Mistérios de Ladaque e Caxemira

Com Pepe Brix 06 a 25 jun 2021

O Ladaque ou Pequeno Tibete é a região mais alta, mais inacessível e menos habitada de toda a Índia. Uma jóia escondida no isolamento das montanhas, onde habita o tesouro cultural do budismo tibetano. Caxemira é o seu contraste: um luxuriante vale onde predomina a cultura muçulmana.

Partimos de Amritsar, a capital do siquismo, onde a Índia nos invade os sentidos e se revela tal como a imaginamos. Depois do caos, a calma: na extremidade ocidental do planalto tibetano, descobrimos o Ladaque. Ali, guardam-se intocadas muitas das maravilhas dos antigos reinos da região. É um lugar misterioso, de montanhas sagradas, vales esquecidos e mosteiros ancestrais, onde se vive e respira a riqueza milenar do budismo tibetano. Chegar a Leh é, já por si, uma aventura: no percurso épico da Manali-Leh Highway, uma das estradas mais altas do mundo, contemplamos montanhas magníficas, picos nevados e planaltos desérticos. Enfim chegados a Caxemira, perdemo-nos nas ruas de Srinagar, uma cidade recortada pela água, e deslumbramo-nos com a paisagem exuberante do vale de Caxemira.

  • Impacto cultural
    Encontras povos distintos entre si e com costumes bastante diferentes aos que estás habituado. Podes sentir algumas dificuldades de adaptação, nomeadamente na gastronomia.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física. No entanto, a altitude em montanha exige algum esforço extra, sobretudo em caminhadas, como a subida ao mosteiro de Leh, em Sissu ou Turtuk, de cerca de duas horas cada.
  • Nível de conforto
    Alojamentos simples, mas asseados. Dormimos uma noite em acampamento pré-montado e três noites numa casa barco. Os percursos de autocarro e carrinha são longos, alguns com mais de seis horas.

06 a 25 jun 2021

1590 €20 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 700€

Número de viajantes

1590€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Amritsar

À chegada, o Pepe vai estar à tua espera no aeroporto de Amritsar para te dar as boas-vindas à capital do siquismo. Segues depois para o hotel, para descansar dos voos e para te encontrares com os restantes viajantes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Amritsar

Começamos o dia com um passeio pela velha Amritsar. Cruzamos as ruas por onde se estende o Bazar e respiramos o caos que caracteriza as grandes cidades indianas. Depois, seguimos em direção ao centro da cidade e visitamos o jardim Jallianwalla Bagh, construído em homenagem às centenas de vítimas que morreram no atentado de Abril de 1919. Para terminar a manhã em beleza, descobrimos o edifício mais visitado de toda a Índia: o Templo Dourado. Construído entre 1585 e 1604, o Templo Dourado é um símbolo de riqueza e o maior santuário dos Siques. 

Depois do almoço apanhamos um rickshaw até Wagah, na fronteira com o Paquistão, onde assistimos a uma cerimónia diária que reúne militares indianos e paquistaneses e recorda o sentimento separatista. Ladeados por milhares de civis, testemunhamos uma demonstração acesa de patriotismo e assistimos ao simbólico despique entre os militares dos dois países. Ao final do dia, regressamos a Amritsar para jantarmos e passarmos a noite.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Amritsar e Mcleod Ganj

A manhã de hoje é livre para que possas passear tranquilamente pela cidade ou repousar, se preferires, em preparação para as horas de estrada que se avizinham.

À tarde, partimos de autocarro para McLeod Ganj, numa viagem pitoresca que percorre o sopé dos Himalaias, ligando o estado do Punjab a Himachal Pradesh. McLeod Ganj ou Dhasa - como lhe chamam os tibetanos numa alusão à capital do Tibete - é, desde a invasão chinesa em 1959, o local da residência permanente de Dalai Lama, do governo tibetano em exílio e de uma grande comunidade tibetana. Para nós, é o local de paragem para o merecido descanso, na primeira noite passada no sopé dos Himalaias.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 4McLeodGanj - Dharamsala

Começamos o dia a passear tranquilamente pelas ruas, pelo bazar e nas redondezas de McLeod Ganj. Logo pela manhã, visitamos o templo Kalachakra, integrado no recinto da residência do Dalai Lama. Ali, participamos da cora, volta ritual efetuada por budistas tibetanos, que circunda o monte onde se encontra o templo. Nas redondezas, há ainda tempo para uma visita ao museu de cultura tibetana. 

Antes de nos sentarmos a experimentar a deliciosa comida tibetana, fazemos uma caminhada pela floresta e descemos até Dharamsala. Já de energias repostas, percorremos a livraria onde estão guardados os manuscritos tibetanos ancestrais, que escaparam à fúria da ditadura chinesa. Antes de voltarmos a Mcleod Ganj, conhecemos o edifício do governo tibetano em exílio.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 5Manali

Fazemo-nos à estrada bem cedo, em direção a Manali. Viajamos de carrinha, num percurso que dura cerca de 10 horas. Pelo caminho, admiramos campos de chá e casas típicas com telhado de ardósia, envolvidos pela paisagem verdejante do Vale de Kangra. Após uma breve paragem na pequena cidade de Mandi, atravessamos o Vale de Kullu até chegar a Manali.

Encaixado entre as cordilheiras de Pir Panjal a norte e Parvati a oriente, o Vale de Kullu é uma das regiões mais férteis de Himachal Pradesh. Durante a prosperidade da Rota da Seda, foi um importante corredor numa das rotas comerciais entre a Índia e a Ásia Central.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 6Manali

Acordamos com uma das melhores vistas para a pitoresca aldeia de Manali. Saímos cedo em direção ao templo, percorrendo as estreitas ruas da aldeia, por onde circulam pessoas e animais. Seguimos até ao rio e em direção a um dos mais simbólicos santuários da região, o templo Mata Hadimba. 

À tarde, entramos no parque florestal que desliza ao longo do curso do rio. Cedros-do-himalaia, nogueiras e áceres compõe o cenário idílico e abrigo de muitas espécies autóctones, como o carneiro-azul, o leopardo-das-neves ou os coloridos monais. Um caminho repleto de natureza, que nos leva tranquilamente até à parte mais antiga da cidade. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 7Sissu

Começamos hoje a verdadeira ascensão dos Himalaias. Num dos trajetos mais espetaculares de todo o percurso, iniciamos a subida de Pir Panjal a partir de Manali, numa estrada serpenteante que nos leva a Rothang-La, a 3980 metros - o primeiro colo de montanha desta viagem. 

Depois da passagem, descemos para a região sagrada de Lahaul e Spiti. Segundo as crenças do budismo tibetano, esta região é habitada por seres encantados, e a paisagem é desenhada por divindades que se manifestaram na forma das montanhas, dos seus vales, ou das deslumbrantes quedas de água. Seguimos ao longo do vale de Lahaul até Sissu, onde passamos a noite.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 8Sarchu

De manhã, antes de retomarmos a estrada, caminhamos pelo vale em direção à cascata. Observamos o quotidiano rural da vila, contagiados pela simpatia e alegria dos trabalhadores que exploram as plantações de couve.

Voltamos à estrada e continuamos a subida, montanha acima. A paisagem começa agora a mudar, e torna-se gradualmente seca e árida. Passamos a cordilheira de Zanskar, atravessando Baralacha-La, a 4900 metros de altitude. Dali iniciamos a descida em direção ao deserto montanhoso de Ladaque. A estrada varia entre troços de asfalto e terra batida, ocasionalmente atravessados por ribeiros que correm fortes, provenientes do degelo nas encostas.

Pernoitamos num acampamento pré-montado junto à estrada, em Sarchu. As tendas são grandes e confortáveis, com camas e casa de banho, mas as condições são elementares. A aproximação ao planalto de Ladaque está programada para que a subida seja gradual, distribuída por vários dias, de forma a que os nossos corpos se adaptem à altitude. Jantamos no acampamento e repomos energias, com a expectativa de chegada a Ladaque cada vez mais presente.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 9Leh

Partimos em direção ao vale de Pang, passando o desfiladeiro mais impressionante de toda a região. Atravessamos a orla ocidental do planalto de Changtang, uma região de tribos nómadas, que a percorrem à procura de pastoreio, durante o verão e o inverno. A passagem de Tanglang La, a 5328 metros de altitude, faz desta estrada a segunda mais alta do mundo, onde experimentamos verdadeiramente a primeira sensação de ar rarefeito.

Aproximamo-nos de Leh ao final da tarde, passando por aldeias ladaquis e mosteiros ao longo do vale do Indo. Amanhã teremos tempo de explorar melhor esta região.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 10Leh e Vale do Indo

Despertamos em Leh pela primeira vez. Contemplando-a, percebermos porque é que a capital de Ladaque é das cidades mais características desta região. 

Viajamos através do famoso Vale do Indo, onde exploramos os mosteiros de Hemis e Thikse logo pela manhã. Começamos em Hemis, mosteiro pertencente à ordem de Drugpa, fundado no início do século XVII pelo Rei de Ladaque, Senge Namgyal. Seguimos depois para Thikse, considerado o mosteiro mais impressionante, com a sua construção organizada em diferentes níveis, desde a base do monte até ao topo, onde se encontram os templos. Thikse alberga também uma majestosa livraria e um templo de Buda Maitreya. No seu topo, admiramos a soberba paisagem do Vale do Indo.

À tarde, regressamos a Leh para descobrir a mítica cidade dos himalaias indianos. Leh foi uma cidade mercantil de grande importância na Rota da Seda, e assim se manteve até ao fecho das fronteiras com a China, em 1950. Junto ao bazar, numa série de ruas labirínticas, vivem ainda descendentes dos antigos mercadores muçulmanos que dominavam as trocas comerciais. Aproveitamos a luz de final de tarde para subir até ao mosteiro de Leh e ao Namgyal Tselmo, e desfrutarmos de uma das vistas mais fascinantes sobre a cidade.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 11Turtuk e Vale de Nubra

Percorremos a estrada mais alta do mundo até ao vale de Nubra, vencendo a passagem de Khardung La, a 5600 metros. Daí, descemos rumo ao vale, acompanhados pela cordilheira de Karakorum de um lado e pela cadeia montanhosa de Ladaque do outro.

Por aqui passaram caravanas da Rota da Seda, transportando xailes de pashmina, especiarias, ópio e açafrão. Seguiam em direção à Ásia Central, para as cidades de Yarkand e Kashgar. De regresso, traziam consigo pedras preciosas, tabaco e seda.Continuamos o percurso ao longo do vale de Nubra até Turtuk, a aldeia mais remota de toda a viagem, onde chegamos ao fim do dia.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 12Turtuk

Despertamos no silêncio de Turtuk, uma aldeia balti. O povo Balti, etnia originária do Tibete com alguma mistura dárdica (Paquistão e Afeganistão), habita o Baltistão, região que se estende daqui para oeste, em território Paquistanês. São muçulmanos sufis, a corrente mística e contemplativa do Islão.

Depois do pequeno-almoço, aventuramo-nos numa caminhada que nos leva do centro de Youl, a parte nova da aldeia, até à montanha. Dali podemos contemplar o majestoso vale e a pacatez da aldeia. Como pano de fundo, já para lá da fronteira, as montanhas impõem-se na paisagem. Inundada de flores e damasqueiros, Youl convida-nos a regressar, a descobrir as dinâmicas sociais deste povo reservado que a habita. 

Seguimos então pelos caminhos estreitos da aldeia e atravessamos o rio. Paramos para visitar a mesquita e o museu de Farol, a parte mais antiga de Turtuk. Aqui conhecemos o último descendente da antiga dinastia e um pouco mais da história do Baltistão. Regressamos a Youl para almoçar e depois temos a tarde livre, que convida a um passeio no labiríntico jardim de damasqueiros, perfeito para revitalizar corpo e mente.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 13Leh

Está na altura de deixar para trás Turtuk e os seus habitantes, que nos acolheram nestas duas noites. Rumamos de volta a Leh. Pelo caminho, em Diskit, paramos para almoçar e visitar a estátua de Buda Maitreya, o Buda do futuro. 

Despedimo-nos do Vale de Nubra, contemplando a magnífica vista que nos oferece, e finalmente chegamos de novo a Leh, onde passamos as próximas duas noites.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 14Lamayuru

Rumamos para oeste, seguindo a estrada que liga Leh a Caxemira. Seguimos depois para Lamayuru. A lenda conta que este vale foi em tempos um grande lago, e que Naropa, um importante asceta e iogui tibetano, esteve aqui em retiro numa gruta, à volta da qual foi erguido um mosteiro de Lamayuru. Construído no topo de um monte, o mosteiro de Alchi é envolvido por uma paisagem desértica de encostas enrugadas, que confere a este lugar uma beleza indescritível.

Subimos ao mosteiro e circulamos pelas ruas que o envolvem, vendo a comunidade budista no seu caminho para o templo. Embebidos numa cultura e envolvência solenes, contemplamos Lamayuru a partir do mosteiro - um momento envolto em mística e dos mais especiais de toda a viagem.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Hotel

Dia 15Srinagar

Fazemo-nos novamente ao caminho e atravessamos o colo de Fatu-La. A 4000 metros de altitude, esta é a passagem mais alta desta estrada. O nosso destino é Srinagar, a capital de Caxemira. Pelo caminho, descobrimos a aldeia de Drass, um dos locais habitados mais frios do planeta durante o inverno, onde as temperaturas podem chegar aos -50ºC. A descida para o vale de Caxemira faz-se passando a portela de Zoji-La, a 3500 metros de altitude. Uma paisagem deslumbrante começa a revelar-se, à medida que descemos pela estrada mais desafiante de toda a jornada, que nos leva a Srinagar, onde chegamos já de noite.

Depois de mais de uma década de isolamento, Caxemira acolhe de novo os seus visitantes. A região, disputada ainda hoje pelo Paquistão, foi predominantemente hindu e depois budista, sendo atualmente muçulmana. A presença do império inglês em Caxemira é ainda visível, entre outras coisas, nas carismáticas houseboats que ocupam o Lago Dal. Nas três noites que passamos em Srinagar, estes barcos são a nossa casa. Caxemira marca o contraste cultural mais fascinante de toda esta viagem, fechando com deslumbre a nossa travessia pelos Himalaias indianos.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Casa barco

Dia 16Srinagar

Srinagar, situada a 1730 metros de altitude, caracteriza-se por uma paisagem feita de lagos e pela sensação de tranquilidade que ali se vive. Ao longo dos tempos, poetas, imperadores, mercadores e viajantes fizeram de Srinagar a sua casa e é também neste lugar que relaxamos durante os últimos dias da viagem. 

A primeira manhã em Srinagar é livre. Depois do almoço, um passeio histórico leva-nos até aos jardins Mughal de Shalimar e Nishat Bagh. Apanhamos depois um rickshaw e exploramos a parte velha da cidade, visitando a sua principal mesquita.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Casa barco

Dia 17Srinagar

Todas as madrugadas, o lago Dal transforma-se num ponto de encontro onde são comercializados os mais frescos vegetais. Despertamos ainda antes do nascer do sol para nos juntarmos à azáfama do mercado flutuante de Srinagar. À tarde continuamos a navegar pelos canais, admirando os jardins flutuantes e desfrutando da tranquilidade. Para a despedida, espera-nos um jantar típico de Caxemira.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Casa barco

Dia 18Voo para Leh

Despedimo-nos da capital de Caxemira e, logo pela manhã, apanhamos um voo interno que nos leva de volta a Leh. Chegamos à região de Ladaque a meio da tarde, ainda a tempo de explorar alguns templos e mosteiros menos conhecidos, mas igualmente importantes para a comunidade local.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 19Leh

Aproveitamos o nosso último dia em Leh para descontrair e deambular mais um pouco por esta imponente cidade. E para a despedida, ao final do dia, Angmo e Angchok acolhem-nos na guesthouse onde estamos hospedados para nos preparar um jantar caseiro tipicamente ladaqui, servido debaixo das macieiras e damasqueiros do seu cuidado jardim. A forma mais genuína de saborear os últimos momentos nesta cidade encantadora.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 20Voo de regresso

Chegada a altura da despedida, levamos-te ao aeroporto para o teu voo de regresso a casa. Poucas vezes nas nossas viagens nos entusiasmamos com os voos de regresso. Mas neste caso vale a pena, pois este é um voo épico. Aproveita a vista deslumbrante sobre a cordilheira de Pir Panjal e acena, por agora, um último adeus aos Himalaias.

Alimentação: -
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa, incluindo voo interno
18 pequenos-almoços e 6 jantares
Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais
Visto
Alimentação não especificada (cerca de 20€ a 25€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    A Índia passou a disponibilizar, desde Agosto de 2015, o e-Tourist Visa para viajantes com passaporte português. O processo ficou simplificado, deixando de ser necessário fazer o pedido de visto da Embaixada. A Nomad recomenda a Visateam para o apoio ao pedido do visto de que precisas para esta viagem. A Visateam é parceira Nomad desde a sua fundação, tendo dado provas de profissionalismo e confiança. Os seus especialistas conhecem bem as nossas viagens e estão completamente aptos para te ajudar em todo o processo de pedido de visto, quer por telefone ou email, quer presencialmente, nas suas instalações de Lisboa e Porto.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Nesta viagem ficamos quase sempre em pequenos estabelecimentos, alguns de caráter familiar. Os quartos têm quase sempre duas camas e casa de banho privativa. As casas de banho têm água quente, sanitários europeus e são abastecidas de papel higiénico, mas não deixam de ser asiáticas, pelo que, fora uma ou outra exceção, não têm banheira nem polibã - o chuveiro está montado na própria casa de banho.

    A noite anterior à entrada na região de Ladaque é passada num acampamento pré-montado, próximo da estrada. Estes acampamentos existem ao longo da estrada para colmatar a ausência de hotéis. As tendas são grandes e confortáveis, têm camas e casas de banho privativas, mas as condições são elementares. Ficam duas pessoas por tenda. Não há aquecimento, mas há muitos cobertores disponíveis. Não há acesso a duche.

    Os carismáticos houseboats, as ‘casas barco’, são uma referência da presença do império inglês em Caxemira. Impossibilitados de adquirir um pedaço de terra para construir as suas casas, os ingleses foram obrigados a improvisar, ocupando o Lago Dal com barcos que podiam habitar. Durante a nossa estadia em Srinagar, ficamos instalados num destes tradicionais alojamentos. À entrada, todos oferecem uma confortável esplanada com vista para o inspirador sossego do lago, uma sala de convívio e, logo de seguida, uma sala de jantar, onde nos podemos sentar juntos para as refeições. Os quartos, com duas camas individuais, são confortáveis e têm casa de banho privativa.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nas nossas pausas para refeições, damos sempre preferência a restaurantes locais, onde é possível experimentar o verdadeiro sabor da gastronomia indiana. Embora conhecido por conter em si realidades culturais muito distintas, o picante é um ícone gastronómico em toda a Índia. Se és vegetariano, este é um país onde não terás problemas, uma vez que, por questões religiosas, uma parte considerável dos indianos não consome carne. A maioria dos restaurantes tem uma ementa muito variada, por isso podes escolher um prato a teu gosto e de acordo com as tuas opções alimentares. À medida que vamos subindo as imponentes montanhas da região do Ladaque, facilmente sentimos a influência da gastronomia tibetana e esta é também uma experiência a não perder. Do princípio ao fim da viagem, o líder Nomad estará sempre presente para contextualizar a cultura gastronómica e ajudar a escolher os melhores petiscos.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda usada na Índia é a rupia indiana e é a que vais usar durante a viagem, pois pagamentos em moeda estrangeira não são habituais na Índia.

    Recomendamos que leves 8000 INR (rupias indianas) para os primeiros dias de viagem, uma vez que em Amritsar nem sempre é fácil trocar dinheiro. Podes trocar dinheiro numa casa de câmbio em Portugal ou levantar num ATM à chegada a Amritsar, ou ainda durante a tua escala em Nova Deli. A partir de Mcleod Ganj terás facilidade em levantar ou trocar dinheiro.

    Os cartões de crédito Visa têm aceitação em muitos estabelecimentos, mas em alguns dos restaurantes e mercados onde passamos na viagem só é possível pagar em dinheiro. Outros cartões de crédito poderão não ter uma aceitação muito generalizada. As máquinas ATM estão disponíveis em todas as cidades por onde passamos na viagem.

    Durante o programa, não está incluída a alimentação da viagem. Não estão ainda incluídas água e outras bebidas, nem algum snack que queiras fazer num local de paragem. Estimamos para a alimentação não incluída um valor de cerca de 20€ a 25€ por dia. As entradas e atividades descritas no programa estão incluídas.

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Grande parte da nossa viagem decorre em plenos Himalaias e o acesso à internet, e mesmo à rede de telemóvel, é limitado.

    Nas cidades principais, há wi-fi nos hotéis, restaurantes e cafés, mas o acesso à internet nem sempre é garantido. O mesmo acontece com a rede telemóvel internacional (roaming), principalmente a partir de Manali. Para facilitar as comunicações com Portugal, se quiseres, é fácil comprares um cartão de telemóvel local.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Por motivos logísticos, a maioria das deslocações é realizada em carrinhas alugadas para o nosso grupo. Espaçosas e confortáveis, estas carrinhas são o transporte ideal para apreciar as grandes montanhas dos Himalaias.

    Ocasionalmente, viajamos em autocarros públicos. Nas cidades, damos preferência aos carismáticos rickshaws indianos ou a táxis. Há ainda uma viagem interna de avião, entre Srinagar e Leh - certamente um dos voos mais belos do mundo.

  • Como é o clima durante a viagem?

    Esta viagem percorre uma região que cobre uma vasta extensão de território de uma grande variação climática. A nossa aventura começa em Amritsar, que se caracteriza por um clima quente (máximas de 35ºC) e seco. À medida que rumamos a norte, o clima torna-se mais temperado e ameno, sendo que na região de Ladaque e Caxemira as temperaturas durante o dia são agradáveis, entre os 16ºC e os 25ºC. Todavia, as noites podem ser frias, com temperaturas a rondar os 0ºC. Apesar de viajarmos na estação seca, ocasionalmente, pode chover.

  • Podemos ser impedidos de visitar Caxemira?

    Sim. A região de Caxemira, onde passamos cinco dias da nossa viagem, é politicamente instável. Durante o ano de 2019, após revogação por parte da Índia do estatuto especial que esta região detinha, ocorreram novos protestos em Caxemira, com repressão policial por parte das autoridades do país. As condições em Srinagar, e nas restantes zonas de Caxemira onde se desenrola a nossa viagem, estão agora estáveis, embora fortemente militarizadas. Desde há muitos anos que Caxemira é uma das zonas mais militarizadas do mundo. Existem condições para realizarmos a nossa viagem, mas a qualquer momento estas podem deteriorar-se, obrigando-nos a desencadear o programa alternativo, em que a zona de Srinagar é substituída pela do Lago Pangong, em Ladaque. Faremos todos os possíveis para manter o plano original da viagem, mas caso o risco se torne mais elevado que o normal na região, teremos de proceder a esta alteração.

  • Terei problemas com a altitude nesta viagem?

    A altitude máxima a que estarás exposto será de 5600 metros. As subidas são progressivas e a aclimatação não costuma causar problemas. Caso tenhas alguma doença crónica, como problemas cardíacos ou respiratórios, ou alguma condição particular, consulta o teu médico para aconselhamento.

    A adaptação do corpo à altitude depende da reação individual de cada organismo. Se não tiveres problemas de saúde, é pouco provável que venhas a ter problemas com a altitude. No entanto, é possível que sintas algum desconforto pontual, como dores de cabeça, cansaço e enjoos. Em viagem, precavem-te bebendo muitos líquidos e, caso as possas tomar, leva aspirinas para as dores de cabeça que possas vir a ter.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Índia

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Acampamento: 1 noite, Barco casa: 3 noites, Guesthouse: 7 noites, Hotel: 8 noites

Transportes

Autocarro, Avião, Barco, Carrinha,Rickshaw

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 700€

Testemunhos

Momentos únicos sob a forma de textura visual e mancha cromática. A harmonia da heterogeneidade, o caos no silêncio da interioridade. 20 dias que voaram no tempo e nos deixaram a memória iluminada.
Susana S.
Mais do que uma viagem extraordinária, foi uma experiência humana incrível, com um guia Nomad fantástico.
Fernanda C.