna autóctone e refletimos sobre os violentos impactos da desflorestação.

  • Impacto cultural
    Esta é uma viagem dedicada à exploração da selva. Ainda assim, estás exposto a costumes muito diferentes aos que estás habituado, ao contactar com a população nas visitas às cidades e aldeias.
  • Esforço físico
    Os sete dias de trekking realizam-se em selva primária, onde a humidade e a chuva podem dificultar a caminhada. Caminhamos cerca de sete horas por dia, em terrenos por vezes bastante inclinados, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais. Os carregadores levam o equipamento mais pesado.
  • Nível de conforto
    Pernoitamos várias noites em camaratas, especialmente durante os trekkings, onde dormimos em refúgios bastante remotos e com condições básicas. O alojamento nas cidades é confortável. A sensação de humidade, o calor e os insetos são constantes ao longo da viagem.

Novas datas brevemente

1830 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 800€

Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada a Kuching

Bem-vindo a Kuching, a cidade dos gatos (kuching significa gato em malaio). O Nelson vai receber-te no Aeroporto Internacional de Kuching e acompanhar-te até ao hotel. Terás tempo para te acomodares, descansar do longo voo e conhecer os restantes elementos do grupo.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Semadang

Pela manhã, deixamos Kuching e partimos em direção à nossa primeira experiência na selva do Bornéu. A primeira paragem é a pacata povoação de Semadang. Ali, visitamos o colorido mercado local e deslumbramo-nos com a variedade e o exotismo dos frutos e vegetais da região, alguns dos quais crescem livremente na selva.

Após um reconfortante almoço num restaurante local, partimos num pequeno barco selva adentro, até chegarmos ao alojamento desta noite. A via fluvial é a única para chegarmos a este lugar remoto e singular. Depois de instalados, o resto do dia é tranquilo e dedicado a explorar as imediações. Os locais revelam-nos os segredos da selva e ensinam-nos a interpretá-la. Aprendemos sobre os frutos e as ervas comestíveis, sobre os que têm efeitos curativos e sobre os que podem ser prejudiciais. O jantar é preparado pelos nossos anfitriões, que recebem com agrado a ajuda ou a atenção de quem quiser participar deste momento de partilha e troca cultural.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 3Trekking Semadang

É hoje que nos aventuramos verdadeiramente pela selva do Bornéu. Caminhamos cerca de sete horas num ambiente tropical, onde a pujança da floresta é avassaladora. A riqueza natural deste meio surpreende e deslumbra a cada passo: descobrimos rios e grutas e desbravamos trilhos inexplorados. De vista cheia, regressamos ao alojamento durante a tarde, para relaxar e recarregar baterias para os desafios dos próximos dias.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 4Parque Nacional Mulu

Despedimo-nos dos nossos anfitriões para rumar ao famoso Parque Nacional Mulu, um dos parques naturais mais fascinantes do Sudeste Asiático.

Após um curto voo, chegamos às instalações do parque onde ficamos hospedados. Temos ainda tempo de vaguear livremente pelas imediações. Com a ajuda dos frontais, aproveitamos o cair da noite para imergir nos sons da selva e observar as diversas espécies animais que saem dos seus esconderijos apenas quando protegidos pela escuridão.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bungalow

Dia 5Parque Nacional Mulu

O Parque Nacional Mulu é uma imensa área protegida, repleta de tesouros naturais prontos a ser descobertos. É chegada a altura de os desvendarmos.

Através de um sistema de passagens aéreas que ligam as canópias das árvores, observamos a floresta de cima. Suspenso a cerca de 20 metros do chão, este é o maior sistema do género no mundo inteiro. Daqui desfrutamos de uma perspetiva única e impressionante das diversas espécies de árvores que existem neste habitat. Durante cerca de duas horas, percorremos estes passadiços e observamos a selva luxuriante.

Dos céus da selva do Bornéu descemos ao mundo subterrâneo. No subsolo, debaixo da frondosa floresta, encontramos um novo e misterioso mundo: um vasto e intricado sistema de grutas. A descida é feita com recurso a cordas fixas, instaladas no percurso. Primeiro, revela-se a beleza das câmaras repletas de estalactites e estalagmites. Depois, surpreendemo-nos com a curiosa vida animal que habita na escuridão, como é o caso da racer snake - uma cobra, conhecida pela forma como caça animais voadores.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bungalow

Dia 6Trekking Pinnacles

Chegou a altura de enfrentarmos o trekking mais emblemático do Parque Nacional Mulu. Esta é a melhor forma de descobrir os encantos desta magnífica reserva, qualificada como Património Mundial pela UNESCO.

O dia arranca com a descoberta da Deer Cave, a gruta com a maior passagem do mundo. Ali coabitam, pelo menos, 12 espécies de morcegos, perfazendo uma população total de cerca de 3 milhões de mamíferos. De gruta em gruta, partimos para a Clearwater Cave. Neste habitat, proliferam espécies únicas de plantas. É o caso da planta de uma folha (Monophyllaea Pendula) que só ali pode ser encontrada, e das curiosas algas, sensíveis à luz, que crescem em certas rochas.

Ao emergir das grutas, a paisagem convida a relaxar: nas piscinas naturais, aproveitamos para dar umas braçadas e depois, mergulhados no isolamento da selva, desfrutamos tranquilamente do nosso piquenique. Após o almoço, retomamos o caminho. Seguimos de barco, pelo rio Kuala Litut até Long Litut, onde começa o trilho que nos leva até ao refúgio. Continuamos a pé, numa caminhada de cerca de quatro horas, encontrando alento na paisagem, que se vai revelando soberba, pontuada pelas majestosas árvores de floresta tropical e entrecortada por zonas ribeirinhas.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 7Trekking Pinnacles

Repomos energia ao pequeno-almoço, para nos lançarmos à ascensão ao Gunung Api. É desta montanha que podemos contemplar os Pinnacles, um ponto alto da exploração do Parque Natural Mulu. Estas formações calcárias afiadas, com cerca de 45 metros de altura, parecem trespassar a montanha a partir do seu interior, compondo uma paisagem verdadeiramente singular 

A subida é bastante desafiante e exige alguma perseverança. Ao longo do trilho, encontramos várias escadas e cordas fixas que ajudam a transpor algumas passagens mais críticas. No final, somos recompensados com um cenário grandioso: os pináculos irrompem a floresta, aguçados e imponentes, recortando abruptamente o verde da paisagem.

Maravilhados com o espetáculo da natureza, iniciamos a descida em direção ao refúgio onde passamos a noite. Entre ascensão e descida, demoramos cerca de oito horas. À chegada, partilhamos experiências e uma refeição quente, preparada pela nossa equipa local.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 8Trekking Headhunter’s Trail

O nome deste trilho faz jus à sua história. Esta era uma zona percorrida pelos caçadores de cabeças Kayan, que carregavam os seus barcos ao longo do rio Melinau até alcançarem o rio Terikan. Ali, os caçadores preparavam ataques surpresa contra os seus alvos na zona de Limbang.

Embrenhados nos relatos de outros tempos, percorremos 12 quilómetros em selva profunda até alcançarmos as margens do rio Terikan, onde um barco nos espera para nos levar rio abaixo até Limbang. Navegamos durante três horas e, uma vez chegados ao destino, seguimos por via terrestre para o reino do Brunei, um dos países mais ricos do mundo.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 9Brunei

Minúsculo, misterioso e até controverso, o sultanato do Brunei é hoje um dos países mais ricos do Sudeste Asiático. A sua história recente está também marcada pela integração e aplicação da Xária, a lei islâmica, no código penal do país.

Após vários dias mergulhados na selva, visitamos os luxuosos palácios e as mesquitas de Bandar Seri Begawan, a capital do país. O bairro flutuante Kampong Ayer é o maior do mundo e tem mais de um milénio de existência. Perdemo-nos nesta pitoresca 'cidade' sobre a água, enquanto admiramos as construções flutuantes e absorvemos o estilo de vida dos locais.

Ao final da tarde, relaxamos junto às margens do rio Brunei para sentir o pulsar de Bandar, como é carinhosamente apelidada pelos os locais. Aqui, sentimos os aromas das bancas de comida de rua, enquanto observamos as famílias reunidas ao anoitecer e os fiéis que regressam da oração na grande mesquita Omar Ali Saiffudin.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Brunei e Bacia de Maliau

Partimos da agitada capital do Brunei em direção a uma das mais pristinas florestas do planeta - a Reserva Florestal da Bacia de Maliau. Arrancamos ainda cedo para enfrentar uma viagem de cerca de 10 horas, numa carrinha alugada para o nosso grupo. Ao longo do trajeto, apreciamos a magnitude da selva do Bornéu, ao mesmo tempo que somos confrontados com a destruição provocada pelas indústrias madeireira e de óleo de palma, as grandes responsáveis pela devastadora desflorestação da região malaio-indonésia.

A Bacia de Maliau é um dos lugares mais remotos e inexplorados do planeta. Abraçada por penhascos vertiginosos, manteve-se isolada durante séculos. Uma expedição relativamente recente, de 1988, revelou este ecossistema autónomo: uma floresta tropical densíssima, pejada de deslumbrantes cascatas e repleta de vida selvagem.

Alojamo-nos no centro de investigação, num cómodo albergue, onde pernoitamos em regime de camaratas. Há diversos espaços comuns e um restaurante, onde fazemos as refeições. O espaço está mais orientado para os muitos investigadores que o frequentam do que para os poucos viajantes, o que lhe confere uma atmosfera muito particular.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Albergue

Dia 11Trekking Maliau

Exploração, aventura, desafio - são as palavras que melhor definem as jornadas que se aproximam. Despertamos bem cedo para rumarmos ao Agathis Camp, em jipes 4x4. Aqui começa o trilho que vamos enfrentar nos dias vindouros. É o primeiro dia que passamos embrenhados na selva primária do Maliau e invade-nos a consciência de estarmos num lugar verdadeiramente puro e intocado. O número de visitantes que por aqui passa é residual. Presenciar a majestade da natureza imaculada é um privilégio, e essa realização dá-nos alento para enfrentar o trekking que se avizinha.

Neste primeiro dia, caminhamos cerca de seis horas. Esta etapa terá aproximadamente 9 quilómetros, por trilhos ondulantes que envolvem a floresta. Alcançamos o refúgio Ginseng Camp a meio da tarde, onde dormimos nas próximas duas noites, mesmo no coração da selva. Muito perto, à distância de uma caminhada de 15 minutos, encontra-se a cascata de Ginseng. Este meio natural vigoroso e pujante convida a banhos e a um merecido descanso. O resto do dia é livre, passado no campo e nas suas imediações.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 12Trekking Maliau

A alvorada começa com um pequeno-almoço revitalizador, preparado pela equipa que nos acompanha. De energia reposta, partimos para mais um trekking, desta vez até à grande cascata do Maliau. São cerca de seis quilómetros para chegar lá, por trilhos com algum desnível. O que encontramos é uma cascata avassaladora, composta por sete imponentes desníveis. Vamos desfrutar do lugar com tranquilidade, repondo energias para enfrentarmos os quilómetros que nos separam do do refúgio, onde somos recebidos pelo conforto de uma refeição quente.

Ao final da tarde, nos últimos minutos de luz, o som de insetos e aves é ensurdecedor e lembra-nos a abundância de vida selvagem que aqui habita.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Refúgio

Dia 13Trekking Maliau

Imbuídos do espírito de aventura, continuamos a explorar a imensa selva do Maliau. Como tem sido regra, neste último dia de trekking também despertamos bem cedo. Após o pequeno-almoço, encaramos o trilho mais longo desta jornada, com uma extensão de 14 quilómetros. Durante o percurso, vão surgindo novas espécies de animais e de plantas, como as diferentes sub-espécies de Nepenthes - uma planta carnívora autóctone da região. São aproximadamente oito horas de caminhada, que nos levam de volta ao Aghatis Camp, o ponto de partida nosso trekking.

À chegada ao final do percurso, esperam-nos jipes 4x4, que nos levam de volta às instalações principais do parque, no centro de investigação. Tiramos as últimas horas do dia para repousar antes de jantar, de volta a algumas comodidades indisponíveis nos últimos dois dias.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Albergue

Dia 14Rio Kinabatangan

Espera-nos um dia longo, mas recompensador. A bordo de duas carrinhas privadas, começamos por percorrer um trajeto de cerca de sete horas, entre o Maliau e o rio Kinabatangan. Quilómetro após quilómetro, a portentosa selva manifesta-se em nosso redor, e a sua beleza exótica e tropical nunca deixa de ser motivo de admiração.

Chegamos à pequena aldeia de Batu Puteh ao início da tarde, de onde partimos para uma jornada pelo rio Kinabatangan. Com uma extensão de 560 quilómetros, este é o rio mais longo das redondezas. Enquanto deslizamos pelo caudal ondulante do Kinabatangan, podemos observar diversas espécies de aves, como o calau-rinoceronte e várias espécies de símios, como os macacos narigudos e até, se tivermos sorte, orangotangos. Crocodilos e elefantes-pigmeu podem também cruzar o nosso caminho.

Depois do passeio, e mantendo a harmonia com a natureza tão presente nesta viagem, vamos até ao local de estadia das próximas noites. Um alojamento ecológico, criado ao abrigo de uma iniciativa dedicada à conservação ambiental e ao turismo sustentável. O MESCOT é um projeto comunitário, empenhado em criar fontes de rendimento alternativas para as populações locais, que beneficiem a preservação da biodiversidade da região. Situado nas margens do lago Tungo, este é, em toda a extensão do rio Kinabatangan, o único alojamento inserido numa reserva florestal.

Alimentação: Jantar
Dormida: Cabana

Dia 15Rio Kinabatangan

Acordamos de madrugada e começamos a subir o rio Kinabatangan ainda de noite, a bordo de pequenos barcos. Com tão pouca luz, o rio parece diferente e avistamos os contornos da floresta que nos envolve. 

Desembarcamos para nos lançarmos num trilho que nos leva ao topo do monte Supu, de onde podemos observar o nascer do sol. O lugar é épico e eleva-se acima da floresta, o que nos permite contemplar pela última vez a selva do Bornéu, que nos acolheu ao longo desta aventura. Regressamos depois aos barcos, mas não sem antes espreitarmos umas grutas que escondem segredos milenares.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Cabana

Dia 16Sepilok

Despedimo-nos da selva pela manhã. Após o pequeno-almoço, fazemo-nos à estrada em direção a Sepilok: uma reserva que se dedica à conservação de espécies autóctones, em particular do orangotango. Estes grandes primatas, nativos da região malaio-indonésia, vivem nas árvores das florestas tropicais e estão entre os símios mais inteligentes. Graças ao galopante processo de desflorestação, que põe em risco o seu habitat, o orangotango corre perigo de extinção.

Visitamos o centro de reabilitação de orangotangos no Sepilok. Fundada em 1964, esta foi repetidamente considerada uma das melhores organizações mundiais no que toca à conservação de espécies. A nossa visita coincide com a hora em que os animais são alimentados, o que nos permite observar estes incríveis e raros primatas.

O resto do dia é livre. O nosso alojamento convida a uma boa conversa de grupo, acompanhada de uma bebida bem gelada. Ou então podes visitar o centro de conservação do urso-malaio, que fica lá perto. O urso-malaio é o mais pequeno dos ursos e uma espécie rara da vida animal do Bornéu. Alimenta-se essencialmente de frutos e tem um apetite voraz por mel. Habita nas árvores, não hiberna e é muito ativo durante o dia. É só mais uma das muitas espécies que esta viagem nos dá a conhecer.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Bungalow

Dia 17Sandakan e Voo de Regresso

Este é o dia das despedidas. O Nelson leva-te até ao aeroporto de Sandakan, de onde partes para o teu regresso a casa. Para trás fica uma inesquecível aventura na selva, e na bagagem levas as histórias e as memórias de uma experiência singular.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa, incluindo voo interno
15 pequenos-almoços, 7 almoços e 8 jantares
Entrada e autorizações de trekking nos Parque Naturais, e restantes atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais
Alimentação não especificada (cerca de 200€)
Gratificações à equipa local (cerca de 50€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Na Malásia e no Brunei não é necessário visto para cidadãos com passaporte português. No entanto, o passaporte tem que ter validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Nas cidades, em Kuching e Brunei, ficamos alojados em hotéis bem localizados, em quartos de duas camas e casa de banho privada. Todos os quartos de hotel estão equipados com ar condicionado e rede wi-fi.

    Nas duas primeiras noites passadas no Parque Nacional Mulu, bem como na última noite da nossa aventura, em Sepilok, ficamos alojados em confortáveis bungalows, equipados com casa de banho privativa e ar condicionado. Ambos oferecem vistas avassaladoras sobre a selva do Bornéu, local ideal para relaxares e desfrutares da natureza. No PN Mulu, cada bungalow é para três a quatro pessoas, e no Sepilok, para duas pessoas.

    Em Semadang, ficamos alojados na guesthouse de uma família local. Nesta idílica casa 'perdida' na selva do Bornéu, dividimo-nos entre quartos duplos e triplos. Existe apenas uma casa de banho disponível, que é partilhada entre todos. Não há duches de água quente, mas não será um problema, dado o calor e a humidade constante.

    Já na Reserva Florestal Bacia de Maliau, ficamos hospedados duas noites (a primeira e a última) na cabana principal do centro de investigação do parque. Além da extraordinária localização, esta é também uma oportunidade única para conviveres com biólogos e cientistas de todo o mundo, que estudam as espécies autóctones desta região tão singular no planeta. O alojamento em si é bastante simples e consiste numa camarata comum, com duas casas de banho (feminina e masculina). Os duches são de água fria.

    Durante os trekkings, ficamos em refúgios especialmente desenhados para abrigar exploradores que, como nós, se atrevem a penetrar na imensa selva do Bornéu. Uma vez que estes refúgios são bastante isolados, é comum que tenhamos de os partilhar com outros viajantes fora do nosso grupo. Durante o trekking dos Pinnacles, provavelmente o mais emblemático de toda a ilha, ficamos alojados em camaratas de 10 pessoas e duas casas de banho (masculina e feminina) partilhadas. Já nos dias de trekking no Mulu, pernoitamos em refúgios rudimentares, também usados como pólos de investigação por cientistas e biólogos. Dormimos em camaratas e temos uma casa de banho ao nosso dispor. Durante os trekkings, não há água quente.

    No rio Kinabatangan, ficamos hospedados em cabanas básicas no coração da floresta. Com uma localização privilegiada, cada uma destas cabanas em forma de 'A' acolhe duas pessoas no piso superior, onde cada viajante tem um colchão e uma rede mosquiteira. No piso inferior, encontra-se a casa de banho, também sem água quente.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nas cidades e povoações mais pequenas, há restaurantes de vários tipos de cozinha, incluindo ocidental. Para além destes, damos-te a experimentar a gastronomia local, não só através dos restaurantes, mas também das famosas bancas de rua asiáticas. Muitos dos pratos da região são baseados em diferentes tipos de massa e arroz, usando-se com frequência a carne de galinha, vaca, marisco e algum peixe.

    Durante os dias de trekking, a alimentação é fornecida pela Nomad, nomeadamente pequeno-almoço, almoço e jantar. Os pequenos-almoços variam, mas refletem a cozinha local: massas ou arroz, ovos, bolachas, chá, café. Os almoços são ligeiros e podem variar dependendo dos dias de trekking, dividindo-se entre refeições quentes, confecionadas pelo cozinheiro no momento, ou refeições piquenique, que te são entregues de manhã antes de iniciarmos o trekking. Os jantares são sempre refeições quentes confecionadas pelo cozinheiro, refletindo, quando possível, a cozinha local. Durante o trekking, deves levar snacks, como frutos secos e barras energéticas, que podes comprar facilmente nas cidades, para comeres entre refeições. 

    Quanto à variedade, espera refeições completas, com pratos que podem ser de carne, arroz, massas e legumes, com as restrições compreensíveis pelo facto dos mantimentos, em algumas situações, serem transportados por carregadores. Se fores vegetariano ou tiveres alguma restrição alimentar, deves avisar-nos com antecedência, para que possamos planear as refeições com a nossa equipa local. 

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    As moedas usada na Malásia e no Brunei são o ringgit e o dolar bruneiano, respetivamente. São as moedas que vais usar para qualquer pagamento durante a viagem. Podes trocar dinheiro em casas de câmbio em Kuching. Podes trazê-lo em euros ou dólares (é indiferente) e, no dia da chegada, o líder Nomad mostra-te onde o trocar, para as despesas da viagem. Também é possível levantar em máquinas ATM, mas as taxas são elevadas. 

    Durante a viagem, não está incluída alguma da alimentação. Não estão ainda incluídas água e outras bebidas, nem algum snack que queiras fazer num local de paragem. Estimamos que as despesas de alimentação rondem os 200€ para toda a viagem. Todas as entradas e atividades descritas no programa estão incluídas.

    Em alguns momentos da viagem, somos acompanhados por uma equipa local e é tradição gratificá-la no final da viagem. Tendo em conta os padrões locais, sugerimos que reserves cerca de 50€ para o efeito (opcional).

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Nas cidades principais, há wi-fi nos hotéis, restaurantes e cafés, mas o acesso à internet nem sempre é muito rápido. Há também uma boa cobertura de 4G nas cidades. É fácil comprares um cartão de telemóvel local, se preferires. A cobertura de rede móvel é abrangente, no entanto, nos percursos entre cidades e durante os dias de trekking, é comum não haver acesso a rede móvel nem a eletricidade.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Nesta viagem, recorremos a um leque muito alargado de meios de transporte. Temos uma viagem de avião, de cerca de 1h30, e várias deslocações de barco, principalmente em zonas de floresta. Devido ao terreno acidentado e às poucas estradas disponíveis na ilha, a maioria das deslocações terrestres são feitas em carrinhas ou jipes alugados para o nosso grupo. Nas cidades, deslocamo-nos principalmente a pé ou recorrendo a táxis e autocarros locais.

  • Como é o clima durante a viagem?

    O clima do Bornéu caracteriza-se por temperaturas amenas, entre os 23ºC e o 32ºC, e altos níveis de humidade (cerca de 80%). A nossa viagem decorre fora da época das chuvas, no entanto, mesmo na época seca, a chuva é uma presença nesta ilha tropical. Portanto, conta com dias quentes e húmidos e alguma precipitação. À noite as temperaturas baixam, mas raramente abaixo dos 20ºC.

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    O trekking desta viagem está ao alcance de todos os que gostem de caminhar, e estejam motivados para percorrer uma paisagem intocada de floresta primária, dormindo em refúgios remotos e com condições básicas. Em alguns momentos, terás de empenhar alguma perseverança, mas os dias são descontraídos e tranquilos. No entanto, para quem não tenha um estilo de vida ativo, esta poderá ser uma viagem fisicamente exigente. Tem em consideração o cansaço e desconforto de caminhar numa área tropical, onde o calor, a humidade, a chuva e a presença de insetos fará parte da experiência.

    Nos sete dias de trekking, caminhamos em média seis a oito horas por dia, em terrenos por vezes inclinados e lamacentos, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais (mudas de roupa, toalha, chinelos, impermeável, saco-cama, 2 a 3L de água, e outros itens como câmara fotográfica e snacks). A nossa equipa local, composta por carregadores e um cozinheiro, levará o equipamento mais pesado (comida, equipamento de cozinha, etc.)

  • Não tenho experiência de trekking de selva. Esta viagem é para mim?

    Este trekking está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para percorrer uma paisagem intocada de floresta primária, dormindo em refúgios remotos e com condições básicas. Em alguns momentos, terás de empenhar alguma perseverança, mas os dias são descontraídos e tranquilos. Leva em consideração o cansaço e desconforto de caminhar numa área tropical onde o calor, a humidade, a chuva e a presença de insetos farão parte da experiência.

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Na selva, as distâncias não são medidas em quilómetros, mas sim em horas. Isto porque, devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros. Nos sete dias dedicados ao trekking, caminhamos entre seis a oito horas por dia, em terrenos por vezes inclinados e lamacentos, carregando apenas uma mochila com os pertences individuais (saco-cama, cantil, snacks, muda de roupa, câmara fotográfica, etc.) A nossa equipa local, composta por carregadores e um cozinheiro, levará o equipamento mais pesado (comida, equipamento de cozinha, etc.)

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. O ritmo é ajustado às necessidades do grupo, com muitas paragens ao longo do dia. A distância dos itinerários escolhidos para cada dia dão-nos a possibilidade de os realizarmos com calma, para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • Como calculamos o tempo de caminhada?

    As viagens de trekking da Nomad são desenhadas para o viajante que procura desfrutar do meio natural. O tempo de caminhada referido no programa é calculado tendo em conta um ritmo tranquilo, incluindo paragem para refeições ou simplesmente para desfrutar da paisagem.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Malásia, Brunei

Atividades

Navegação, Percurso em grutas, Trekking na selva

Dormida

Albergue: 2 noites, Bungalow: 3 noites, Cabanas: 2 noites, Guesthouse: 2 noites, Hotel: 3 noites, Refúgio: 4 noites

Transportes

Avião, Barco, Carrinha, Jipe, Táxi

Reservas

Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 800€

Testemunhos

Uma viagem do outro mundo a outro mundo. O que mais me impressiona é olhar para trás e perceber que nunca, nos meus mais bonitos sonhos, sonharia com uma viagem assim.
Nuno N.
Uma viagem para os amantes da natureza com muita ou pouca experiência de trekking em selva. A bacia de Maliau é extraordinária. A viagem ofereceu momentos de grande partilha com o grupo, mas também de introspeção.
Tiago P.
Uma experiência de uma fabulosa intensidade a todos os níveis, até interior! As sensações de explorar uma selva quase virgem e com milhões de anos são únicas e surgem em catadupa.
Sérgio M.