Viagem Esgotada

Do Cabo a Zanzibar

Com Mateus Brandão 12 a 31 ago 2021

No século XIX, o Império Britânico idealizou uma linha de comboio que atravessaria África de norte a sul. Viajamos no que resta dessa linha, de grandes cidades a pequenas aldeias, atravessando paisagens naturais intocadas.

Recorrendo a troços desta linha de caminho-de-ferro, utilizada hoje pela população local nas suas deslocações quotidianas, viajamos por quatro países africanos, encarando os seus contrastes. Atravessamos o interior de uma África profunda, que nos impressiona com a grandiosidade de lugares como as cataratas Victoria e o extenso vale do Rift. Percorremos de jipe e a pé a savana, em safaris que nos levam bem perto da fauna africana. São 20 dias numa odisseia desde a cosmopolita Cidade do Cabo até ao Índico, a Zanzibar, ilha das especiarias.

  • Impacto cultural
    Partilhas as viagens de comboio, e muitos outros momentos desta viagem, com comunidades e famílias da região, com costumes muito diferentes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Viagem com pouca atividade física para além de pequenas caminhadas e deslocações a pé nas cidades.
  • Nível de conforto
    Alojamentos simples, mas com as condições de higiene mínimas asseguradas. Dormimos quatro noites em comboio e uma noite em autocarro. Longas deslocações em transportes públicos.

12 a 31 ago 2021

2550 €20 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 950€

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Viagem Esgotada

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Percurso

Dia 1Chegada à Cidade do Cabo

À chegada à Cidade do Cabo, o líder Nomad Mateus Brandão vai estar à tua espera no aeroporto para te dar as boas-vindas ao continente africano. Caso chegues cedo, aproveita o tempo livre para descontrair numa das muitas esplanadas da cidade, até que o grupo esteja todo reunido para o primeiro jantar.



Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Cidade do Cabo

A história da África do Sul confunde-se facilmente com a figura de Nelson Mandela. O início do nosso périplo pelo país é marcado pela visita ao “símbolo do triunfo do espírito humano sobre a adversidade”: a ilha e prisão de Robben Island, onde Madiba, como era carinhosamente tratado, passou grande parte da sua vida encarcerado e na qual, contam os primeiros registos de estada, em 1498, um grupo de marinheiros portugueses ali se abrigou numa gruta. 

Já durante a tarde, percorreremos as ruas da cidade e, se a meteorologia o permitir, ascendemos aos quase 1100 metros do seu ícone maior: a Table Mountain, assim apelidada pelo navegador português António de Saldanha, que a subiu pela primeira vez em 1503.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Península do Cabo

Hoje o nosso destino é a Península do Cabo, mais precisamente a vila de Simon’s Town e o Cabo da Boa Esperança. Simon’s Town foi em tempos a mais importante base naval britânica do hemisfério sul, mas não é para ver navios que lá vamos. O Cabo da Boa Esperança fica a poucos quilómetros e é na magnífica colónia de pinguins africanos que habita a praia Boulders que estamos interessados. Esta praia insere-se no Parque Nacional Table Mountain e, se tivermos sorte com o tempo, podemos dar um mergulho na companhia destes simpáticos ‘senhores de fraque’.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dias 4 e 5Da Cidade do Cabo a Joanesburgo

Hoje deixamos a Cidade do Cabo rumo a Joanesburgo, a cidade do ouro. O comboio parte de manhã e só chega a Joanesburgo ao final da tarde do dia seguinte, pelo que nos espera uma longa, mas bela, jornada. Não deixes de espreitar a paisagem que se desenrola na tua janela, principalmente os primeiros quilómetros, em território de vinhas e montanhas, e quando o nosso comboio atravessar o deserto do Karoo.

Aproveita para pôr a leitura em dia ou simplesmente para descansar depois das atividades dos últimos dias. Viajar no Shosholoza Meyl é uma experiência singular e, para torná-la ainda mais autêntica, sugerimos que faças as tuas refeições a bordo da carruagem restaurante, onde podes provar algumas das iguarias locais. 

Alimentação: -
Dormida: Comboio e Guesthouse

Dia 6Joanesburgo

Revigorados pela noite de descanso e por um bom pequeno-almoço, lançamo-nos à descoberta de uma das mais verdes cidades do mundo. Começamos por visitar o Constitution Hill, um antigo presídio que ocupou o lugar de um forte da guerra dos Boers, entretanto parcialmente convertido em Tribunal Constitucional. De seguida, dedicamo-nos ao imperdível Museu do Apartheid, em mais uma lição sobre o período mais difícil da história do país. 

Como não podia deixar de ser, o dia terminar com um passeio de bicicleta pelo Soweto, um dos mais injustamente infames lugares de Joanesburgo. Com uma população estimada em mais de 3 milhões de pessoas, o Soweto é uma das maiores conurbações do mundo. Pode até parecer voyeurismo considerar a visita a um lugar como este, mas a verdade é que só assim se compreende plenamente a realidade da cidade e do país. Aliás, como os próprios fazem questão de referir “se o Soweto espirra, a África do Sul constipa”. E, para além disso, o que foi outrora um gueto, é hoje um complexo mosaico social, onde se incluem alguns dos movimentos artísticos mais emergentes da cidade.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 7De Joanesburgo a Bulawayo

Apesar da operacionalidade da via férrea entre Joanesburgo e Bulawayo, todo o serviço de passageiros se encontra suspenso entre as duas cidades. Somos por isso forçados a viajar de autocarro, sendo a única alternativa uma viagem noturna. Deixamos Johanesburgo ao início da tarde, chegando a Bulawayo bem cedo na manhã seguinte. Mas não deixes que as 16 horas da viagem te desanimem. Aproveita os primeiros momentos para contemplar a paisagem e procura descansar quando entrares em modo verdadeiramente noturno. 

Por aqui diz-se que “os suíços têm os relógios, mas é África quem detém o tempo.” Por isso, sê paciente e adota o espírito e o ritmo do continente. O autocarro vai fazendo paragens, para que possas esticar as pernas e descontrair um pouco. A fronteira entre a África do Sul e o Zimbábue é o primeiro momento onde sentes o real pulsar de África. Esta fronteira, a meio da noite, é um verdadeiro acontecimento.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Autocarro

Dia 8Parque Nacional Rhodes Matopos

Chegamos a Bulawayo de manhã bem cedo, a hora mais ou menos incerta, mas a tempo de um pequeno-almoço revitalizante. Prepara-te para a experiência de uma vida! Se trouxeste o caqui e o chapéu à Henry Stanley, hoje é dia de o utilizar. De jipe e a pé, na companhia de quem os trata como família, vamos em busca do rinoceronte branco, um dos mais ameaçados mamíferos do planeta. É difícil de acreditar o quão próximo deles tens oportunidade de estar, mas não te assustes com estes pesos-pesados - como te aperceberás facilmente, são na verdade animais extremamente amistosos. 

O Parque Nacional Rhodes Matopos é também berço da maior e mais variada densidade de aves do mundo! Cecil Rhodes, um dos maiores entusiastas da megalómana construção da linha de caminho-de-ferro que atravessasse todo o continente africano, ficou tão impressionado com estas paisagens que fez questão de ser sepultado aqui. Mais do que um safari, a experiência de hoje é uma verdadeira aula de campo. Para além dos rinocerontes, falamos sobre o tempo em que os bosquímanos habitavam as grutas da região, sobre o primeiro acampamento escutista, aqui organizado por Baden Powell, e sobre como utilizar as plantas para coisas tão simples como sabonete. Não regressamos sem visitar uma das aldeias do parque e o seu carismático ancião, um caçador de leopardos.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 9Bulawayo

Depois de um dos dias mais intensos de toda a viagem, hoje propomos retemperar forças durante a manhã, numa cidade de uma tranquilidade fascinante. Apesar de se tratar da segunda maior cidade do Zimbábue, Bulawayo é tranquilo, um lugar de gente simpática e afável, mercados coloridos, arquitetura colonial e de toda a genuinidade de uma cidade africana. 

É neste ambiente que passamos a tarde, antes de partirmos nas históricas carruagens britânicas da década de 50, ainda com insígnias dos caminhos-de-ferro da antiga Rodésia, até às majestosas Cataratas de Vitória, onde chegamos na manhã seguinte.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Comboio

Dia 10Cataratas de Vitória

As Cataratas de Vitória são, sem dúvida, um dos mais impressionantes postais de África. David Livingstone, um dos primeiros europeus a explorar o interior de África, terá mesmo dito serem a visão mais extraordinária que alguma vez teve deste continente. 

Ainda do lado do Zimbábue, veste o impermeável, porque é certo que te vais molhar - o que até sabe bem, com o calor que certamente se faz sentir. Do Zimbábue para a Zâmbia, a fronteira cruza-se a pé, atravessando a incrível ponte rodoferroviária sobre o rio Zambeze, peça fundamental do plano de Cecil Rhodes para ligar a Cidade do Cabo ao Cairo.

Alimentação: -
Dormida: Guesthouse

Dia 11Livingstone

Em Livingstone, não faltam atividades por onde escolher e hoje é dia para desfrutar delas. Podes pescar junto às cataratas, nadar numa das piscinas naturais ou sobrevoa-las de microleve ou helicóptero. Assiste ao pôr do sol num cruzeiro pelo rio ou desce-o de rafting. Faz bungee jumping ou rappel. Há muito por onde escolher, conforme o teu espírito mais ou menos aventureiro! 

No entanto, se preferires ficar pela cidade, as opções não são menores. Não percas o Museu da Cidade e o Museu Ferroviário, e não deixes de espreitar o mercado de Maramba, uma vila que é a montra das artes e artesanato locais, desde ferreiros a escultores de máscaras de madeira. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse

Dia 12Lusaka

Por estes lados, diz-se que todos os caminhos vão dar a Lusaka. Tem a confusão e o aspeto de uma típica capital africana, mas abstrai-te deste primeiro impacto. Apesar de não ser cidade de grandes superlativos, a capital da Zâmbia não deixa de surpreender com a sua arquitetura soviética, os seus movimentados mercados e o ambiente genuinamente africano da cidade.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dias 13 e 14Mukuba Express

Prepara-te para mais  uma longa viagem entre estrada e carris. O caminho até à Reserva Selous é feito em três etapas. Começamos por deixar Lusaka com destino a Kapiri Mposhi, num percurso de cerca de três horas de autocarro, que nos leva até ao ponto de partida do último comboio da nossa aventura, para uma viagem de aproximadamente 40 horas. Mais uma vez, não te deixes impressionar negativamente pela duração da jornada - é uma viagem fantástica pelo vale do Rift, por entre aldeias perdidas de palhotas e paisagens incríveis. Das janelas do comboio, tens oportunidade de comprar fruta, chamuças e bebidas frescas aos muitos vendedores ambulantes que surgem nas paragens das estações. Esta é também uma boa altura para descansares e leres, mas não deixes de visitar a carruagem restaurante e o bar, para conviveres com os outros passageiros. Passamos duas noites a bordo, em compartimentos de quatro camas. 

Alimentação: Pequeno-almoço (dia 13)
Dormida: Comboio

Dia 15Mukuba Express e Kisaki

O horário oficial diz que deveríamos chegar à estação de Kisaki por volta das 8h00 da manhã, mas o melhor mesmo é contar que tal não aconteça antes das 16h00... Não desesperes! O atraso tem a vantagem de te permitir contemplar um dos troços mais bonitos da viagem com luz do dia, especialmente entre Makambako e Ifakara, onde as montanhas do Parque Nacional Udzungwa fazem a sua aparição. À nossa chegada a Kisaki, esperam-nos os jipes que nos conduzem ao lodge, onde repousamos depois desta grande travessia, com o som da selva por companhia.

Alimentação: Jantar
Dormida: Lodge

Dia 16Reserva de Selous Game

Hoje passamos todo o dia em safari, saindo às primeiras horas do dia, logo após o pequeno-almoço. Selous é a segunda maior Reserva de África e considerada Património Mundial da UNESCO pela sua diversidade de vida selvagem e habitats intocáveis. Por isso, não é difícil encontrar leões, búfalos, girafas, gnus, zebras, empalas, elefantes, hipopótamos e um sem-número de diferentes espécies de aves que habitam a reserva de forma completamente livre - a reserva não possui qualquer tipo de vedação ou limite físico e até comunica com outros parques. Com tamanha dimensão, podes esperar igualmente diferentes tipos de paisagem, que vão desde a selva densa à savana, passando por inúmeros e vastos lagos alimentados pelas águas do rio Rufiji. 
Depois do pôr do sol, somos encaminhados para o local de acampamento, onde jantamos junto à fogueira, com os hipopótamos do lago vizinho como banda sonora.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 17Da Reserva Selous Game a Zanzibar

Deixamos a Reserva Selous de jipe logo após o pequeno-almoço, com destino a Dar es Salaam, de onde cruzamos de ferry para Zanzibar. Ainda são cerca de sete horas de estrada até finalmente avistarmos as águas quentes do Índico. A nossa viagem está quase no fim. Foram mais de 5000 quilómetros até aqui e não poderia haver melhor sítio do que este para terminar. 

É altura de descontrair. Depois de te instalares, entra no ritmo próprio e vagaroso da ilha: polé-polé! (devagarinho, devagarinho!), como por aqui se diz.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 18Stone Town

Com mais de 1000 edifícios de valor arquitetónico construídos em pedra de coral e mais de 200 portas trabalhadas, lojas, ateliers e escolas, num labirinto de ruas estreitas e intrincadas, como se estivéssemos numa medina árabe, Stone Town é considerada Património Mundial da Humanidade desde 2000. Hoje deixámo-nos perder nos seus becos, procuramos mesquitas, templos hindus, igrejas e edifícios coloniais. Saboreamos café nos seus recantos e exploramos o mercado repleto de frutos tropicais e peixe, com um delicioso aroma a especiarias no ar. Deixa-te embalar ao som do chamamento do muezzin para a oração, numa miscelânea de culturas que há séculos povoam esta ilha: persas, indianos, portugueses, árabes e ingleses, todos deixaram aqui o seu cunho. Ao final do dia, jantamos numa das muitas bancas de rua dos Jardins Forodhani, com vista para o Índico e onde as crianças se lançam em mergulhos acrobáticos para o mar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 19Unguja Ukuu e Ilha Nianembe

Zanzibar é sinónimo de praias paradisíacas, águas quentes e areia branca. E como não podia deixar de ser, hoje rumamos ligeiramente a sul até à vila piscatória de Unguja Ukuu. Diz-se ter sido o primeiro povoado da ilha e que com ela partilha o nome. Num dhow, os tradicionais barcos de Zanzibar, velejamos ao sabor do vento em busca do nosso pedaço de paraíso. Uma vez na praia, mergulhamos nas águas azul-turquesa, exploramos corais e grutas. Almoçamos descontraidamente nas areias desta praia - que só o é enquanto a subida da maré não a reclama. 
Regressamos a Stone Town ainda a tempo de uma cerveja ou de fumar um narguile numa esplanada sobre o mar. Ao jantar, em jeito de despedida, celebramos esta odisseia que nos levou a atravessar uma grande parte do continente africano.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 20Stone Town e Voo de Regresso

É dia de voltar a casa e de te despedires de África. De acordo com o horário do teu voo, o Mateus vai levar-te ao aeroporto para o teu regresso, depois de quatro países cruzados numa grande aventura.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
12 pequenos-almoços, 4 almoços e 2 jantares

Entradas nos Parques Nacionais
Safari no PN Rhodes Matopos (Zimbabué)

Safari na Reserva Selous Game (Tanzânia)

Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais

Vistos
Alimentação não especificada (cerca de 300€)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para esta viagem não precisas de obter nenhum dos vistos com antecedência. Os cidadãos portugueses encontram-se isentos de visto para a África do Sul, e em todos os outros países por onde a nossa viagem decorre, os vistos podem ser obtidos à entrada. O visto do Zimbábue tem um custo de 30 dólares, e o da Zâmbia e da Tanzânia de 50 dólares cada.

    Para esta viagem não necessita de obter nenhum dos vistos com antecedência. Os cidadãos portugueses encontram-se isentos de visto para a África do Sul e em todos os outros países por onde a nossa viagem decorre, os vistos podem ser obtidos à entrada. O visto do Zimbábue tem um custo de 30 dólares, o da Zâmbia e da Tanzânia 50 dólares cada. A Tanzânia obriga ainda à apresentação do Certificado Internacional de Vacinas, onde deve constar a vacina contra a Febre Amarela. 

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad pode reservar-te noites extra no início e/ou no fim da viagem. No entanto, está sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te toda a informação sobre preços e disponibilidade.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem. 

    Nas noites passadas em comboio, o grupo fica dividido em compartimentos de quatro camas. Na África do Sul, o Shosholoza Meyl é um comboio confortável, limpo e seguro. Podes contar com compartimentos com um pequeno lavatório e tomadas no interior. Cada carruagem dispõe de duas instalações sanitárias e um chuveiro. De Bulawayo às Cataratas Vitória, a tipologia das carruagens é semelhante, mas consideravelmente mais básica e sem chuveiro. Lembra-te que são composições antigas da década de 50, com pouca manutenção, onde não há água encanada e, como tal, de aspeto duvidoso. No entanto, respiram nostalgia e romantismo e personificam toda a história que os atravessa. Já no TAZARA (Kapiri Mposhi — Ifakara), conta com um comboio relativamente novo (foi introduzido em 2015) e com uma configuração idêntica ao Shosholoza, limpo, com oportunidade de duche, carruagens restaurante, bar e lounge. Em todos os casos, é aconselhável trazer um lençol-saco ou saco-cama. 

    No Parque Nacional Mikumi, passamos uma noite em lodge, que pela sua localização oferece uma experiência mais compensadora que um hotel. Neste caso, podes no entanto ter de partilhar o quarto com um máximo de mais duas pessoas. Temos ainda oportunidade de passar uma noite em acampamento, em tendas relativamente novas e espaçosas o suficiente para albergar duas pessoas - a derradeira experiência de dormir em África sob as estrelas e ao som dos rugidos de leões e hipopótamos. 

    Em Lusaka, o hotel onde nos instalamos é centenário, e por isso o hotel mais rudimentar da viagem. No entanto, e face à escassez de oferta no centro da cidade, está bem localizado e reflete a atmosfera da cidade que o envolve. 

    Apesar de algumas contingências, os alojamentos, embora simples, fazem parte da vivência do espírito da viagem, resultando em experiências mais ricas do que as que teríamos, caso optássemos por hotéis mais convencionais.  

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Nesta viagem, vais poder provar iguarias típicas africanas, características de diferentes regiões.

    Antes do final do regime do Apartheid, a população negra alimentava-se essencialmente de uma espécie de farinha de milho (pap); os Afrikaans de tiras de carne de caça salgada seca (biltong); e os indianos e malaios dos seus caris. Felizmente, e tal como a própria identidade do país, a gastronomia sul-africana é hoje a fusão de todas estas influências, sendo o poijie o seu exemplo máximo - um guisado de carne ou legumes confecionado em típicas panelas de ferro de três pés, acompanhado de salada, arroz ou pap - e descrito como sendo: “um pouco de magia negra, um traço da cordialidade holandesa, uma pitada de tempero indiano e um pouquinho de mistério malaio”. De origem Afrikaans, podes ainda provar a carne com especiarias e vinagre em formato salsicha (boerewors) ou seca (droewors). Na Cidade do Cabo, tens de experimentar o bobotie, prato de carne picada com caril, coberta com farinha de custarda de ovo sobre uma cama de arroz com chutney, e servido num prato de ferro. Quanto ao que beber, não deixes de provar os vinhos do Cabo, particularmente os brancos secos ou os tintos pinotage. 

    No Zimbábue, a diversidade não é muita, sendo mais abundante a boa carne de vaca. O típico pap aqui é chamado de sadza, e é servido como acompanhamento de vários pratos. Na Zâmbia, tem o nome de nshima, geralmente acompanhado de feijão ou vegetais. 

    Na Tanzânia, encontramos a mesma papa de farinha de milho e água sob o nome de ugali, sendo que pode vir misturada com lentilhas e/ou feijão. O arroz é outros dos ingredientes bastante presentes na gastronomia tanzaniana. Encontras diferentes confeções, mas quase todas de inspiração indiana ou árabe, como o biryani ou o pilau. Em Zanzibar, a diversidade de peixe e moluscos é estonteante. Polvo, lulas, camarões, lagosta, barracuda, tubarão e outros tantos - o difícil é mesmo escolher. Quando não grelhados ou fritos (que também encontras na versão indiana de masala), são muitas vezes cozinhados com leite de coco. No mercado de rua de Stone Town. encontras ainda a Zanzibar pizza, que é mais uma espécie de pequena tortilha, mas bastante saborosa. Não deixes ainda de provar o café com especiarias. 

    Quando viajarmos de comboio, e de forma a ter uma experiência ainda mais completa, sugerimos que faças algumas das refeições na carruagem restaurante. O Shosholoza apresenta um menu variado e a um preço simpático, com opções de carne, peixe ou vegetariana. Quanto ao TAZARA, a carruagem restaurante é um lugar agradável para socializar com outros viajantes ou simplesmente para descontrair enquanto bebez uma cerveja. A comida é simples, mas saborosa — arroz ou nshima com frango, bife ou peixe, uma pequena dose de legumes e uma pequeníssima fatia de melancia. Também servem pequeno-almoço: ovos mexidos com salsichas, duas torradas e chá com leite. O valor de cada refeição neste comboio situa-se entre os 2€ e os 3,5€. No TAZARA, a cada paragem numa estação, encontras inúmeros vendedores de fruta, chamuças e outros snacks fritos, bolachas e bebidas variadas.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    Sugerimos que tragas cerca de 350€ para trocar por rands logo no aeroporto da Cidade do Cabo, e mais tarde por kwachas e xilins. Sugerimos que tragas também cerca de de 250 dólares para vistos, algumas atividades extra e para todas as despesas no Zimbábue, uma vez que aqui o dólar é a moeda corrente. Na Zâmbia e na Tanzânia, o melhor é levantares dinheiro em ATMs.

    Os cartões de crédito podem não ter uma aceitação generalizada ao longo da viagem. Em alguns lugares, vai ser fácil fazer pagamentos com cartão e levantar dinheiro em ATMs, e noutros tens de contar apenas com o dinheiro que levas.

    As entradas em museus e monumentos e as atividades facultativas não se encontram incluídas no valor da viagem. Conta com cerca de 30€ para este efeito. A maioria das refeições também não está incluída e deves reservar cerca de 300€ para o total das refeições não incluídas. Em alguns pontos da viagem, vais ter oportunidade de realizar atividades opcionais, como rafting, percursos de canoa, voos de helicóptero e outras. Os preços são muito variáveis e o líder Nomad poderá aconselhar-te nas tuas escolhas.

    Na África do Sul, a gorjeta é uma verdadeira instituição. Quer seja por um simples café ou por uma refeição completa, é habitual deixar uma gratificação de cerca de 10% do valor total. O vencimento dos funcionários da restauração é, em muitos casos, apenas a gorjeta. O mesmo raciocínio pode ser feito para os restantes países mas sem a mesma exigência. 

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. Entre as principais vantagens em termos financeiros contam-se as taxas inexistentes ou reduzidas e o facto de, alegadamente, usar taxas de câmbio mais favoráveis do que os bancos tradicionais. É uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    As operadoras de rede móvel portuguesas, com exceção da Vodafone, não operam nos países por onde esta viagem passa. No entanto, com o apoio do líder Nomad, podes comprar facilmente um cartão SIM local. Nas cidades, há uma boa cobertura de rede 3G.

    Nos hotéis e guesthouses, bem como em alguns cafés ou restaurantes, existe acesso a wi-fi. Podes carregar as tuas baterias e telemóvel nos hotéis onde ficamos. No entanto, alguns dos países por onde passamos enfrentam falhas temporárias de eletricidade, pelo que sugerimos que leves uma power bank. Caso tenhas muitos equipamentos para carregar, sugerimos que leves também uma ficha tripla para uma melhor gestão das tomadas disponíveis. No comboio do Zimbábue e no da Zâmbia para a Tanzânia, apesar de existir eletricidade, é praticamente impossível carregar qualquer dispositivo.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    A nossa viagem contempla três grandes percursos de comboio, dois de autocarro e um de jipe. As viagens de comboio acontecem entre a Cidade do Cabo e Joanesburgo (cerca de 30 horas), entre Bulawayo e as Cataratas Vitória (14 horas durante a noite) e entre Kapiri Mposhi (a norte de Lusaka) e o parque Selous (cerca de 50 horas). Nesses trajetos, o grupo divide-se em compartimentos de quatro camas. 

    Na África do Sul, viajamos no Shosholoza Meyl, um comboio confortável, limpo e seguro. Os compartimentos têm um pequeno lavatório e tomadas no interior. Cada carruagem dispõe de duas instalações sanitárias e um chuveiro. De Bulawayo às Cataratas Vitória, a tipologia das carruagens é semelhante, mas consideravelmente mais básica e sem chuveiro. Lembra-te que são composições antigas da década de 50, com pouca manutenção, onde não há água encanada e, como tal, um aspeto duvidoso. No entanto, respiram nostalgia e romantismo e personificam toda a história que os atravessa. Já no TAZARA (Kapiri Mposhi — Selous), conta com um comboio relativamente novo (foi introduzido em 2015), com uma configuração idêntica ao Shosholoza: limpo, com oportunidade de duche, carruagens restaurante, bar e lounge. 

    Quanto aos trajetos de autocarro, estes acontecem entre Joanesburgo e Bulawayo, e entre Livingstone e Lusaka. O primeiro destes percursos é também o mais longo, com cerca de 16 horas, num autocarro com configuração de 2+3 (ou seja, cinco lugares por fila). A noite é passada a bordo e estão previstas três paragens durante a viagem, sendo que uma delas é nas fronteiras da África do Sul e do Zimbabué. O autocarro dispõe de WC e tomadas, mas não em todas as filas. Quanto ao segundo percurso, tem uma duração de cerca de sete horas, num autocarro de configuração normal e relativamente mais confortável que o primeiro, e com uma paragem de intervalo. 

    Por fim, o trajeto de jipe leva-nos do nosso safari em Selous até ao porto de Dar es Salaam, onde apanhamos o ferry para Zanzibar. São jipes com capacidade para seis pessoas e a viagem deve ter a duração aproximada de oito horas, com paragem para almoço. Tratam-se precisamente dos mesmos jipes que nos conduzirão durante o safari em Selous. De salientar ainda o trajeto final de ferry até Zanzibar, num percurso de cerca de duas horas. É possível viajar no deck exterior ou na sala interior com ar condicionado. O navio tem instalações sanitárias e um pequeno bar. 

    Nas deslocações mais curtas, e especialmente dentro das cidades, recorreremos frequentemente a autocarros e táxis locais, embora também utilizemos mini-vans privadas na Cidade do Cabo, para nos deslocarmos até Simon’s Town, em Joanesburgo, entre Lusaka e Kapiri Mposhi, e em Zanzibar no penúltimo dia da viagem. Nesse mesmo dia, o trajeto até à ilha de Niamembe, e respetivo regresso, é feito num dhow, um barco tradicional. Nota ainda para o safari em Matopos, onde todo o grupo viaja num jipe aberto. 

  • Como é o clima durante a viagem?

    Na África do Sul, o clima é temperado. Os invernos (de junho a setembro) são frios e secos, embora na Cidade do Cabo a precipitação não seja assim tão incomum nessa altura do ano. Pelo contrário, os nevoeiros e a chuva em Joanesburgo são mais frequentes durante o verão (fim de novembro a março). 

    À medida que vamos subindo no nosso trajeto, deixamos inevitavelmente de falar em estações do ano, para passarmos apenas a falar de épocas secas e de chuva. Assim, o Zimbabué é o país com temperaturas mais amenas e regulares, com um período seco entre maio e outubro, onde os dias são soalheiros e as noites limpas, e até um pouco frias. Nos restantes meses, as chuvas fortes e as trovoadas de fim de tarde são uma constante e um espectáculo incrível de se assistir. 

    Já na Zâmbia, a época seca prolonga-se de meados de abril a meados de novembro. Entre abril e agosto, as temperaturas tendem a cair significativamente durante a noite, ao passo que de setembro a novembro os dias são extremamente quentes. Nos restantes meses (de meados de novembro a meados de abril), a chuva é uma constante, embora com temperaturas agradáveis. 

    Por fim, no que respeita à Tanzânia, os meses mais frios são entre junho e outubro, e os mais amenos de dezembro a março. Zanzibar é extremamente húmido, embora as temperaturas não ultrapassem os 30ºC. Na Tanzânia falamos em duas épocas de chuva distintas: chuvas fortes de meados de março a maio, e aguaceiros esparsos entre novembro e inícios de janeiro. 

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Tanzânia pode obrigar à apresentação do Certificado Internacional de Vacinas, onde deve constar a vacina contra a febre amarela. Por favor, informa-te junto da Consulta do Viajante. A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. Para usufruires de uma redução de 20% no valor da consulta, deverás usar o código “consultanomad” aquando da marcação. A consulta deverá ser feita a cerca de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

África do Sul, Zimbabué, Zâmbia, Tanzânia

Atividades

Descoberta cultura, Navegação, Safari

Dormida

Acampamento: 1 noite, Comboio: 4 noites, Guesthouse: 6 noites, Hotel: 7 noites, Lodge: 1 noite

Transportes

Autocarro, Carrinha, Comboio, Dhow, Ferry, Jipe

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 950€

Testemunhos

Uma viagem única e imperdível para quem deseja conhecer África. Transcende a superficialidade e permite um mergulho nas profundezas da vida africana.
Fernanda B.
Uma viagem a África, pela África. A proximidade a um continente através da sua cultura, dos seus transportes, dos seus cheiros e das suas pessoas. Sem dúvida uma viagem intensa e apaixonante.
Marta G.
Esta viagem é muito mais do que paisagens fabulosas. É também a oportunidade de conhecer hábitos, pessoas e culturas diferentes, bem como de ver animais em plena liberdade. Para mim, foi uma experiência de vida.
Maria J.