Exploração da Gronelândia

Com Carla Mota

Gronelândia, a maior ilha do mundo e um vasto território por onde navegaram vikings e destemidos exploradores à conquista do Ártico. É também a terra do povo Inuit, de fiordes gelados, de grandes glaciares e de trilhos que atravessam colinas verdejantes.

É este o terreno da nossa aventura que combina trekking e navegação. Na Gronelândia, a quase inexistência de estradas, leva-nos a recorrer a barcos para as deslocações no interior dos fiordes e ao longo da costa para ligarmos o sul ao norte habitado da ilha. No sul, fazemos trekking por colinas e prados viçosos que nos desvendam paisagens a perder de vista. Tal como os Inuit, fazemos um percurso de kayak por entre icebergues e dormimos em lugares com comunidades de apenas algumas dezenas de pessoas, conhecendo o modo de vida destas comunidades. Nos trekkings a norte, já após cruzarmos o círculo polar ártico, os ambientes são mais brancos, com vistas para glaciares que largam os seus gelos diretamente no mar.

  • Impacto cultural
    O foco desta viagem é a natureza. No entanto, és exposto a costumes muito diferentes daqueles a que estás habituado, nos contactos com o povo Inuit que habita a região.
  • Esforço físico
    Apesar de não ser exigente, esta viagem combina experiências que requerem atividade física: trekking e kayak. Nenhuma requer experiência técnica prévia.
  • Nível de conforto
    Os alojamentos e os transportes são confortáveis, mas sem desvirtuar o nosso espírito de viagem. Os quartos variam entre duplos, triplos e, na maioria dos casos, camaratas. Quatro noites são passadas a bordo, em regime de camarata com casas de banho partilhadas.

Novas datas brevemente

2350 €14 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1400€

Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada a Narsarsuaq

A Carla vai estar à tua espera no aeroporto em Narsarsuaq, a porta de entrada para o sul da Gronelândia. Conforme a hora de chegada, podes ainda ter oportunidade para dar um passeio pelas ruas da povoação ou subir a um miradouro para uma vista sobre o fiorde de Tunulliarfik.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 2Fiorde Gelado de Qooroq

Narsarsuarq será o nosso primeiro ‘campo base’ para a aventura que nos vai levar do sul ao norte da Gronelândia habitada. Narsarsuarq situa-se num fiorde, bem próximo da entrada do fiorde gelado de Qooroq. Vamos explorá-lo recorrendo a um pequeno barco, que nos leva a navegar por entre icebergues até à frente do glaciar, onde podemos observar o calving - a queda de massa dos glaciares na água. É este fenómeno que alimenta o fiorde de icebergues. 

Narsarsuaq, uma povoação de média dimensão para a Gronelândia, tem cerca de 150 habitantes, o que nos recorda o grau de isolamento desta região, que se reflete desde já na nossa viagem. Uma das atividades da tarde de hoje vai ser abastecermo-nos de alimentos para os próximos dias.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 3Trekking Glaciar de Narsarsuaq

Após o pequeno-almoço, calçamos as botas de trekking e partimos para um trilho de um dia, que nos leva ao glaciar de Narsarsuaq, no manto de gelo da Gronelândia. Atravessamos moreias e a planície de descarga dos materiais transportados pelos glaciares com vegetação florida. Depois de uma subida pela rocha talhada pelos glaciares, chegamos a uma zona de lagos. Do topo, a paisagem gelada perde-se na linha do horizonte e transmite-nos uma sensação de imensidão. É daí que descemos ao glaciar e, se as condições de segurança permitirem, caminharemos sobre os mantos de gelo da Gronelândia. Depois de um piquenique na margem dos lagos ou do glaciar, regressamos a Narsarsuaq durante a tarde e jantamos no albergue, recuperando forças para o dia seguinte.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 4Trekking de Tasiusaq e Kayak em Fiorde

Começamos cedo aquele que vai ser um dia cheio. Saltamos a bordo de um pequeno barco fretado para o nosso grupo e cruzamos o fiorde de Tunulliarfik. Desembarcamos em Qassiarsuk, uma povoação típica da Gronelândia, onde visitamos as ruínas vikings de Brattahlid. Depois, colocamos as mochilas às costas e damos início a um trekking pelas paisagens do Ártico, que nos leva até Tasiusaq, um povoado ainda mais pequeno do que aqueles por onde temos passado. 

Tasiusaq é um lugar absolutamente tranquilo e surreal, onde a ideia da Gronelândia coberta de gelo e icebergues contrasta com a realidade preenchida de campos verdejantes e flores rosa e lilases que ladeiam o caminho, num cenário completamente idílico. Instalamo-nos no albergue onde vamos passar a noite e por lá ficamos um pouco, a descontrair e usufruir da paisagem envolvente. 

De seguida, pegamos nas pagaias para navegarmos de kayak numa baía preenchida por icebergues. O percurso não exige experiência prévia e, embora não apresente dificuldades, vai dar-te uma perspetiva inesquecível do Ártico, ao navegares por entre os icebergues que flutuam nas águas, como fazem os Inuit há já muitos séculos. Foram eles que inventaram o kayak, um meio de transporte fundamental para as suas comunidades e com um papel determinante na sua subsistência, permitindo-lhes desenvolver a caça à foca e à baleia.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 5Trekking Qassiarsuk e Igaliku

Deixamos Tasiusaq pela manhã e seguimos a pé de novo até Qassiassuk. A meio do trekking, paramos para visitar uma quinta e conhecer os seus residentes, que nos mostram o seu dia a dia nesta zona rural. 

De volta a Qassiassuk, aguarda-nos um pequeno barco, que nos leva a navegar pelo fiorde até ao porto de desembarque de Itilek. Voltamos a colocar as mochilas às costas e fazemos uma curta caminhada para percorrer os quatro quilómetros que nos separam de Igaliku, uma das mais belas e típicas povoações da Gronelândia. Igaliku tem apenas 40 habitantes e pouco mais do que uma dezena de casas coloridas na margem do fiorde de Einar, com águas azuis-turquesa. É esta paisagem que nos acompanha durante todo o dia.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 6Trekking Blue Ice Camp

Acordamos para mais um dia de trekking. Começamos a progressiva subida que nos leva ao plateau sobre o fiorde gelado de Qooroq. A subida não é exigente, mas as vistas são maravilhosas. Do topo do plateau é possível contemplar o fiorde gelado e os icebergues à deriva, bem como o manto de gelo da Gronelândia ao fundo do vale. Esta é uma das vistas mais memoráveis e extraordinárias do sul da Gronelândia. É aí que vamos almoçar, com a visão dos deuses. 

Depois de contemplarmos a vista sobre o fiorde, iniciamos a descida ao Blue Ice Camp. A descida é exigente e requer atenção redobrada devido à desagregação do material nas vertentes. Já lá em baixo, na baía onde os icebergues se acumulam, caminhamos junto ao gelo, para depois apanharmos mais um barco que nos leva a Narsaq. Os mais corajosos podem ir a banhos! Em Narsaq, numa cidade de maior dimensão, vamos sentir-nos de volta à civilização, depois de um dia rodeados de icebergues. 

Alimentação: -
Dormida: Guesthouse

Dia 7Narsaq e Embarque


Narsaq é uma das maiores comunidades Inuits do sul da Gronelândia. É aqui que passamos o dia, conhecendo e privando com o seu povo. A abordagem ao povo Inuit não é fácil. Embora natural simpáticos, são distantes. Passeamos pela povoação, tentando estabelecer contacto com os pescadores do porto de pesca e apreciando a vida diária neste canto do mundo. Um dos momentos mais importantes nestas comunidades é a chegada e partida do Sarfaq Ittuk, o barco de passageiros que liga as povoações da costa da Gronelândia. Temos oportunidade de observar essa dinâmica, já que também nós entraremos a bordo deste pequeno navio de 250 passageiros, no qual navegaremos ao longo dos próximos três dias, pelos fiordes gelados da Gronelândia. Este ferry transporta passageiros e carga, e serve essencialmente os habitantes locais, pelo que é provável que sejamos dos poucos estrangeiros a bordo. 



Alimentação: -
Dormida: Barco

Dia 8Navegação pelos Fiordes

O dia de hoje é passado em navegação. Sem nunca nos afastarmos muito da costa, seguimos ao longo dos fiordes do sul da Gronelândia. O verde, tão característico destas terras do sul da ilha, contrasta com os territórios gelados que vamos encontrar mais a norte dentro de poucos dias. Aproveita o deque do navio para tentar observar baleias e focas, que costumam passar bem próximo das embarcações que aqui navegam. 

Ao longo do dia, o barco para em várias povoações, o que nos permite testemunhar o isolamento dos seus habitantes. Na Gronelândia não existem estradas a ligar as localidades. A via marítima é por isso essencial - e por vezes a única forma de ligar povoações.



Alimentação: -
Dormida: Barco

Dia 9Navegação pelos Fiordes e Nuuk

Atracamos em Nuuk, a capital da Gronelândia, ainda durante a manhã, e o dia é dedicado a explorar a cidade. Descobrimos os característicos bairros da cidade e a zona portuária. O Museu Nacional da Gronelândia amplia a nossa visão acerca dos modos de vida na ilha e a sua evolução.

Ao cair da noite, regressamos ao nosso barco e prosseguimos viagem em direção ao Ártico.

Alimentação: -
Dormida: Barco

Dia 10Navegação pelos Fiordes

Hoje é o dia em que entramos no verdadeiro domínio do Ártico, com a passagem do Círculo Polar Ártico, na latitude de 66º 33’ N. Apesar de passamos quase todo o dia a bordo, estamos rodeados de maravilhas para contemplarmos. Durante a manhã, o barco navega entre fiordes, com montanhas e glaciares que se estendem até ao mar e que podemos observar do deck. Durante a tarde, atravessamos o Círculo Polar Árctico, e a possibilidade de ver baleias ou focas no mar aumenta. 

Pouco depois desembarcamos na povoação de Sissimiut, a cidade mais a norte, onde o porto fica livre de gelo durante o inverno. Deambulamos pelo centro histórico e sentamo-nos na encosta para observar a vista sobre a baía. À noite, regressamos ao porto para a última noite a bordo.

Alimentação: -
Dormida: Barco

Dia 11Ilulissat

Despertamos ainda sobre as águas do mar. Passamos pela povoação de Aasiaat e entramos nos domínios dos gelos e icebergues, até que cruzamos o fiorde gelado de Ilulissat. Ao longo da navegação, mantém-te atento às baleias entre os gigantescos icebergues que se acumulam nas águas geladas do Ártico. 

Chegados a Ilulissat, desembarcamos com as nossas mochilas, já que os dias de navegação terminaram. Vamos explorar a capital mundial dos icebergues, como costuma ser chamada esta cidade, que é hoje a terceira maior da Gronelândia. Entre as nossas voltas e passeios, vamos à igreja Zion, um dos lugares mais mágicos do mundo.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 12Trekking Fiorde Gelado de Ilulissat

Ilulissat Kangerlua é provavelmente a maior atração turística da Gronelândia. A sua beleza é tão invulgar e inquestionável que, em 2004, a UNESCO inseriu-a na lista de Património Mundial. Nas décadas de 80 e 90, Ilulissat não passava de mais uma vila piscatória que, no verão, quando os gelos polares derretiam, via a sua baía encher-se de gigantescos icebergues libertados por um dos glaciares mais profícuos do mundo. Os icebergues atraíram os primeiros exploradores e trekkers dos tempos modernos e a beleza da costa de Ilulissat invadiu o mundo. 

É por este fiorde de gelo que o nosso dia de hoje se desenrola. Pela manhã, começamos com uma visita ao mercado de peixe e baleia. Depois, partimos para um trekking ao longo da parte terminal do fiorde, onde não conseguimos deixar de parar com frequência para contemplar a paisagem.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 13Trekking Fiorde Gelado de Ilulissat

Depois do pequeno-almoço, voltamos a calçar as botas de montanha e partimos para explorar o trilho do fiorde gelado de Ilulissat. Ao longo do percurso, conseguimos acompanhar as dinâmicas glaciares recentes, assistindo à produção de icebergues mesmo à nossa frente. 

Pelo trajeto testemunhamos uma das maiores tradições do Ártico: os cães que puxam trenós. Nesta altura do ano, não é possível andar de trenó, pois os trenós de cães são usados apenas durante os meses de inverno. Contudo, temos oportunidade de conhecer alguns destes animais e perceber como as questões de sustentabilidade associadas ao degelo crescente afetam esta região.

Alimentação: -
Dormida: Albergue

Dia 14Ilulissat e Regresso

Hoje termina a nossa exploração nas terras da Gronelândia. A Carla vai levar-te ao aeroporto, para apanhares o voo de regresso, depois de uma extraordinária experiência no topo do Hemisfério Norte. 

Alimentação: -
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa

Exclui:

Voos internacionais

Alimentação (cerca de 50€ por dia)
Entrada em monumentos
 (cerca de 20€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    A Gronelândia é território dinamarquês e, como tal, não precisas de visto. No entanto, precisas de passaporte, com validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem, porque a Gronelândia, apesar de fazer parte da Dinamarca, goza de autonomia e não faz parte da União Europeia.

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Ficamos quase sempre alojados em albergues, de pequena dimensão e situados em lugares calmos. Dormimos em camaratas, normalmente com quatro a seis camas, com casas de banho unisexo partilhadas por todo o alojamento, todas com chuveiro e água quente. É necessário levares um saco-cama, pois as camas não têm lençóis nem edredões. Os albergues estão aquecidos, pelo que um saco-cama para uma temperatura de conforto de 10ºC a 15ºC é suficiente. Os alojamentos são simples, mas asseados. No entanto, deves ajustar as tuas expectativas à realidade de estar num lugar inóspito. 

    Em Narsaq, dormimos numa guesthouse em quartos de duas camas. As restantes condições são semelhantes às dos albergues. Nos dias de navegação, dormimos em regime de camarata no barco, com uma cama de beliche resguardada por uma cortina. As casas de banho são também partilhadas.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    As refeições não estão incluídas na viagem. No primeiro dia em Narsarsuaq todo os viajantes, em conjunto com a líder, vão às compras, de forma a assegurarem a sua alimentação para os dias seguintes. Voltamos a poder fazer compras após uns dias, em Narsq. 

    Vamos a cafés ou restaurantes nas povoações em que os há, mas isso não acontece em todos os locais. Por isso, grande parte dos pequenos-almoços e almoços são preparados pelos viajantes consoante o que comprarem, e almoçamos em modo piquenique ao longo das atividades do dia, com vista para os fiordes gelados, no meio dos icebergues e rodeados de lagos e montanhas. 

    Ao jantar, e sempre que não houver restaurantes, as refeições são preparadas por nós nos refúgios. Não és obrigado a participar na confeção das refeições, mas isso é esperado de ti. Esta é uma viagem participativa. 

    Durante os dias de navegação, há serviço de bar e restaurante que podes usar. No centro-norte da Gronelândia, também há bares e restaurantes, mas os albergues onde ficamos têm cozinha devidamente equipada, para quem quiser.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda da Gronelândia é a coroa dinamarquesa e é a que tens de usar durante a viagem, pois os pagamentos em moeda estrangeira não são habituais. Aconselhamos-te a levantar coroas dinamarquesas na tua escala no aeroporto de Copenhaga, uma vez que nos primeiros dias de viagem não temos acesso a ATM. 

    Os cartões de crédito Visa têm aceitação na maioria dos estabelecimentos. Outros cartões de crédito poderão não ter uma aceitação muito generalizada. À exceção dos primeiros dias, as máquinas ATM estão disponíveis na maioria das cidades por onde passamos na viagem.

    Durante o programa não está incluída a alimentação da viagem. Não estão ainda incluídas água e outras bebidas, nem algum snack que queiras fazer num local de paragem. Estimamos para a alimentação não incluída um valor de cerca de 50€ por dia. As visitas a museus e monumentos também não estão incluídas, pelo que deves reservar cerca de 20€ para tal.

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Nas cidades principais há wi-fi nos hotéis, restaurantes e cafés, mas o acesso à internet nem sempre é muito rápido. Há também uma boa cobertura de rede 3G nas cidades. A rede de telemóvel está disponível em todas as cidades. No entanto, nos percursos de barco e durante os trekkings, podes não ter acesso à rede de telemóvel ou internet. Se levares muitos equipamentos eletrónicos que precisem de ser carregados, aconselhamos-te a levar uma power bank e uma tripla.  

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Na Gronelândia não existem estradas a ligar as localidades. A via marítima é essencial - e por vezes é mesmo a única forma de ligar povoações. Na nossa viagem, recorremos a pequenas embarcações para deslocações curtas entre trekkings e passamos quatro dias a navegar num navio que nos transporta do sul até ao norte da ilha.

  • Como é o clima durante a viagem?

    A Gronelândia é a maior ilha do planeta Terra e situa-se parcialmente no Ártico. As suas temperaturas médias mensais variam entre os −8ºC e os 7°C, dependendo da estação do ano. Ao longo da viagem cruzaremos o Círculo Polar Ártico e essa linha define dois ambientes climáticos distintos. No sul, as temperaturas são mais elevadas e no verão podem atingir os 18ºC durante o dia. As noites são frias. No centro-norte da Gronelândia, as temperaturas são mais baixas. Em Ilulissat a temperatura média no verão é de 8ºC, mas é comum temperaturas mais baixas, que rondam os 4ºC, especialmente durante a noite. Podem ocorrer noites mais frias, mesmo no verão, e as temperaturas podem descer abaixo de zero. Quando nos aproximarmos dos glaciares e dos icebergues, as temperaturas podem ser inferiores. O vento é também comum nesta região, originando sensações térmicas mais baixas.

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    Não. Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de praticar atividades em ambiente de natureza durante vários dias. Nos dias de trekking, conta com cerca de 8 a 10 horas de caminhada por dia, a um ritmo lento e passo tranquilo. Os trilhos não requerem conhecimento técnico mas, para quem não tenha um estilo de vida ativo, esta poderá ser uma viagem com alguma exigência física.

  • Não tenho experiência de trekking. Esta viagem é para mim?

    Os trekkings da viagem estão ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para percorrer trilhos, sempre acessíveis, porém longos, por vezes.  Em alguns momentos, terás de empenhar alguma perseverança, mas os dias são descontraídos e tranquilos. Leva em consideração o cansaço e desconforto acumulados de caminhar durante vários dias.

  • Quantos quilómetros caminhamos por dia?

    Nos trekkings, as distâncias não são medidas em quilómetros, mas sim em horas. Isto porque devido ao tipo de terreno e desnível, podemos demorar horas a percorrer poucos quilómetros.

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. O ritmo é ajustado às necessidades do grupo. A distância dos itinerários escolhidos para cada dia dão-nos a possibilidade de os realizarmos com calma, para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Gronelândia

Atividades

Descoberta cultural, Kayak, Navegação, Trekking

Dormida

Albergue: 8 noites, Barco: 4 noites, Guesthouse: 1 noite

Transportes

Barco

Reservas

Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 1400€

Testemunhos

A imensidão da natureza é comovente. A organização social e a cultura do povo Inuit estimulam reflexões importantes e as experiências em viagem são muito enriquecedoras a vários níveis. Já para não falar da simpática dinâmica de grupo e da nossa líder - extremamente bem preparada, divertida, atenta e com aventuras de vida de ouvir e chorar por mais!
Rossana A.
Viagem excelente, a um destino ainda com pouca oferta, que por isso permite caminhar um dia inteiro sem encontrar mais ninguém! É também muito interessante o contacto com um modo de vida diferente, muito condicionado pelo clima e pelo isolamento. E as paisagens com icebergues são espetaculares - quase únicas!
Carlos O.
Na Gronelândia, a natureza é bruta e frágil ao mesmo tempo. A imensidão esmaga-nos e faz-nos sentir pequenos. Uma viagem repleta de momentos inesquecíveis.
Helena A.