De Machu Picchu ao Salar Uyuni

Com Pedro Elias 27 out a 14 nov 2021

É no Peru e na Bolívia que encontras o legado e os símbolos de resistência das civilizações Inca e Aymara. Parte à sua descoberta, num território dominado pela imponente Cordilheira dos Andes.

Uma viagem feita de paisagens contrastantes, repletas de crenças e mitologia ancestrais. Subimos ao topo da cordilheira para visitar a cidade perdida de Machu Picchu, descendo depois até às ilhas do Lago Titicaca. Já do outro lado da fronteira, espera-te La Paz, a mais alta capital do mundo, e o branco interminável do Uyuni, o maior deserto de sal.

  • Impacto cultural
    Dois países onde o catolicismo e o paganismo andam de mãos dadas. Serás recebido por pequenas comunidades onde os costumes são diferentes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Caminhadas em altitude, como a da ilha do Sol ou a subida ao Machu Picchu. No entanto, as atividades estão ao alcance de todos.
  • Nível de conforto
    Alojamentos simples, mas asseados. Uma das noites é passada a bordo de um autocarro. Viajamos sobretudo de transportes públicos.

27 out a 14 nov 2021

2150 €19 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 1200€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

2150€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Lima

Quando chegares ao aeroporto, o Pedro, o líder Nomad desta viagem, vai estar à tua espera. Mediante a tua hora de chegada, podes aproveitar o tempo para conhecer as ruas da cidade, tendo o primeiro contacto com a população e a cultura locais.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Lima

Lima, fundada há quase 500 anos por Francisco Pizarro, tem os traços do histórico colonial bem marcados. A pé e de transportes públicos, vamos conhecendo alguns dos pontos mais icónicos da arquitetura da cidade, como a Plaza de Armas no centro histórico, local da fundação da cidade, e as catacumbas do Mosteiro de São Francisco. Não saímos da capital peruana sem percorrermos o colorido bairro costeiro de Barranco e atravessarmos a Puente de los Suspiros. Já é noite quando nos fazemos à mítica estrada Pan-Americana, rumo à Reserva Nacional de Paracas.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Ilhas Ballestas e Huacachina

Logo pela manhã, ainda antes de se levantarem os ventos tão característicos desta zona, partimos de barco para as Ilhas Ballestas na Reserva de Paracas, onde vais poder ver milhares de pinguins, leões-marinhos e gansos-patolas, entre muitas outras espécies. No regresso, paramos para almoçar e provar um dos mais famosos símbolos da gastronomia peruana: o ceviche. Depois, mantemo-nos pela Pan-Americana fora, em direção a Nazca mas, antes de lá chegarmos, terminamos o dia numa das maiores dunas do mundo, em Huacachina. Este é o cenário de um dos momentos de pura diversão desta viagem: percorrer o areal num buggy e experimentar sandboard.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 4Linhas de Nazca

Se não tens medo de alturas, o ideal é uma visita aérea para uma melhor perspetiva das enigmáticas Linhas de Nazca. Acredita-se que estes geóglifos, descobertos em 1939 e Património Mundial da UNESCO desde 1994, são uma marca da passagem de extraterrestres. À tarde, passeamos pelas ruas de Nazca e visitamos um complexo arqueológico. Não estranhes se te cruzares com moradores  que jurem já ter visto extraterrestres e ter vivido experiências paranormais - é uma crença muito comum em Nazca. À noite, espera-nos uma longa viagem de autocarro até Cusco, ideal para nos irmos habituando progressivamente à altitude. Entraremos nos Andes, acima dos 3000 metros.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Autocarro

Dia 5Cusco

O coração do Império Inca era Cusco, considerado o umbigo do mundo, a 3300 metros de altitude. É um dos mais fascinantes redutos culturais do mundo. Até ao século XV, os Incas desconheciam ferramentas como a escrita ou a roda. Na mais antiga cidade habitada do continente americano, também ela Património da UNESCO, vais poder recuperar o fôlego, enquanto descobres todas as suas curiosidades. É um dia cheio de tempo livre e de um merecido repouso. Almoçamos no mercado central e aproveitamos a tarde para comprar as célebres folhas de coca que, segundo a tradição indígena, ajudam a suportar altitudes maiores.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 6Vale Sagrado dos Incas

Os Incas juravam ser produzido neste vale o melhor milho de todo o império. Visitamos as principais povoações e ícones como Pisac, um dos mais importantes cemitérios desta civilização, cuja arquitetura demonstra a evoluída engenharia da época. Seguimos até Urubamba, para visitar a Kiya Survivors, uma ONG responsável por um centro de acolhimento a crianças com necessidades especiais, com a qual a Nomad tem vindo a colaborar. Atualmente, a Bolsa de Exploração Nomad suporta as despesas de educação de Juanito e, anteriormente, deu esse apoio a Soledad, hoje uma jovem já autónoma. Uma oportunidade para conheceres o seu precioso trabalho. Ao final da tarde, chegamos à aldeia de Ollantaytambo e visitamos a fortaleza, um dos últimos símbolos da resistência Inca. Partimos depois de comboio para a povoação de Aguas Calientes,  a porta de entrada da incrível Machu Picchu.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 7Machu Picchu

Hoje descobrimos a cidadela de Machu Picchu, considerada uma das sete maravilhas do mundo. A visita à cidade perdida, redescoberta há pouco mais de 100 anos por Hiram Bingham, na sua busca pelo mítico El Dorado, é definitivamente um dos pontos altos desta viagem. Oculta por uma vegetação densa durante séculos, o desconhecimento de como e por que foi construída tornam-na num dos mais enigmáticos lugares do mundo. Arrancamos de madrugada em direção à cidadela, encosta acima, para explorarmos com tempo todos os seus recantos. Deambulamos pelas zonas agrícola e urbana, separadas por uma harmoniosa colina, onde se erguiam residências, palácios e templos. Os mais destemidos podem subir à Porta do Sol, onde o famoso Inca Trail desemboca na cidade, ou percorrer um dos trilhos menos pisados, até à Ponte Inca, com vistas indescritíveis sobre o rio Urubamba. À tarde, descemos para Aguas Calientes, para um merecido almoço acompanhado do famoso cocktail peruano pisco sour. Depois, apanhamos o comboio de regresso a Cusco.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Cusco

Cusco é uma das mais surpreendentes cidades da América Latina, merecendo por isso todo o tempo do mundo para ser explorada tranquilamente a pé, agora que já estás aclimatado à altitude. Vamos espreitar o bairro dos artesãos em San Blás, de onde, ao anoitecer, a cidade parece um imenso presépio. Seguimos ao encontro dos contrastes entre a arquitetura colonial espanhola e os vestígios dos palácios Incas, como o Templo do Sol, ou Coricancha, parcialmente destruído e sobre o qual viria a ser construída a igreja de São Domingo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9De Cusco a Uros

Entre Cusco e Puno, viajamos nas margens do Titicaca, num grandioso vale verdejante. É um longo dia de estrada e, pela janela, vemos os cumes nevados dos Andes a marcar o horizonte, num cenário feito de campos agrícolas, lamas e pequenas aldeias. Ao final da tarde, chegamos ao porto de Puno e, ao anoitecer, partimos para as curiosas ilhas flutuantes de Uros. Erguido à base de junco, este pequeno arquipélago alberga as mais genuínas comunidades Aymaras. Pernoitamos em pequenas palhotas, com uma família local. Para os cumprimentares, diz-lhes kamiseraki - significa bem-vindo em Aymara. O alojamento é muito básico, mas a hospitalidade dos nossos anfitriões compensa absolutamente a falta de conforto. Não é todos os dias que podemos adormecer embalados pelas águas do Tititaca - aproveita bem este momento único.

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 10Lago Titicaca: Taquille

Há que vencer o frio matinal tão característico dos Andes, para presenciar o inesquecível nascer do sol do Titicaca. O Lago é o bastião da cultura pré-colombiana Aymara e da civilização Inca. Despedimo-nos da família que tão bem nos recebeu na noite anterior e navegamos até à ilha de Taquille, onde passaremos a noite. Percorremos a pé parte da ilha, que não tem estradas nem carros, até à casa de Elias Quispe. Seremos certamente recebidos com um mate de munha e sorrisos. Os habitantes locais vivem num modo comunitário sobre o lema “Ama sua, ama llulla, ama qhilla”, que significa “não roubes, não mintas, não sejas preguiçoso” em quechua, a língua dos Incas. Vais ter tempo livre para os conhecer melhor e descansar.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Casa familiar

Dia 11Lago Titicaca: Puno

Os mais corajosos podem aproveitar a manhã para mergulhar nas águas límpidas do Titicaca, numa praia deserta de areias brancas, com uma vista magnífica para os picos nevados da Bolívia. À tarde, numa viagem relaxada no deck de um barco, chegamos ao porto de Puno. O Titicaca é o mais alto lago navegável do mundo e o local de origem do império Inca, a 3800 metros de altitude. Navegar nas suas águas é certamente um momento inesquecível em toda esta viagem. O último dia no Peru é saboreado com uma sopa criolla e um chá mate de coca.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 12De Puno à Ilha do Sol

Partimos rumo à fronteira de Yunguyo no primeiro autocarro da manhã. Passadas as formalidades alfandegárias, entramos na Bolívia e rumamos à cidade de Copacabana, do outro lado do Titicaca. Mais uma viagem de barco até à Ilha da Lua. Lá, espera-nos o Max, que nos serve o almoço em sua casa. Com apenas 25 famílias e sem qualquer estrada, esta ilha atravessa-se de um lado ao outro em 20 minutos! Depois de conheceres a realidade desta comunidade, voltamos a navegar para atracarmos na vizinha Ilha do Sol, ao final da tarde. Esta ilha calma deve o seu nome ao elemento da criação, o Sol. Segundo a lenda, foi aqui que o deus Viracocha fez aparecer Manco Capac, o primeiro Inca. É um local recheado de crenças e mitologias. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Albergue

Dia 13Da Ilha do Sol a La Paz

Despertamos no local que originou a mitologia Inca, tendo o privilégio de tocar nas rochas sagradas de um dos mais poderosos impérios da América do Sul, estendendo-se da Colômbia ao Chile. Vamos atravessar a pé parte da ilha, numa caminhada a 4000 metros de altitude, com vistas de tirar o fôlego que se desvendam a cada colina vencida. Depois, para recuperares forças, delicia-te com uma truta pescada no Titicaca. Navegamos para Copacabana, onde nos espera uma carrinha que nos levará à maior cidade da Bolívia - La Paz.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 14La Paz

Passamos o dia nas ruas íngremes de La Paz. Nuestra Señora de La Paz é uma cidade de elevados contrastes sociais: os ricos vivem no vale e os pobres nas montanhas. Pelas ruas coloridas estendem-se inúmeras bancas de comerciantes, onde encontras de tudo um pouco: desde fruta, vegetais e animais vivos, a telemóveis e CD’s. No mercado das bruxas ainda se vendem ervas medicinais, poções mágicas, remédios tradicionais e até patas de rã. Ao final do dia, um autocarro de longo curso leva-nos em direção ao extremo sul da Bolívia. Dormiremos a bordo e por isso não será a noite mais confortável da viagem, mas tenta descansar para aproveitares em grande a parte final desta epopeia sul-americana.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Autocarro

Dia 15Uyuni

De madrugada, chegamos à cidade de Uyuni, que dá nome ao maior deserto de sal do mundo. É altura de esticar as pernas e de tomar um merecido pequeno-almoço. Depois, carregamos as mochilas no tejadilho de grandes jipes, e partimos para uma aventura de três dias por uma das paisagens mais inóspitas do planeta: a Reserva Nacional Eduardo Avaroa, no deserto do sul da Bolívia, na fronteira com o Atacama chileno. O cenário de lagoas coloridas, flamingos rosa, fontes termais e um horizonte polvilhado de neve está envolvido por imponentes vulcões. É literalmente o ponto mais alto da viagem - atingimos os 5000 metros de altitude!

Alimentação: Pequeno almoço, almoço e jantar
Dormida: Albergue

Dia 16Deserto de Uyuni

Na vastidão do deserto, só o vento é capaz de interromper o silêncio, trazendo o pó que invade a nossa roupa e bagagem. Aqui os tons ocre dominam a paisagem e esperam-te várias surpresas geológicas ao longo do dia, como o famoso Árbol de Piedra! Rumamos agora à jóia da coroa, o hotel de sal às portas do Salar do Uyuni, para o final desta incursão pelo extremo meridional boliviano. Aproveita esta noite num lugar insólito: um albergue onde tudo é feito de sal - camas, paredes, mesas, bancos e até o chão!

Alimentação: Pequeno almoço, almoço e jantar
Dormida: Albergue

Dia 17Salar de Uyuni e Voo para La Paz

No último amanhecer no deserto, entramos finalmente no Salar de Uyuni. Estamos entre o céu e a terra. O branco do chão e do céu retiram-nos qualquer noção de horizonte, perspetiva ou profundidade, criando verdadeiras ilusões de ótica perfeitas para tirares umas fotografias divertidas. É um local realmente único, vazio e imenso. À tarde voamos para La Paz, onde te espera uma confortável cama para te acolher após estes intensos dias no deserto.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Hotel

Dia 18La Paz

Dedicamos o último dia da viagem ao bulício de La Paz, contemplando a sua malha urbana, em que executivos de fato e gravata partilham as ruas com senhoras de chapéu de coco e saias garridas. As mesmas ruas onde adivinhos lêem o futuro em cartas, nas esquinas de mercados que fazem as delícias dos estrangeiros. Para celebrar o final da viagem, terminamos o dia num lugar especial: El Alto, uma espécie de miradouro para a cidade que te dá uma vista grandiosa sobre o ‘caldeirão’ onde La Paz se implantou há mais de 200 anos atrás.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 19La Paz e Voo de Regresso

Conforme a hora do teu voo, o Pedro acompanha-te ao aeroporto. É altura de regressares a casa e de te despedires da Bolívia, depois de terminada esta grande aventura!

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: _

Inclui:

Acompanhamento de líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
15 pequenos-almoços, 5 almoços e 5 jantares
Atividades e visitas descritas no programa (exceto as indicadas em Exclui)
Voo interno

Exclui:

Voos internacionais
Taxas de aeroporto
Alimentação não especificada (cerca de 25€ por dia)
Entradas em monumentos, parques naturais e guias locais (cerca de 20€ no total)
Entrada na Reserva de Paracas, com a respetiva viagem de barco (cerca de 15€)
Percurso de buggy e sandboard em Huacachina (cerca de 9€)
Visita aérea em Nazca (cerca de 75€)
Atividades não especificadas
Seguro pessoal
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Tanto no Peru como na Bolívia, os viajantes portugueses não precisam de visto. Basta apresentares o passaporte, com validade mínima de seis meses após a data de regresso, onde é carimbada a autorização de permanência no país por tempo determinado.

  • Se quiser chegar a Lima uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em La Paz no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Lima um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te informações sobre preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos em La Paz, no final da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem. Os quartos nos hotéis têm casa de banho privativa com água quente. Não é habitual terem computadores com internet à disposição dos hóspedes, mas o acesso a wi-fi é generalizado. Em alguns casos, estaremos alojados em edifícios históricos. No Titicaca, seremos recebidos por famílias locais nas suas casas, e no Salar de Uyuni, pelo isolamento, a dormida é em albergue. A viagem de autocarro entre Nazca e Cusco é feita em primeira classe. As poltronas reclinam como um lugar de avião em executiva, atingindo quase a posição horizontal. São espaços muito confortáveis com almofada e manta. O único contratempo desta viagem é que, em 14 horas, vencemos 3000 metros, e a adaptação à altitude, embora de uma forma gradual - e muito mais progressiva do que num avião -, é bastante desgastante.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    A alimentação é diversificada, rica e não particularmente cara, tanto no Peru como na Bolívia. Entre os restaurantes mais elaborados das capitais e os mercados dos Andes, terás muitas oportunidades para experienciar os sabores da região. No Titicaca, ficamos em casas de famílias, que cozinharão para o grupo. Nos dias do Salar de Uyuni, será também a equipa de condutores/cozinheiras que preparará as nossas refeições.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    As moedas usadas no Peru e na Bolívia são, respetivamente, o novo sol e o boliviano. O mais prático é utilizar as moedas locais durante toda a viagem. Os cartões de crédito Visa têm aceitação na maioria dos hotéis e restaurantes nas cidades. Outros cartões de crédito poderão não ter uma aceitação muito generalizada. As máquinas ATM estão bastante disponíveis nas cidades e vilas maiores.

    Durante o programa não está incluída muita da alimentação da viagem. Estimamos para a alimentação não incluída um valor médio de cerca de 25€ por dia. Também não estão incluídas algumas entradas e atividades. Conta com um valor entre 100€ a 200€, dependendo daquilo em que queiras participar.

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode ser útil se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Geralmente, há eletricidade e internet na maioria dos hotéis onde ficamos alojados. No Titicaca e em Uyuni há limitações: nas ilhas de Uros não há eletricidade nem internet; em Taquile não há internet e a eletricidade é extremamente inconstante. Contudo, em ambas há rede de telemóvel. No deserto de Uyuni, são cerca de três dias sem rede de telemóvel, internet ou eletricidade.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Esta viagem tem muita diversidade de meios de transporte, mas a grande maioria das deslocações é feita por estrada. No Titicaca, fazemos várias viagens de barco, assim como na visita às ilhas Ballestas. Há duas grandes viagens de autocarro público - de Nazca para Cusco, e de La Paz para Uyuni. A primeira dura aproximadamente 14 horas, durante a noite. É um troço longo e exigente, sobretudo pela altitude, mas o facto de o fazermos durante a noite e ao longo de todas estas horas torna a adaptação à alta altitude um pouco mais tolerável. A segunda viagem, para Uyuni, é mais tranquila. São 10 horas, durante a noite. Em ambas, os autocarros são excelentes, com WC e cadeiras reclináveis e muito confortáveis. Noutros trajetos mais curtos, viajamos em minivans. Nas cidades, deslocamo-nos em autocarros públicos, táxis e sobretudo a pé. Os dias finais, no sul da Bolívia, serão uma experiência de todo-o-terreno - dura, mas em jipes confortáveis que nos levarão através de uma paisagem absolutamente extasiante!

  • Como é o clima durante a viagem?

    Apesar de começar na costa do Pacífico, esta viagem decorre sobretudo num clima andino. Portanto, conta com grandes amplitudes térmicas: mínimas abaixo dos 0ºC e máximas acima dos 25ºC. Prepara-te para chuva e ventos fortes, mas também para gloriosos céus azuis. Apesar de reduzida, há a probabilidade de nevar nos pontos mais altos dos Andes. 

  • Terei problemas com a altitude nesta viagem?

    Não é provável que venhas a sentir nada de grave, para além de algum desconforto pontual, como dores de cabeça e enjoos. No entanto, isso dependerá da reação individual de cada organismo. Em viagem, previne-te bebendo muitos líquidos e leva aspirinas para as dores de cabeça que possas vir a ter. Caso tenhas alguma doença crónica ou condição particular, consulta o teu médico para aconselhamento.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Peru, Bolívia

Atividades

Caminhada, Descoberta cultural, Navegação

Dormida

Autocarro: 2 noites, Albergue: 3 noites, Casa familiar: 2 noites, Hotel: 11 noites

Transportes

Autocarro, Avião Barco, Carro, Comboio

Reservas

Min: 6 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 1200€

Testemunhos

Foi uma viagem muito completa, sinto que não deixei nada por ver, nem fazer, nem sentir.
Ana R.
Gostei em particular de termos sido levados a um contacto mais próximo com as populações. Ficará na minha memória como uma das melhores experiências de viagem que já tive.
Nuno S.
Uma viagem fantástica por paisagens deslumbrantes. Alguns sonhos realizados. Um grupo inesquecível.
Helena A.