Diogo Reis

Viaja para ficar sem palavras, tornando-se num contador de histórias

Era ainda estudante quando percorreu a Europa à boleia, tocando guitarra portuguesa pelas ruas. O interesse por músicas do mundo, desde sonoridades latino-americanas à música cigana e judaico-ibérica, levaram-no à música turca e árabe. Acabou por mudar-se para a Turquia, onde um projeto de poucas semanas se tornaria numa estadia de dois anos por vários países da região. Chegou a tocar regularmente num café em Adıyaman e a ensinar os curdos a cantar Zeca Afonso.
Viajar no Médio Oriente é para o Diogo um exercício de rebeldia e humildade, numa quebra de estereótipos constante. A hospitalidade que conhece ali é como nenhuma outra e, apesar do conservadorismo e do extremismo religioso, encantam-no os valores de respeito e comunidade que ali encontra - uma contradição com a qual convive bem. Foi na Síria que deu os primeiros passos na língua árabe, que tem vindo a aperfeiçoar, falando atualmente o árabe libanês. No Irão e no Uzbequistão foi conquistado pela pela pureza dos locais e das suas gentes, e não tem dúvidas de que o futuro o terá de levar até ao Afeganistão, Paquistão e Quirguistão.