As imagens do fotojornalista Mário Cruz retratam o perigoso caminho que a humanidade enfrenta, quando descura os direitos fundamentais e abandona a preservação do meio ambiente.

O rio Pasig, em Manila, é o reflexo de uma sociedade engolida por um círculo vicioso de poluição e as suas águas escondem-se debaixo das toneladas de lixo ali acumuladas. Este lixo é depois usado como moeda de troca para quem vê na venda de desperdícios, uma oportunidade para conseguir comprar comida. A subsistência destas comunidades depende do lixo e o seu desperdício gera mais desperdício. A poluição multiplica-se e o aumento da degradação das condições em que vivem os habitantes das margens do rio Pasig perpetua uma realidade insustentável.

Exposição

Palácio Anjos, Algés.
Entrada livre.

O cenário que Mário Cruz testemunhou junto das comunidades que vivem ao longo do rio Pasig, é uma chamada de atenção para a forma como vivemos. Esta é uma realidade que está a acontecer hoje, no tempo presente, e que será cada vez mais comum se continuarmos a subestimar o impacto dos desperdícios do nosso consumo no futuro do planeta.

Evitar que os nossos rios e oceanos fiquem como o Pasig depende apenas de nós. Por isso, nesta exposição, as imagens pretendem ser mais do que uma janela para uma triste realidade. Pretendem ser um apelo à mudança de comportamentos.  

A exposição foi idealizada pelo fotógrafo Mário Cruz e produzida pela Nomad, em colaboração com o Estúdio Degrau. Para a sua concretização, foi indispensável o apoio da Fujifilm, Moldura Minuto e da Câmara Municipal de Oeiras.

Terça a sexta: 10h00 às 18h00
Sábados e domingos: 12h00 às 18h00
Encerra segundas e feriados.

Livro

Como um grito de alerta e um apelo urgente à ação, a equipa editorial da Nomad, sob a edição de Mário Cruz e em colaboração com o Estúdio Degrau, trabalhou na concepção e produção do livro “Living Among What’s Left Behind”.

O livro contém 70 fotografias, entre o preto e branco e as cores, que retratam, de forma crua, a realidade que Mário Cruz encontrou em Manila.

A capa do livro foi produzida através do processamento de 160 kg de resíduos industriais e desperdícios de uso doméstico. Cada capa é criada individualmante e à mão, resultando em exemplares com capas únicas, que simbolizam a abundância de lixo que deixamos para trás.

Os trabalhos editoriais da Nomad são pensados, produzidos e distribuídos pelo nosso Manifesto. A distribuição internacional deste livro é realizada em parceria com a FotoEvidence.

Mário Cruz

Fotógrafo independente que documenta temas relacionados com direitos humanos e injustiça social cujo trabalho tem sido publicado na Newsweek, New York Times, Washington Post, CNN, entre outros. Os seus projectos pessoais foram galardoados com os prémios Estação Imagem, Magnum 30 Under 30, World Press Photo, POYi e Magnum Photography Awards. O seu portfolio pode ser visto em www.mario-cruz.com