Santo Antão: Trilhos da Morna

Com António Luís Campos 03 a 11 abr 2027

Santo Antão é, em muitos sentidos, a ilha mais surpreendente de Cabo Verde. A mais montanhosa, a mais verde, a mais fértil — um contraste absoluto com a imagem árida que muitos guardam do arquipélago, tornando-a um paraíso para o trekking.

Trilhos empedrados que desafiam a lógica, vales profundos escavados pela água, hortas minuciosamente cultivadas em socalcos, povoados por gente genuína e generosa. Uma ilha onde o ritmo abranda e a relação entre o ser humano e a paisagem parece preservada num tempo quase esquecido. Atravessamos a ilha de sul para norte e de oeste para leste, passando por algumas das regiões mais remotas, sempre entre montanhas abruptas, vales férteis e o Atlântico como horizonte constante. A viagem termina em São Vicente, no Mindelo, centro cultural de Cabo Verde, berço da morna e cidade natal de Cesária Évora, a voz que levou o arquipélago ao mundo.

  • Impacto cultural
    Viagem por região com costumes diferentes daqueles que estás habituado, mas com muitos laços culturais próximos.
  • Esforço físico
    Irás caminhar cerca de 5 a 8 horas por dia, com fortes desníveis, apenas com uma mochila pequena com o que necessitas para o dia.
  • Nível de conforto
    Os alojamentos são confortáveis, e as deslocações de carrinha são relativamente curtas, apesar das estradas sinuosas.

03 a 11 abr 2027

1390 €9 Dias
Voo não incluído.  Valor indicativo: 600€

Viagem Esgotada

Percurso

Dia 1Chegada a São Vicente

Chegamos à ilha de São Vicente, o epicentro cultural de Cabo Verde. Consoante a hora de chegada, há tempo para um primeiro contacto com o Mindelo, percorrendo as ruas soalheiras da cidade, os mercados, o centro cultural CNAD ou para um mergulho na praia da Laginha. É um início de viagem tranquilo, ao ritmo da cidade, que nos introduz ao ambiente crioulo do arquipélago.

Alimentação: -
Dormida: Hotel

Dia 2Trekking Monte Trigo

De manhã, atravessamos de ferry o canal entre São Vicente e Santo Antão, numa viagem curta que nos aproxima progressivamente do perfil montanhoso da ilha. Empreendemos então a viagem para o extremo Oeste da ilha, percorrendo o trilho costeiro entre Tarrafal e Monte Trigo, uma aldeia piscatória completamente isolada, onde pernoitamos, recebidos pelo Osvaldo, partilhando o quotidiano simples e intemporal de uma das mais carismáticas aldeias de Santo Antão! A pequena localidade, aninhada sob o pico Topo da Coroa, o ponto mais alto da ilha, conta apenas com acesso a pé e de bote e tem a particularidade de ser completamente autónoma energeticamente, graças à instalação de painéis solares comunitários.

Desnível: +500m -500m
Distância: 12km  
Duração: 5 horas

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 3Trekking Chã de Morte

Bem cedo pela manhã embarcamos num bote piscatório, percorrendo a costa, para nos levar até ao inicio do trilho de hoje. Seguimos depois para o interior, entrando numa região de caráter árido e mineral, onde o relevo se impõe de forma mais crua. O trekking decorre por áreas pouco conhecidas, marcadas por formações geológicas invulgares e caminhos moldados pela erosão, revelando um Santo Antão menos habitado e distante dos vales férteis, seguindo depois para Porto Novo, onde pernoitamos esta noite.

Desnível: +400m -800m
Distância: 13km  
Duração: 6 horas

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 4Trekking Caibros

Deixamos a costa sul e subimos para o planalto por uma antiga estrada empedrada, de onde se avista São Vicente e, em dias de boa visibilidade, a ilha de São Nicolau. No topo do planalto, o trilho inicia com a descida em ziguezague até Caibros, atravessando uma paisagem rural intensamente trabalhada, onde os burros continuam a desempenhar um papel central no quotidiano local. Calcorreando caminhos empedrados finamente trabalhados nas encostas mais inclinadas, testemunho da adaptação humana a um território exigente. À chegada a Caibros, pequena aldeia encaixada no vale, o final da tarde é dedicado à descoberta da produção tradicional de grogue, a afamada aguardente de cana, num trapiche local.

Desnível: +100m -1000m
Distância: 10km  
Duração: 5 horas

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Hotel

Dia 5Trekking Chã de Igreja

Após o pequeno-almoço, retomamos o percurso a pé, de Caibros em direção a Chã de Igreja, por vales encaixados onde pequenas propriedades agrícolas garantem a subsistência local. O percurso faz-se num sobe e desce constante, com passagem por Mocho, um pequeno povoado acessível apenas por trilhos pedestres. Aqui, somos recebidos por Joana, que nos oferece uma bebida refrescante antes de prosseguirmos caminho até Chã de Igreja, onde o Atlântico volta a marcar presença no final do dia.

Desnível: +650m -850m
Distância: 10km  
Duração: 7 horas

Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Hotel

Dia 6Trekking Ponta do Sol

Hoje, caminhamos por um dos trilhos mais icónicos de Santo Antão, o caminho costeiro que liga Chã de Igreja a Ponta do Sol. A paisagem é dramática, com encostas íngremes e aldeias suspensas, como Formiguinhas e Fontaínhas, postais vivos de Cabo Verde. Ao final do dia, fica o convite para um mergulho refrescante nas piscinas naturais e para assistir ao pôr do sol mais famoso de Santo Antão.

Desnível: +900m -900m
Distância: 17km  
Duração: 8 horas

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 7Trekking Paul

Chegamos à cratera da Cova, uma ampla caldeira vulcânica hoje ocupada por campos agrícolas, aproveitando o solo fértil do planalto. Daqui iniciamos uma vertiginosa descida, por caminhos empedrados, que se vai tornando mais verde à medida que entramos no cénico vale do Paul. O percurso atravessa terrenos agrícolas densamente cultivados, sempre com a vila das Pombas como referência, encaixa na costa atlântica. O dia termina em Pinhão, uma aldeia suspensa na montanha, com vista sobre o vale e que dá a sensação de isolamento total. 

Desnível: +500m -1500m
Distância: 13km  
Duração: 7 horas

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 8Trekking Monte Joana

Deixamos o interior de Santo Antão em direção à costa, descendo por trilhos que ligam pequenas aldeias onde o quotidiano se faz a pé. Em Monte Joana, esse percurso integra também a rotina escolar das crianças, com quem nos cruzamos ao longo do caminho, descendo de manhã para a costa e regressando à aldeia ao final do dia.

A caminhada termina em Sinagoga, onde há tempo para um último contato com o mar, nas piscinas naturais. Seguimos depois ao longo da estrada costeira até Porto Novo, regressando de ferry a São Vicente. Já no Mindelo, o final da viagem é assinalado num ambiente musical onde sentimos desde logo a “sodade” que Cesária Évora eternizou numa das suas mais conhecidas mornas.

Desnível: +200m -650m
Distância: 6km  
Duração: 3 horas

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel

Dia 9São Vicente e Voo de Regresso

Chegou a hora de nos despedirmos de Cabo Verde. Dependendo do horário do voo, poderá haver tempo para um último passeio pelas ruas de Mindelo ou um mergulho na praia da Laginha.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: -

Inclui:

Acompanhamento do guia de trekking Nomad durante toda a viagem
Alojamento durante todo o programa
8 pequenos-almoços, 3 Jantares
Travessia de ferry e carrinha privada
Atividades e visitas descritas no programa

Exclui:

Voos internacionais
Taxa de Segurança Aeroportuária
Transfers de aeroporto
Alimentação não especificada (cerca de 30€ por dia)
Seguro pessoal
Atividades não especificadas
Extras pessoais

Perguntas Frequentes

  • Podem reservar-me noites extra no início e fim da viagem?

    A Nomad não reserva noites extra no início e/ou no fim da viagem mas podes fazê-lo diretamente nos mesmos alojamentos que temos previstos para a viagem. Depois da tua reserva estar confirmada, disponibilizamos as informações dos alojamentos nas Notas de Viagem (na tua Área Pessoal), para que possas realizar as reservas de noite extra de acordo com as tuas preferências. Estarão sempre sujeitas à disponibilidade dos alojamentos no momento em que efetues a reserva.

  • Para esta viagem preciso de visto?

    Para os portugueses, não é necessário visto para Cabo Verde para estadias inferiores a 30 dias. No entanto, é necessário fazer um pré-registo na plataforma online www.ease.gov.cv, de preferência até 5 dias antes da viagem. É devida a Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA). A TSA tem um custo de 3.400 CVE (cerca de 30 euros) e pode ser paga no acto da realização do pré-registo ou, excepcionalmente, à entrada em Cabo Verde. O teu passaporte deverá ter validade mínima de seis meses após a data de fim da viagem.

  • Qual a melhor forma para marcar os transfers de/para o aeroporto?

    A Nomad não assegura os transfers no início e/ou no fim desta viagem, mas as informações detalhadas serão disponibilizadas para reservares de forma independente. Depois da tua reserva estar confirmada, disponibilizamos as informações dos transfers nas Notas de Viagem (na tua Área Pessoal), para que possas realizar as reservas dos transportes de acordo com as tuas preferências.

  • Como são os alojamentos durante a viagem?

    Nesta viagem teremos alojamento convencional, em pequenos hotéis ou residenciais familiares, com quartos twin e casas de banho privativas. Numa noite partilhamos uma camarata mista, com WC partilhado. 

  • Como é a alimentação durante a viagem?

    Todos os pequenos almoços estão incluídos, assim como dois jantares. A alimentação em Cabo Verde é muito saborosa, com alguma influência portuguesa e muitas particularidades locais.

    Os almoços serão em picnic, da responsabilidade de cada viajante, para os quais nos abastecemos em supermercado no início da viagem, ou levando desde casa. Nalguns dias almoçaremos em casas de familias locais durante o trekking, uma óptima forma de partilha cultural.

    Nos restaurantes é habitual haver disponíveis opções vegetarianas, mas tem atenção que, pontualmente, em alguns estabelecimentos, a variedade de oferta é limitada, pelo que vegetarianos - mas sobretudo vegans, celíacos ou pessoas com outras restrições alimentares - terão de se precaver e assegurar previamente a sua própria comida.

  • Como é o acesso à eletricidade na viagem?

    Durante a viagem teremos acesso a electricidade nos alojamentos mas um powerbank é recomendado. Há habitualmente (mas nem sempre) rede de telemóvel e internet móvel. Nalguns locais mais isolados a cobertura de rede de telemóvel é muito fraca ou mesmo inexistente.

  • Como são os transportes durante a viagem?

    Nesta viagem teremos a deslocação entre São Vicente e Santo Antão de ferry, e depois usamos um “aluguer”, o transporte colectivo mais habitual em Santo Antão, uma carrinha Hiace de 15 lugares, para as deslocações entre alojamentos e trilhos. As bagagens principais serão transportadas entre alojamentos, terás de levar apenas uma mochila pequena com os items necessários para o dia.

  • Como é o clima durante a viagem?

    A amplitude de temperaturas em Santo Antão é habitualmente reduzida, devido ao efeito do Atlântico, embora as neblinas e o vento sejam frequentes nas zonas altas da ilha. A viagem decorrerá em épocas de clima ameno, onde é normal andar de camisa de manga curta e calções durante o dia, e a temperatura da água do mar convida a mergulhos. Nos pontos mais altos e expostos, o vento pode ser mais intenso, o que, aliado à eventual precipitação, cria uma sensação térmica muito inferior à real. Daí a importância de um bom calçado e de vestuário para a chuva realmente impermeáveis.

  • Esta viagem é fisicamente exigente?

    Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de praticar atividades em ambiente de natureza durante vários dias e tenham a convicção e capacidade de lidar com o eventual desconforto de caminhar durante sete dias seguidos, com um alojamento simples e com a meteorologia algo instável. Conta com cinco a oito horas de caminhada por dia, a um ritmo lento e passo tranquilo. Os trilhos não requerem conhecimento técnico mas o desnível é significativo, para quem não tenha um estilo de vida ativo, esta poderá ser uma viagem com alguma exigência física e em que é importante ter equipamento adequado.

  • Esta viagem exige cuidados de saúde especiais?

    Para esta viagem, não existe qualquer recomendação quanto a vacinas ou medidas de prevenção de doenças. 

    Caso pretendas realizar uma Consulta de Viajante para uma avaliação médica personalizada, deverás fazê-la um a dois meses antes da viagem. 
    Podes realizar esta consulta através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), por telemedicina ou em hospitais/clínicas privadas:

    • Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibiliza a Consulta de Viajante e vacinação em vários pontos do país. Para saberes mais, consulta a lista completa dos centros de saúde aqui (na secção Portugal | Centros de Vacinação Internacional) e informação geral sobre este serviço aqui. A marcação antecipada (mais de dois meses) é particularmente importante se escolheres fazer pelo SNS.
    • orientação médica em telemedicina é uma alternativa eficaz e cómoda. A Nomad recomenda a Consulta do Viajante em Telemedicina, que tem na sua equipa médicos que são também viajantes e que entendem a nossa maneira de ver o mundo e as necessidades inerentes a uma viagem aventura. Por viajares com a Nomad, tens a possibilidade de usufruir de uma redução de 10% no valor da tua consulta.
    • Vários hospitais privados oferecem este serviço aos viajantes. Com uma simples pesquisa online, poderás encontrar o mais próximo da tua área de residência.

    Pessoas com doenças crónicas ou antecedentes de doenças cardiovasculares e/ou respiratórias, deverão sempre consultar o seu médico e informar previamente a Nomad (na Área Pessoal poderás adicionar esta informação). Caso tenhas necessidade de viajar com algum medicamento, nomeadamente medicação crónica ou menos comum, leva contigo uma cópia da prescrição médica. 

  • Com quem vou partilhar a minha viagem? Como são os viajantes Nomad?

    Os viajantes Nomad têm todos um grande interesse comum: as viagens. É uma evidência, mas indica imediatamente que são pessoas curiosas, ativas, com gosto por conhecer, explorar e, sobretudo, encontrar uma visão diferente e uma atitude sustentável em relação aos lugares que visitam ou que percorrem. Como de uma característica de espírito se trata, é natural que seja transversal a qualquer faixa etária dos 20 aos 80 anos, e independente dos cargos ou estatutos que se possam ter na vida profissional. São pessoas que procuram a aventura e a descoberta e, por isso, têm uma atitude descontraída face aos imprevistos que possam surgir e preferem o contacto com os costumes locais ao conforto burguês das cadeias internacionais de hotéis ou restaurantes. São, sobretudo, pessoas que se inscrevem a maior parte das vezes de forma individual, e que esperam levar, no fim de cada viagem, a recordação de momentos inesquecíveis entre um grupo de novos amigos.

  • O grupo viaja em conjunto desde Portugal?

    Não. Nas nossas viagens, o ponto de encontro é sempre no destino. Assim tens a flexibilidade de escolher o horário de voo que mais te agradar.

  • Podem reservar-me os voos internacionais?

    A Nomad não dispõe do serviço de reserva de voos. O voo não está incluído no preço da viagem, para que possas ter a flexibilidade de escolher onde queres comprar o voo e de onde queres partir. 

    Se quiseres comprar os bilhetes de avião através de uma agência, recomendamos que recorras aos nossos parceiros Rotas do Mundo. Nos dias de hoje, a oferta online de ferramentas de pesquisa e marcação de voos internacionais é imensa, por isso poderás também optar por reservar os voos de forma independente. Se for o caso, sugerimos que consultes motores de busca como o Google Flights e a Momondo, que te apresentam várias soluções com diferentes itinerários, a preços competitivos.

    Lembramos que só deves comprar os bilhetes de avião quando a viagem estiver confirmada, ou seja, quando estiver garantido o número mínimo de participantes para a mesma se realizar. Se decidires inscrever-te na viagem, receberás um email assim que isso aconteça, com a indicação de que já podes proceder à reserva dos voos.

  • Se os voos são marcados de forma individual, como é que se faz a reunião do grupo à chegada?

    A marcação dos voos é da responsabilidade dos viajantes. No entanto, vamos pedir-te os detalhes da tua reserva e os horários de chegada. Esta informação será transmitida ao Guia de Trekking.

    O guia receber-te-á no alojamento da primeira noite, e irá combinar previamente com o grupo a hora de reunião no primeiro dia.

  • Posso inscrever-me sozinho? Isso acarreta algum custo adicional ao valor da viagem?

    Podes. A maior parte dos nossos viajantes viaja sozinho, sem qualquer alteração ao preço.

Resumo de viagem

Destinos

Cabo Verde: Santo Antão e São Vicente

Atividades

Trekking

Dormida

Casa Familiar, Hotel

Transportes

Carrinha, Ferry

Reservas

Min: 5 | Max: 12

Voo não incluído

Valor indicativo: 600€