Na Nomad acreditamos no poder da palavra, das histórias, no poder da imagem. Acreditamos que o papel não está morto e que nada substitui agarrar na mão uma revista.

Como acreditamos que a mudança depende do conhecimento que temos sobre o que nos rodeia, nesta edição decidimos dar a palavra àqueles que percorrem o mundo na tentativa de o compreender, e não de o conquistar. Para isso aliámonos à agência de viagens aventura Nomad, com quem partilhamos o desejo de criar projetos com um impacto positivo.

Como janelas para outros universos, cada artigo é um apelo à mudança, não só de nós mesmos, mas, acima de tudo, da imagem que fazemos do planeta a que chamamos casa. Mais do que estimular o pensamento crítico sobre a sociedade moderna, está na altura de aprender e compreender.

Dar a volta ao mundo e mudar.

Lançamentos:
16 Junho, Manifesto, Mercado de Matosinhos
21 Junho, Lisboa (local a anunciar)


A revista estará à venda no nosso Manifesto, no Mercado de Matosinhos e on-line.

Nevoazul + Nomad

A Nevoazul é uma revista sobre as ações que têm um impacto positivo no mundo. Com artigos que celebram um modo de vida simples, onde se elogia o consumo sustentável, a calma e a criatividade.

Índice

Viajámos até às montanhas Tien Shan e ao deserto de Wadi Rum com o propósito de descobrir o que significa ser nómada no século XXI. Deixámo-nos levar pelas contradições que se vivem nas ruas de Varanasi e aprendemos que a bordo do transiberiano a viagem nos ensina tanto como o país de destino.

Dos costumes, às alterações climáticas, as mudanças são uma constante. Enquanto nas ilhas do lago Titicaca a modernidade e o turismo vivem num equilíbrio delicado, a norte do Círculo Polar Ártico, o degelo da Gronelândia ameaça apagar o postal de visita que todos conhecemos.

No Médio Oriente, o jornalista Paulo Moura retrata a vida em Mossul, no Iraque, um lugar onde as trivialidades da normalidade têm o caos como pano de fundo. Cenários difíceis de compreender, mas impossíveis de ignorar. Porque viajar também é isso, deixar-mo-nos levar pelo que não faz sentido, pela estranheza cultural e aprendermos a aceitar as diferenças sem cobrarmos julgamentos.

Taquille, delicado equilibrio a 4000 metros
António Luís Campos
A herança de cinco séculos de ocupação não apagaram os traços de vivência comunitária em taquile, característica de populações com uma forte conexão com a terra.

Sobreviver ao degelo da Gronelândia
Carla Mota
O futuro do povo Inuit está cada vez mais divorciado do gelo e o postal turístico que todos conhecemos poderá mudar de paisagem muito em breve.

Portfolio "Peixe Homem"
Pepe Brix
São personagens de carne e osso que dão vida às histórias do mar, revelando como os traços humanos comuns a qualquer pescador se sobrepõem às gritantes diferenças culturais e sociais.

Os últimos nómadas.
Tiago Costa e Eduardo Madeira
Encaixo-me numa sociedade que encara o nomadismo como sinónimo de liberdade. Mas será esta apropriação correta?

Os Beduínos do Vale da Lua
Marta Macedo e Pedro Gonçalves
Esta história não é uma história. Não dá conta do que é exótico, estranho ou raro. Não se foca em episódios, mas sim em rotinas e no seu valor.

Portfolio "10 Anos a Explorar o mundo"
Equipa de Líderes Nomad
Uma compilação inerentemente parcial mas representativa da diversidade e multiculturalidade que todos os membros da Nomad admiram e procuram mundo fora.

Raizes flutuantes, a vida nas ilhas Uros
António Luís Campos
O imaginário de qualquer jovem de meia idade que tenha crescido a ver desenhos animados no anos 80 torna-se real aqui, cenário perfeito das peripécias de Esteban & Companhia, na série misteriosas cidades de ouro.

Para lá da cidade-quatro dias no vale do Côa
Bons Selvagens
Uma caminhada em autonomia começa no dia em que se decide ir.

Varanasi. Espelho dourado de luz e sombra
Filipa Chatillon
Varanasi é um paradoxo. É o caos, o mundano e o sagrado. É um assalto aos sentidos, um murro no estômago. Nada faz sentido, ainda assim existe paz.

Uma casa em Mossul
Paulo Moura
"O Estado Islâmico é uma imagem que se desvanece quando lhe tentamos tocar. Eu quis aproximar-me o mais possível".

Diário Transiberiano
Mateus Brandão
De moscovo a pequim são 7622 quilómetros. Uma viagem que faz do transiberiano uma experiência única. O comboio adopta o estatuto de casa; um espaço multifamiliar de convívio, partilha e amizade, onde o tempo passa ao ritmo do trepidar dos carris.

Portfolio "The Thin Line"
Lara Jacinto, António Pedrosa, Miguel Proença
Uma reportagem fotográfica que, ao retratar o quotidiano nas fronteiras, promove uma reflexão sobre o que separa - física e metaforicamente - os países da Europa.

Varanasi - Espelho dourado de luz e sombra

Filipa Chatillon
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Sobreviver ao degelo da Gronelândia

Carla Mota
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Os últimos nómadas

Tiago Costa e Eduardo Madeira
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The Thin Line

Lara Jacinto, António Pedrosa e Miguel Proença
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Inês Pinto, editora da Nevoazul

A Inês acredita nas imensas possibilidades da comunicação. Por este motivo formou-se em Ciências da Comunicação e tirou o mestrado na Universidade do Porto na variante de Estudos de Média e Jornalismo. A sua experiência profissional passou pela área da investigação, edição, escrita e assessoria de imprensa. Apologista de narrativas lentas e pausadas, começou a explorar o universo das publicações independentes. Em 2016 decidiu lançar a Nevoazul. Uma revista sobre menos e mais, que mostra o seu interesse pelo universo editorial e pelas temáticas da calma, do minimalismo e do equilíbrio. A Inês é também a responsável pelo Manifesto, o quiosque/galeria da Nomad no Mercado de Matosinhos. Nos seus tempos livres ela ouve Beach House e Julia Holter no gira-discos.

"Passei o último Inverno a pensar na Nevoazul, mesmo antes de saber que seria esse o seu nome. Os estilos de vida simples e as discussões sobre o consumo e a sustentabilidade sempre me interessaram, mas sentia que estavam a ser representados de forma errada. Aquilo que lia parecia-me sempre demasiado radical ou extremamente utópico. Eu na altura já escrevia no meu blogue Minimal sobre estas temáticas, mas sentia que não era o meio certo para o fazer. Em Abril, numa viagem de comboio pela Áustria, deixei-me levar pela calma das montanhas nevadas e decidi que queria criar uma revista impressa que despertasse essa sensação de serenidade enquanto abordava temáticas sérias que nos obrigam a pensar sobre as nossas prioridades e escolhas. Porque apesar de vivemos numa era onde a velocidade, a abundância e o desperdício dominam, eu acredito que chegou a hora de dar uma nova oportunidade à eficiência, à criatividade e à qualidade e a Nevoazul é o reflexo disso."