Exploração da Gronelândia

Com Carla Mota

A maior ilha do mundo, um grande território por onde navegaram vikings e destemidos exploradores na perseguição da conquista do Ártico. Esta é também a terra do povo inuit, de fiordes gelados, de grandes glaciares e de trilhos que atravessam pastagens verdejantes.

É este o terreno da nossa aventura que combina trekking e navegação. Na Gronelândia, a quase inexistência de estradas leva-nos a recorrer a barcos para as deslocações no interior dos fiordes e ao longo da costa, para ligarmos o sul ao norte habitado da ilha. No sul, fazemos trekking por colinas e prados viçosos que nos desvendam paisagens a perder de vista. Tal como os inuit, fazemos um percurso de kayak por entre icebergues, e dormimos em lugares com comunidades que não ultrapassam as poucas dezenas de pessoas. Seguimos depois para norte, a bordo de um navio de grande porte que, ao atracar nos fiordes, nos dá a conhecer o modo de vida destas comunidades. Nos trekkings do norte, já após cruzarmos o círculo polar ártico, os ambientes são mais brancos, com vistas para glaciares que largam os seus gelos diretamente no mar.

  • Impacto cultural
    Foco da viagem está na Natureza. No entanto, irás cruzar-te com o povo inuit.
  • Esforço físico
    Viagem ativa que combina trekking, navegação e kayak. Nos dias de trekking mais intenso, caminharás cerca de 7h.
  • Nível de conforto
    Alojamentos simples, mas asseados. Pernoitamos 4 noites em barco.

Novas datas brevemente

2350 €14 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1400€

Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada a Narsarsuaq

A Carla vai estar à tua espera no aeroporto em Narsarsuaq, a porta de entrada para o sul da Gronelândia. Conforme a hora de chegada, poderá ser possível dares um passeio pelas ruas da povoação ou subir a um miradouro para uma vista sobre o fiorde de Tunulliarfik.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 2Barco: Fiorde Gelado de Qooroq

Narsarsuarq será o nosso primeiro “campo base” para a aventura que nos vai levar do sul ao norte da Gronelândia habitada. Narsarsuarq situa-se num fiorde, bem próximo da entrada do fiorde gelado de Qooroq. Vamos explorá-lo recorrendo a um pequeno barco, que nos leva a navegar por entre icebergues até à frente do glaciar, onde podemos observar o calving - a queda de massa dos glaciares na água. É este fenómeno que alimenta o fiorde de icebergues. Narsarsuaq, uma povoação de média dimensão para a Gronelândia, tem cerca de 150 habitantes, o que nos recorda o grau de isolamento desta região, que se reflete desde já na nossa viagem. Uma das atividades da tarde de hoje vai ser abastecermo-nos de alimentos para os próximos dias.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 3Trekking ao Glaciar de Narsarsuaq

Após o pequeno-almoço, calçamos as botas de trekking e partimos para um trilho de um dia, que nos leva ao glaciar de Narsarsuaq, no manto de gelo da Gronelândia. Do topo, a paisagem gelada perde-se na linha do horizonte e transmite-nos uma sensação de imensidão. Regressamos a Narsarsuaq durante a tarde e jantamos no albergue.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 4Trekking de Tasiusaq e Kayak em Fiorde

Começamos cedo aquele que vai ser um dia cheio. Saltamos a bordo de um pequeno barco alugado para o nosso grupo, e cruzamos o fiorde de Tunulliarfik que fica à nossa frente. Desembarcamos em Qassiarsuk, uma povoação típica da Gronelândia, onde visitamos as ruínas vikings de Brattahlid. Depois, colocamos as mochilas às costas e damos início a um trekking que nos vai levar pelas paisagens do Ártico até Tasiusaq, um povoado ainda mais pequeno do que aqueles por onde temos passado. Tasiusaq é um lugar absolutamente tranquilo e surreal, onde a ideia da Gronelândia coberta de gelo e icebergues contrasta com a realidade preenchida por campos verdejantes e flores rosa e lilases que ladeiam o caminho, dando-lhe um ar completamente idílico. Instalamo-nos no albergue onde vamos passar a noite e por aí ficamos um pouco a descontrair e usufruir da paisagem que o envolve. De seguida, pegamos nas pagaias, para navegarmos de kayak numa baía preenchida por icebergues. O percurso não exige experiência prévia e, embora não apresente dificuldades, vai dar-te uma perspetiva inesquecível do Ártico, ao navegares de kayak por entre os icebergues que flutuam nas águas, como fazem os inuit há já muitos séculos. Foram eles que inventaram o kayak, que se tornou um meio de transporte fundamental para as suas comunidades, e teve um papel determinante na sua subsistência, permitindo-lhes desenvolver a caça à foca e à baleia.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 5Trekking de Qassiarsuk e Igaliku

Deixamos Tasiusaq pela manhã e seguimos a pé de novo até Qassiassuk. A meio do trekking, paramos numa quinta onde reside meia dúzia de pessoas que nos mostram como é o dia-a-dia da vida rural na Gronelância. De volta a Qassiassuk, temos a aguardar-nos um pequeno barco que nos vai levar a navegar pelo fiorde até ao porto de desembarque de Itilek. Voltamos a colocar as mochilas às costas e fazemos uma curta caminhada para percorrer os 4 km que nos separam de Igaliku, uma das mais belas e típicas povoações da Gronelândia. Igaliku tem apenas 40 habitantes e pouco mais do que uma dezena de casas coloridas na margem do fiorde de Einar, com águas azuis-turquesa. É com esta paisagem que ficamos o resto do dia.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 6Trekking ao Blue Ice Camp

Acordamos para mais um dia de trekking. Começamos a progressiva subida que nos leva ao plateau sobre o fiorde gelado de Qooroq. Esta é uma das vistas mais memoráveis e extraordinárias do sul da Gronelândia. Depois de contemplarmos a vista sobre o fiorde, iniciamos a descida ao Blue Ice Camp. Já lá em baixo, na baía onde os icebergues se acumulam, vamos caminhar sobre o gelo, para depois apanharmos mais um barco que nos vai levar a Narsaq. Agora numa cidade de maior dimensão, vamos sentir-nos de volta à civilização.

Alimentação: -
Dormida: Guesthouse

Dia 7Narsaq e Embarque


Narsaq é uma das maiores comunidades inuits do sul da Gronelândia. Passamos aqui o dia, conhecendo e privando com a comunidade inuit. Depois, entramos a bordo de um pequeno navio de 250 passageiros, onde vamos navegar ao longo dos próximos três dias pelos fiordes gelados da Gronelândia. Este ferry transporta passageiros e carga, e serve essencialmente os habitantes locais, pelo que é provável que sejamos dos poucos estrangeiros a bordo. 



Alimentação: -
Dormida: Cama em barco

Dia 8Navegação pelos Fiordes

O dia é passado em navegação. Sem nunca nos afastarmos muito da costa, seguimos ao longo dos fiordes do sul da Gronelândia. O verde, que caracteriza estas terras do sul da ilha, contrasta com os territórios gelados que vamos encontrar mais a norte dentro de poucos dias. Aproveita o deque do navio para tentar observar baleias e focas, que passam frequentemente próximo das embarcações que aqui navegam. Ao longo do dia, o barco para em várias povoações, o que nos permite testemunhar o isolamento dos seus habitantes. Na Gronelândia não existem estradas a ligar as localidades. A via marítima é essencial - por vezes, é a única forma de ligar povoações.



Alimentação: -
Dormida: Cama em barco

Dia 9Navegação pelos Fiordes e Nuuk

Atracamos em Nuuk, a capital da Gronelândia, ainda durante a manhã. O dia será dedicado a explorar a cidade. Descobrimos os caracteristicos bairros da cidade, o museu nacional e a zona portuária. Ao cair da noite regressamos ao nosso barco e prosseguimos viagem em direcção ao Árctico.

Alimentação: -
Dormida: Cama em barco

Dia 10Navegação pelos Fiordes (Ártico)

Hoje é o dia em que entramos no verdadeiro domínio do Ártico com a passagem do Circulo Polar Ártico, na latitude de 66º 33’ N. Da parte da tarde desembarcamos na povoação de Sissimiut, a cidade mais a norte onde o porto fica livre de gelo durante o inverno. Deambulamos pelo centro histórico e sentamo-nos na encosta a observar a vista sobre a baía. À noite, regressamos ao porto para a última noite a bordo.

Alimentação: -
Dormida: Cama em barco

Dia 11Ilulissat

Despertamos ainda sobre as águas do mar, passamos pela povoação de Aasiaat e entramos nos domínios dos gelos e icebergues, até que cruzamos o fiorde gelado de Ilulissat. Está atento para observares baleias entre os gigantescos icebergues que se acumulam nas águas geladas do Ártico. Chegados a Ilulissat, desembarcamos com as nossas mochilas, já que os dias de navegação terminaram. Vamos explorar a capital mundial dos icebergues, como costuma ser chamada esta cidade, que é hoje a terceira maior da Gronelândia. Entre as nossas voltas e passeios, vamos à igreja Zion, um dos lugares mais mágicos do mundo.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 12Trekking no Fiorde Gelado de Ilulissat

Ilulissat Kangerlua é provavelmente a maior atração turística da Gronelândia, e apresenta uma beleza tão invulgar e inquestionável que, em 2004, a UNESCO inseriu-a na lista de Património Mundial. Nas décadas de 80 e 90, Ilulissat não passava de mais uma vila piscatória que, de verão, quando os gelos polares derretiam, via a sua baía encher-se de gigantescos icebergues libertados por um dos glaciares mais profícuos do mundo. Os icebergues atraíram os primeiros exploradores e trekkers dos tempos modernos e a beleza da costa de Ilulissat invadiu o mundo. É por este fiorde de gelo que o nosso dia de hoje se desenrola. Pela manhã, começamos com uma visita ao mercado de peixe e baleia. Depois, partimos para um trekking ao longo da parte terminal do fiorde, onde não conseguimos deixar de parar com frequência para contemplar a paisagem.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 13Trekking no Fiorde Gelado de Ilulissat

Depois do pequeno-almoço, voltamos a calçar as botas de montanha e partimos para explorar o trilho do fiorde gelado de Ilulissat. Do trilho, acompanhamos as dinâmicas glaciares recentes, visualizando a produção de icebergues mesmo à nossa frente. Pelo trajeto testemunhamos uma das maiores tradições do Ártico, os cães que puxam os trenós. Nesta altura do ano não é possível andar de trenó - os trenós de cães são usados apenas durante os meses de inverno. Ainda assim, vamos ter oportunidade de conhecer alguns destes animais e perceber como as questões de sustentabilidade associadas ao degelo crescente afetam esta região.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 14Ilulissat e Regresso

Hoje termina a nossa exploração das terras da Gronelândia. A Carla vai levar-te ao aeroporto, para apanhares o voo de regresso.

Alimentação: -
Dormida: -

Inclui:

Alojamento durante todo o programa

Transportes locais

Navegação ao longo de três dias nos fiordes da Gronelândia

Acompanhamento de líder Nomad durante toda a viagem

Transferes de aeroporto (dentro das datas do programa)

Exclui:

Voos internacionais

Alimentação (cerca de 40€/dia)

Atividades extra

Extras pessoais como bebidas, telefone, etc

Entradas e guias locais em monumentos
Seguro pessoal

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    A Gronelândia é território dinamarquês e, como tal, não precisas de visto. No entanto, precisas de passaporte, com validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem, porque a Gronelândia, apesar de fazer parte da Dinamarca, goza de autonomia e não faz parte da União Europeia.

  • Como são os alojamentos durante esta viagem?

    Ao longo de quase todo o itinerário, ficamos alojados em albergues. Dormimos em camaratas, normalmente com quatro a seis camas, com casas de banho partilhadas para todo o albergue. Nesta viagem não é possível a divisão por sexos. As casas de banho têm sempre chuveiro com água quente. Estes albergues são de pequena dimensão e estão em lugares calmos. Terás de levar saco-cama. As camas não têm lençóis nem edredões, estando pensadas para que cada pessoa traga o seu saco-cama. Os albergues estão aquecidos, pelo que um saco-cama para 10ºC a 15ºC de conforto será suficiente. Os alojamentos são simples, mas asseados. Contudo, deverás ajustar as tuas expectativas à realidade de estar num lugar inóspito. Em Narsaq, dormimos numa guesthouse em quartos de duas camas. As restantes condições são semelhantes aos albergues.
    Nos dias de navegação, o alojamento será feito em regime de camarata no barco, com uma cama de beliche resguardada por uma cortina. As casas de banho são partilhadas.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se quiser chegar a Narsarsuaq uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em Ilulissat no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Narsarsuaq um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos em Ilulissat, no final da viagem.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

Resumo de viagem

Destinos

Gronelândia

Atividades

Trekking, Kayak, Navegação, Descoberta Cultural

Dormida

Albergue - 8 noites, Guest house - 1 noite, Cama em barco - 4 noites

Transportes

Barco

Reservas

Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 1400€

Testemunhos

A imensidão da natureza é comovente. A organização social e a cultura do povo Inuit estimulam reflexões importantes e as experiências proporcionadas na viagem são muito enriquecedoras a vários níveis. Já para não falar da simpática dinâmica de grupo e da nossa líder, uma pessoa extremamente bem preparada, divertida, atenta e com aventuras de vida entusiasmantes, de ouvir e chorar por mais!
Rossana A.
Viagem excelente, a um destino ainda com pouca oferta, que por isso permite caminhar um dia inteiro sem encontrar mais ninguém! É também muito interessante o contacto com um modo de vida diferente, muito condicionado pelo clima e pelo isolamento. E as paisagens com icebergues são espetaculares, e quase únicas!
Carlos O.
A viagem leva-nos a outras viagens, onde o silêncio e a imensidão dos espaços nos permitem desfrutar a natureza em bruto. Gostei muito. Vão rapidamente antes que as alterações climáticas não vos permitam desfrutar a beleza daquela natureza.
Margarida G.