Viagem Esgotada

Japão Ancestral

Com Rita Tojal 02 a 18 out 2020

Terra de samurais, templos ancestrais e cerejeiras em flor, Japão é sinónimo de harmonia e equilíbrio. Entre tradições intocáveis e rasgos de vanguarda, o país do sol nascente preserva uma identidade cultural inconfundível.

Da velocidade alucinante do comboio-bala ao ritmo lento e solene das cerimónias do chá, o Japão proporciona uma viagem a dois tempos: passado e futuro. Começamos em Tóquio, entre neons e edifícios modernos, e deixamo-nos contagiar pela energia cosmopolita, vibrante e até excêntrica da capital japonesa. Seguimos depois para norte, para ir ao encontro da dimensão ancestral do país. Exploramos Kakunodate e a cultura samurai. Descobrimos as Dewa Sanzan, montanhas sagradas que acolhem os yamabushi, monges eremitas praticantes da fé Shugendō. Meditamos em templos milenares, mergulhados em espaços verdes meticulosamente cuidados, relaxamos nas águas quentes dos onsen e dormimos nos fascinantes ryokans. Absorvemos a cultura nipónica, experimentamos os seus rituais e aprendemos sobre as suas tradições.

  • Impacto cultural
    Encontrará um povo com rituais e crenças distintos do que está habituado. Dos monges budistas da montanha, aos samurais, passando pela singular cultura de Tóquio, o perfeccionismo japonês estará sempre presente.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física para além de pequenas caminhadas e deslocações a pé nas cidades. O dia mais exigente será a subida a Haguro-san (cerca de 2h de caminhada).
  • Nível de conforto
    Alojamentos bastante cómodos e bem localizados, sem desvirtuar o nosso estilo de viagem. Algumas noites, em vez de cama, dormimos nos tradicionais futons japoneses. Os transportes públicos são igualmente cómodos e bastante funcionais.

02 a 18 out 2020

2750 €17 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 950€

Outras datas disponíveis:

Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada a Tóquio

À chegada, a Rita vai estar à sua espera no aeroporto de Haneda para lhe dar as boas vindas. Segue depois para o hotel, para descansar dos voos e para se reunir com os restantes viajantes.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Tóquio

Mergulhamos na cultura japonesa através do buliço urbano de Tóquio. Uma cidade fervilhante que nos transporta para um futuro onde arranha-céus e neons convivem com símbolos de história e tradição. Começamos o dia no santuário Nezu, um dos mais antigos templos de Tóquio. À entrada, cruzamos os característicos portões torii, que marcam a passagem do mundano ao sagrado, e deixamo-nos envolver nos rituais xintoístas.

Do templo, seguimos para o parque Ueno, onde observamos a sintonia entre o tradicional e o moderno. Ali, os lagos e os jardins seguem as técnicas ancestrais de harmonia dos espaços naturais, enquanto ao longe se impõem os enormes edifícios que marcam a arquitetura das últimas décadas.

Entramos no fascinante metro de Tóquio, com destino ao futuro. No bairro de Shibuya encontramos o imaginário cosmopolita e futurista da capital japonesa. Imersos num ambiente onde abundam os estímulos sensoriais, paramos para observar as multidões que atravessam a passadeira mais icónica do país. Seguimos para Shinjuku para assistir ao pôr-do-sol numa das torres do edifício do governo metropolitano, com 220 metros. Dali, a vista estende-se da encruzilhada urbana de Tóquio até ao monte Fuji. Depois, perdermo-nos nos Yokocho - os bairros pedonais característicos das grandes cidades japonesas - e exploramos os tradicionais bares de sake e petiscos, os famosos izikayas. Deixamo-nos envolver pela atmosfera animada, enquanto absorvemos o quotidiano dos locais, na sua versão mais descontraída. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Konohana

Pela manhã, apanhamos o nosso primeiro shinkansen, o comboio-bala japonês. Saímos de Tóquio em direção ao sopé do monte Fuji, onde somos acolhidos pela comunidade rural de Konohana, um projeto fundado em 1994, com o objetivo de viver de uma forma sustentável, mantendo vivas as tradições agrícolas da região.

Vamos passar dois dias em pleno convívio com os japoneses que ali vivem e contactar de perto com o seu quotidiano. Na noite da nossa chegada, os habitantes de Konohana presenteiam-nos com um pequeno concerto de boas vindas à comunidade. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guest House

Dia 4Konohana

Estamos nos arredores da capital japonesa, num lugar com vistas privilegiadas sobre o monte Fuji. O nome Konohana é alusivo à deusa protetora do Fuji, também conhecida como a deusa das cerejeiras em flor. 

Mergulhados num cenário idílico, despertamos para mais um dia na comunidade. Com o amanhecer começam as tarefas diárias na comunidade. Juntamo-nos aos locais e participamos destes momentos. Aprendemos sobre modelos de sustentabilidade e técnicas agrícolas ancestrais que foram atualizadas, aperfeiçoadas e adaptadas à vida contemporânea, nos vastos campos agrícolas de Konohana. Visitamos as colmeias, as produções de molho de soja, de miso, de arroz e do café de arroz. Na cozinha, aprendemos as formas tradicionais de preparação de alguns alimentos japoneses, como as flores de lótus ou a raiz de konjac. Aproveitamos o dia ao ritmo da comunidade e relaxamos, antes de regressar a Tóquio, nas vésperas de partir rumo ao Norte do Japão. 

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Guest House

Dia 5Tóquio

Passamos a manhã ainda em Konohana, a absorver a calma que o lugar transmite. Depois, é tempo de mudar radicalmente o ritmo. Voltamos a Tóquio para nos perdermos em Akihabara, um dos bairros mais desconcertantes do planeta. Exploramos edifícios de seis andares repletos de jogos “arcade” e descobrimos os maid cafés onde todas as empregadas estão vestidas ao estilo do manga japonês. Nas ruas, cruzamo-nos com grupos de cosplay: uma espécie de performance na qual os participantes se disfarçam a rigor e representam os seus personagens de anime preferidos. Deixamo-nos impressionar por um mundo de fantasia e pela envolvente frenética de luzes neon que acendem e apagam numa cadência alucinante. 

Para completar a experiência da vertente mais cosmopolita de Tóquio, passamos a noite num hotel cápsula. Estes hotéis foram criados no Japão no final da década de 70, como alternativa aos alojamentos mais luxuosos e dispendiosos. Desde essa época, o design das cápsulas mudou bastante, tornando-as mais confortáveis e criativas.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel Cápsula

Dia 6Matsushima

Deixamos Tóquio e seguimos em direção ao mar. Passamos a tarde em Matsushima, uma pequena cidade na costa do Pacífico, nomeada pelos japoneses como um dos três lugares mais bonitos do Japão. Ao passear pela costa avistamos algumas das 300 ilhas que tornam a paisagem única. Visitamos uma das casas de chá onde poeta japonês Matsuo Bashō costumava escrever, durante as temporadas que passava em Matsushima. Perdemo-nos nos templos Zuiganji e Eidoji e deixamo-nos contagiar pela tranquilidade que a estética japonesa evoca. Contemplamos a simplicidade do jardim de rochas, que convida ao silêncio e à meditação. Ao final do dia, observamos os tons dourados do pôr do sol e vemo-lo desaparecer sobre o mar, rodeado das pequenas ilhas que marcam o horizonte. Ao jantar, deliciamo-nos com as famosas ostras e com o fresquíssimo peixe. 

Alimentação: -
Dormida: Guest House

Dia 7Hiraizumi

Continuamos para norte, e chegamos a Hiraizumi, a Quioto do Este. É uma pequena cidade que guarda a herança arquitetónica deixada pelo clã Ōshu Fujiwara, que se ocupava do minério do ouro, no século XII. Hiraizumi é dedicada aos princípios budistas, e os seus templos são património da Unesco. Visitamos os jardins de Motsuji, onde nos deliciamos com o extremo cuidado e devoção dos japoneses aos seus templos e jardins. Apreciamos as maravilhas da natureza numa caminhada até ao topo do monte Kanzan, que nos leva dos jardins à zona dos templos principais, Chuson ji. Deixamo-nos abraçar pela atmosfera calma desta região budista. Toda a envolvente reflete a dedicação de vários séculos a tradições que se mantêm vivas até aos dias de hoje.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guest House

Dia 8Geibi e Hirosaki

Pela manhã, descemos ao desfiladeiro Geibi. Espera-nos um passeio de barco no rio Satetsu, nas antigas embarcações de cedro, de fundo caracteristicamente plano, uma vez que eram tradicionalmente usadas para o transporte de cavalos. No Geibi, os barcos são conduzidos por homens e mulheres que cantam as tradicionais canções conhecidas por Geibi Oiwake. Deixamo-nos embalar pelas suas vozes que ecoam no desfiladeiro.

A jornada rumo a norte continua, na direção de Hirosaki. Esta é uma cidade tradicional, que conseguiu passar pela Segunda Guerra Mundial e conservar os seus templos e o seu castelo intactos. Hirosaki fica no meio de uma zona rural, onde se cultivam as maçãs mais famosas do Japão. Ali, a maçã abunda, e encontra-se nas mais variadas formas e feitios, desde bolos e tartes, a rebuçados, gelados e waffles. Hirosaki é também conhecida pelo café, já que foi nesta região que o café começou a ser consumido pelas pessoas comuns no Japão. A propósito, aproveitamos para conhecer um dos cafés mais antigos de Hirosaki.

Revigorados pela cafeína, aproveitamos para explorar o parque de Hirosaki e visitar o castelo mais fotogénico do norte do Japão. Ao longe, a montanha Iwaki-san, com os seus 1650 metros, impõe-se no horizonte. Ao cair da noite o parque ilumina-se para admirarmos a sua beleza de outra perspetiva.

Alimentação: -
Dormida: Ryokan

Dia 9Hirosaki

Começamos o dia com uma atividade bem característica do Japão: a meditação Zazen. Vamos até um dos templos de Hirosaki, e deixamos o silêncio guiar-nos. Com as energias renovadas, partimos à descoberta dos encantadores jardins Fujita Memorial, mantidos pela abastada família Fujita, num estilo tipicamente japonês. Deixamo-nos inspirar pela estética imaculada do lugar, antes de nos deliciarmos com a gastronomia local, que inclui pratos como o famoso igamenchi, feito com pernas de lula picadas e vegetais; as suculentas vieiras, conhecidas como hotate kaiyaki; os noodles soba tsugaru, servidos com o molho característico da região; a tempura de milho; várias especialidades preparadas com alho preto, proveniente de Aomori e ainda os afamados bifes Wagyu. 

Desfrutamos de algum tempo livre para compras e, especialmente, para apreciarmos a arte do Tsugaru nuri, o intricado artesanato, característico da região. Encantamo-nos com os templos antigos de Hirosaki, e preparamo-nos para mergulhar a fundo na cultura japonesa, participando na Chanoyu: a cerimónia do chá. Indissociável da identidade japonesa, o ritual remete para o imaginário do Japão ancestral e lembra-nos a importância da comunicação silenciosa, tão valorizada neste canto do mundo. O ato de servir o chá é solene e, durante a cerimónia, nenhum detalhe é descurado.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Ryokan

Dia 10Kakunodate

Viajamos para Kakunodate para imergir na cultura samurai. Os samurais eram os guerreiros do antigo Japão, e tinham o ranking mais alto nas castas sociais do período Edo, entre 1603 e 1868. O código de honra dos samurais - bushido - declarava que um verdadeiro guerreiro devia manter a lealdade, a coragem, a veracidade, a compaixão e a honra. No caso destes valores serem postos em causa, o samurai devia praticar o harakiri, terminando a própria vida com a sua espada. Muitos samurais seguiam os ensinamentos do budismo zen.

A fundação de Kakunodate data de 1620, quando foi estabelecida por Ashina Yoshikatsu, o chefe do clã Satake. É tempo de nos perdermos pelo bairro samurai mais emblemático de todos o Japão. Exploramos o carismático buke yashiki (ou bairro samurai) e deixamo-nos seduzir pela mística do lugar. Visitamos duas antigas casas de samurais e apreciamos a sua estética inequivocamente japonesa. Numa delas residem ainda descendentes diretos da linhagem samurai. Percorrendo a avenida principal, ladeada por edifícios ancestrais, absorvemos a atmosfera singular de um lugar onde se respira história e tradição.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guest House

Dia 11Kakunodate

Espera-nos uma visita à antiga fábrica de molho de soja e miso. A descoberta dos processos de produção abre-nos o apetite para provar estas iguarias, bem como os famosos pickles, sobretudo de vegetais fumados, exclusivos desta região.

O passeio em Kakunodate segue na zona tradicionalmente dedicada ao comércio, onde visitamos os kuras: antigos armazéns geridos por famílias de comerciantes. Ali encontramos peças de artesanato kabazaiku, uma técnica iniciada pelo samurai Fujimura Hikoroku, que se caracteriza pelas peças feitas com casca de cerejeira. De vistas cheias e com o aproximar da hora do almoço, regressamos ao bairro dos samurais para um repasto na antiga casa de um célebre samurai, atualmente transformada em restaurante. 

Segue-se uma caminhada tranquila ao longo do rio Hinokinaigawa, onde nos deixamos contagiar pela harmonia dos espaços naturais. Depois, continuamos até ao monte Furushiro, onde outrora se erguia o castelo de Kakunodate. Dali, apreciamos a vista panorâmica sobre a carismática vila.

Alimentação: -
Dormida: Guest House

Dia 12Tsuru no yu

Deixamos Kakunodate para seguir em direção ao lago Tazawako, onde nos deslumbramos com a beleza daquele que é o lago mais profundo do Japão, com 423 metros de profundidade. As águas límpidas e serenas do Tazawako, assim como o cenário envolvente, fazem desta uma das paisagens naturais mais imponentes de toda a viagem.

Inspirados pelo esplendor natural, almoçamos nas redondezas do lago, antes de uma viagem rumo a um dos tradicionais onsen. Os onsen são piscinas de água quente naturais. Frequentados, em alguns casos, diariamente pelos japoneses, são um elemento fulcral da cultura nipónica.

Aventuramo-nos por uma estrada de montanha. Da janela, admiramos a incrível paisagem do Norte do Japão. Quando finalmente chegamos ao antigo onsen, visitado desde a época samurai, a atmosfera zen toma conta dos sentidos. O ritmo lento e ponderado de cada ação contagia-nos. Tomamos banhos de água quente e descansamos nos quartos decorados de acordo com os preceitos minimalistas típicos da estética japonesa. À hora de jantar deliciamo-nos com uma refeição que reflete o primor e o perfecionismo japoneses. Os banhos ficam abertos toda a noite, para quem quiser voltar depois do jantar.

Alimentação: Jantar
Dormida: Onsen

Dia 13Yamadera

Apontamos as agulhas a sul e rumamos a Yamadera, uma aldeia fundada no ano 860 por monges que transportaram a chama sagrada desde o templo Enryaku-ji, perto de Quioto. Os monges acreditavam que as faces das rochas de Yamadera eram as fronteiras entre este mundo e o próximo. Diz a lenda que essa chama continua acesa até aos dias de hoje.

É tempo de explorar o templo Risshaku-ji. Os icónicos portões tori revelam uma atmosfera de mistério e encantamento, e abrem o caminho para uma subida de mais de 1000 degraus até ao topo, onde se ergue o templo. Subimos a escada esculpida na pedra. O musgo e os pequenos altares vão pontuando o caminho. A caminhada convida a um momento meditativo e de contemplação. 

Seguimos de Yamadera até Yamagata, onde vamos passar a noite. Jantamos numa antiga casa de samurais e desfrutamos do incontornável soba, um prato à base de noodles de trigo sarraceno, preparado como dita a tradição. As taças de soba são um ícone do quotidiano nipónico e cada japonês tem um local preferido no país ou na sua prefeitura, ao qual se mantém fiel ao longo da vida. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 14Montanhas Dewa Sanzan

Saímos de manhã para Haguro-san, a montanha sagrada que faz parte das três montanhas conhecidas como as Dewa Sanzan. Segundo a religião Shugendō, Haguro-san representa o nascimento, Gas-san representa a morte e Yudono-san, o renascimento. No conjunto, refletem o ciclo da vida e, ao mesmo tempo, as fases pelas quais os peregrinos passam na jornada a Dewa Sanzan. Nas montanhas, podemos ver os devotos da fé Shugendō a caminhar, envergando roupas brancas, sandálias e chapéu feitos de palha. Os yamabushi, ou padres da montanha, levam ainda instrumentos de sopro feitos a partir de conchas, grandes calções brancos e coletes de xadrez. 

Mergulhados nesta atmosfera mística, subimos a Haguro-san, percorrendo os 2446 degraus de pedra, que nos levam até aos 419 metros de altitude, por um trilho decorado com cedros e pequenos altares. No caminho, cruzamo-nos com peregrinos que completam a sua jornada sagrada. No topo da montanha, descobrimos os templos de Haguro-san.

A noite é passada num templo, perto do topo de Haguro-san. Ao jantar, saboreamos uma maravilhosa refeição shōjin ryōri, a típica cozinha budista que só se encontra nos templos e mosteiros. Os cogumelos e os vegetais da montanha, colhidos pelos monges, são característicos desta alimentação e o jantar no templo é uma experiência por si só.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Templo

Dia 15Montanhas Dewa Sanzan e regresso a Tóquio

Acordamos cedo para tomar o pequeno almoço no templo que nos albergou na noite anterior. Com as energias repostas, regressamos ao topo da Haguro-san para uma cerimónia tradicional, realizada por um yamabushi que reside no templo principal.

Descemos a montanha enquanto assimilamos a experiência de peregrinação e revisitamos as memórias de toda a viagem. Está na altura de apanhar o comboio de regresso a Tóquio. 

Deixamo-nos transitar do ritmo lento dos dias passados na região de Tohoku, para a pressa que se sente em Tóquio.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 16Tóquio

De volta a Tóquio, recuperamos o sentimento de harmonia entre progresso e tradição. Para honrar a ligação do legado budista à cultura japonesa, começamos o dia a visitar o Senso-ji, o templo budista mais antigo da capital. Situado no coração do bairro de Asakusa, Senso-ji é um símbolo do Japão ancestral, perdido na modernidade dos prédios ao seu redor, incluindo a icónica torre Sky Tree. À saída do templo, experimentamos os omikuji: um ritual onde a nossa sorte aparece escrita num papelinho. Bem ao modo japonês, colhemos aqui uma mensagem para a nossa vida. 

O almoço é em Ryogoku, a zona dos lutadores de sumo. É neste bairro que vivem, treinam nos estábulos e mantêm a sua cuidada dieta de competição. As lutas oficiais acontecem nos estádios característicos do bairro, entre os quais Ryogoku Kokugikan é o mais famoso. Com sorte, poderemos ver alguns lutadores de sumo na sua vida quotidiana. Experimentamos um restaurante dedicado aos atletas desta modalidade, onde servem chanko nabe, a refeição típica dos lutadores.

Após a refeição, seguimos para zona do antigo mercado Tsukiji. Embora o mercado e o famoso leilão do atum tenham mudado para um novo edifício, continua a haver aqui alguma mística ligada às décadas do comércio de peixe neste bairro.

Continuamos o passeio na praia de Odaiba. Esta é uma zona contemporânea da cidade e dali, podemos contemplar o skyline de Tóquio ao longe, enquanto refletimos, nostálgicos, na viagem que está prestes a terminar. Apanhamos um barco que segue pelo rio Sumida até Asakusa, onde celebramos num jantar de despedida.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 17Tóquio e Voo de Regresso

É dia de dizer sayonara ao Japão. Depois das despedidas, a Rita acompanha-o até ao Aeroporto de Haneda, de onde regressa a casa.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Alojamento durante todo o programa
Entrada nos templos e outros monumentos descritos no programa
12 pequenos-almoços
2 almoços
4 jantares
Transportes locais
Acompanhamento de líder Nomad
Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)

Exclui:

Voos internacionais
Visto
Seguro pessoal
Alimentação (cerca de 35€ por dia)
Extras pessoais como bebidas, telefone, etc.
Aluguer de cacifo (entre 7€ a 14€ dependendo do volume da bagagem)
Transporte de bagagem (entre 18€ a 25€ dependendo do volume da bagagem)

Perguntas Frequentes

  • Qual o aeroporto preferencial?

    Deve comprar os seus voos com destino e a partir do Aeroporto Internacional de Haneda. A cidade de Tóquio é servida por vários aeroportos internacionais. Nesta viagem, por motivos logísticos, optámos pelo aeroporto de Haneda. Ou seja, a Nomad só consegue assegurar transfers a partir deste aeroporto. Caso o seu voo esteja centralizado noutro aeroporto terá de assegurar o seu transporte para o hotel da primeira noite e do hotel da última noite para o aeroporto.

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para os portugueses, não é necessário visto para o Japão. Basta levar passaporte com validade mínima de 6 meses após a data de fim da viagem.

  • Terei dificuldade em levantar dinheiro durante a viagem?

    A moeda usada no Japão é o Yen (JPY). É nesta divisa que fará os seus pagamentos. Pode trocar dinheiro em casas de câmbio em Tóquio. No entanto, levantar dinheiro em máquinas ATM é o modo mais fácil e ágil. Encontrará ATM em qualquer das povoações por onde passamos. No Japão a maior parte dos pagamentos são feitos em dinheiro. É comum restaurantes, lojas e outros serviços não aceitarem pagamentos com cartão.

    Durante o programa não está incluída a maioria da alimentação da viagem. Não estão ainda incluídas água, cafés e outras bebidas e algum snack que queira fazer num local de paragem. Estimamos para a alimentação não incluída um valor de cerca de 35€ a 40€/dia. As entradas e atividades descritas no programa estão incluídas.

    É conveniente levar consigo um fundo de emergência de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguir levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso fará com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Dos tradicionais ryokans aos modernistas hotéis cápsula passando pelos singulares onsen, na nossa aventura pernoitamos e exploramos as peculiaridades dos alojamentos japoneses.

    Nas noites em hotéis e guesthouses, uns maiores e outros com um caráter mais familiar, os quartos são partilhados por duas ou três pessoas. Nestes alojamentos, as casas de banho têm água quente e sanitários europeus, por vezes são privadas noutros casos partilhadas.

    Únicos no mundo, os ryokans são alojamentos tradicionais que se distinguem pela sua arquitectura e modo de receber. Com um estilo minimalista, ao invés de camas, os quartos possuem futons individuais - colchão japonês. Na maioria dos casos os quartos são partilhados por três ou quatro pessoas, sendo as casas de banho partilhas.

    Pernoitamos também num onsen antigo, um edifício com condições bastante similares aos ryokans, mas que se distingue pelo seu complexo de águas termais. Passar o fim-de-semana nos onsen é uma experiência ainda hoje bastante comum entre os japoneses e exploramos ao máximo o que este alojamento nos tem a oferecer. 

    Passamos também uma noite num templo, e estas estadias em templo são conhecidas no Japão como shukubo. Com condições semelhantes aos ryokans, partilhará o quarto com três ou quatro pessoas. As casas de banho são também partilhadas. 

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Viajamos maioritariamente de comboio. Entre outros comboios, experimentamos o shinkansen, o “comboio bala”. Confortáveis e de uma pontualidade extrema, os comboios japoneses são sem dúvida a opção mais eficiente e comum para grandes deslocações.

    Nas regiões montanhosas damos preferência aos autocarros locais, também eles com excelentes padrões de qualidade. 

    Em Tóquio damos prioridade à rede de metro para descobrir esta gigantesca cidade. Usamos ainda um barco para cruzar o rio Sumida, no último dia da nossa aventura. 

  • Como é o clima durante a viagem?

    Localizado no Leste Asiático, o Japão é um arquipélago que se caracteriza pelo seu clima tropical. Na maioria dos dias encontrará temperaturas amenas (entre os 15ºC e os 28ºC). No entanto, nas zonas de montanha as temperaturas podem atingir os -5ºC. Conte com grandes amplitudes térmicas e prepare-se para a possibilidade de queda de neve. 

  • Se pretender chegar a Tóquio uns dias mais cedo posso reservar convosco o alojamento? E se pretender ficar mais dias em no fim da viagem?

    Se pretender chegar a Tóquio um ou mais dias antes da data de início da viagem podemos reservar para si noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faça o pedido assim que saiba as datas da sua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-lhe a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar para si noites extra no final da viagem.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem para que possa ter a flexibilidade de escolher onde quer comprar o voo e de onde quer partir. 

    Se pretender comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorra aos nossos parceiros, Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso, poderá também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consulte motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que lhe apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deve comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidir inscrever-se na viagem, receberá um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já pode proceder à reserva dos voos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tem a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais lhe agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos solicitar-lhe os detalhes da sua reserva e horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à sua espera no aeroporto para o levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Sim, maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho. E não tem que pagar qualquer suplemento por isso. 

  • Com quem irei partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o seu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projecto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de 1 mês da data de partida para a viagem.

Resumo de viagem

Destinos

Japão

Atividades

Descoberta Cultural

Dormida

Guesthouse - 6 noites, Hotel - 5 noites, Hotel Cápsula - 1 noite, Onsen - 1 noite, Ryokan - 2 noites, Templo - 1 noite

Transportes

Autocarro, Barco, Comboio, Metro

Reservas

Min: 5 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 950€