Nova Viagem

Canárias Selvagens

Com António Luís Campos 17 a 24 abr 2021

Muito mais que praias e palmeiras, as Canárias são ilhas de paisagens deslumbrantes e de picos aprumados, em pleno Atlântico, de meteorologia gentil. Este trekking é um autêntico mergulho ao coração selvagem do arquipélago canário, uma jornada pelos mais espetaculares trilhos das suas mais verdejantes e ainda intocadas jóias.

La Gomera é uma pequena ilha em que o tempo corre a um ritmo muito próprio, talvez resquícios da resistência que, com bravura, ofereceu aos colonizadores de outrora. Hoje, é um paraíso para o trekking e é lá que nos embrenhados na maior e mais espectacular mancha de floresta laurissilva das Canárias. Em semi-autonomia, atravessamos La Gomera, ascendendo ao ponto mais alto da ilha, no Parque Nacional de Garajonay.
La Palma, por seu lado, usa orgulhosamente o slogan de “mais íngreme ilha do mundo”, e é neste território que, dum dia para o outro, passamos de florestas sub-tropicais à beira mar plantadas aos picos de 2500m de Taburiente, cruzando no caminho paisagens vulcânicas desérticas.

  • Impacto cultural
    Região com costumes muito semelhantes aos que estás habituado.
  • Esforço físico
    Em média, caminhamos cerca de 6 a 7 horas por dia, com a mochila às costas (máximo de 8kg). É um trekking em semi-autonomia, que exige boa condição física.
  • Nível de conforto
    Dormimos uma noite em tendas e outra em regime de camaratas mistas com casa de banho partilhada. As restantes noites serão em hotel ou guesthouse, com quartos duplos e casa de banho privada. Todos os alojamentos dispõem de duche quente, excepto na noite em acampamento.

17 a 24 abr 2021

900 €8 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 300€

Número de viajantes

900€ por viajante

Percurso

Dia 1Chegada a La Gomera

Bem-vindo às Canárias e ao mais africano arquipélago espanhol. No aeroporto de La Gomera, a Ilha Colombina, assim conhecida pela presença de Cristóvão Colombo, o António, o líder Nomad desta viagem, vai estar à tua espera para te acompanhar ao nosso alojamento, em Playa Santiago. Mediante a hora de chegada podes aproveitar o tempo para deambular por esta pacata vila ou quiçá até dar um mergulho na praia de areia negra.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Trekking Costa Sudeste de La Gomera

Damos início à nossa jornada numa das zonas mais isoladas de La Gomera, com os seus imensos íngremes vales do Sudeste, escavados na rocha vulcânica durante milhares de anos de erosão constante. A primeira parte do dia será de uma descida progressiva, atravessando aldeias remotas e socalcos há muito abandonados, para depois descermos uma impressionante parede até ao leito seco do barranco, onde pararemos para uma merecida pausa e alguns mergulhos na praia deserta de La Guancha. Duas encostas depois a colorida capital da ilha, San Sebastian, assoma após uma curva. À noite provaremos as iguarias canárias numa das características tabernas locais.

Distância: 14 km (cerca de 7 horas)
Desnível:  750m positivos + 1600m negativos

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 3Trekking Parque Nacional de Garajonay

Hoje penetramos no coração do Parque Nacional de Garajonay, atravessando a maior mancha de floresta laurissilva das Canárias, que sozinha perfaz metade de toda a área deste ecossistema no arquipélago. Subimos ao ponto mais alto da ilha, o Alto Garajonay, com 1487 metros de altitude, local sagrado dos antigos povos pré-hispânicos, os Guanches, de onde alcançamos com o olhar vários “roques”, espetaculares formações geológicas características desta ilha. Ainda extasiados com as soberbas vistas do Alto Garajonay, descemos até à povoação de San Sebastian, onde ao cair da noite apanhamos o ferry para a cidade de Santa Cruz, capital da vizinha ilha de La Palma.

Distância: 13 km (cerca de 5 horas)
Desnível:  670m positivos + 750m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 4Trekking Los Tilos

Recém-chegados a La Palma, mergulhamos num cenário idílico, na centenária floresta de altitude da ilha, uma das mais bem preservadas do arquipélago. O dia começa com uma viagem épica de carrinha todo o terreno, que nos leva por estradas de montanha até ao início do nosso trilho. Mochila às costas arrancamos para mais três dias de trekking. Caminhamos até às nascentes dos rios Marcos e Cordero, seguindo na fase inicial uma levada de água utilizada para abastecimento das comunidades mais abaixo. Neste percurso percorremos longos túneis escavados para a levada, na encosta leste da ilha. Aqui a água reina, por todos os lados, pelo que lanterna frontal, casaco e botas impermeáveis são companheiros fundamentais. Na segunda parte do dia, descemos por uma gloriosa floresta, que mais nos fará pensar estar numa qualquer selva tropical, com fetos gigantes e a imponente cascata de Los Tilos por companhia. Terminamos a caminhada na Laguna de Barlovento, onde pernoitamos numas simpáticas cabanas de madeira.

Distância: 19 km (cerca de 7 horas)
Desnível:  600m positivos + 1200m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Cabana

Dia 5Trekking Caminho Real

Após o pequeno-almoço, deixamos as acolhedoras cabanas da Laguna de Barlovento e seguimos em direção à costa, para explorar o antigo Caminho Real. Este passava pelas pequenas aldeias encavalitadas em impressionantes encostas sobrancelhas ao mar, separadas entre si por profundos canhões, onde cactos contorcidos e dragoeiros gigantes continuam a marcar a paisagem. Quase inacessível, até há poucas décadas, a costa norte de La Palma preservou o seu carácter com vistas magníficas sobre o Atlântico que contrastam com a terra vermelha e a vegetação verde.
Numa autêntica montanha russa de constantes subidas e descidas percorremos um trilho que nos leva a atravessar as remotas aldeias de Gallegos e Franceses. Alcançamos a pitoresca povoação de El Tablado a tempo de celebrar mais um dia de conquistas na taberna da aldeia. Esta noite pernoitamos em várias casas de traça tradicional, longe de tudo, apenas com o céu e o mar por companhia. 

Distância: 10 km (cerca de 5 horas)
Desnível:  1000m positivos + 1000m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse

Dia 6Trekking La Cresteria

Acordamos bem cedo para, à boleia de uma carrinha fretada para o nosso grupo, subir até à região mais alta da ilha de La Palma, conhecida como La Cresteria. Já de mochila às costas, começamos o dia com a ascensão ao Pico de La Nieve, a 2250 metros de altitude, uma das mais exigentes mas simultaneamente recompensadoras etapas da nossa aventura no arquipélago das Canárias. O trilho leva-nos pela cumeada rochosa, com vistas panorâmicas de cortar a respiração sobre toda a ilha. Aos nossos pés estende-se o idílico Parque Nacional da Caldera de Taburiente e ao longe ergue-se o pico Teide, o mais alto de Espanha, na vizinha Tenerife. 
Mais tarde, prosseguimos pelas características paisagens vulcânicas de La Palma, bordejando paredes verticais que apenas terminam no fundo da caldeira, entre densos bosques de pinhal e floresta laurissilva. Ao entardecer alcançamos o bosque de El Pilar, onde montamos acampamento a 1500 metros de altitude para uma noite diferente, longe da civilização apenas rodeados pela floresta e pelo  silêncio da montanha.

Distância: 19 km (cerca de 8 horas)
Desnível:  750m positivos + 1500m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Acampamento

Dia 7Trekking Rota dos Vulcões

Despertamos ao som das aves e da brisa matinal. Após um pequeno-almoço preparado no local, colocamos a mochila às costas e partimos para a etapa final da nossa jornada. O trilho de El Bastón, como é conhecido entre os locais, leva-nos até à ponta sul de La Palma. Atravessamos uma paisagem completamente distinta das anteriores. Aqui, os vulcões são reis e a sua magnitude não deixa ninguém indiferente. Nomes como o vulcão Duraznero (1830 metros) ou El Charco (1740 metros) ficarão certamente na tua memória. Mas o momento alto do dia é a conquista do icónico vulcão de San Martin. Do alto dos seus 1591 metros de altitude, avistamos as quatro ilhas mais ocidentais das Canárias: Tenerife, La Gomera, El Hierro e, claro, La Palma. Revigorados com tamanha beleza prosseguimos caminho até à povoação de Los Canários. Num trilho maioritariamente a descer percorremos cenários desérticos, onde os tão característicos pinheiros canários a custo colonizam o território. Cansados dos dias de caminhada celebramos o fim do nosso trekking numa das típicas tabernas de Los Canários. Regressamos depois a Santa Cruz a tempo de retemperar forças, dar um mergulho no oceano ou simplesmente passear pelas ruelas da capital, enquadradas pela bela arquitetura colonial de La Palma. O dia culmina com o jantar de despedida, numa das casas tradicionais da marginal.  

Distância: 18 km (cerca de 6 horas)
Desnível:  900m positivos + 1600m negativos

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8La Palma e Voo de Regresso

Chegou a hora de despedirmo-nos das Canárias. O António vai levar-te ao aeroporto de La Palma, de acordo com o horário do teu voo de regresso. Para trás, ficam as memórias de uma viagem repleta de aventuras e de desafios superados, na extraordinária beleza natural deste arquipélago. 

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do líder Nomad durante toda a viagem
Alojamento durante todo o programa
Transportes durante todo o programa
6 pequenos-almoços e 2 jantares
Atividades descritas no programa

Exclui:

Voos
Alimentação não especificada (cerca de 30€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    A localização dos alojamentos foi particularmente tida em conta, seja em locais centrais nas povoações, ou noutros particularmente cénicos e interessantes, mas privilegiando sempre que possível alojamentos de pequena dimensão, de arquitetura tradicional e gestão familiar. Na Laguna de Barlovento ficamos alojados em cabanas de madeira, de 6 pessoas, em beliche, em regime de camaratas mistas ocupadas exclusivamente pelo grupo Nomad. Neste alojamento existem casas de banho exteriores e duche de água quente. Na noite seguinte, acampamos num bosque a 1500 metros de altitude, em tendas de trekking de 2 pessoas, fornecidas pela Nomad, que teremos de montar. Nas restantes noites, pernoitamos em hotéis ou guesthouse. Estes alojamentos são em regime de quarto duplo com casa de banho privativa e duche de água quente.

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    A gastronomia nas Canárias é semelhante à de Espanha continental, com algumas particularidades gastronómicas, que iremos certamente saborear. As horas de jantar são livres, mas habitualmente comemos em grupo em restaurantes escolhidos pela localização e boa relação entre qualidade e preço. Durante os dias de trekking, fazemos piqueniques ao almoço. A maioria destas refeições não são fornecidas, pelo que deves levar contigo a alimentação desde casa. Também existem pequenos supermercados ou mercearias ao longo da viagem onde te podes abastecer de alguns alimentos. O jantar e pequeno-almoço da noite de acampamento serão fornecidos pela Nomad e cozinhados no local. Tratam-se de refeições liofilizadas cozinhadas com água quente no local do acampamento.                                   
    É habitual haver disponíveis opções vegetarianas, mas tem atenção que, pontualmente, em alguns restaurantes, e sobretudo no acampamento, a variedade de oferta é limitada, pelo que vegetarianos - mas sobretudo vegans, celíacos ou pessoas com outras restrições alimentares - terão de se precaver e assegurar previamente a sua própria comida.

  • Como vou gerir o dinheiro durante a viagem?

    Nas cidades principais, como Playa Santiago ou Santa Cruz, existe ATM. No entanto, entre elas estaremos em locais isolados e pernoitamos em pequenas aldeias, pelo que é importante que leves dinheiro suficiente para os dias de trekking. Estimamos em cerca de 30€ o valor por dia necessário para refeições não incluídas e outras eventuais despesas.
    É conveniente levares um fundo de emergência de cerca de 200€ em dinheiro. Pode servir se, por qualquer razão, não conseguires levantar dinheiro logo à chegada ou noutro local durante o percurso.

  • Como é o acesso à eletricidade na viagem?

    Em todos os alojamentos desta viagem existe acesso a eletricidade, excepto nas noites nas cabanas em Barlovento e na noite de acampamento. Sugerimos que leves uma ficha tripla, se quiseres carregar vários aparelhos ou baterias antes do início do trekking.
    A rede de telemóvel existe regularmente, mas pode ser inconstante - em alguns lugares a cobertura é boa, noutros não há rede, sobretudo nos vales mais profundos e isolados. Um dos lugares onde o acesso a rede telefone é mais precário é na zona do acampamento de El Pilar.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Esta é uma viagem de trekking, onde o foco está na nossa interação com a natureza, pelo que não existem deslocações significativas em transportes motorizado. No entanto, recorremos a uma carrinha privada para realizar pequenos trajetos de acesso ao início ou final dos trekking. Também realizamos uma travessia de ferry, cerca de 2h30, entre a ilha de La Gomera e a ilha de La Palma.

  • Como é o clima durante a viagem?

    O clima das Canárias é ameno durante quase todo o ano, com amplitude térmica moderada e baixa precipitação junto à costa. As viagens Nomad são realizadas na primavera e outono, épocas de transição das estações, com temperaturas na ordem dos 20ºC ao nível do mar, mas que podem baixar a perto de 0ºC nos pontos mais altos. Percorremos as zonas mais altas das ilhas, perto dos 2500m de altitude, onde o nevoeiro e a chuva são comuns, chegando a nevar no inverno. É por isso importante ter vestuário confortável e adaptado à variabilidade meteorológica que poderemos encontrar. Nos pontos mais altos e expostos o vento pode ser mais intenso, o que, aliado à precipitação, cria uma sensação térmica muito inferior à real. Daí a importância de um bom calçado e de vestuário para a chuva realmente impermeáveis. 

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de praticar atividades em ambientes de natureza durante vários dias. Nos dias de trekking, conta com sete horas de caminhada por dia, a um ritmo lento e passo tranquilo. Os trilhos não requerem conhecimento técnico mas, para quem não tenha um estilo de vida ativo, estes poderão ser o momentos exigente fisicamente.

  • Não tenho experiência de trekking. Esta viagem é para mim?

    Os dias de trekking não têm exigência técnica. Pode dizer-se que está ao alcance de todos os que gostem de caminhar e estejam motivados para passar seis dias de mochila às costas, em ambiente natural. Em alguns momentos, vai ser mais exigente e terás que ter alguma perseverança.

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. O ritmo é ajustado às necessidades do grupo, com muitas paragens ao longo do dia. A distância dos itinerários escolhidos para cada dia dão-nos a possibilidade de os realizarmos com calma, para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • O ritmo de caminhada é muito elevado?

    Não. O ritmo é ajustado às necessidades do grupo, com muitas paragens ao longo do dia. A distância dos itinerários escolhidos para cada dia dão-nos a possibilidade de os realizarmos com calma, para podermos aproveitar ao máximo a paisagem envolvente. 

  • Como calculamos o tempo das atividades?

    As viagens de trekking da Nomad são desenhadas para o viajante que procura desfrutar do meio natural. O tempo de caminhada referido no programa é calculado tendo em conta um ritmo tranquilo, incluindo paragem para refeições ou simplesmente para desfrutar da paisagem.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina como meio preferencial para o teu aconselhamento médico. O Dr. Diogo Medina, responsável por este projeto, é um viajante que entende a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. A consulta deverá ser feita com um mínimo de um mês da data de partida para a viagem.

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Se a chegada é da responsabilidade de cada um, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    Independentemente do dia ou hora de chegada, os viajantes devem estar no ponto de encontro à hora marcada. Vamos dar-te essa informação atempadamente e o líder Nomad estará lá para reunir o grupo. 

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Espanha

Atividades

Trekking

Dormida

Acampamento: 1 noite, Cabana: 1 noite, Hotel: 4 noites, Guesthouse: 1 noite

Transportes

Barco, Carrinha, Táxi

Reservas

Min: 4 | Max: 10

Voo não incluído

Valor indicativo: 300€