Pontes e Túneis da Linha do Douro
31 de Outubro a 1 de Novembro
Entre Portugal e Espanha, onde o Douro encontra a memória do ferro e da pedra, este percurso convida a abrandar e a caminhar por uma das linhas ferroviárias mais belas e esquecidas da Península Ibérica.
Começamos em Figueira de Castelo Rodrigo, vila raiana de ritmo sereno, onde a noite de chegada se faz de conversas tranquilas e brindes simples, preparando o espírito para a viagem. No dia seguinte, seguimos pela antiga linha La Fregeneda – Barca d’Alva, atravessando túneis escavados na rocha e pontes metálicas suspensas sobre vales profundos, num diálogo constante entre engenharia, natureza e silêncio. Cada passo revela paisagens durienses intocadas, oliveiras antigas e a sensação de caminhar sobre uma história que ainda respira.
O regresso faz-se com sabores da terra e do rio, e o último dia é dedicado à descoberta de Figueira de Castelo Rodrigo: muralhas, castelo e miradouros que se abrem sobre o vale do Côa. Um fim de semana para caminhar devagar, atravessar fronteiras invisíveis e sentir que, mais do que um trilho, percorremos uma linha de tempo, paisagem e memória
Embaixador do evento

Mateus Brandão
Apaixonado pelas grandes viagens de comboio
Foi no inverno de 82, quando tinha apenas duas semanas de vida, que o Mateus viajou pela primeira vez de comboio, não fazendo a mínima ideia de que essa viagem lhe marcaria o futuro de forma tão incisiva. Licenciou-se em Arquitetura, mas o apelo da partida chamava cada vez mais alto. Então, partiu. Fez alguns interrails pela Europa, seguiu-se depois uma incursão por Marrocos e por fim percorreu todas as vias férreas de Portugal. Era altura de algo maior.
Pegou na mochila e foi para o ponto mais a norte da Europa, com o intuito de descer, por terra e sempre que possível recorrendo ao comboio, até ao ponto mais a sul de África. Foram sete meses de uma viagem solitária, que lhe transformaria a vida. O livro Destino: Sul surge como resultado dessa odisseia por três continentes e 20 países, entre a Noruega e a África do Sul. Não satisfeito, seis meses depois de regressar, parte novamente, desta feita a pé e na companhia do irmão, num périplo de nove semanas, de norte a sul de Portugal.
Com a sua entrada para a equipa de líderes Nomad, as viagens tomaram conta do seu dia a dia. Neste momento, passa mais de metade do ano a bordo de uma carruagem, em boa companhia. E é isso que o faz feliz!