Bikepacking Alentejo
25 a 28 de Março
Partimos de Castro Verde, reserva da biosfera reconhecida pela UNESCO, para percorrer 150 quilómetros ao longo de três dias, por estradas secundárias e caminhos de terra. Cozinhamos em conjunto, dormimos sob o céu alentejano e aceitamos um ritmo que o quotidiano raramente permite.
Percorrer o coração do Alentejo de bicicleta é entrar num território vasto, moldado por séculos de relação entre atividade humana e natureza. Em redor de Castro Verde, no chamado Campo Branco Alentejano, a agricultura cerealífera tradicional desenhou uma das mais importantes paisagens estepárias da Península Ibérica. Entre montados dispersos, planícies abertas e pequenas aldeias, encontramos um território onde ainda subsiste uma forte sensação de espaço, silêncio e continuidade.
Pedalamos por caminhos de terra e estradas secundárias, numa primeira aproximação à viagem de bicicleta em autonomia. Atravessamos campos amplos e povoações onde o tempo parece correr de outra forma, com espaço para observar, parar e simplesmente estar.
Este evento é um convite a viajar devagar, a escutar a paisagem e a descobrir o Alentejo ao ritmo das pedaladas, dos fins de tarde longos e das conversas partilhadas ao final do dia. Mais do que cumprir uma distância, este social ride centra-se na vivência coletiva, na travessia e na autonomia.
O trajeto não é técnico e o desnível é pouco acentuado. No entanto, é preciso estar à vontade a pedalar cerca de seis horas por dia, ao longo de vários dias. O percurso decorre maioritariamente por caminhos de terra, pelo que a bicicleta deve estar preparada para enfrentar pisos irregulares e transportar bagagem.
O custo é de 350€ e inclui duas noites em hotel, uma noite em bivaque e acompanhamento técnico. Exclui refeições.
Deverás trazer a tua bicicleta, de BTT ou gravel. Este percurso não é adequado a bicicletas citadinas. Caso não tenhas bicicleta própria, podemos recomendar locais de aluguer, mas a organização do aluguer ficará ao teu encargo.
Anfitriã do evento

Rita Caetano
Profundamente apaixonada pela natureza, fazendo disso um trabalho a tempo inteiro
As caminhadas pela Europa começaram cedo, depois veio o Trekking e a Escalada e pelo meio andou o Triatlo e o BTT. Em comum têm o desafio em espaços naturais, através da exploração de novos lugares e da superação física e mental.
Depois de experienciar viagens em autonomia, como a travessia completa dos Pirenéus e a Tour do Monte Branco, a Rita descobriu que o nosso corpo é capaz de fazer coisas incríveis e que nestes lugares chegamos às mais puras realizações acerca da simplicidade da vida.
Formada em Desporto de Natureza e Turismo Ativo, a rotina da Rita alterna geralmente entre guiar grupos e descobrir novas montanhas na sua carrinha. Um dos seus grandes objetivos de vida é descobrir a forma mais sustentável de ser minimalista para assim contribuir para a preservação da natureza e chegar às coisas que a fazem realmente feliz.