Colômbia: De Bogotá ao Caribe

Com Filipa Chatillon 18 nov a 05 dez 2021

Uma jornada desde a capital, Bogotá, até Punta Gallinas, o ponto mais a norte da América do Sul. Percorremos a Colômbia da colorida vida citadina, da natureza de contrastes e do povo festivo.

Atravessamos as cordilheiras andinas que formam a espinha dorsal do país, explorando a Zona Cafetera e vivenciando a cosmopolita Medellín. Daí atingimos a costa do Caribe, onde passeamos pela Cartagena colonial, antes de sair à aventura pela Península de La Guajira. Na terra do povo Wayuu, somos acolhidos nas suas casas, onde o deserto se encontra com o mar. Terminamos junto às praias de Palomino e do Parque Nacional de Tayrona, onde a selva abraça o mar das Caraíbas.

  • Impacto cultural
    País bastante ligado ao catolicismo e ao paganismo, onde a diversidade cultural está aliada à diversidade geográfica. Somos acolhido de braços abertos por um povo sempre alegre e festivo.
  • Esforço físico
    Viagem com atividades acessíveis a todos, mas com algumas caminhadas. Entre elas, um percurso no Valle de Cocora e no Parque Tayrona, de cerca de cinco horas.
  • Nível de conforto
    Nas cidades e povoações ficamos em alojamentos confortáveis, mas sem desvirtuar o nosso espírito de viagem. Na Península de Guajira, dormimos nos típicos chinchorros, em camas de rede e com casas de banho muito básicas sem água quente. Passamos uma noite em autocarro.

18 nov a 05 dez 2021

1750 €18 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 800€

Outras datas disponíveis:

Número de viajantes

1750€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a Bogotá

À chegada a Bogotá, a líder Nomad Filipa Chatillon aguarda-te no aeroporto, para te dar as boas-vindas e te acompanhar ao hotel. A 2640 metros de altitude, rodeada pelos Andes, e com 8 milhões de habitantes, Bogotá, a quarta maior cidade da América Latina, é uma cidade moderna, fervilhante de vida e uma capital histórica e colonial.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Bogotá

Para ficar a conhecer a história pré​-hispânica do país, e apreciar uma enorme coleção de artefactos de ouro de todos os povos que habitavam a Colômbia, antes da conquista, começamos o dia com uma visita ao Museu do Ouro. Seguimos depois para o coração colonial, o bairro La Candelaria, onde almoçamos. Dedicamos a tarde a conhecer este bairro, os seus edifícios coloniais e a rede de museus que o enriquecem como o Museo Botero, a Casa da Moeda, a Biblioteca Luis Angel Arango. 

Passeamos ainda pela Plaza Bolivar delimitada pela Catedral Primada, o edifício do Congresso e o Tribunal de Justiça e deambulamos por ruas e ruelas, de olho na arquitetura da cidade. Ao fim da tarde subimos de teleférico ao Cerro Monserrate para uma panorâmica de toda Bogotá e as montanhas que a rodeiam. Descemos no funicular e seguimos para um merecido jantar.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Bogotá

Uma das maiores riquezas gastronómicas da Colômbia são as suas muitas frutas exóticas e coloridas. Neste segundo dia, visitamos um dos mercados de Bogotá para provar e ficar a conhecer esta imensa variedade e a frenética vida que sempre têm estes pontos de encontro da população. 

De volta ao centro, depois de almoço, caminhamos pela animada Carrera 7 até ao Museo Nacional de Colombia. Criado em 1823, é um dos mais antigos da América Latina. Nas suas 17 salas, exibe mais de 2500 obras e objetos simbólicos da história e património da Colômbia, e é ao mesmo tempo uma ótima introdução ao país que exploramos, como uma boa despedida da capital. Depois de jantar, recolhemos as bagagens no hotel e saímos no autocarro da noite para Armenia, rumo à Zona Cafetera.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Autocarro

Dia 4Salento

Chegamos bem cedo a Armenia, onde apanhamos um mini­bus para Salento, a nossa base para os próximos dias. Salento foi fundada em 1850 e é uma das mais antigas da província de Quindío. É conhecida pela sua arquitetura colonial, pelos seus artesãos e pelas quintas de produção de café. 

Deixamos as bagagens na pousada, tomamos o pequeno­-almoço e caminhamos cerca de uma hora até uma dessas quintas, onde ficamos a conhecer todo o processo de fabricação de um café orgânico e artesanal, da semente à chávena. Depois de almoço temos a tarde livre, para descansar da noite em viagem e da manhã agitada. Ou então para dar um passeio a pé pelas imediações, ou simplesmente relaxar num dos muitos cafés, enquanto vemos os colombianos nos seus passeios de domingo pelas ruas de Salento.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 5Vale de Cocora

De manhã cedo apanhamos um dos clássicos jeep willy que, nesta zona, funcionam como táxis e transporte para todos os serviços. Dirigimo-­nos ao Vale de Cocora, que vamos começar por explorar a pé, ao longo de uma caminhada que nos deve tomar o resto da manhã e início da tarde, num ritmo tranquilo que nos permite muitas paragens para observar a paisagem. 

Estendendo­-se para leste de Salento e ao longo do Parque Nacional Los Nevados, este vale verde, delimitado por picos montanhosos afiados, tem uma grande concentração de Palmeiras­ de ­Cera, a árvore nacional da Colômbia. Podendo atingir os 60 metros de altura, é a palmeira mais alta do mundo e distribui-­se pelo vale, como antenas naturais a rasar o céu. 

De volta a Salento, vais poder desfrutar do final de tarde para descansar da caminhada ou espreitar as lojas de artesanato da Calle Real. Ou então acompanha a Filipa na subida ao Alto de la Cruz para contemplares a vila e, do outro lado, o vale por onde caminhamos de manhã.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 6Autocarro para Medellín

Saímos cedo no autocarro para Medellín, "cidade da eterna primavera”, onde chegamos a meio da tarde. Durante anos fechada para o mundo devido à violência exercida pelo narcotráfico, sob o comando de Pablo Escobar, Medellín é hoje uma das cidades mais seguras e acessíveis do país. É uma cidade vibrante, de indústrias, comércio e estudantes, com um sistema de transportes que é exemplo mundial, e muitos jardins, museus e vida noturna. Em 2013, foi votada cidade mais inovadora do mundo, pelo Wall Street Journal. Depois de nos instalarmos no hotel, e de um merecido descanso da viagem, saímos para jantar e assistimos a um concerto de salsa onde, quem quiser, poderá dar um pezinho de dança.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 7Medellín

Passamos o dia a conhecer um pouco da história da cidade e a transformação sofrida em Medellín desde a morte de Pablo Escobar. Através da implementação de um inovador sistema de transportes e da promoção da educação e cultura, foi possível a inclusão dos habitantes de bairros marginais na vida da cidade, diminuindo muito a criminalidade. Na companhia de um guia local que se junta a nós, vamos percorrer este sistema de transportes, visitamos a cidade e falamos com os habitantes sobre a sua história. Terminamos o dia na zona mais rica e turística de El Poblado, de modo a mergulharmos nas várias dimensões e antagonismos de Medellín.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Medellín

Começamos o dia com uma visita ao Museu Casa de La Memoria, de modo a integrar e melhor compreender a história turbulenta da cidade, e do país. Depois de um almoço tradicional pelo centro, seguimos de metro e teleférico para o Parque Arvi. Este enorme parque público é uma reserva natural com 16000 hectares, sendo que 1700 são ainda de floresta virgem. Fazemos um tranquilo passeio num dos trilhos do parque, que nos ocupa toda a tarde, e voltamos depois ao hotel, onde jantamos.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9Voo para Cartagena

Consoante o horário do nosso voo, chegaremos a Cartagena durante a manhã ou ao início da tarde. Instalamo-nos no hotel e descansamos da viagem, para depois sairmos e vaguear por Cartagena. Depois de deambular pelas ruas, vemos o pôr do sol desde a muralha da cidade. Jantamos num dos muitos bons restaurantes da cidade e, quem sabe, damos mais um pezinho de salsa - afinal, estamos no país dela.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 10Cartagena

Passeamos juntos ao início do dia pelo centro histórico de Cartagena, classificado como Património Histórico da Humanidade pela Unesco. Fundada em 1533, a cidade conserva a arquitetura colonial e o conjunto de fortificações mais completo da América do Sul. Dentro de 13 quilómetros de muralha encontra​-se um labirinto de ruas empedradas, praças rodeadas por casas coloridas, pátios e alpendres floridos e um conjunto impressionante de igrejas e mosteiros. É um lugar para conhecer em ritmo de passeio, vivendo a sua atmosfera e parando a descansar do calor numa das muitas esplanadas e cafés ou, para quem gosta de compras, perdendo-se nas muitas lojas que vamos encontrando. Depois do passeio introdutório à cidade na companhia da Filipa, o resto do dia é livre para que cada um a possa explorar ao seu ritmo. 

Reunimo-nos ao jantar e hoje propomos uma experiência diferente: uma refeição solidária num restaurante montado numa prisão de mulheres. Durante a sua pena, as reclusas recebem formação profissional de cozinha com chefs profissionais. Não só lhes são dadas competências e ajudas para a sua reinserção social, como o dinheiro arrecadado pelo restaurante serve para melhorar as condições da prisão e para gerar outras ações de capacitação como costura, artesanato, informática e empreendedorismo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 11Autocarro para Rioacha

Dia de viajarmos de autocarro até Rioacha, de onde partiremos no dia seguinte para a aventura na Península de La Guajira. Chegamos ainda a tempo de passear pela praia e pelo cais, datado de 1937, apreciando o bulício do final de tarde. Estamos já em terra do povo Wayuu e algumas mulheres, nos seus trajes tradicionais, vendem artesanato ao longo do passeio marítimo.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 12Península de La Guajira

Saímos em jipes para os três dias de exploração da Península de Guajira. Exposta aos ventos alísios, é caracterizada por uma extrema aridez, dunas enormes que rodeiam baías de azul forte, e maciços rochosos que emergem do mar, formando falésias e vultos a contra­luz nos impressionantes pores do sol que caracterizam esta zona. Aqui, os Wayuu, povo orgulhoso que resistiu à colonização europeia e mantém ainda hoje os seus costumes e língua tradicional, vivem ao seu próprio ritmo. 

Neste primeiro dia, dirigimo­-nos a Cabo de la Vela, onde pernoitamos. Pelo caminho, passamos por Uribia, a Capital Indígena da Colômbia, por Manaure, as maiores salinas do país, e pela praia Pilón de Azucar. Vemos o pôr do sol junto ao farol que, do cimo de um promontório, vigia a costa.

Alimentação: Pequeno­ almoço, almoço e jantar
Dormida: Cabana

Dia 13Península de La Guajira

Sem precisar de despertadores, debaixo do telhado de colmo e com o som da ondulação, acordamos enquanto o céu passa de rosa a laranja a azul. Os pescadores já andam na sua faina e os pelicanos fazem razias ao mar. Depois do pequeno almoço saímos em direção a Punta Gallinas, o ponto mais a norte da América do Sul. Vamos chegar ao final do dia, depois de atravessarmos desertos em várias formas e planícies a perder de vista, onde o solo gretado acusa a lama que foi e o calor que a secou. Subimos ‘ilhas’ de pedra e catos, com pedregulhos que rolam debaixo das rodas. Avistamos ao longe o verde esmeralda do mar nas baías onde termina este deserto, que sobem e descem consoante as estações. Mergulhamos na praia da Bahia de Pusheo, enquanto esperamos pelo almoço, e visitamos as dunas da praia de Taroa, verdadeiras montanhas douradas que descem a pique até ao mar. Daí seguimos para o farol de Punta Gallinas, onde o continente acaba, a norte, no Atlântico revolto. 

Chegamos ao nosso alojamento ao fim do dia. Antes de jantar, sentados em cima da falésia voltada para os amarelos e verdes da Bahia Hondita, brindamos ao caminho que nos trouxe até esta ponta do mundo, inóspita, isolada e de uma beleza incrível.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Cabana

Dia 14Península de La Guajira e Viagem para Palomino

É dia de regressar do deserto que percorremos nos últimos dias. De manhã, passeamos de barco pela Bahia Hondita e visitamos a praia de Pusheo, na Bahia Honda. Almoçamos em Uribia, antes de voltarmos a Rioacha. Chegamos durante a tarde e mudamos-nos dos jipes para uma carrinha, que nos leva até Palomino, onde ficarmos nos próximos dias.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Bungalow

Dia 15Palomino

Palomino é uma vila no sopé da Serra Nevada de Santa Marta, com uma praia de areia branca delimitada por palmeiras que se estende por vários quilómetros, entre os rios San Salvador e Palomino. Este é um lugar ainda muito tranquilo, onde nos podemos cruzar com pescadores wayuu nas suas rotinas diárias. 

Para descansar dos percursos de jipe dos dias anteriores, nada melhor do que relaxar numa praia paradisíaca. Para os mais enérgicos, existem nesta zona muitas opções disponíveis como surf, caminhadas pela serra e passeios a cavalo.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Bungalow

Dia 16Parque Nacional de Tayrona

Hoje passamos o dia no Parque Nacional Natural de Tayrona. Estendendo-se da base da Sierra Nevada de Santa Marta até ao mar das Caraíbas, este parque natural desvenda-nos uma paisagem que alterna entre montanha, floresta e praia num único olhar. A serra desce até ao mar, como uma mão rochosa. No intervalo de cada dedo, baías de água azul turquesa são abraçadas por vegetação luxuriante. Percorremos o parque a pé, numa caminhada de duas horas num ritmo calmo, mas desafiante devido ao calor e à humidade. Vislumbramos praias paradisíacas, mas inacessíveis, e a paisagem luxuriante circundante. 

Esta região era também o território do povo Tayrona e é ainda a dos seus descendentes, os Arhuacos (ou Ikas), os Wiwas, os Kogis e os Kankuamos, que habitam nas zonas mais privadas do parque. Por vezes, cruzamo-nos com eles no nosso caminho. Depois de um mergulho e piquenique na Praia Piscina, regressamos novamente a pé até à entrada do parque e voltamos a Palomino, novamente em autocarros locais.

Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Bungalow

Dia 17Palomino e Santa Marta

Aproveitamos a manhã para os últimos mergulhos e para nos despedirmos deste pequeno paraíso. Depois de almoço partimos para Santa Marta. Encerramos a nossa viagem na primeira cidade fundada pelos espanhóis na Colômbia, em 1525. Apesar de não manter tão bem conservada a arquitetura colonial como Cartagena, é uma cidade com imensa vida e um óptimo lugar para celebrarmos o nosso périplo por este país apaixonante. Passeamos pelo passeio marítimo de Las Bastidas, com os seus vendedores ambulantes e bancas de comida de rua, e fechamos a tarde com um brinde no animado Parque de los Novios e um jantar num dos seus ótimos restaurantes.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 18Santa Marta e Voo de Regresso

De acordo com o horário do teu voo, a Filipa leva-te ao aeroporto de Santa Marta para o voo de regresso. É altura das despedidas a um país fantástico, que seguramente não te sairá da memória. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
16 pequenos-almoços, 5 almoços e 2 jantares
Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais

Alimentação (cerca de 20€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Para fazer esta viagem preciso de visto?

    Para os portugueses, não é necessário visto para a Colômbia. Basta levares o teu passaporte, com validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem, e o bilhete de avião de ida e volta.

  • Se quiser chegar Bogotá uns dias mais cedo, posso reservar convosco o alojamento? E se quiser ficar mais dias em Santa Marta no fim da viagem?

    Se quiseres chegar a Bogotá um ou mais dias antes da data de início da viagem, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos na viagem. No entanto, isso estará sujeito à disponibilidade do alojamento, pelo que sugerimos que nos faças o pedido assim que saibas as datas da tua viagem. A nossa equipa de atendimento pode prestar-te a informação de preço e disponibilidade. Da mesma forma, podemos reservar-te noites extra no mesmo alojamento que usamos em Santa Marta, no final da viagem.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Escolhemos alojamentos bem localizados no centro das cidades e perto dos principais pontos de interesse, de forma a facilitar as deslocações previstas no programa. São alojamentos que respiram a atmosfera das povoações visitadas, caracterizados pelas marcas culturais da região, de forma a acentuar os contrastes que se podem sentir ao longo da viagem.

    Nas cidades de Bogotá, Medellín e Cartagena, ficamos em pequenos hotéis ou pousadas, em quartos duplos com casa de banho privativa. Em Salento, ficamos duas noites numa antiga casa colonial, que funciona como pousada. Alguns quartos poderão ser triplos, mas confortáveis. Todos têm casa de banho privativa.

    No terceiro dia da viagem, passamos a noite num autocarro noturno, fazendo a ligação de Bogotá a Salento. O autocarro é muito confortável, com bancos reclináveis e espaçosos, e tem casa de banho. 

    Durante os dias em que percorremos a Península de La Guajira, o alojamento é muito simples, nas rancherias dos Wayuu. Dormimos nos típicos chinchorros, que são camas de rede. Estas rancherias são, na maioria dos casos, choupanas com um telhado, partilhadas por todo o grupo. As casas de banho são muito básicas e não há água quente. Estas são as condições possíveis no local. Este menor conforto é compensado por paisagens únicas de um lugar inóspito, e pelo contacto direto com os Wayuu e com o seu modo de vida. Em Palomino, ficamos em bungalows na praia. Os quartos são duplos ou triplos, com casa de banho privativa.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    A cozinha tradicional Colombiana não é muito variada e é bastante pesada, mas existem muitas opções diferentes disponíveis ao longo da viagem - exceto em La Guajira, onde não há uma grande variedade de restaurantes. A diferença de preço entre os restaurantes mais populares e os mais cosmopolitas é considerável, pelo que tentamos um equilíbrio entre os dois. Nas nossas viagens, os grupos costumam fazer as refeições em conjunto, mas podes optar por fazê-lo de forma diferente.

    O peixe é mais frequente quando chegamos à costa, a partir de Cartagena, e é servido geralmente frito. Existe uma grande variedade de frutas, servidas normalmente em sumos, mas os vegetais são menos frequentes nos restaurantes mais tradicionais. Os pequenos-almoços incluem quase sempre uma arepa, uma tortilha de milho, ou torradas, ovos, sumo de fruta e café.

    Em La Guajira, as refeições estão incluídas. Devido ao isolamento, pode não haver muita variedade de comida, mas a quantidade é sempre suficiente. Existe opção de carne ou peixe, normalmente fritos, acompanhados de arroz. Frutas e vegetais não estão muito disponíveis.

    A água da torneira é potável em Bogotá, Salento e Medellin. A partir de Cartagena, é aconselhável beber água engarrafada. Em Palomino, o alojamento disponibiliza água tratada gratuita, que é de total confiança.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    A moeda da Colômbia é o peso colombiano (COP) e todos os pagamentos durante a viagem são feitos nesta moeda. Os cartões de crédito Visa e de débito Visa Electron têm aceitação na maioria dos hotéis e restaurantes nas cidades. Outros cartões de crédito poderão não ter uma aceitação muito generalizada. As máquinas ATM estão bastante disponíveis nas cidades e vilas maiores.

    Durante os dias na Península de La Guajira, não temos acesso a ATM nem ao uso de cartões de crédito. Apesar de todas as refeições nessa parte da viagem estarem incluídas, é conveniente que leves algum dinheiro para despesas que queiras fazer. Também depois, em Palomino, a disponibilidade de dinheiro nas máquinas pode ser limitada, pelo que convém ires preparado, desde Cartagena, para esses dias.

    Nos dias da Península de La Guajira, a alimentação está incluída. Nos restantes dias, a alimentação não está incluída no programa. Água e outras bebidas, ou algum snack que queiras fazer em locais de paragem ou levar durante as viagens de autocarro, também não estão incluídos. Conta com cerca de 20 a 30€ por dia para alimentação. 

    Aconselhamos-te a levar um cartão Revolut ou outro do mesmo género. As principais vantagens são as taxas reduzidas ou inexistentes. Alegadamente, as taxas de câmbio são mais favoráveis do que as dos bancos tradicionais, por isso é uma excelente opção para poupares dinheiro em taxas durante a viagem.

    É conveniente levares um fundo de emergência de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso. Nesse caso, farás com facilidade a troca para a moeda local num banco ou numa casa de câmbios.

  • Como é o acesso à eletricidade durante a viagem?

    Existe wi-fi e rede de telemóvel disponível em todo o lado, exceto em La Guajira, onde ambos são praticamente inexistentes. Nesta zona, a eletridade é fornecida por geradores, que são ligados apenas entre o anoitecer e as 22h00, e não existem muitas tomadas disponíveis. Como tal, leva uma power bank ou baterias adicionais para o telemóvel e máquina fotográfica. Nas cidades, há uma boa cobertura de rede 3G.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Na maior parte da viagem usamos transportes públicos - autocarros para as viagens de longo curso e táxi nos trajetos entre os terminais e os alojamentos. Temos uma viagem noturna em autocarro, de Bogotá a Salento. O trajeto tem uma duração de oito horas, com uma espera de duas horas em Armenia de madrugada (temos de esperar pelo primeiro autocarro que sai para Salento). As restantes viagens são diurnas, com durações entre seis e nove horas. Devido ao trânsito na entrada e saída das cidades, é muito frequente as viagens diurnas durarem mais do que o esperado.

    Os autocarros são muito confortáveis, com bancos reclináveis e espaçosos, e casa de banho. O ar condicionado está, geralmente, exageradamente frio, pelo que recomendamos levar na mochila pequena uma camisola quente ou mesmo o saco-cama. É também aconselhável ires sempre preparado com comida, uma vez que as paragens são pouco frequentes e muito curtas.

    Realizamos também um voo interno entre Medellín e Cartagena. O voo é curto, de cerca de 1h30, e poupa-nos várias horas de estrada. 

    Na península de La Guajira, deslocamo-nos em jipes de oito lugares, com seis pessoas apenas. Em grande parte do percurso, a estrada é inexistente e as distâncias longas, pelo que são viagens cansativas. No entanto, paramos várias vezes para apreciar esta região inóspita. Devido às condições climatéricas e do terreno, é frequente haver pequenas avarias ou atolamentos. Os nossos condutores são experientes, conhecem a região e estão capacitados para resolver qualquer problema. Nessas alturas, é importante sermos pacientes e tolerantes.

  • Como é o clima durante a viagem?

    A Colômbia caracteriza-se por temperaturas muito variáveis, uma vez que tem um território bastante vasto e diverso: Bogotá e o seu microclima ventoso, as montanhas da Zona Cafetera, as praias tropicais do Caribe e o deserto da península de La Guajira. Durante a viagem, as temperaturas variam entre os 10º C à noite, em Bogotá e na Zona Cafetera, e os 30º C, com elevada humidade, na Costa do Caribe. A maioria dos dias são solarengos, mas é quase certo que apanhamos aguaceiros fortes em Bogotá e Salento, e possíveis chuvas tropicais em Cartagena e Palomino.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao líder Nomad. À chegada, o líder vai estar à tua espera no aeroporto para te levar para junto do resto do grupo.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Colômbia

Atividades

Descoberta cultural

Dormida

Autocarro: 1 noite, Bungalow: 3 noites, Cabana: 2 noites, Hotel: 11 noites

Transportes

Autocarro, Avião, Carrinha, Jipe, Táxi

Reservas

Min: 4 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 800€

Testemunhos

Recomendaria esta viagem a quem tem vontade de conhecer a Colômbia e a sua história, em particular se tiver uma estima especial por povos latinos e a sua forma própria de encarar o mundo e a vida.
André M.
Adorei tudo, especialmente o vale de cocora, a visita à cidade de Medellín e os dias passados no deserto, que abriram os meus olhos para uma realidade que nunca pensei que fosse realmente assim.
Pedro P.